
O futebol pernambucano, mais uma vez, despediu-se do “amigo especial” Roberto Fernandes. O “querido” Bob, assim como o personagem do filme, deixou os alvirrubros loucos. De cabelo em pé. Não teve coach desportivo ou psicólogo para dar jeito. O mosaico abaixo, inclusive, resume a trajetória do antigo treinador do Náutico e nova pessoa a pegar senha de atendimento da Agência do Trabalho.

Bob assumiu a nau alvirrubra em momento crítico, com o time à beira da Série C. Livrou o clube da degola do Brasileiro e seguiu Pernambucano adentro. Viu até o Galo, ao contrário das previsões. Colecionou vitórias e goleadas. Mas, após derrotas como a contra o Vasco da Gama, sentiu a pulga atrás da orelha. Coçou o queixo, traçou metas. Sem sucesso. Restou esbravejar de raiva, sentir o gosto azedo como laranja e dar adeus. Passou o leme para outro marujo.

Por estudar menos, trelar mais e ter cachê e cacife inferiores ao irmão, o também técnico Oswaldo de Oliveira, Waldemar Lemos não teve outra escolha a não ser pegar em bomba. Ambiente de trabalho mais tumultuado, impossível. Não vai lidar apenas com a ira da torcida, mas sim, com a desconfiança dos dirigentes.

Waldemar já chegou com status de doido por aceitar o convite do Timbu. Agora, é fraco, mercenário e mal sucedido. Ao menos, retrucou o comentário via Twitter do presidente do conselho deliberativo do clube. “Ele deve ser uma pessoa muito insatisfeita com a vida. O problema dele, não sou eu que vou resolver”, rebateu, ao apontar ironicamente para um cartão do Boston Medical Group.
Cada doido com a sua loucura…