Museus de A a D

museu de bacana

Aproveitei a estadia em São Paulo, onde fiz o curso destinado a babalorixás do meio esportivo, para bater perna e dar uns passeios. Vários roteiros obrigatórios: muambas da 25 de Março, sanduíche de mortadela do Mercadão e o Museu do Futebol. Situado no Pacaembu, o espaço guarda as relíquias da história do esporte. Dos primórdios aos dias atuais. Por lá, dá até para encontrar materiais alusivos a Sport, Santa Cruz, Náutico… e até o Íbis.

humilhantePrograma imperdível. Principalmente para quem é pernambucano. Fiquei a imaginar como seria um local como esse por aqui. Ao invés de Pelé, a entrada teria a locução de Rosembrick: “Aê, Mago. Valeu por dar uns rolés aqui neste museu.” As narrações interativas seriam da antiga Copa… Pernambuco, com a galera do rádio gritando gol de Sidraílson. A estátua não seria de Carlos Alberto Torres, mas sim de Carlos Alberto Oliveira. E nada de busto de bronze para Garrincha. “Aqui à direita de vocês, Carlinhos Bala petrificado.”

Enfim… uma estrutura longe da nossa realidade. Pernambuco tem história. Inclusive, do mundo da bola. Mas…

é um museu ou um depósito de supermercado?

… o passado é totalmente entregue aos cupins e às traças. Os museus do Sport e do Náutico são sem graça. O do Santa Cruz… qual do Santa Cruz? As conquistas (poucas, é verdade) do Tricolor estão encaixotadas em um galpão sem luz e empoeirado, há quase dois anos. Parece mais depósito de mercadinho fuleiro. Faltam ousadia e interatividade aos museus pernambucanos. Ou vergonha na cara para quem administra os clubes.