MEC vai liberar R$ 100 mi por ano a universidades federais sem hospitais

MEC vai liberar R$ 100 mi por ano a universidades federais sem hospitais

Por FolhaPress

O MEC (Ministério da Educação) vai desembolsar cerca de R$ 100 milhões por ano para garantir que 42 faculdades federais de medicina que hoje não têm hospitais próprios possam contratar até centros médicos privados, incluindo as Santas Casas, para garantir a formação dos estudantes.

Uma portaria deverá ser publicada até o fim deste ano para disciplinar a liberação desse dinheiro no próximo ano.

A proposta foi feita pela Ebserh, empresa vinculada ao MEC e que foi criada na gestão do PT para gerenciar hospitais universitários.

A medida sai do forno no momento em que a maioria dos reitores quer se livrar do peso que seus hospitais exercem sobre o orçamento da universidades, estranguladas com sucessivas reduções de verbas federais.

Nesse esforço de redução de custos, muitos passaram a integrar a rede da Ebserh, que responde pela total gestão desses hospitais arcando, inclusive, com os gastos de pessoal.

Sob Jair Bolsonaro, a empresa passou para o comando do general Osvaldo Ferreira, que decidiu usar a Ebserh para dar uma solução permanente para um problema que se intensificou a partir de 2003 com a proliferação de faculdades sem hospitais, necessários para a devida capacitação dos estudantes.

A maior parte dessas escolas foi criada entre 2003 e 2015 durante os governos de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, ambos do PT.
Segundo Ferreira, as conversas com os hospitais que poderão ser contratados como centros de formação em medicina estão em andamento e os recursos para o pagamento já foram empenhados.

“Acredito que não haverá contingenciamento”, disse ele em entrevista à Folha.

“Cada faculdade deverá receber cerca de R$ 2 milhões por ano para pagar os hospitais que aceitarem servir como centros de treinamento dos alunos.”

No Amapá, que construiu e equipou um hospital com recursos de emendas parlamentares da bancada, o custeio será da ordem de R$ 230 milhões quando estiver em pleno funcionamento.

Será mais que o dobro do orçamento previsto para as 42 faculdades sem hospitais.

Neste caso, no entanto, o hospital fará parte da rede da Ebserh. O processo de inclusão da unidade foi definido antes da chegada de Ferreira e ainda não está concluído.

A proposta de parcerias em vez de hospitais próprios também vai pôr fim a um périplo de parlamentares à empresa e ao MEC que se arrasta desde o ano passado.

Quase duas dezenas de deputados e senadores tentaram convencer o governo a encampar hospitais municipais e estaduais, a maior parte endividada, para que servissem de centros universitários.

A ideia era se livrar de um custo pesado no orçamento, já estrangulado pela crise fiscal.

Para serem incorporados, esses hospitais precisariam ser públicos (municipais ou estaduais) e operarem integralmente pelo SUS (Sistema Único de Saúde).

Teriam, então, de ser doados para as faculdades de medicina que, posteriormente, solicitariam a inclusão na rede da Ebserh por meio de contrato de gestão.

Ferreira preferiu uma solução mais econômica para evitar que o MEC arcasse com um custo que, na verdade, seria do Ministério da Saúde.
“Nossa preocupação aqui [na Ebserh] é a formação do estudante de medicina”, disse o general.

“Claro que esses hospitais prestam um importante serviço de atendimento à comunidade pelo SUS, mas o foco, pelo MEC, é garantir a qualidade da formação dos nossos médicos”, reforça.

Hoje, a Ebserh administra uma rede de 40 hospitais universitários em todas as regiões do país.

As despesas desses hospitais são pagas com recursos do MEC e, em menor parte, do Ministério da Saúde, que banca os atendimentos oferecidos à população via SUS.

UFPE conquista a 12ª posição entre as universidades brasileiras

UFPE conquista a 12ª posição entre as universidades brasileiras

A Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) foi considerada a 12ª melhor universidade brasileira e a 45ª entre as latino-americanas no QS Latin America Rankings 2020. Segundo a avaliação, feita pela Quacquarelli Symonds, uma organização mundial sediada na Inglaterra que avalia o desempenho de instituições de ensino de todos os continentes, desde 2004, a melhor universidade da América Latina é a Pontifícia Universidad Católica de Chile, a PUC Chilena, seguida da Universidade de São Paulo (USP); Tecnológico de Monterrey, do México; Universidad de Los Andes, da Colômbia; e da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). A UFPE ganhou uma posição em relação ao ranking do ano passado.

Neste ranking, um dos mais consultados no mundo, foram avaliadas 400 instituições de 20 países da América Latina, 17 a mais que na última edição, e a UFPE foi uma das 94 universidades brasileiras convidadas a participar. No ranking das melhores da América Latina, além de USP e Unicamp, aparecem as Universidades Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), 9ª posição; Estadual Paulista (Unesp), 11ª, PUC-RJ, 15ª; Federal de Minas Gerais (UFMG), 17ª; Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), 19ª; Federal de Santa Catarina (UFSC), 22ª; de Brasília (UnB), 29ª; Federal de São Paulo (Unifesp), 30ª; Federal do Paraná (UFPR), 32ª; Federal de São Carlos (Ufscar), 35ª; e Federal de Pernambuco (UFPE), 45ª.

INDICADORES – O QS latino americano utiliza oito indicadores: Reputação Acadêmica – aplicação de questionários com alunos, com peso 30%; Reputação com Empregadores – avalia a imagem da instituição, através de 45 mil questionários respondidos, junto a empresas e órgãos públicos, com peso 20% (sendo 70% empresas fora do Brasil e 30% brasileiras); Citações por Artigo, dos artigos publicados na base Scopus em 2013/2017, quantos foram citados no período 2013/2018, com peso 10%; Proporção Professor/Estudante com peso 10%; Percentual dos Professores com Doutorado com peso 10%, Proporção Artigo/Professor com peso 5%, Rede de Pesquisa Internacional com peso 10%, e Impacto da Web com peso 5%.

* Com informações da assessoria de comunicação da UFPE

Instituições particulares poderão participar do Pisa para Escolas

Instituições particulares poderão participar do Pisa para Escolas

Por Agência Brasil

A Fundação Censgranrio e escolas particulares firmaram nessa segunda-feira (21) um convênio com que permitirá às instituições privadas participar do Pisa para Escolas (Pisa-S) em 2020. A avaliação internacional permitirá que as escolas comparem os próprios resultados com o desempenho de estabelecimentos de outros países. A adesão é voluntária.

O Pisa-S é uma avaliação da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) baseada no Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa), exame internacional voltado para estudantes de 15 anos de cerca de 70 países. Assim como no Pisa, são avaliados os conhecimentos em matemática, ciências, leitura e habilidades socioemocionais e coletados dados socioeconômicos e informações sobre o ambiente de aprendizagem, entre outros.

O convênio foi firmado entre a Federação Nacional das Escolas Particulares (Fenep) e a Fundação Censgranrio, única instituição brasileira credenciada pela OCDE. As escolas que desejarem participar da avaliação devem fazer a adesão por meio dos 22 sindicatos estaduais. Para tanto, será necessário preencher determinados requisitos, entre os quais, um mínimo de 42 alunos, com idade de 15 anos, e ter computadores disponíveis para que todos façam a prova.

Cada escola participante da avaliação recebe um relatório detalhado, com evidências sólidas acerca dos fatores que afetam o seu desempenho e com indicações de como promover a melhoria da aprendizagem para todos os estudantes. Os relatórios individuais de cada escola são de domínio da escola ou rede de ensino, e não é permitido divulgar os resultados obtidos sem autorização expressa dos gestores escolares. A partir deste ano, o Pisa será oferecido por meio de plataforma da OCDE e todas as provas serão online.

O Pisa-S será aplicado em instituições privadas a partir de maio de 2020. Os estudantes responderão a questões de múltipla escolha e 44 questões dissertativas. Os alunos também respondem um questionário que investiga o clima escolar, o contexto ocioeconômico, a relação entre professores e alunos, entre outros assuntos.

A avaliação foi oficialmente lançada no Brasil em junho deste ano, mas já foi aplicada em um projeto piloto, em 2017, no país. Participaram, naquele ano, 46 escolas, sendo 13 escolas particulares e 33 públicas, das quais 23 eram da cidade de Sobral, no Ceará.

Após o lançamento oficial, entre as escolas públicas, São Paulo foi o primeiro estado este ano a aderir ao Pisa-S. No mundo, o Pisa para Escolas já foi aplicado em mais de 2,5 mil escolas de 11 países.

Movimento Educar prepara feras

Movimento Educar prepara feras

A credibilidade e o alcance do Diario de Pernambuco se somam à expertise do Colégio Núcleo para informar e preparar os estudantes pernambucanos para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e os principais vestibulares do país. Com o projeto Movimento Educar, uma série de conteúdos especiais com oferecimento do Núcleo vai propagar dicas, atualizações, comentários e curiosidades em torno dos exames, com publicações no jornal impresso, no Blog Movimento Educar e nas redes sociais do Diario. “Com essa parceria, vamos levar a experiência do Núcleo em processos de seleção para ingresso no ensino superior a muito mais pessoas. Isso faz parte do DNA do Núcleo e é importante não somente para os estudantes e as pessoas envolvidas, mas para a população em geral. É uma forma de entender melhor os processos de chegada a uma universidade e o que acontece dentro de um Ensino Médio consistente e inovador como o do Núcleo”, avalia Gilton Lyra, diretor do centro de ensino.

Para ele, munir os estudantes com o maior número de informações verificadas e comentários de especialistas contribui para um melhor desempenho nas provas. “É interessante e muito relevante porque dá segurança [aos vestibulandos]. Eles precisam saber como serão avaliados, quais serão os critérios para que desempenhem bem. Muitas vezes, se submetem ao processo sem conhecer as regras”, explica o professor-diretor. Em paralelo às tendências de abordagem e conteúdo para o Enem e vestibulares estaduais – como o da Universidade de Pernambuco (UPE) e Universidade de São Paulo (USP) –, métodos do processo de aprendizagem e preparação para as provas também devem entrar em pauta no Movimento Educar.

“A educação é o grande mote de transformação de qualquer nação. Incentivar conhecimento, criatividade e a busca por novas informações faz com que o estudante perceba que aprender é bom, é legal. É nisso que acreditamos no Núcleo, que é uma escola que trabalha o engajamento estudantil, o estímulo ao pensamento. Essa grande parceria com o Diario vai mostrar como a escola e o aprendizado podem ser agradáveis, inovadores, interessantes”, complementa o gestor do Colégio Núcleo, classificado pelo Ministério da Educação como a melhor escola particular de Pernambuco, ocupando a 11ª posição nacional no ranking do último Ideb. Além de conteúdos especiais publicados na Superedição de Fim de Semana do Diario, o Movimento Educar vai contar com a atualização cotidiana do blog do projeto e, ainda, com a coluna Jovem Leitor – com conteúdos produzidos por estudantes do Colégio Núcleo.

2 perguntas: Gilton Lyra, diretor do Núcleo

Quais as expectativas em relação às provas deste ano? Esperam novidades em relação aos anos anteriores?
Em relação às estaduais, não. Mas, em relação ao Enem, sim. Temos a expectativa de que o governo construa provas com questões um pouco mais curtas, mais objetivas, com conhecimento mais direto e menos interpretação. A tendência é que o Enem deste ano seja um pouco mais curto e um pouco mais objetivo, já que esta é a proposta do Ministério da Educação. Isso é algo que já observamos nos últimos três anos, que o Enem vem ficando cada vez mais parecido com a primeira fase da USP: mais objetivo, multidisciplinar e com conhecimentos mais específicos. Mas nada que assuste os nossos estudantes. Deve ser uma prova um pouco mais enxuta e mais “conteudista”.

Quais as principais recomendações para os alunos que estão se preparando para os exames?
Agora, sobretudo para o Enem, a principal recomendação é refazer questões de anos anteriores, para que ganhem segurança e percebam o quão aplicado está aquele conhecimento que acumularam. O processo de revisão ajuda o estudante a diagnosticar o que ainda está precisando aprender. Ainda dá tempo de aprender muita coisa. De revisar, de resgatar algum conhecimento, tema ou alguma linguagem específica. A dica é usar questões de anos anteriores como ferramenta para esse diagnóstico.

 

Biblioteca Blanche Knopf: um lugar com obras raras

Biblioteca Blanche Knopf: um lugar com obras raras

A biblioteca considerada a mais rica em obras de ciências sociais e humanidades fica no bairro de Apipucos, Zona Norte do Recife, mas é pouco conhecida por moradores da cidade. O acervo da Biblioteca Blanche Knopf, da Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj), é de 126 mil volumes. São livros, obras raras, fascículos e periódicos, além de quatro mil cordéis disponíveis gratuitamente para consulta. O espaço completou 65 anos em 2019 e planeja chegar à nova idade mais conhecido pela população. Para isso, ganhará divulgação das ações nas redes sociais. Outro plano para o futuro é digitalizar o acervo, que inclui todos os exemplares da coleção pessoal de livros de Joaquim Nabuco e obras raras do século 17.

O prédio da biblioteca, no número 92 da Rua Dois Irmãos, a poucos metros do Açude de Apipucos, tem três pavimentos. No térreo, livros mais atuais podem ser encontrados pelos visitantes. O segundo andar é reservado às atividades administrativas e o último guarda os periódicos e as obras raras. A entrada é gratuita e não precisa de cadastro para ter acesso aos exemplares. Basta chegar no horário de funcionamento, de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h. Não é autorizado, porém, levar o material para casa. A consulta tem que ser feita no local, que é climatizado e tem internet wi-fi gratuita.
A coordenadora da biblioteca, Nadja Tenório, ressalta que o objetivo do espaço público é preservar a memória, proteger o acervo e mediar o acesso do público às obras. “São livros de vários segmentos, exceto das ciências exatas”, destacou. Entre as obras raras, exemplares de 1660. As coleções especializadas incluem, por exemplo, os Documentos Brasileiros e o Memória Brasileira, enquanto periódicos raros, uma coleção de revistas de cinema das décadas de 1930 e 1940. A biblioteca, segundo a coordenadora, recebemos pessoas de todo o país e do exterior interessadas no acervo, que já foi considerado o mais rico do Brasil em ciências sociais e humanidades.
Para manusear as obras raras é preciso usar luvas e máscara, disponibilizadas pela equipe da biblioteca. A manipulação é orientada por funcionários, que também se disponibilizam a ajudar os frequentadores em pesquisas e consultas. “Muitas pessoas, de todas as idades e níveis de instrução, chegam e pedem ajuda em pesquisas. Elas dizem o que estão estudando e indicamos livros e periódicos”, ressaltou a bibliotecária Veronilda Santos. A pesquisa pode ser feita ainda em computadores, usando palavras-chave. A consulta digital indica obras adequadas ao tema procurado. “É a melhor biblioteca da cidade, na minha opinião. Pena que é pouco conhecida. Tem um acervo riquíssimo em história, sociologia, filosofia”, afirmou o professor de história Diego Souza, frequentador da Blanche Knopf.
 
Pesquisa escolar

Além do trabalho de preservação e divulgação das obras que abriga, cabe à Biblioteca Blanche Knopf a manutenção e atualização do site Pesquisa Escolar da Fundação Joaquim Nabuco. O portal, com artigos diversos que podem ser usados por professores e estudantes em pesquisas, reúne textos em português, inglês e espanhol. O objetivo é disponibilizar conteúdo escolar confiável, em tempos de control C e control V na internet. “É como as enciclopédias de antigamente, só que no ambiente digital. São textos com fontes confiáveis, o que ajuda na hora de fazer a tarefa de casa”, pontuou Nadja Tenório.

Quem foi Blanche Knopf

Diario de Pernambuco publicou, em 27 de outubro de 1968, a homenagem feita pelo Instituto Joaquim Nabuco, que viria ser a Fundação Joaquim Nabuco, à Blanche Knopf. Na homenagem, o sociólogo Gilberto Freyre revelou que o instituto havia recebido o primeiro grupo de livros doados pela Alfred A. Knopf, editora norte-americana presidida por Blanche. Esta, nascida em julho de 1894, morreu em junho de 1966. Os livros foram entregues pelo Consulado dos Estados Unidos no Recife.

Freyre informava que os livros iam para uma sala na biblioteca do instituto e que teria o nome de Blanche Knopf. “Sala provisória: a definitiva será no edifício, também definitivo, da Biblioteca, sempre em expansão, do Instituto”, escreveu. A homenagem, acrescentou o sociólogo, era justíssima. “Ninguém nos Estados Unidos nos últimos trinta anos, que dedicasse à cultura brasileira maior e mais lúcido carinho do que Blanche Knopf”, ressaltou o sociólogo, acrescentando que os dois Knopf como que descobriram para o público mais culto do seu país o moderno Brasil intelectual. “Resolveram revelá-lo ao vasto mundo de língua inglêsa através de tradução dos escritores que lhes parecem mais significativos, mais expressivos, mais caracteristicamente brasileiros e, ao mesmo tempo, de espírito ou de sentido mais universal; e que ainda não tivessem sido traduzidos àquela língua, mais que nenhuma, das modernas, transnacional.”
Blanche Knopf, detalhou Freyre, esteve no Brasil na década de 1940    pela primeira vez. “Havia aqui uma literatura de genuíno valor que precisava de ser revelada. Havia aqui gênios literários e não apenas rios gigantes. De onde seu afã no sentido de fazer traduzir e publicar em língua inglesa obras que confirmassem seu juízo”, completou.
A editora Alfred A. Knofp foi fundada em 1915. E, conforme a homenagem do sociólogo, Blanche e Alfred Knopf nunca deixaram que na editora o sentido comercial dominasse o sentido  intelectual. Para sala a que recebera o nome de Blanche chegaram livros sobre assuntos sociais, problemas culturais, história e filosofia.
Serviço
Biblioteca Blanche Knopf
Endereço: Rua Dois Irmãos, 92, Apipucos, Recife
Telefones: (81) 3073-6540 e 3073-6535
E-mail: bibli@fundaj.gov.br
Horário de funcionamento: segundas, terças e quartas das 8h às 17h; quintas e sextas das 8h às 12h e das 13h às 17h

 

Conheça as mais belas bibliotecas do mundo

Conheça as mais belas bibliotecas do mundo

Por Agência Estado

Ler é um dos hábitos mais importantes e saudáveis que devemos ter em nossas vidas. É por meio da leitura que aprendemos a maior parte das informações que vamos carregar conosco desde a infância até a vida adulta. Para quem ama viajar e ler, existem muitas bibliotecas que são lindas, cada uma com arquiteturas e detalhes diferentes.

Confira quais são as bibliotecas mais incríveis do mundo:

1. Biblioteca Real – Gabinete Português de Leitura (Rio de Janeiro, Brasil)

Fundada em 14 de maio de 1837, ou seja, há 181 anos, é uma das bibliotecas mais bonitas e completas do Brasil. Seu projeto arquitetônico foi feito pelo português Rafael da Silva e Castro, adotando um estilo gótico-renascentista. A fachada tem inspiração no Mosteiro dos Jerónimos, localizado em Lisboa. Nenhuma outra biblioteca fora de Portugal possui tantas obras portuguesas. Ao todo são mais de 3550 mil volumes disponíveis ao público. Já serviu, inclusive, como locação para filmes e novelas, como O Primo Basílio (1988) e Os Maias (2001)

2. Stadtbibliothek Stuttgart (Sttutgart, Alemanha)

A biblioteca municipal da cidade de Sttutgart, na Alemanha, existe desde 1901. No entanto, o prédio atual foi projetado em 2011 pelo arquiteto sul-coreano Eun Young Yi. O visual é bastante moderno, utilizando tijolos de vidro no seu exterior. Por dentro, tem paredes na cor branca e o que dá o colorido à biblioteca são os livros nas prateleiras. Esse contraste deixa o local com uma beleza única.

3. The National Library of Prague (Praga, República Tcheca)

Em Praga, na República Tcheca, temos a Biblioteca Nacional da República Tcheca. A construção original foi feita em 1722 e o prédio adota o estilo da arquitetura barroca. Um dos fatos que tornam essa biblioteca ainda mais legal é que ela se localiza no histórico complexo de edifícios Clementinum.

4. Stiftsbibliothek Admont (Admont, Áustria)

É a maior biblioteca monástica de todo o mundo. Foi inaugurada em 1776 e tem em seu acervo mais de 180 mil obras, sendo muitas delas consideradas raras. Seu arquiteto foi o austríaco Josep Hueber, que adotou o estilo rococó para idealizar a estrutura do local.

5. Kansas City Public Library (Missouri, Estados Unidos)

Inaugurada em 1873, chama atenção logo de cara. Sua fachada é uma das mais originais de todo o mundo, representando uma grande estante com 22 livros, os mais lidos em todo mundo, que foram escolhidos através de voto popular. Aqui temos obras de escritores como Shakespeare, Tolkien e Platão

6. Trinity College Library (Dublin, Irlanda)

Um dos passeios obrigatórios para quem visita à capital irlandesa. É a maior biblioteca da Irlanda, tendo sido fundada em 1592. São mais de 4 milhões de livros no acervo. Também é dona de uma estrutura arquitetônica maravilhosa, com forte influência da arquitetura bizantina, encantando quem a visita.

7. Bibliothèque nationale de France (Paris, França)

É o centro de todas as publicações feitas na França, sendo uma das bibliotecas mais importantes do continente europeu. Sua inauguração original aconteceu em 1461, ou seja, há mais de 550 anos, sendo aberta ao público apenas em 1692. Abriga a maior coleção de manuscritos medievais e modernos de todo o mundo.