O Campeão dos Gols Contra

o recordista Durva
… três, não, Durva! Por enquanto, “só” dois gols contra em Libertadores

Noves campeonatos estaduais consecutivos, duas Copas do Brasil, uma Libertadores. O paraibano Durval não para de bater recorde e superar marcas. Ontem, antes de levantar a taça, o ex-zagueiro do Sport e atual xerife do Santos voltou a fazer história. Tornou-se o primeiro jogador a marcar dois gols contra em final do maior torneio sulamericano. Ou você não lembra do golzinho contra a própria meta dos tempos de Atlético-PR? Os vacilos não apagam o brilho de Durva. Agora, está perto da maior missão…

Messi x Durval

Lionel Andrés Messi x Severino Ramos Durval. O embate da provável final do Mundial de Clubes, em arte criada por Geninha Nunes. Até lá, ansiedade. E muita gozação contra os rivais…

Chupa, Timão!

Pagode & Futebol

ô, pinta de pagodeiros...

O tal do Samba Vip, última terça-feira, com shows de Alexandre Pires, Jorge Aragão e Molejo, reuniu um bocado de pagodeiro e jogador de futebol no Chevrolet Hall. Eu arreguei uns convitezinhos e fui dar uma sacada. E constatei a presença de Victor Hugo e Cléber Santana, ex-meias de clubes pernambucanos e hoje vinculado a grandes times paulistas, entre passinhos de dança e golezinhos discretos de manguaça. Calma, relaxe: ambos estão de férias.

Victor Hugo, ex-Santa Cruz, disse ter caído nas graças do elenco dos Santos. E a algazarra dos Meninos da Vila já rendeu apelido ao atleta. Dado, justamente, por Neymar: barbicha. Tudo por causa dos fiapos remosos abaixo do queixo do moleque de 19 anos. Por ter vindo do Santinha, eu o apelidaria de outra forma. “Flagelado”, talvez.

Já Cléber Santana, ex-Sport e com contrato junto ao São Paulo, está curtindo as férias em Maria Farinha. Apesar de a Terra da Garoa não dispor de opção do tipo, restou a dúvida se não tinha uma praiazinha melhor para o cidadão aproveitar os dias de folga…

Fotos: Fernanda Guerra/DP/D.A Press

Bichinho Azarado, Oxente!

"aqui tem um bando de loucô..."sem Ronaldo... 1 x 1

Já me convenci: sou muito azarado quando decido assistir a jogo fora de Pernambuco. Eu me programo para ver o espetáculo, aguardo para acompanhar a atuação de certos jogadores, preparo-me para a festa, mas só vejo bola fora. Sobram exemplos. Eis dois recentes.

sem Ganso, sem Neymar... 0 x 0Rio de Janeiro, 5 de setembro de 2010.

Primeiro, preciso voltar o tempo. Uns três meses antes, quando comprei a passagem para a terrinha carioca, planejei: “Putz, legal! Vou ver Ganso e Neymar”.

Poucos dias depois, Ganso é submetido a cirurgia. Uma rodada antes do duelo contra os rubro-negros, Neymar faz molecagem, dá um chapéu no adversário quando o jogo estava parado e recebe o terceiro cartão amarelo – suspenso. Penso:  ao menos, vou ver a festa do último jogo do velho Maraca. Quanto foi o placar do confronto? Pois é: 0 x 0.

Salvador, 21 de novembro de 2010.

Enfrentei um longo engarrafamento até o Barradão. Levei quase uma hora para conseguir entrar no estádio, tomando sol e se esfregando em uma macharia suada e fedida. Demoro para achar lugar na arquibancada. Ansioso para ver Ronaldo em campo. O Fenômeno começa bem. Dois belos passes – um, inclusive, virou assistência para gol. Mas, com 20 minutos de partida, “Ronalducho” sente lesão, desaba (“terremoto”) e é substituído. Placar do confronto? Um tal de 1 x 1 ruim para ambas as equipes.

É como diz aquele velho ditado: “Se macumba ganhasse jogo, Campeonato Baiano terminaria empatado”.

Trocou Seis por Várias Dúzias

difícil escolha. melhor tirar na moedinha

Desprezado dentro do Arruda, Victor Hugo acertou em recusar a proposta meia-boca de ganhar uns trocadinhos a mais e continuar vestindo a camisa tricolor. Agora, o habilidoso e jovem meia é do Santos. Trocou Brasão por Neymar.

É igual ao cidadão acabar o romance com a Bruxa do 71 e namorar a Fernandinha Paes Leme. Imagina só… 

Ou cancelar o sandubão com maionese, catchup, suor e cabelo para pedir camarão com catupiry. Desistir da ida para Rio Doce e viajar ao Rio de Janeiro. Deixar de encontrar a gatinha em uma balada para jogar Counter Strike com os amigos nerds. Não acessar a playboy de Fê Pá Lê (intimidade, entende?) para ler o Blog do Pai Aqui.

Enfim. Boa, Victor Hugo!

Don Neymar

o Don Corleone da Vila Belmiro
- o Don Corleone da Vila Belmiro -

Entre os tantos sem graça (incluindo o meu “após detonar Dorival, só falta Neymar afogar Ganso para roubar toda a popularidade”), encontrei alguns Neymar Facts médio engraçadinhos, internet adentro. Eis algumas frases megalomaníacas do moleque atrevido, rebolador e bom de bola:

  • “Quem é esse zé ninguém que dá nome ao CT do meu clube”, disse Neymar, em seu último treino no CT Rei Pelé.
  • Neymar demitiu hoje o Papa do Vaticano. Segundo Neymar, quem manda em “Santos” é ele.
  • Seu Madruga deixou de atrasar o pagamento do aluguel quando soube que Neymar se tornou o dono da “Vila”.
  • Agora eu sei quem é a voz do Big Fone.
  • Fui escalar meu time no Cartola e não coloquei o Neymar. Resultado: fui demitido do meu próprio time!
  • Uma vez Lula apontou o dedo pra Neymar. Uma vez.
  • Certo dia Luan Santana olhou torto pra Neymar. E assim ficou.
  • Numa conversa no vestiário, Neymar disse: “Fabão beija minha mão… Pelé beija meu pé… ei, Dorival, não foge não!”
  • Segundo Neymar, Mano Menezes não estará na lista do próximo jogo da seleção.
  • Neymar é o único que pode chamar o Zé Pequeno de Dadinho.
  • Até pouco tempo, Neymar era um Menino da Vila. Hoje, a Vila é do Menino
  • Hoje, Neymar não treina! Vai dar uma palestra sobre poder e liderança para Barack Obama, Roberto Justus e Eike Baptista.
  • Novo hino do Santos: “”Agora quem dá bola é o Neymar/Neymar é o novo capitão/Glorioso moicano praiano/O chefão absoluto desse ano.”

Charge: Diego (via Bola nas Costas)

Diário de Bordo VI: “Flagras do Maraca”

o Spiderman e a tia solteirona ao lado estão cheios de teia de aranha...
O Spiderman e a tia solteirona ao lado estão cheios de teia de aranha…

Maracanã praticamente “vazio” para receber Flamengo e Santos. Último duelo do “velho Maraca”. Em 2013, após as obras pré-Copa, o estádio vai reabrir. Domingo de arquibancadas inferiores interditadas. As de cima receberam “somente” 35 mil pessoas – apesar do número elevado, realmente deu a sensação de “pouca gente”. E o Pai Aqui, perplexo como pinto sobre o lixo com a imensidão do reduto, não deixou de captar alguns flagrantes.

enquanto isso, em uma cela do Bangu I... O Homem-Aranha “Cristão” foi fácil de achar. Afinal, o cidadão é daqueles típicos “doidos para aparecer”, à lá os rubro-negros Zé do Rádio e Cabuloso, o tricolor Bacalhau e o alvirrubro Mister N. Difícil foi achar ‘neguinho’ com a camisa do goleiro Bruno, ex-goleiro do Flamengo e atual arqueiro do Bangu I.

Depois de muita procura, encontrei o cidadão. E em uma cena curiosa. “Bruno” se deparando com uma briga de casal, sob o olhar omisso do policial. Como pode?

Meio azarado como sou, não rolou um golzinho sequer, para ver o rebuliço do Mário Filho. Um 0 x 0 xoxo. Ao sair, ainda me deparei com um tricolor, todo feliz. Perguntei o placar do jogo contra o Guarany. Ele: “O Santinha ganhou de 4 x 2 (na verdade, foi 4 x 3), depois de começar perdendo por 2 x 0, com dois gols contra do mesmo jogador.” Dei um “obrigado” e pensei: “Cara louco.”

Depois, foi só ir para o metrô lotadaço como um Rio Doce/CDU e correr para o abraço.

Oh, 2 x 1 ingrato!

"aqui Hernanes?! na frente de todo mundo?", questionou Guiñazu"peraê, Neymar. fuleiragem, pô"...

Vitória por 2 x 1 virou sinônimo de derrota durante a semana.

São Paulo e Vitória são provas. O tricolor paulista derrotou o Internacional por 2 x 1 e deu o lavra da Libertadores. O rubro-negro baiano venceu o Santos por 2 x 1 e pegou o beco da Copa do Brasil.

Vitória: o vice de tudoAmbos os times saíram com aquele ar de “eh.. venci… e daí!”. O gosto amargo da vitória. O fone de ouvido com o som dos Los Hermanos e a música “eu que já não quero mais… ser o vencedor”. A cara de quem esperava o autorama e recebeu, da tia, uma camiseta listrada.

E o Vitória se danou ainda mais. Somou mais medalhas de prata para a galeria. O clube já foi vice da Série A (1993), da Série B (1992), da Série C (2006) e, agora, da Copa do Brasil (2010). É o vice de tudo! Chacotas de sobra para os torcedores do rival Bahia, apesar da Segunda Divisão.

E por falar em insucesso, o São Paulo voltou a ser eliminado da Libertadores por causa do Internacional. Em 2006, sagrou-se vice e viu o Colorado desfilar em campo com a taça. Em 2010, lavrou durante a semifinal, em pleno Morumbi, diante do mesmo carrasco.

Ser vice depois de vencer, é como chegar em casa, atrasado, e fazer amor com a esposa. Com o Ricardão dentro do armário, só de tocaia.