
Consegui me curar da ressaca do Carnaval… de 2010. Aos poucos, encontrei memórias por entre os labirintos do cérebro e já me lembro de alguns fatos além da compra da garrafa de cana em plena tarde da sexta-feira pré-folia. Apagão geral. Agora, a luz da recuperação dos sinais vitais. Uma pequena retrospectiva da minha festa de Momo, em três postagens. Atrasada, eu sei. Coisa de bêbo.

Carnaval, para mim, começou desde quando eu desmontei a árvore de Natal. Portanto, fiz a festa e marquei presença em um terço das prévias presenciadas por Kuki. Até porque, meu amigo, qualquer um é café-com-leite frente a “Kukê! Kukê!” quando o assunto é balada. “Vou para todas, mesmo. Nunca gosto de ficar em concentração com o time. Faço rodízio com Zé do Carmo. O esquema é ele sempre se concentrar, e eu não”, revelou-me o nanico. E, Gustavo Dubeux, hein? Empresário. Cheio de preocupação com o Sport nesta noite, não?

Eu descobri quem cedeu a imagem para a pintura do quadro pendurado na sala onde a impressa escrita acompanha os jogos do Arrudão. Olha aí, em (pouca) carne e (muito) osso o danado do Preto Véio Cachimbeiro. Muita mandinga. Mas tirar a inhaca do Santa Cruz que é bom, nada, hein?

Neste show do Molejo aqui, bagaceira total. E teve espaço para o futebol. O carioca Anderson à vontade, pegando o celular do povo para ler as mensagens em voz alta, do microfone. Eis que um engraçadinho (juro, juro… juro três vezes que não fui eu…) escreve “Viva o Sampaio Corrêa” para o coitado falar à plateia. Detalhe: em pleno dia da eliminação do Sport. Mas o vocalista não é bobo e conhece a realidade local. Disparou: “Cê quer me ferrar, rapaz?! Vou fazer isto aqui para ver se você gosta. Pelo Sport nada…”. “Tudooo!!!”. E tome cazá, cazá, cazá.
Logo após o coro rubro-negro, grito de guerra do Santa Cruz. Quando partiu para o N-A-U-T-I-C-O, um manezão torcedor do Sport arremessou um latão de cerveja, com força total, ao palco. Por sorte, não atingiu os integrantes da banda. Anderson, então, deu um recado de paz para o “Joselito Sem Noção”.
Enfim. Das prévias, estas são as minhas lembranças. Ah, quase esqueci de uma figuraça ilustre encontrada em meio à folia. O velho Bigode – mexicano, tiozão, churrasqueiro e jogador de gamão. Arriba!
