Por Mariana Fabrício

Considerada uma das provas mais densas do Enem, História costuma ser carregada de textos longos e cobrar os conteúdos contextualizando com situações da atualidade. Desde 2009, os assuntos mais frequentes no Exame, além de Brasil Colônia, são Império, movimentos sociais, Era Vargas, Primeira República, Idades Contemporânea, Moderna, Média e Antiga, Ditadura militar, Democracia e Direitos Humanos.

Os candidatos podem esperar mais interpretação no caderno de Ciências Humanas, já que são testadas a capacidade de o aluno compreender fenômenos históricos e relacionar charges e reproduções de quadros com um determinado conteúdo. “Os temas podem aparecer com alguma referência, então é comum o uso de figuras para fazer referência a uma determinada época, assim como fazer uso de textos externos para contextualizar os enunciados”, comenta o professor de história do colégio Damas, Eduardo Sotero Teixeira.

Além do vestibular nacional, o Sistema Seriado de Avaliação, da Universidade de Pernambuco (UPE), pode abordar com mais força os assuntos regionais, como a Revolução de 1817. “Diferentemente do Exame, que é nacional, o teste da UPE tem essa característica de levantar assuntos locais. Aqueles alunos que vão fazer a prova do SSA 2, por exemplo precisam estar atentos porque a Insurreição contempla o ano letivo deles. Já os terceiranistas devem revisar”, conta o professor.

A disciplina despertou o interesse de Júlia, que vai concorrer a uma vaga no curso de Direito e planeja ser defensora pública após a formação. “A matéria tem peso três para mim e sempre estou revisando e me aprofundado em alguns temas. O que mais gosto ao estudar história é que através de um acontecimento anterior podemos entender melhor o presente. Ter essa base sobre os temas sociais melhora nosso poder de argumentação”, aponta.

RELEMBRE!

DATA: A Revolta eclodiu em 6 de março de 1817.

CAUSAS:

– Cobrança de altos impostos;

– Leis injustas;

– Falta de autonomia política;

– “Pacto Colonial” – Limitava as relações comerciais do Brasil com Portugal e impedido o desenvolvimento de indústrias;

– Punições violentas;

– Reflexo dos ideais do Iluminismo e de movimentos liberais, como a Independência dos Estados Unidos em 1776 e Revolução Francesa em 1789.

CURIOSIDADE

– A bandeira tal como conhecemos hoje foi criada pelos revolucionários de 1817 e representada a “República de Pernambuco”. Ela só foi oficializada cem anos depois por decreto do então governador Manuel Antônio Pereira Borba.

NOMES DA REVOLUÇÃO

Padre João Ribeiro, Miguel Joaquim d’ Almeida Castro (Padre Miguelinho), José Inácio de Abreu e Lima (padre Roma), Vigário Tenório, Frei Caneca, Antônio Carlos de Andrada e Silva (irmão de José Bonifácio), José de Barros Lima, Domingos Teotônio Jorge Martins Pessoa, Manuel Correa de Araújo, Cruz Cabugá, José Luiz de Mendonça e Gervásio Pires.