Tricolores de Férias

Rodrigo Gral na Disney
… Rodrigo Gral, todo serelepe, não deu bola para o Mickey e a Minnie, pois prefere o Pateta

Ei, você, tricolor. Sim, é você mesmo. O quê? Não tem tricolor lendo este blog? Ah, tem não. Estão todos de férias. Alheios às notícias esportivas. Então, você, alvirrubro ou rubro-negro, embora careado com o “futebol de segunda” dos times, avise o amigo coral para entrar em contato com o Papai Aqui. Enviar um postal, talvez. Só não venha me mandar foto garantindo estar em plena Disneylândia, pois eu conheço muito bem o Mirabilândia, viu?

Dutra em Paris
… Dutra não comparecia a Paris há séculos, desde a última visita ao “brother” Napoleão

E não tente me fazer confundir Paris com Bultrins. Sinto falta do Santa Cruz. Joga quando? Amistoso não vale. Mas, depois do esforço, toda “Cobrinha” merece gozar… de repouso. Por enquanto, os torcedores estão de pernas sobre a mesa, com as mãos atrás da nuca e só risos para as atuações medonhas de Náutico e Sport. O entretenimento virou fazer piadinhas de velho a Marcelinho Paraíba e ironizar o jeito manso de Waldemar Lemos.

Caça no Rio
… liso, Flávio Caça-Rato só teve grana para aproveitar os voos promocionais da Gol para o Rio

Entretanto, é preciso acordar logo do sonho. Até porque, disputar Série D após o título estadual, é como dormir bêbado e imaginar estar ao lado de Xuxa e acordar ressacado, virar de lado e se deparar com Hebe Camargo. Ou abrir aquele embrulho colorido de presente crendo ter ganho um autorama e dar de cara com a oitava camiseta do mesmo aniversário – que a minha tia não leia esta coluna. Acorda, tricolor! E não esqueça de me mandar o postal por e-mail.

Só Jesus Salva

só Jesus salva

Durval, Rafaela e Wandre vivem momentos distintos. O rubro-negro, quem tomou a iniciativa de enviar a foto ao Blog do Pai Aqui, está feliz pra boi… ou melhor, pra burro. A tricolor está de férias, só paz e amor. O alvirrubro, coitado, sorriso amarelo e sinal de pessimismo. E, pelo visto, nem a imagem pendurada, tampouco as orações à Nossa Senhora surtiram efeito.

“Rogai por nós, sofredores!”

É Obra do Internauta

É cada vez maior o volume de colaborações enviadas ao Blog do Pai Aqui. Seja por e-mail ou sugestão via Twitter, OrkutFacebook. E é igualmente proporcional a quantidade de publicações das resenhas encaminhadas. Portanto, quer tirar onda do adversário ou do próprio time, conte com o Papai Aqui. Abaixo, montagens de três internautas, alusivas à decisão do PE2011.

A sinceridade do rubro-negro André:

Arte de André

A greia de Carla Albuquerque com o “colega de trabalho” Paulo Afonso:

Arte de Carla Albuquerque

As três cornetadas do alvirrubro Ruy Guerra:

Arte de Ruy Guerra

Arte de Ruy Guerra

Arte de Ruy Guerra

Reginho é Tricolor

Reginho é tricolor?

E os internautas tricolores não param de tirar onda e mandar sugestões e colaborações ao Blog do Pai Aqui. Para resenhar com o amigo chato, o chefe cabuloso ou o vizinho barulhento, não importa o time ou a situação, basta ter um lampejo de criatividade e mandar a ideia pronta ou pré-fabricada para paiaqui.pe@dabr.com.br.

* Montagem enviada por Claybson Santos.

Tá no Blog do Pai Aqui

olha o "tô na globo" aí do lado esquerdo

Jogo com transmissão de TV é certeza de arquibancadas lotadas de cartazes de pessoas doidas para aparecer. Desde recados alusivos a fatos atuais, como saudações às vítimas das enchentes do Japão ou da escola em Realengo, até provocações contra torcedores rivais. O mais comum, entretanto, é o bom e velho “Tô na Globo”.

O coitado do canto esquerdo da foto acima não tinha melancia para colocar em cima da cabeça e resolveu improvisar um simples “Mãe, Tô na Globo” durante América x Náutico. Com uma cartolina mandrake, ‘tá dimái, ví’? ‘Tá’ no máximo no Blog do Pai Aqui. E nem reclame. Saiu no lucro.

Aniversário do Blog

o antigo layout do blog

Um ano é idade para engatinhar. E olhe lá! Balbuciar as primeiras palavras. Encher a paciência de quem dá todo carinho. Pertubar. Fazer sujeira. E, sem muito esforço, encantar. À exceção do último ato listado, assim segue este malemolente, escrotinho e assaz-aprazível blog. Um ano de idade, completado hoje, 12 de abril – sou ruim com números, portanto, para decorar, penso em um time de futebol (11) à frente do Dia da Mentira (1º de abril).

Tal qual Simonal, “ninguém sabe o duro que dei”. Tudo começou nas páginas do jornal Aqui PE. Por lá, onde mantenho a coluna de previsões e piadinhas até hoje, recebo ligações a torto e a direito de leitores indignados com as minhas bolas fora. A cada erro de palpite sobre alguma equipe da capital, uma chuva de impropérios. Já fui torcedor de todos os clubes. “É um rubro-negro safado (redundante), rapaz!”, “Tricolorzinho miserável (redundante), viu?” e “ô, seu alvirrubro maricas (redundante)” são fichinhas. Falar do meu querido Bola de Fogo da Muribeca e colocar a mãe no meio, ninguém, né?

capa do Aqui PE

Calma! Não dá para esquentar a cabeça em pleno aniversário. E, sinceramente, não dá para reclamar da chiadeira. Afinal, virou combustível para eu manter a tiração de onda, continuar a apostar em tropeços dos “grandes” (grandes coisas) e ficar mais popular – o tal “falem bem ou falem mal, mas falem de mim”. Fama, sucesso e dinheiro nunca subiram à minha cabeça e tampouco entraram em minha  carteira. Mesmo assim, consegui um quadro dentro do programa Aqui na Clube, da Rádio Clube AM. Escute só a participação de estreia:

[audio:http://blogs.diariodepernambuco.com.br/paiaqui/wp-content/uploads/2010/04/Pai_aqui_completo21.mp3|titles=Pai Aqui na Clube]

A partir de então, o mais antigo jornal em circulação da América Latina não teve escolha: “Chama o Pai Aqui!” Convocado, calibrei minha bola de cristal e ganhei coluna no Diario de Pernambuco e, de quebra, o blog.

coluna do DP

“O Pai Aqui está na área e, se derrubar, é pênalti” foram as minhas primeiras palavras. Início mais clichê, impossível. Nascia o Blog do Pai Aqui. Espaço para chacotear jogador de futebol, sacanear dirigente de clube e fazer o mais importante: dar espaço para os sempre criativos torcedores. Por e-mail, telefone (veja AQUI os contatos), comentários neste blog, enquete e Twitter. Pode ser para escrachar, xingar, criticar ou elogiar. Pode mandar foto com a camisa do time ou contar história, eu publico.

O tratamento é o mesmo. Tanto faz se é povão ou da TV, a exemplo de quem já entrou em contato comigo, como a produção de Oprah Winfrey e Batoré (duvida? Então clique AQUI e AQUI). A interatividade com o público ainda fez surgir seções fixas e outras com promessa de retorno, a exemplo de “Supertrunfo & Superfumo”, “Games do Pai Aqui”, “Tópi 10″, “#Deslizes via @Twitter”, “O Comparador”, bolão e desafios.

Superfumo - Marcelinho Paraíba Superfumo - Márcio Tinga

E não vão faltar novidades por aí. Ao fim do Campeonato Pernambucano, o internauta vai poder eleger as seleções dos jogadores mais feiosos, dos rochedos e dos perronhas da competição. A disputa promete ser acirrada com tantos concorrentes para os dois primeiros escretes citados. Enfim… esta postagem já está grande demais. Daqui a pouco, quando a preguiça passar, eu escrevo mais bobagens. O parabéns deste dia é, literalmente, pra vocês. Regado a muito bolo e guaraná. Ah… e pode deixar os salgados e a cerveja para o Papai Aqui.

Trem Atropela Timbu Bêbo

Timbu Bêbo

Olha aí a montagem do internauta @deejaykbello, feita especialmente ao Superesportes. Um timbu (com futebol de) bêbo, prestes a ser atropelado pelo Trem, em Macapá. Segundo o autor, os culpados da tragédia são o rubro-negro Rogério e o tricolor Luís Neto, os respectivos “Showman” e “Paredão” da bancada do programa de Roberto Nascimento. Coitado do alvirrubro Rubinho…

O Rei Leão… do Bocejo!

êita, joguinho pra dar sono...

Olha só como o jogo entre Cabense e Sport foi contagiante. A arquibancada do lado rubro-negro estava uma euforia só. Que o diga o pirraia e o preguiçoso buchudinho da foto clicada por Ricardo Fernandes, o fotógrafo do Diario de Pernambuco sempre atento aos detalhes dentro e fora do jogo.

Uma vitória mandrake, um empate suado e uma derrota. Acorda, Leão!

Rubro-Negro “Preocupadaço”

o "preocupadaço" Durval NetoSanta Cruz eliminado da Série D. Náutico ladeira abaixo, mirando a Série C. Sport em recuperação, ascendendo dentro da Série B. E olha a cara de preocupação do rubro-negro Durval Neto com a situação dos clubes pernambucanos.

Por e-mail, o analista de suporte até começou bem e encheu a bola do Papai Aqui. “Cara, você é muito bom. Sempre acompanho suas publicações. Essa última aí, do Rio de Janeiro, ficou muito boa. Parabéns. Continua assim.” 

Pronto. Poderia terminar assim. Mas, daí, o cidadão com nome de zagueiro bom de bola e cantor de axé fuleiro deu uma tremenda mancada. “Aposto que você é torcedor do Sport. Pela sua inteligência, dá pra perceber.”

Se eu fosse rubro-negro, provavelmente ”eu iscreveria xeio de erru”, Durval. Mas, enfim. Fiquei lisongeado com os elogios. Sobre a foto enviada, o leonino explicou. “Foi durante o dia do primeiro jogo do Sport na Libertadores. Pense num dia bom. Em pleno dia de semana, nos reunimos no campo da pelada, onde começamos os ‘serviços’ bem cedo. Confesso que, na hora do jogo, o teor alcoólico já era bem elevado. Alguns tricolores chegaram por lá pra secar. Mas, ainda bem, deu tudo certo.”

Quer tirar onda aqui dentro do blog? Envie foto e uma história curiosa para: paiaqui.pe@dabr.com.br.

Boca Juniors x Náutico

a grama, ao menos, está tão ruim quanto a dos Aflitos

Por Rômulo Nava

Dia 2 de agosto de 2010. Eu e minha esposa havíamos acabado de chegar em Bariloche, cidade turística da Patagônia argentina, bastante freqüentada durante o inverno, principalmente por causa da famosa estação de esqui. Do lado de fora do aeroporto, frio de arrepiar a espinha. Pegamos um táxi até o centro. O taxista (de nome Victor) nos mostrava alguns pontos turísticos, como o lago Nahuel Huapi e a cordilheira dos Andes. De forma despretensiosa, iniciei uma conversa sobre futebol:

- Pra que time torces? Boca Juniors?
- Boca Juniors! Y usted?
- Náutico! Conheces? – perguntei ao argentino (apesar de já esperar uma resposta negativa).
- No. – respondeu (óbvio).

A viagem prossegue. Alguns minutos de silêncio. Continuamos a falar sobre futebol:

- Ano que vem, quando o Náutico jogar a Libertadores… quer dizer, em 2012…
- Leggó? (‘Chegou?’) – perguntou ele se o Náutico chegou à Libertadores (sacanagem!).
- Não… na verdade, ele já jogou a libertadores… – respondi, em meio a algumas risadas do taxista e, como se não bastasse, da minha esposa, piauiense, onde o futebol tem como maiores representantes o Flamengo do Piauí e o River.
- No llegó… – interrompeu o hermano, já com ironia.
- O Náutico joga a segunda divisão, diz pra ele. – minha esposa jogou água quente.
- Peraí, é o seguinte… – retruquei (naquela hora, já fiquei aflito tentando lembrar as ‘conquistas’ mais importantes do Náutico).
- … hum… (pausa)… meu time já ganhou do Santos de Pelé, certo? Já jogou a Libertadores da América, e tal… Já foi vice-campeão brasileiro! – apelei.
- Há quanto tempo? Tu não tinhas nem nascido! – minha esposa pegou pesado (ah, quando chegarmos ao hotel… o bicho vai pegar!).
- Há, eu não sei… O que importa é que já aconteceu. – fuleiragem minha, pois eu sabia que o Timbu é o vice-campeão da Taça Brasil de 1967 e jogou a Libertadores da América em 1968 (meus pais ainda nem se conheciam naquela época).
- Dos veces, campeón? – (o hermano já estava avacalhando).
- Não, vice-campeão quer dizer segundo lugar. – respondi, meio sem graça e mudando de assunto.

Alguns poucos minutos de silêncio se passaram. Um argentino sacaneando um brasileiro exatamente no quesito futebol. Quem diria. Definitivamente, não dava pra deixar barato. Alfinetei:

- Quer dizer que você quis assassinar Palermo quando ele perdeu os três pênaltis? – quis me referir ao famoso atacante Palermo, do Boca, que chegou a perder três pênaltis em um só jogo (quem disse que perder pênaltis é exclusividade do Náutico?).
- No. – respondeu Victor, tranquilamente.

E lá se vai mais uma tentativa inútil de sacanear o argentino. Na verdade, Palermo não perdeu os três pênaltis jogando pelo Boca. Isso ocorreu com a seleção argentina, durante a Copa América de 1999. Foi então que Victor disparou:

- Palermo fue tres veces campeón de la Libertadores… Boca tiene seis Libertadores! – disse o fanático torcedor boquense (não vou nem mais traduzir esta p…).
- Veintitrés veces campeón del campeonato nacional!
- Mundial interclubes, três!
- Dos veces campeón de la copa Nissan, Sudamericana! – finalizou.
- Amor, troca de time… vira a casaca! – minha esposa encerrou o papo com ‘chave de ouro’ (divórcio?).
- Não, não! Pra não dizer que vou me fazer de rogado, vou pelo menos comprar uma camisa do Boca, de recordação – respondi e terminei a conversa falando do penta mundial brasileiro contra o ‘bi’ argentino.

Dia 12 de agosto de 2010. Eu e minha esposa, em Buenos Aires, capital do país, aproveitamos para fazer alguns passeios. Quando estávamos na rua Florida, no centro, pesquisei o preço da camisa oficial do Boca Juniors. Custava uns $ 260 pesos, ou seja, cerca de R$ 130 reais. Desisti da compra. Uma visita ao estádio Alberto J. Armando (mundialmente conhecido como “La Bombonera”) e algumas fotos com minha camisa do Náutico já estão de bom tamanho.

Victor, em 2012, a gente se encontra na Libertadores. E, então, veremos quem vai rir por último (sonhar não custa nada, né?).