Içaê, Bob!

nosso querido bob

Há quase um ano, 27 de maio de 2011 para ser exato, abri minha caixa de e-mail e fiquei surpreso ao ver um certo remetente e, mais ainda, com o assunto: respectivamente, “Roberto Fernandes” e “RESPEITO” (em letras garrafais). Poucos dias após a publicação de um singelo e despretensioso post (“Separados por um…”), o treinador, então recém-demitido do Náutico, ficou indignado. De forma educada, mas severa, pediu para eu parar de pegar no pé. “Se isso não tiver um basta, serei obrigado a seguir outro caminho”, ameaçou.

Para provar que tem uma carreira de sucesso, ao contrário da piadinha da postagem, nosso querido Bob listou diversas conquistas. “Se você acha que um pernambucano que nunca teve ‘padrinhos’, empresarios, etc, se torna técnico de futebol e consegue chegar onde cheguei…

  • … dirigindo equipes das principais regiões do país como Náutico, Atlético-PR, Figueirense, Vila Nova, Santo André, Ceará, Fortaleza, Brasiliense, entre outros.
  • … escolhido pela CBF/FBA em 2004 como melhor técnico da Série B/2004, quando classifiquei a Anapolina/GO para a fase final.
  • … também já fui premiado pela ESPN em 2007 pelo trabalho feito no Brasileirão.
  • … pela Gazeta Esportiva como melhor técnico da Copa SP de Juniores em 2001.
  • … conquistei nestes 14 anos de profissão e com apenas 40 anos (na minha profissão estou apenas começando) dois títulos estaduais (Brasiliense e A2 do Paulista), dois acessos de divisão, um terceiro lugar na Copa do Brasil…”

Pois bem. Chegou a hora de o Papai Aqui se retificar. Até porque, agora, Roberto Fernandes conquistou um novo título: é campeãopotiguar. Uh, tererê!

uh, tererê!

A Culpa é do Timba

No futebol pernambucano, é mais ou menos assim:

O Sport ganha do Náutico.

timbu freguês

Se o Sport ganha do Náutico, Roberto Fernandes cai.

a queda de bob

Se Roberto Fernandes cai, é pênalti pro Santa Cruz.

pênalti pro çanta crui!

Se é pênalti pro Santa Cruz, Weslley perde.

bola fora de weslley

Se perde, é o Mequinha.

revés do mequinha

Se o América perde, Larissa Riquelme não cumpre a promesse de desfilar nua no Recife.

larissinha riquelme

Porra, Náutico! :-x

Saudade D’ocês

deixaram saudade?

Os dois foram embora, não deixaram saudade e sempre serão lembrados aqui. Bob Fernandes e Hélio dos Anjos viveram momentos curiosos por estes dias. O ex-técnico do Náutico aumentou a galeria de conquistas dentro do mundo da bola. Agora, é vice-campeão paraense, após fazer história e permitir uma equipe do interior levantar a taça depois de 99 anos. À frente do Paysandu, perdeu do Independente de Tucuruí – é time de futebol, não escola de samba.

Já o ex-treinador do Sport quer criar a identidade 3-6-1. À base deste esquema tático, estreou com vitória no comando do Vila Nova. Cheio de pala, começou a enrolar o povo. Mas é bom tomar cuidado, pois, em Goiás, não faltam tomates.

Dupla Identidade

Daniel BBB = Aírton

Jacques LeClair = Toninho Monteiro

William Bonner = Rodrigo Heffner

Duende = Têti

Vince Vaughn = Roberto Fernandes

Predador = Jeff Silva

Ricardo Tozzi = Germano

Goonies = Rafael Nitsche

Galeroso da TJS = Marcelinho Paraíba

Quadro fresquinho (“sôis fresco, é?”), saído do forno. Aqui, revelo a dupla identidade dos personagens de futebol, em especial o pernambucano. Conto com a sua participação - via e-mail, Twitter, Facebook, Orkut ou comentários - para criar mais mórbidas, estapafúrdias, bizarras e grotescas semelhanças. E, quem sabe, unir famílias, promover encontros e construir novos laços afetivos.

Nosso Querido Bob

bob deixou todo mundo louco

O futebol pernambucano, mais uma vez, despediu-se do “amigo especial” Roberto Fernandes. O “querido” Bob, assim como o personagem do filme, deixou os alvirrubros loucos. De cabelo em pé. Não teve coach desportivo ou psicólogo para dar jeito. O mosaico abaixo, inclusive, resume a trajetória do antigo treinador do Náutico e nova pessoa a pegar senha de atendimento da Agência do Trabalho.

o querido bob

Bob assumiu a nau alvirrubra em momento crítico, com o time à beira da Série C. Livrou o clube da degola do Brasileiro e seguiu Pernambucano adentro. Viu até o Galo, ao contrário das previsões. Colecionou vitórias e goleadas. Mas, após derrotas como a contra o Vasco da Gama, sentiu a pulga atrás da orelha. Coçou o queixo, traçou metas. Sem sucesso. Restou esbravejar de raiva, sentir o gosto azedo como laranja e dar adeus. Passou o leme para outro marujo.

qué que há, waldemá?

Por estudar menos, trelar mais e ter cachê e cacife inferiores ao irmão, o também técnico Oswaldo de Oliveira, Waldemar Lemos não teve outra escolha a não ser pegar em bomba. Ambiente de trabalho mais tumultuado, impossível. Não vai lidar apenas com a ira da torcida, mas sim, com a desconfiança dos dirigentes.

o hadouken de André Campos

Waldemar já chegou com status de doido por aceitar o convite do Timbu. Agora, é fraco, mercenário e mal sucedido. Ao menos, retrucou o comentário via Twitter do presidente do conselho deliberativo do clube. “Ele deve ser uma pessoa muito insatisfeita com a vida. O problema dele, não sou eu que vou resolver”, rebateu, ao apontar ironicamente para um cartão do Boston Medical Group.

Cada doido com a sua loucura…

Louro Zé

olha o caldinho de feijão!

Contra o Vasco, até o treinador do Náutico é o reserva. Roberto Fernandes não quis pegar em bomba e mandou o assistente Zé do Carmo ir ao Rio de Janeiro para a missão impossível. Antes do embarque, o ex-vascaíno e agora alvirrubro abriu o leque de respostas inusitadas quando perguntado sobre as chances do Timbu.

suquinho de maracujáfeijoadinha marota“Quem sabe o pessoal do Vasco não toma um suquinho de maracujá e come uma feijoada? Daí, a gente pode aproveitar”, deu a receita.

Guloso por caldinho de feijão, assim como Bob, como dá para ver nesta foto clicada durante o Galo, Zé do Carmo sinalizou entender tanto de futebol quanto Ana Maria Braga e o Louro José.

Foto: Nando Chiappetta/DP/D.A Press

Para Não Azedar

chupa essa laranja!

O “nosso querido Bob” está é preocupadão da vida, hein? Time ganhando tudo e de todos, atuações de alto nível e tome goleada. O treinador, inclusive, até se dá ao luxo de chupar uma laranjinha, vendida pelo bom e velho Barulho, enquanto os jogadores suam em campo até ficarem um bagaço. Os registros acima são desta terça-feira, em pleno CT Wilson Campos. Tranquilidade até o caroço. O doce sabor das vitórias.

Embora sossegadão, Roberto Fernandes cobra empenho para o elenco não azedar as metas do clube. E como o lema é somar esforços, a comissão técnica - quando não está chupando algo (êpa!) – também treina para ficar preparada a qualquer bronca. Afinal, nunca se sabe. Os assistentes e ex-jogadores Kuki e Zé do Carmo podem ser acionados para eventual necessidade. Olha o vídeo da galera, junto ao treinador, batendo uma bolinha.


Difícil deve ter sido acertar o peteleco na orelha pontiguada do gremlin Kuki…

Até quem nunca foi jogador está pronto para as futuras batalhas. Os dirigentes Paulo Pontes e Zeca Cavalcante, provavelmente sem muita coisa para fazer, brincaram de chute a gol, um dia desses, lá pelas bandas do CT. Mais um videozinho.

Alvirrubro na Corda Bamba

O time do Náutico está quase livre da queda. Contudo, precisa somar um pontinho em dois jogos ou contar com tropeços adversários para evitar, matematicamente, a degola. O rebaixamento à Série C é praticamente impossível. Mas, tratando-se do Timbu, acredite: tudo (eu disse TUDO) é possível!

Portanto, que tal dar uma forcinha para o técnico Bob Fernandes não cair da tênue corda-bamba?

Regras do jogo:
1 – espere carregar o “Play Game” do canto direito inferior.
2 – clique em “Play Game” e, depois, em “Play”.
3 – mova o mouse para equilibrar o querido Bob.
Confira mais Games do Pai Aqui.

O Abraço do Gordo

Geninho e o Leão Geninho e Cuca

Todos gostam do abraço afetuoso do gordinho (o “inho” é elogio) Geninho. Do Leão a Cuca.

Geninho e Bob Geninho e Carpegiani

Os adversários não dispensam o carinho, apesar da habitual “sopa” abaixo das axilas do técnico.

Geninho e Wanderson Geninho e árbitro

Os dirigentes sempre querem tirar uma pelanquinha. Até o juiz se rende ao flácido gesto.

Geninho e Dadá Geninho e Leão (de novo)

Mas há quem desdenhe e vire as costas para “Geninhonho”. Inclusive o Leão.

Eh… fim?