Já revelei o fumo por qual passei quando fui ao jogo entre Vitória e Corinthians, dia 21 de novembro, em pleno estádio Barradão. Sol arretado, fila imensa, Ronaldo em campo por meros 15 minutos, um monte de macho suado gritando “nêgo, nêgo!”, ônibus da volta com ares de Rio Doce/CDU e, por aí, vai. Mas, mexeu comigo, o bicho pega. E a minha urucubaca de vingança funcionou.
Irritado com a indigna recepção ao babalorixá mais rochedo do mundo (quiçá do universo) esportivo, rebaixei a baianada do Vitória para a Série B – logo quando o rival Bahia subiu à elite, veja só. O time paulista não teve muito a ver com a história. Contudo, por tabela, acabou se contaminando com a minha quizila.
Gravei, em vídeo, o gol responsável por aniquilar as forças corintianas. O empate com o Vitória, a duas rodadas do fim da competição, praticamente tirou a taça de campeão brasileiro das mãos do Timão e a fez cair sobre o colo do Fluminense. Brinque comigo não, cumpádi. Ô, pé frio! Saravá!

Antes de jogar tomates em mim por ter escrito palavrão, lavem a boca suja do próprio Tomate. O cantor de axé está vermelho de raiva por causa da censura. Após a ameça da administração pública, a agência contratada pelo artista optou por se livrar da polêmica e substituir o palavrão por reticência.






Rio de Janeiro, 5 de setembro de 2010.



O Homem-Aranha “Cristão” foi fácil de achar. Afinal, o cidadão é daqueles típicos “doidos para aparecer”, à lá os rubro-negros Zé do Rádio e Cabuloso, o tricolor Bacalhau e o alvirrubro Mister N. Difícil foi achar ‘neguinho’ com a camisa do goleiro Bruno, ex-goleiro do Flamengo e atual arqueiro do Bangu I.
