
Charge: Maria Eugênia Nunes/DP/D.A Press
Fevereiro, 3. Dia do Frevo. Ritmo do qual Recife se fez capital. Onde, ao chegar o segundo mês do ano, antes de dar passagem ao som junino, espalha-se por todo o Carnaval. E, durante a noite de futebol, Santa Cruz e Sport fizeram jus à energia da data comemorativa e dançaram… forró.
Pois quem brilhou em pleno Dia do Frevo foi a Capital do Forró. Os caruaruenses Central e Porto não prestaram honrarias à Capital do Frevo e venceram sem qualquer cerimônia. O primeiro goleou o Santa Cruz por 3 x 0. O segundo venceu o Sport por modesto 1 x 0, mas suficiente para afundar o clube em crise. Só o Náutico não deixou a frevança passar em branco. Mas, diante do lanterna América, não dá sequer para lançar confete ou serpentina.

O Maestro Forró (de forró só tem o nome, pois a veia exala o frevo) não deve ter se conformado com a quebra de compasso do Tricolor. Se vivo estivesse, o Mestre Capiba se incomodaria com a desafinada coral diante da Patativa. Almir Rouche talvez não tenha se incomodado tanto com o baque do ritmo. Afinal, quando é Carnaval, o cara grava frevo. São João, lança disco de forró. Natal, faz dueto com Simone e o Padre Marcelo Rossi. E já produziu até CD em homenagem a Joaquim Nabuco. Mesmo assim, não gritou “evoé” ao ver o Leão tomando baile.
E é bom atletas como Igor, Carlinhos Bala, Daniel Paulista e André Zuba começarem a ensaiar alguns passos de dança. Não de frevo. Mas sim, do desempregado. Porque, como diria o pensador Gabriel, ”quem ainda não dançou está na hora de aprender… a nova dança do desempregado… amanhã, o dançarino pode ser você”. Alguém da reca vai brincar as Virgens? Ou vai curtir as Cinzas?







