A Nova Cartada

Gallo, Cerezo & o Carteado

Hoje, devido às idades avançadas, os treinadores Alexandre Gallo e Toninho Cerezo só podem participar de duelos de dominó, pôquer, gamão, bingo ou coisa do tipo.

Todavia, ambos já esbanjaram vitalidade dentro das quatro linhas. Uma saúde danada da dupla de volantes. Disposição elevada para conter os adversários. Gallo, por panaca como possar soar o trocadilho, não era ave. Era cão de guarda. E dos brabos. As marcas da perna de Cerezo servem de explicação.

“Durante o clássico entre o São Paulo e o meu Santos, dei uma entrada em Cerezo, responsável por o tirar do jogo. Ele tem a cicatriz até hoje”, afirmou o treinador do Náutico. O técnico do Sport confirmou a “sutileza” do adversário: “O Gallo batia muito, mesmo.”

Ao ser indagado sobre quem tinha vencido mais, Cerezo sorriu. “Oxe. Tem nem comparação. Ganhei muito mais. O time do São Paulo era brincadeira…”, declarou.

Agora, longe da pompa de São Paulo e Santos, os treinadores quebram a cabeça para tentar encontrar alguma carta dentro da manga. Um “coringa” para desequilibrar o clássico. Sem o “rei” Carlinhos Bala, Gallo, um “ás” da estratégia, quer evitar o jogo de “damas”. Cerezo prefere ouvir o “coração” e confiar em “valetes” como Igor e Magrão, experientes e vencedores de “Copas” (do Brasil). Todos querem conquistar o “ouro”. Mas a partida tende a ser sacal como assistir a duelo de baralho.

Aí, é “paus”!

Charge: Jarbas (DP/D.A.Press)