Pega, Mata e Come
quinta-feira, 2 de fevereiro, 2012 por Pai Aqui às 17:26

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O folclore tricolor abraçou Caça-Rato. Durante a chegada ao Arruda, a massa coral deu total apoio. Chegou até a pedir a entrada do atacante em alguns jogos. Quando o viu em campo, desistiu. Em pouco tempo, o pobre coitado virou alvo de chacotas, vaias, críticas. Neste Estadual, fez um golzinho aqui, deu um passezinho acolá. Tornou a relação mais amena. Agora, não há mais palavrões. Só pedidos educados. “Dá o lavra, vai”, imploram os tricolores.

E vão faltar cartolina e tinta de hidrocor se Zé Teodoro insistir em Branquinho, Luciano Henrique…
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O Sport ganha do Náutico.

Se o Sport ganha do Náutico, Roberto Fernandes cai.

Se Roberto Fernandes cai, é pênalti pro Santa Cruz.

Se é pênalti pro Santa Cruz, Weslley perde.

Se perde, é o Mequinha.

Se o América perde, Larissa Riquelme não cumpre a promesse de desfilar nua no Recife.

Porra, Náutico!
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Pode parecer marcação, implicância, perseguição. Mas não é. Já fiz post sobre o excesso de pênaltis assinalados a favor do Santa Cruz nesta temporada. Entretanto, algo novo ocorreu nesta nublada tarde de segunda-feira, durante amistoso do time reserva contra a Holanda… do Pina! A “Laranja Mecânica de Brasília Teimosa”, time de pescadores da zona sul, abriu o placar no Arruda. E eis que algo cai em campo.
Se algo cai, não tenha dúvida: “é pênalti pro Çanta Crui”. Pode ser qualquer queda, desde o Muro de Berlim até o dente de Marcelinho Paraíba. Virou até slogan, marca registrada, escudo do clube.

E não foi só um. Foram dois contra o “Carrossel Holandês da Comunidade do Bode”. Já são seis penalidades em 2012 em seis partidas. No final, goleada coral por 6 a 1, com hat-trick de Dênis (Marques), o Pimentinha do Arruda. Além dos três gols, o ex-vendedor de fitinhas do Olodum ainda deu assistência. Mas, antes de qualquer tricolor se empolgar, vale lembrar…
… dois gols foram de pênalti!
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Marcelinho Paraíba voltou a perder o dente em campo. Curiosamente, de novo contra o Náutico. Depois de escancarar a janelinha em agosto do ano passado (veja AQUI), o vovô rubro-negro perdeu o dentinho postiço durante o último clássico, após um esbarrão com Siloé, e ficou com vergonha de dar entrevista. A malcriação se estendeu até o campo, quando o Banguelinho desobedeceu Mazola por não fazer o “pivô”.

Mas, mesmo literalmente de dente caído, Marcelinho ainda brilha em campo. Brilha tanto quanto o ouro do dente. Para recuperar a peça da chapa, orçada em mais de R$ 3 mil, o jogador prometeu R$ 1 mil de recompensa para quem encontrasse a “agulha no palheiro”. Um monte de caçador de recompensa saiu catando a “casa de cárie” entre os buracos do mangue (greia à parte, a foto da caça é real)… aliás do gramado da Ilha do Retiro.

Em vão. Olha só quem achou o dente de Banguelinho Paraíba:

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Se, somente ao ver a camisa do Sport, o Náutico já treme… imagine quando as cores rubro-negras se juntam às do Grêmio. É bullying. Brincadeira ofensiva. Fuleiragem das grandes. Sou contra! Portanto, vou publicar apenas uma única foto. Para nenhum alvirrubro se borrar muito de medo.
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Antes de a bola rolar, situação parelha. Times com parte da base do acesso à Série A mantida, sem grandes desfalques, separados por alguns poucos pontos. Rivais. Mas o Náutico nunca teve um começo de jogo tão “Náutico”. Em 13 minutos, 3 a 0 para o Sport. Chocolate. Teve alvirrubro chegando em casa antes mesmo do fim do primeiro tempo, para a surpresa desagradável da esposa e do Ricardão.
O descrente, entretanto, quebrou a cara por não ter visto a reviravolta timbu da sequência. Do sofá de casa, quem saiu mais cedo do estádio e até o lesionado atacante Rogério vibraram com as homenagens e a reação, entre as mudadas de canal para ver o Arquivo Confidencial do Faustão.

Fim da primeira etapa: 3 a 1. Quando os alvirrubros pareciam conformados com a derrota, surgiu a esperança. Mas não demorou muito para tudo desmoronar de novo. O cão de guarda Tobi, o “Totó”, marcou um golaço de voleio. É ver para crer. Outro assim, Tobi não faz nem em zorrinha contra os pivetes do condomínio.

O 4 a 1 fechou o caixão do Náutico, não? Não! O Timba reagiu e partiu para o ataque. Aos rubro-negros, entre toradas de aço, restou a secação…

O adversário balançou as redes leoninas mais duas vezes. Valeu como esforço. E só! Gol bonito vale 1,5. Quase empate vale 0,5 ponto. Juiz ladrão. Os alvirrubros apelaram de tudo para reverter o revés. Mas já diz o ditado: quem apela, perde. Perder de 4 agitou o carnaval dos trocadilhos. Principalmente, por ter sido contra o “time do mastro” é complicado. O jeito é se sentar, de bandinha, refletir e dar a volta por cima.
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Nada como um “Crássico dos Crássicos” para esquentar o já fervente Pernambucano. O campeonato está tão apimentado quanto o Baiano, a terra dos acarajés. Polêmicas de arbitragem e casos até de “polícia” para desviar o foco do trágico futebol. Quem vai vencer? Vou ficar sobre o muro: empate.
Sem Rogério (o da máscara da foto abaixo), submetido a duas cirurgias depois do carrinho imprudente aplicado por Maneco (o jogador do Mequinha fez jus às quatro primeiras palavras do nome), o Náutico vai de Siloé. Ou seja, bronca do tamanho do trem. Mas o Sport não tem muita coisinha melhor para ofertar. Ô, joguinho com cara de 0 a 0…
Após a partida, volte ao blog para conferir toda a resenha galhofeirística direto da Ilha.

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O Marco Zero foi confirmado como sede da Fan Fest da Copa de 2014, o espaço oficial da Fifa a quem está liso para comprar ingresso, mas não dispensa ver os jogos em meio à muvuca e regado à cachaça. Uma megaestrutura de palco, som e telão somada a várias atrações culturais devem atrair milhares de torcedores, das mais diferentes regiões do país e do mundo, para o velho Recife Antigo.
No Recife Antigo?! Ah, então, todos têm certeza: vai ser sucesso!

No telão de transmissão, só “crack”!

Muito molejo, saculejo, remelexo e baculejo!

Só clima paz e amor, aê!

Até porque, realidade não se muda do dia para a noite. Muito menos com maquiagem.
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