Assim como as visitas de Dilma e Lula, nova vinda de Marina a Pernambuco está cercada de incertezas

facebook

facebook

O PT está fazendo escola. Se as vindas de Dilma e Lula a Pernambuco são sempre cercadas de incertezas, adiamentos e alterações de locais, as de Marina Silva vão pelo mesmo caminho.

Depois de anunciar que sua presidenciável viria para a missa de um mês da morte de Eduardo Campos, em 13 de setembro, e que faria, no mesmo dia, comício em Petrolina, o PSB remarcou a visita para o dia 23.

Agora, nova mudança. Fala-se que ela virá, mas já não existe data fechada. Comenta-se, inclusive, que a visita pode ficar para o segundo turno.

Inconstâncias também dominam a construção do roteiro que ela pode cumprir no estado.

Cidades entram e saem da pauta com a mesma frequência dos ajustes no calendário. Enfim, sobram incertezas.

facebook

facebook

Os petistas, cujo know-how de cancelamentos e renovações de agendas é invejável, tentam acertar o retorno de Lula e Dilma.

A cada dia, surge nova especulação sobre datas e municípios a serem visitados. Mas, vale reiterar, o vai-e-vem, se repete desde a campanha de 2012.

Naquele ano, Lula, mesmo anunciado por pelo menos quatro vezes, não deu as caras por aqui.

Quer dizer, novidade mesmo acontecerá no dia em que o partido oficializar uma agenda de campanha do ex-presidente e conseguir cumprir à risca – com dia, hora e local respeitados.

CANSAÇO DE MARINA – Vale destacar que nesta sexta-feira (19), o site Poder On Line (iG) informa que a candidata socialista está diminuindo o ritmo por conrta do cansaço.

Informa que com a a agenda carregada ela tem escalado alguns dos seus principais interlocutores para substitui-la em compromissos que já agendados.

Em geral, as tarefas têm sido distribuídas entre aliados como Walter Feldman, coordenador da campanha; Neca Setúbal, que integra o time do programa de governo; e João Paulo Capobianco, ex-secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente.

Dados da Pnad apontam avanços e recuos na área social e na renda e podem servir de munição para oposição

ibge

ibge

A  Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), divulgada nesta quinta-feira, 18, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), é um prato cheio para analistas de cenários fazerem conexões entre o quadro revelado nas urnas e o rumo dos votos.

Por exemplo, a renda do trabalhador completou o nono ano seguido de alta real em 2013, mas a desigualdade parou de cair no país, mantendo-se no mesmo nível desde 2011. Quer dizer: a diferença entre as classes sociais parou de dimunuir.

A taxa de desemprego nacional ficou em 6,5% em 2013, acima dos 6,1% registrados em 2012. É a primeira alta desde 2009, quando a economia ainda sofria os piores efeitos da crise mundial de 2008.

O processo de formalização no mercado de trabalho foi retomado. O   porcentual de empregados que possuíam carteira de trabalho assinada atingiu nível recorde em 2013, de 65,2% do total de empregados (sem contar trabalhadores domésticos).

...

A taxa de analfabetismo das pessoas acima de 15 anos no Brasil voltou a cair em 2013. O país tinha cerca de 13 milhões de analfabetos nesta faixa etária no ano passado, o que corresponde a 8,3% da população. O resultado é 0,4 ponto percentual abaixo do regsitrado em 2012 (8,7%). A taxa de analfabetismo funcional também caiu, de 18,3% para 17,8%.

VEJA AQUI e AQUI outras informações sobre a PNAD.

A realidade apresentada pelos números apontam avanços e recuos sociais, na renda, alfabetização, acesso a internet, etc.

O país vive um processo de transformação – fundamentado principalmente na elevação do poder de consumo -, mas as retrações no emprego e na desigualdade entre as classes devem entrar na conta na presidente Dilma Rousseff (PT), candidata à reeleição.

Do mesmo modo, o crescimento na alfabetização e o maior acesso dos brasileiros à internet já começam a ser explorados pela campanha petista.

Resta saber se a população representada nos números levará para a urna alguma influência do que é retratado na Pnad.

Plebiscito popular: mais de 125 mil pernambucanos disseram sim à constituinte exclusiva para reformar sistema político

reprodução

reprodução

Balanço parcial do plebiscito popular por uma Constituinte Exclusiva e Soberana do Sistema Político aponta que entre os pernambucanos que decidiram votar é a favor da tal da constituinte específica para reformar do sistema político.

Segundo informações da secretaria operativa estadual do Plebiscito, o número de pessoas que escolheram sim já ultrapasa a casa dos 125 mil (125.847) no Recife e Região Metropolitana, num universo de 127.211 mil votantes.

O total dos que disseram “não” ficou em 1.909 pessoas. Brancos chegaram a 505 e nulos, 40.

No estado, mais de 150 comitês foram responsáveis pela coleta de votos, em urnas fixas ou volantes. A votação ocorreu em todo o país, entre os dias 01 e 07 de setembro;

A contagem dos votos, feita manualmente, ainda não foi concluída. Cerca de 15% das urnas ainda não foram apuradas, de acordo com a secretaria operativa.

reprodução/http://www.plebiscitoconstituinte.org.br

reprodução/http://www.plebiscitoconstituinte.org.br

O Fórum de Mulheres de Pernambuco (FMPE) – uma das organizações que participou da campanha – recolheu votos em 22 urnas no Recife e Região Metropolitana, e contabilizou mais de 2000 votos, dos quais 98,8% eram favoráveis à constituinte.

Na internet – Um comunicado publicado no site oficial do plebiscito informa que mais de 1 milhão e 700 mil pessoas, em todo o Brasil, votaram pela internet.

Desse total, 96,9% (1.691.006) votaram “sim” à Constituinte do Sistema Político, e 3,1% (53.866) disseram “não” ao processo.

Resultado final – A previsão é de que o resultado final da apuração em todos o país seja divulgado até 24 de setembro, e encaminhado aos poderes Executivo, Judiciário e Legislativo, para forçar a realização de um plebiscito oficial.

Luciana Genro vem ao Recife para sabatina na Unicap no dia 24. Chance para o eleitor ficar cara a cara com a presidenciável

Candidata em sabatina na USP - facebook/reprodução

Candidata em sabatina na USP – facebook/reprodução

Pois na próxima quarta-feira (24), a presidenciável do PSol, Luciana Genro, virá ao Recife para participar de sabatina.

Será às 19h, na Universidade Católica de Pernambuco.

Segundo informa a assessoria do PSol no estado, a candidata terá 15 minutos para apresentar as suas propostas de governo. Depois, responderá a perguntas do público.

O evento terá a mediação do cientista político e assessor de Relações Internacionais e Interinstitucionais da Unicap, Prof. Dr. Thales Castro, e do presidente do DCE, Arison Fernandes.

PSB já quer apoio do PMDB: a nova política, ao que parece, queimou etapas. Saiu da fase de embrião diretamente para a velhice

facebook

facebook

Candidato a vice na chapa da presidenciável Marina Silva (PSB), o deputado Beto Albuquerque (PSB-RS) afirmou nesta quarta-feira (17) que “ninguém governa sem o PMDB”. Em entrevista ao Estadão, sinalizou que, se eleita, Marina também vai dialogar com a sigla.

Marina condena a aliança da presidente Dilma Rousseff (PT), candidata à reeleição, com peemedebistas como os senadores Renan Calheiros (AL) e o senador José Sarney (AP). “Ninguém governa sem o PMDB, mas não é preciso entregar o governo para ter governabilidade”, disse Albuquerque.

...

“Por que eu, no governo, tenho que perguntar para Renan Calheiros quem devo indicar para ministérios ou para a Transpetro? Não que as indicações de partidos e lideranças sejam ruins. Mas tem que ter perfil”, disse Albuquerque. Ele voltou a afirmar que a ideia de Marina é governar com os melhores de cada partido, incluindo o PMDB.

O texto acima é do site Congresso em Foco. A análise a seguir é minha:

Ou a nova política nunca passou de discurso ou saiu da fase de embrião diretamente para a mais rabugenta velhice.

E mais: Beto Albuquerque já traz para a pauta a discussão sobre a formação da base apoio e governabilidade. Age como se Marina Silva já tivesse eleita e empossada.

Os socialistas estariam pisando na nova política com o salto alto que demonstram ter calçado?

Mesmo chamado de “fanático da corrupção” por construir “aeroporto familiar”, Aécio vai fazer, veja só, uma cruzada anti-corrupção

http://fotospublicas.com

http://fotospublicas.com

Um dia depois de ter sido chamado de “fanático da corrupção” pela presidenciável do PSol, Luciana Genro, Aécio Neves (PSDB), decide que insistirá no discurso anticorrupção.

Segundo informa o site Poder On Line, do iG, o tucano manterá a estratégia nas próximas semanas.

A meta é firmar a tendência de alta nas pesquisas identificada no último levantamento feito pelo Ibope, divulgado nesta terça-feira (16), em que ele cresceu quatro pontos pecentuais. Saiu de 15% para 19% nas intenções de voto.

Ele, porém, continua em terceiro lugar na disputa, atrás de Dilma Rousseff (que passou de 39% a 36%), e de Marina Silva (31% a 30%).

facebook

facebook

Aécio pretende reforçar as críticas ao loteamento da máquina pública e planeja retomar o foco das críticas na presidente Dilma Rousseff.

Quer associar o governo petista ao “toma-lá-dá-cá” e manterá as menções aos casos da Petrobras e do mensalão.

Pois, no debate entre os candidatos ao Planalto promovido nesta terça pela CNBB, a discussão sobre a corrupção e o envolvimento do PSDB em casos do gênero, foi o ponto alto.

Luciana Genro associou Aécio Neves a escândalos de corrupção ocorridos em Minas Gerais e no governo federal.  “O senhor falando do PT é como o sujo falando do mal lavado”, disse Luciana.

Ela afirmou que o mensalão, principal escândalo de corrupção do governo petista, deriva do mensalão tucano, em que políticos mineiros – entre os quais o ex-governador Eduardo Azeredo, do PSDB – são acusados de envolvimento em um esquema de compra de apoio na Assembleia Legislativa de Minas Gerais.

facebook

facebook

Luciana disse ainda que Aécio protagonizara um dos últimos escândalos da política brasileira ao reformar um aeroporto em Cláudio (MG).

Uma reportagem da Folha de São Paulo revelou em julho que a obra, ocorrida em 2010, quando Aécio era governador, custou R$13,9 milhões e foi feita em terreno desapropriado de um tio-avô do tucano.

“O senhor é tão fanático das privatizações que consegue privatizar um aeroporto e entregar à família, tão fanático da corrupção que consegue construir um aeroporto para beneficiar sua família.”

Aécio rebateu as acusações dizendo que Luciana se portava como “linha auxiliar do PT” e que se escusou de responder sua pergunta sobre educação porque não tinha proposta de governo.

Em sua última fala, disse ainda que “aqueles que são irrelevantes fazem acusações absurdas e levianas, que não devem ocupar o tempo tão escasso (que há) para se falar do Brasil”.

Pois bem. Voltando ao plano de Aécio, a estratégia inclui a ocupação das redes sociais.

Nesta quinta-feira (18),  às 21h, a campanha tucana organiza um bate-papo na página Conversa com os Brasileiros – criada para dialogar com eleitores pela internet. Especialistas vão tratar especificamente do tema da corrupção.

Na manhã desta quarta-feira (17), integrantes da coordenação da campanha minimizavam as críticas que o tucano recebeu de Luciana Genro, durante o debate.

Com informações do Poder On Line e BBC Brasil

Falta de estrada se evidencia e Paulo Câmara sofre em debate. Para contra-atacar, referências constantes a Eduardo

Rapha Oliveira/Esp DP/D.A Press

Rapha Oliveira/Esp DP/D.A Press

No dia em que comemorava crescimento na pesquisa Ibope, Paulo Câmara (PSB) enfrentou teste duro no debate da TV Jornal.

Foi o alvo preferencial dos dois concorrentes que dividiam a ribalta com ele: Armando Monteiro (PTB) e Zé Gomes (PSol).

Sem traquejo para embates do gênero (foi o primeiro confronto na TV), o socialista demonstrou fragilidade nos argumentos quanto questionado sobre temas já colocados na pauta.

Entre eles está a falta do lastro político (apontado por Armando), de experiência, de capacidade de liderança, de trânsito nacional, enfim, carências diretamente ligadas ao fato de ele, um técnico, ter sido escolhido candidato por decisão pessoal do ex-governador Eduardo Campos.

Optou por repetir frases que soavam como texto decorado. As expressões “continuar avançando”, “temos um time”, “vamos liderar esse processo”,  “vamos fazer acontecer” foram usadas em diversos momentos, reforçando a falta de estrada apontada pelo concorrente.

O tema da concessão de incentivos à Bandeirante Pneus foi, mais vez, colocado pelo petebista na discussão. Paulo Câmara, como tem feito, retrucou afirmando, que tudo se deu se forma legal.

Armando voltou, então, a perguntar se o oponente sabia da condição do avião quando pegou carona nele e qual a opinião dele sobre a nebulosidade que paira sobre a legalidade e propriedade do jato. Paulo não respondeu. Jogou tudo na conta da Justiça Eleitoral que, segundo ele, já decidiu que não há irregularidades.

A Bandeirante é apontada como possível compradora do avião que era utilizado por Eduardo na campanha e que acabou caindo provocando a morte do ex-governador e mais seis pessoas. A empresa, que já recebia benefícios fiscais antes do governo de Eduardo, teve as vantagens ampliadas na gestão socialista.

O discurso generalista adotado por Paulo acabou lhe trazendo dificuldade. Quando perguntado sobre algo especifico – a falta de consultório para o curso de odontologia da UPE em Arcoverde – foi obrigado a admitir que existiam erros que precisam ser corrigidos.

Além disso, Paulo pareceu ter sido “capacitado” para o debate dentro dos mesmos moldes usados pelo PSB com o prefeito do Recife, Geraldo Julio, em 2012. Manteve um ar de riso e um olhar fixo em grande parte do debate. Obviamente que a tensão é natural num evento como aquele, mas o excesso de cuidados com a performance acabou por tirar a espontaneidade do candidato.

Paulo Câmara está bem, muito bem nas pesquisas, mas sofreu no debate. A missão é, de fato, difícil para um calouro nas ruas e nas urnas como ele. Como Geraldo, ele é uma aposta alta assumida Eduardo – aposta, aliás, exitosa, uma vez que o PSB ganhou a eleição. Agora, Paulo é aposta da vez e, por enquanto, os planos traçados pelo ex-governador vão caminhando bem.

Aliás, como tem ocorrido nessa campanha, o líder socialista, ou a lembrança dele, teve grande “presença” no debate. O candidato do PSB repetiu por diversas ter sido “escolhido por Eduardo”, o que reforça que o PSB, segue cultivando, sem amarras, a dependência da campanha à imagem do ex-governador.

Armando assumiu papel professoral e mostrou a segurança que só os anos na lida política trazem. Sempre que podia ressaltava ser bem mais preparado para governar Pernambuco. Chegou, inclusive, a afirmar que achava Paulo bem intencionado, mas, pela falta do tal “lastro político”, incapacitado para a missão.

Zé Gomes ajudou Armando a elencar falhas na gestão que Paulo representa, mas também não deixou de apontar que o petebista e o socialista eram aliados até o ano passado e que, por isso, representam um mesmo projeto político. Um projeto que, segundo ele, privilegia patrões e as elites e massacra o trabalhador.

Ataques sem efeito: Dilma cai 3 (36%). Choro deu em nada: Marina perde 1 (30%). Já Aécio recupera exatos 4 pontos (19%). É o Ibope

www.guiamuriae.com.br

www.guiamuriae.com.br

Nova rodada da pesquisa Ibope divulgada nesta terça-feira (16) mostra que a presidente deu uma recuada na recuperação que vinha apresentando. Perdeu três pontos.

Marina Silva oscilou para menos. Perdeu um ponto. E Aécio Neves é a novidade. Subiu quatro pontos. Exatamente a soma do que a petista e a socialistas perderam.

Ou seja, pelo o que o Ibope mostra, a série de críticas que o PT vem fazendo a Marina não surtiu efeito para Dilma.

Ao mesmo tempo, os ataques à socialista não a ajudaram a ganhar terreno. A  postura fragilizada e vitimizada que ela adotou também não impressionou o eleitor.

Em contratapartida, as ofensivas de Aécio lhe renderam alguma recuperação. Pelo menos os números apontam para isso. Vamos a eles:

Dilma Rousseff (PT): 36%;Marina Silva (PSB): 30%; Aécio Neves (PSDB): 19%; Pastor Everaldo (PSC): 1%; Zé Maria (PSTU), Luciana Genro (PSOL), Eduardo Jorge (PV), Rui Costa Pimenta (PCO), Eymael (PSDC), Levy Fidelix (PRTB) e Mauro Iasi (PCB) não atingiram 1%.

Brancos/nulos somaram 7% e Não sabe/não respondeu totalizaram 6%.

Na pesquisa anterior, encomendado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e divulgado no dia 12, Dilma tinha 39%, Marina, 31%, e Aécio, 15%.

Ibope: Paulo Câmara chega a 38%, contra 32% de Armando. Para senador: João Paulo tem 32% e Fernando, 27%

DP

DP

Paulo Câmara virou na corrida eleitoral pelo governo do estado. Levantamento do Ibope, divulgado na noite desta terça-feira (16), mostra que o candidato do PSB não só passou como se distanciou do concorrente, Armando Monteiro (PTB) para trás.

O socialista aparece com 38% das intenções de voto, contra 32% do petebista. A margem de erro é de dois pontos para mais ou para menos.

Na disputa pelo Senado, o candidato da coligação Pernambuco Vai Mais Longe, João Paulo (PT), registrou vantagem de cinco pontos percentuais em relação ao socialista Fernando Bezerra Coelho (PSB). O petista tem 32% das intenções de voto, enquanto seu adversário possui 27%.

Na última pesquisa, divulgada no dia 26 de agosto, Armando liderava a disputa ao governo de Pernambuco, com 38% das intenções, nove pontos percentuais à frente de Paulo Câmara, que tinha 29%.

Ricardo Fernandes/DP

Ricardo Fernandes/DP

O petista João Paulo também liderava as intenções de voto no último levantamento (o ex-prefeito do Recife tinha 35%), com uma vantagem de treze pontos percentuais à frente de Fernando Bezerra Coelho (22%).

Metodologia
O Ibope ouviu 2.022 eleitores em 82 municípios do estado, entre os dias 12 e 15 deste mês. O nível de confiança é de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) como PE-00025/2014 e no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob protocolo número BR-00652/2014.

Paulo Câmara engrossa ataques em inserções e acusa Armando de quebrar empresas. “Dá pra confiar?”, pergunta ao eleitor

reprodução/TV

reprodução/TV

Um dia depois de afirmar que está pronto para enfrentar o que os opositores quiserem trazer para a campanha, o candidato ao governo pela coligação Pernambuco Vai Mais Longe, Armando Monteiro (PTB), vê a Frente Popular, do concorrente Paulo Câmara (PSB), subir muitos tons dos ataques.

Em dois comerciais de TV, veiculados desde a manhã desta terça-feira (16), os socialistas desferem críticas à atuação de Armando como parlamentar, mas entram com força no campo pessoal ao apontar incompetência no desempenho do petebista como empresário.

Em dois comerciais de 15 segundos, o locutor vai fazendo perguntas, que aparecem também em frases escritas em letras azuis sob um fundo preto. Ao final, as imagens são agrupadas e formam uma grande interrogação. O arremate é feito com a questão: “dá pra confiar?”.

Leia, abaixo, o conteúdo dos dois comerciais:

1 – Dá pra confiar o governo de Pernambuco a um empresário mau patrão, que deixou centenas de empregados sem receber salário? Um candidato conhecido por votar contra os trabalhadores? Dá pra confiar?

2 – Dá pra confiar o governo de Pernambuco a um candidato que quebrou as empresas da própria família? Um candidato que tem banco falido, usinas endividadas e dezenas de negócios em ruínas? Dá pra confiar?

A reação da Frente Popular acontece exatamente uma semana depois de Armando covocar a imprensa para informar um fato relevante ao processo político.

Na entrevista, ele cobrou de Paulo explicações sobre a concessão de incentivos fiscais do governo do estado à empresa Bandeirantes Pneus.

A Bandeirantes é empresa citada como uma das possíveis compradoras do avião que caiu no dia 13 de agosto Santos (SP) matando o ex-governador Eduardo Campos e mais seis pessoas.

Em maio deste ano, um grupo de empresários pernambucanos assinou compromisso de compra da aeronave de um grupo econômico do interior de São Paulo.

Nesta segunda, a coluna do Blog informou que, antes da coletiva, o PSB alertara a Armando que revidaria, caso o petebista carregasse nos ataques.

O candidato do PTB, informou, porém, nesta segunda, que não está na vida pública com medo do que possa ser colocado em relação a ele.

“Eu fiz a coletiva para acentuar e para dar ênfase a uma questão que está pendente de esclarecimento ainda, e que ao meu ver a própria imprensa de Pernambuco deveria valorizar mais”, disse.

Bom, na semana passada (dia 11), o Blog trouxe análise sobre o incômodo que a cobrança de Armando causou. E questionava sobre a possibilidade de revide. Relembre:

Avião na pauta: “rato parido” pela “montanha” de Armando vai incomodando campanha de Paulo Câmara. Vem revide por aí?

Pois, nesta terça-feira, a Frente Popular deixou claro que vai engrossar nas investidas sobre Armando.