Por Mariana Fabrício

Se submeter a mais de uma prova de vestibular é uma forma de o fera ampliar as opções sobre a faculdade que pretende seguir. A psicóloga do Damas, Alcida Bezerra, alerta para que a concorrência de muitos processos seletivos não se torne mais uma situação de estresse. Apesar de ser um momento em que esses jovens estão se sentindo sob pressão, estar bem informado sobre cada prova que irá passar para conseguir a desejada vaga, pode resultar em escolhas mais seguras.

Pensar em quantas pessoas concorrem ao mesmo tempo é uma situação de tensão que faz parte da maratona do vestibular, já que será preciso estar ciente das informações sobre os cursos e a relação de candidatos por vaga. Mas, de acordo com Alcida, o melhor que pode ser feito é lembrar que o concorrente mais difícil pode ser o próprio estudante. “Quando esse jovem passa a desacreditar na própria capacidade já se coloca em desvantagem. Ele deve olhar para essa concorrência externa e dar o melhor de si, lembrar das habilidades, e ter a certeza que só ele mesmo pode ser responsável por dominar seus medos e inseguranças”, aconselha.

Mesmo sendo um período de dúvidas para quem termina o ensino médio e não sabe qual faculdade escolher, o fera precisa manter a concentração no esforço feito durante o ano letivo e seguir o planejamento na reta final. A aluna do colégio Damas Renata Mota Valença, 17 anos, determinou que faria vestibular para medicina na UFPE e UPE desde a oitava série, quando aumentou seu interesse por temas voltados à ciência. Mesmo sabendo que é o curso mais concorrido, ela concentra sua energia na rotina com os livros.

“No começo pensei mais na concorrência. Já sabia o que queria fazer e só precisa decidir de que maneira isso não me atrapalharia. Para muita gente a grande quantidade de candidatos por vaga é o pior, principalmente para quem vai tentar várias faculdades, mas dou meu máximo e tento pensar pouco nisso porque preciso manter o foco no que realmente importa, que é estudar”, diz a adolescente que se inspirou na família para escolher a profissão.

“Sempre gostei bastante das disciplinas exatas. Minha mãe chegou a cursar medicina e minha madrinha segue a carreira, então são inspirações para mim. Penso em seguir na área da psiquiatria ou neurologia e a escolha da faculdade é bem relevante porque não teremos o suporte que encontramos no colégio. Vamos ter que seguir de maneira autônoma, então precisamos ter certeza das nossas decisões”, conclui.

Segundo a psicóloga, o principal a se levar em consideração em relação a concorrência é estar consciente que um número imenso de pessoas querem o mesmo, mas que apenas o vestibulando pode ser responsável pelo seu sucesso. “É preciso desconstruir os perfis idealizados por esse medo. A maioria dos alunos acha que todos os outros são nota 10, menos ele. Então só com controle emocional para eliminar essa proporção desvantajosa que esse vestibulando idealiza”, explica.