
Apagão. De futebol, de luz, de ética. Em Santa Cruz do Capibaribe, faltou energia ao time do Ypiranga. Faltou iluminação para a comissão técnica. Faltou lucidez para quem ordenou o apagar dos refletores. Blecaute. E nocaute! Como castigo por ter atrasado a partida, antes de saber do gol da vitória do América, o Ypiranga caiu para o calabouço da Série A2. Empate conveniente para o Santa Cruz.
Melhor impossível aos tricolores. Não precisaram abrir o jogo, evitaram o Sport, vão encarar o Porto e, de quebra, faturaram os prometidos R$ 50 mil do Mequinha, por ter impedido a vitória dos sulanqueiros da Máquina de Costura. A atitude coral em aceitar o prêmio, inclusive, foi taxada por muitos como “subtrair mendigo”. Ser o Robin Hood às avessas. Ganhar grana do pobre. É como chegar ao morador de rua e sugerir: “Eu desenrolo um edredon. Mas só se você me der uma mordidinha deste pão…”
Em campo, nenhum heroi. Placar de 0 a 0, graças às habilidades dos centroavantes Laécio e Fabrício Ceará… em perder gols. Pior para os zagueiros do Ypiranga. Imagine ter a missão de jogar com um “Maranhão” bem afoito para te penetrar? Complicado, não? “Abrir as pernas” para o jovem atacante tricolor, mesmo em caso de resultado combinado, certamente não seria a melhor tática.
Quem também pegou o beco da elite foi o Vitória. O saudoso “Tricolor das Tabocadas”. Com um mascote tão singular e esquisito como o Taboquito, do qual ninguém sabe se é um coqueiro, um pedaço de cana de açúcar ou um boneco de posto de gasolina, não dá para chegar tão longe, convenhamos. Pois bem. Aos rebaixados, meus pêsames. Como sempre digo, é assim mesmo… depois, piora é tudo.
Fotos: Ricardo Fernandes/DP/D.A Press