
Antes de a bola rolar, situação parelha. Times com parte da base do acesso à Série A mantida, sem grandes desfalques, separados por alguns poucos pontos. Rivais. Mas o Náutico nunca teve um começo de jogo tão “Náutico”. Em 13 minutos, 3 a 0 para o Sport. Chocolate. Teve alvirrubro chegando em casa antes mesmo do fim do primeiro tempo, para a surpresa desagradável da esposa e do Ricardão.
O descrente, entretanto, quebrou a cara por não ter visto a reviravolta timbu da sequência. Do sofá de casa, quem saiu mais cedo do estádio e até o lesionado atacante Rogério vibraram com as homenagens e a reação, entre as mudadas de canal para ver o Arquivo Confidencial do Faustão.

Fim da primeira etapa: 3 a 1. Quando os alvirrubros pareciam conformados com a derrota, surgiu a esperança. Mas não demorou muito para tudo desmoronar de novo. O cão de guarda Tobi, o “Totó”, marcou um golaço de voleio. É ver para crer. Outro assim, Tobi não faz nem em zorrinha contra os pivetes do condomínio.

O 4 a 1 fechou o caixão do Náutico, não? Não! O Timba reagiu e partiu para o ataque. Aos rubro-negros, entre toradas de aço, restou a secação…

O adversário balançou as redes leoninas mais duas vezes. Valeu como esforço. E só! Gol bonito vale 1,5. Quase empate vale 0,5 ponto. Juiz ladrão. Os alvirrubros apelaram de tudo para reverter o revés. Mas já diz o ditado: quem apela, perde. Perder de 4 agitou o carnaval dos trocadilhos. Principalmente, por ter sido contra o “time do mastro” é complicado. O jeito é se sentar, de bandinha, refletir e dar a volta por cima.