Tem quem veja campanha antecipada de Antônio Campos em Olinda. Mas Justiça Eleitoral precisa ser acionada

facebook/reprodução

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Há cerca de 15 dias, surgiu a informação de que o advogado Antônio Campos, irmão único do ex-governador Eduardo Campos, trasferira o título de eleitor para o município de Olinda.

Paralela e coincidentemente, Tonca, como é conhecido, espalhou, naquele momento, outdoors pela cidade parabenizando-a pelo aniversário de 480 anos.

A atitude foi vista como um balão de ensaio para uma eventual candidatura a prefeito.   Filiado e membro da Executiva do PSB, Antônio Campos afirma no outdoor que “não vamos desistir, Olinda pode mais”.

Obviamente que ele não fez associação explícita ao partido. Além de uma faixa azul, a peça traz uma outra em amarelo, mas em tom diferente daquele da logomarca da legenda, comumente empregado em material de campanha socialista.

Mas a soma de fatores dá a entender que o outdoor de Antônio Campanha é, na verdade, campanha antecipada para a Prefeitura de Olinda (em 2016).

E a há gente chiando nas redes sociais e cobrando atitude do Tribunal Regional Eleitoral.

Acontece que a Justiça Eleitoral só entra em ação se o Ministério Público Eleitoral oferecer denúncia.

E, por sua vez, o MPE só se movimenta se for provocado (se algum partido ou cidadão entrar com a alguma representação).

Os cartórios eleitorais de Olinda ainda não registram denúncia alguma. As promotorias do município também.

Se a PEC que amplia tempo de ministros no TCU for rejeitada, Ana Arraes deve ser candidata ao Senado em 2018

http://www.joaoalberto.com

Ana, ao lado do filho Antônio Campos – foto: www.joaoalberto.com-DP

A ex-deputada Ana Arraes, hoje ministra do TCU, estará livre das amarras legais para voltar à política em 2018.

Isso se a PEC que pretende ampliar o tempo de permanência dos ministros nos tribunais não for adiante. A informação está na coluna Diario Político desta terça (24). Confira:

A candidatura de Ana Arraes ao Senado, em 2018, também passa pela PEC da Bengala, aprovada em primeira votação na Câmara dos Deputados e que estendeu para 75 anos a idade para a aposentadoria nos tribunais federais.

Ministra do Tribunal de Contas da União, Ana Arraes completa 70 anos em 2017. Se a aprovação da PEC prevalecer – a segunda votação está na pauta desta  semana –, ela pode ficar no TCU mais cinco anos.

Caso a proposta não seja aprovada, Ana terá que se aposentar em 2017. Aí a candidatura ao Senado poderá se concretizar.

Humberto quer pacto pelo estado, mas, no atual contexto, o resultado da mobilização não deve vir nem a curto nem a médio prazo

Everson Verdiao/Esp.DP/D.A.Press

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O senador Humberto Costa, líder do PT no Senado, aproveitou o Congresso Pernambucano de Municípios, para propor a união das forças políticas de Pernambuco a como forma de garantir mais investimentos federais para o estado.

Segundo Humberto, com a crise é importante deixar as divergências políticas de lado e “trabalhar em conjunto para garantir obras”. As informações são da assessoria do senador.

“Temos que fazer um pacto de todas as forças políticas de Pernambuco para que possamos, independentemente de filiação partidária, estar juntos, defendendo um conjunto de propostas que são estratégicas para o nosso Estado”, afirmou o líder petista.

De acordo com o senador, devem estar na lista de prioridades a conclusão das obras da Transposição do Rio São Francisco, da Adutora do Agreste e a viabilização de novas, como as do Arco Metropolitano e as de duplicação de rodovias federais.

“Com a nossa unidade, podemos mostrar ao Governo Federal a importância dessas ações para Pernambuco. Isso é essencial para que sigamos no roteiro de crescimento, geração de empregos e renda e de desenvolvimento inclusivo”, afirmou.

Humberto aproveitou a solenidade para conversar com o governador Paulo Câmara (PSB), que também esteve presente no evento, sobre a expectativa do encontro da presidente Dilma Rousseff com os governadores do Nordeste e do esforço conjunto para tentar garantir obras estratégicas para o Estado, especialmente as que estão em andamento.

Sobre a crise econômica internacional que vem afetando o Brasil, Humberto Costa defendeu o pacote de ações adotado pelo Governo Federal para fazer frente aos desafios.

“Esse conjunto de medidas vai garantir a arrumação das contas públicas e a possibilidade de mais investimentos. A expectativa é que, já no ano que vem, estaremos assegurando a retomada do crescimento econômico”, explicou.

Comentário meu:

Humberto, como líder do partido que é, tem obrigação de reforçar o discurso de otimismo que tanto a gestão petista precisa difundir e, principalmente, se mostrar convincente.

Acontece que nesse momento em que o governo atravessa crise das mais graves e algumas empresas que tocam obras federais no estado enfrentam processos por envolvimento no esquema da Petrobras é bem improvável que o pacto proposto surta algum efeito a curto ou médio prazo.

Vale mais pela retórica do que pelo que ela pode desencadear.

Os governadores do Nordeste, por exemplo, formularam pauta extensa para apresentar a Dilma nesta quarta-feira (25), em Brasília.

Mas, na verdade, na verdade, o encontro tende a funcionar mais como um gesto político com a região que mais lhe garantiu votos na reeleição do que como um marco de retomada de investimentos.

Reação à onda conservadora mobiliza PSOL e movimentos sociais e mostra o quanto o PT está intimidado

www.revistaforum.com.br

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O texto a seguir merece ser lido não só porque se trata do início de uma reação de setores organizados da esquerda contra o ressurgimento da onda conservadora no país.

Mas porque revela o quanto o PT virou um fantasma do partido aguerrido que foi um dia.

Os petistas estáo divididos entre cobranças diante da política de enfraquecimento dos trabalhadores, promovida por Dilma Rousseff e a defesa da presidente.

O protagonismo na luta contra injustiças sociais e desrespeito a direitos humanos não mais mobiliza o partido. O texto é assinado pelo jornalista Rodrigo Viana, do blog Escrivinhador. Confira:

O debate ocorrido neste fim-de-semana em São Paulo, numa quadra da CUT, foi simbólico por muitos motivos.

Primeiro, mostrou o grau de esgotamento do PT, como força renovadora de esquerda. Sob  impacto do avanço da direita no Brasil, militantes de esquerda se reuniram atraídos pelo tema: “Direitos Sociais e Ameaça conservadora”.

Mas não foi um debate organizado pelo Partido dos Trabalhadores – principal alvo da fúria direitista do dia 15. O PT segue acuado, quase mudo. Havia na plateia do debate muitos petistas, mas sem camisas nem símbolos petistas. Isso tudo num evento organizado pelo PSOL

Mais que isso: na mesa, estavam dois ex-auxiliares de Lula – Frei Beto e André Singer (hoje, professor da USP, e que segue filiado ao PT). O debate, realizado na “Quadra dos Bancários” (histórico ponto de encontro dos militantes da CUT e do PT), reuniu quase mil pessoas no sábado à tarde.

Foi o deputado federal Ivan Valente (do PSOL) quem cumpriu o papel de criar aquele espaço de reflexão, abrindo o microfone também para Guilherme Boulos (MTST – Movimento dos Trabalhadores Sem Teto) e Berna Menezes (sindicalista ligada ao PSOL).

As críticas ao governo Dilma foram duras. E generalizadas. Boulos disse que “o governo é indefensável”, e foi mais longe: “ou o governo reverte o modelo, baseado no ajuste liberal, ou em breve o golpismo terá base popular nas ruas”.

A avaliação do líder do MTST é de que, apesar da queda de popularidade de Dilma, quem está na rua por enquanto protestando  contra o PT é um setor mais radicalizado de direita e comandado pela classe média. Boulos, no entanto, diz que um ponto deveria preocupar os petistas: “a massa trabalhadora, que votava no PT até hoje, ficou em casa dia 15, mas  aplaudiu os protestos porque não aguenta mais”.

Ele reconheceu os avanços sociais da era Lula, mas reafirmou a posição do MTST de que o modelo de conciliação do lulismo se esgotou. “2013 foi um aviso, mas parece que o PT não entendeu”.

Boulos se mostrou preocupado com o “desfilar de preconceito e ideias fascistas” ocorrido no dia 15. E mostrou clareza de que não se trata de um ataque ao PT, apenas: “o petismo deixou de ser de esquerda, mas o antipetismo é um movimento contra toda a esquerda, é anti-movimentos sociais, anti-esquerda, anti-vermelho.  Temos uma direita venezuelana, e um governo covarde. Mas vamos enfrentar essa turminha que destila ódio. Com fascismo, não se conversa; fascismo, se enfrenta.”

Andre Singer concordou com a avaliação de que o início do governo Dilma é desastroso para a esquerda. Até porque o ajuste de  Levy deve provocar desemprego, enfraquecendo os trabalhadores – que são a base social da esquerda.

O professor da USP, porém, discordou de Boulos na avaliação do dia 15. “Considero que a manifestação foi majoritariamente de centro. Havia, sim, setores de extrema-direita, golpistas. E havia ainda uma direita radicalizada a favor do impeachment, mas as pesquisas mostram que a maioria estava ali para rechaçar a corrupção”.

Singer acha que é possível “dialogar” com esses setores de centro. Mas foi contestado no debate por gente da plateia. O dia 15, disse o professor Gilberto Maringoni (PSOL) foi, sim,  “tendencialmente” em favor da extrema-direita, abrindo espaço para ex-torturadores e golpistas na Paulista. O dia 15, lembraram outros, significou a proibição para que qualquer cidadão vestisse vermelho num amplo raio em torno da Paulista. Essa não é atitude de “centro”, disse um militante anônimo.

Frei Beto definiu as manifestações do dia 15 (e também as de junho de 2013) como “manifestações de protesto, mas não de proposta.” E ressaltou que o PT colhe os frutos por ter governado 12 anos, sem ter feito – nem encaminhado  - uma reforma estrutural sequer.

A sindicalista Berna Menezes destacou que não se pode igualar os governos FHC e Lula/Dilma, mas lembrou que o PT é responsável pelo avanço da direita, porque jamais enfrentou a mídia, nem fez uma Reforma Tributária em favor dos trabalhadores.

Outra avaliação comum entre os presentes: a crise será longa, pode durar 4 anos ou mais. Boulos disse que há riscos de ruptura pela direita, devido à “forte presença de setores golpistas” nas ruas. Já Singer, não vê riscos imediatos de ruptura. “A turbulência será grande, o estresse democrático é parecido com 64, mas não há mais a Guerra Fria”.

Não há mesmo? O que os Estados Unidos fazem no Oriente Médio e na Ucrânia é o que?  Hum…

Os debatedores defenderam uma “Frente Social”, ou uma “Frente Popular”, para combater o avanço da direita. Uma frente que não seja dos partidos de esquerda, mas agregue amplos setores em defesa de uma pauta mínima.

“O meu partido, o PT, não tem mais condições para dar direção à esquerda. É preciso formar logo essa frente“, disse Singer.

Ele lamentou que o PSOL e o MTST não tenham ido ao ato do dia 13 na Paulista. “Com uma formação mais ampla, poderíamos ter chegado a cem mil pessoas, e não 40 mil, como tivemos”, afirmou. A lembrança de Singer indica as dificuldades que ainda impedem as forças de esquerda e os movimentos sociais de agirem juntos – num momento de forte avanço conservador.

O deputado Ivan Valente listou cinco pontos em torno dos quais poderia ser construída essa frente, aberta a entidades, partidos e cidadãos interessados em barrar a direita – dentro e fora do governo:

- combate ao ajuste fiscal de Levy;

-  democratização dos meios de Comunicação;

- reforma agrária e combate ao latifúndio;

- defesa da Democracia e rechaço ao golpismo;

- defesa dos direitos trabalhistas.

Formou-se, entre  os debatedores, um consenso de que é possível unificar a esquerda. Não contra o governo Dilma, que em nenhum momento foi citado como inimigo principal. Mas contra o ajuste de direita – que significa o sequestro, pela direita, de um governo eleito com discurso de esquerda. E, especialmente, contra a direita que baba de ódio nas ruas e no Congresso.

Ivan Valente disse que é preciso levar pras ruas “os nomes de Cunha e Renan, como parte da corrupção que se precisa derrotar.” O deputado do PSOL lembrou que o discurso udenista, de falso moralismo, hoje é o mesmo de 54 e 64. Mas dessa vez, lembrou, parte importante da direita está afundada na lama da corrupção: “há 33 parlamentares indiciados, inclusive os presidentes da Câmara e do Senado – que não podem ser poupados, como a direita tentou fazer no dia 15.”

Foi um encontro curioso, em que a turma do PSOL usou a ‘”casa” da CUT e do PT. Um encontro em que o PSOL se definiu claramente contra o impeachment, e fez questão de ressaltar que PT e PSDB não são iguais. Um encontro em que petistas ou ex-petistas não tiveram dúvidas em atacar o ajuste de Levy – ainda que isso significasse atacar frontalmente o governo Dilma.

Havia uma presença de militantes de esquerda, para além do PSOL. E havia a certeza de que a Frente Popular vai nascer com ou sem o governo. Vai nascer nas ruas. E parte importante da base social do PT vai ajudar a compor essa frente – ainda que o partido, como lembrou Singer, tenha perdido a capacidade de liderar a esquerda.

Já não se trata de defender o governo ou o PT. Mas de recompor o campo da esquerda, e impedir a completa restauração conservadora no Brasil.

Geraldo e Paulo nomeiam, criam secretarias para aliados e lideram ações para manter hegemonia do PSB em Pernambuco

psb

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Além da missão de tocar as administrações do Recife e de Pernambuco, respectivamente, o prefeito Geraldo Julio e o governador Paulo Câmara estão desafiados de manter o ritmo agressivo das articulações eleitorais que era marca registrada do ex-governador Eduardo Campos, de quem ambos são afilhados políticos.

Mesmo sem histórico no front da caça ao voto, sem o carisma que tinha o antigo comandante socialista, os dois buscam se converter em líderes (texto publicado no Diario, neste domingo, 22)

Embora o PSB pernambucano demonstre ter fissuras internas decorrentes do vácuo deixado pela ausência de Eduardo, que morreu em agosto vítima de acidente aéreo, Geraldo e Paulo, credenciados pelo mandato, assumem o protagonismo do partido.

Blenda Souto Maior/DP/D.A Press

Blenda Souto Maior/DP/D.A Press

Nessa tarefa, os dois rezam na cartilha do padrinho. De olho na reeleição em 2016, o prefeito tratou de acomodar partidos na sua gestão.

Na engenharia, saiu até mesmo da esfera municipal e cedeu espaço ao deputado estadual Alberto Feitosa, que ficou com a Secretaria de Saneamento, acalmando o PR que vinha se queixando de desprestígio.

Em três meses de gestão, Paulo já tem 2018 na agenda e também age para manter a aliança que o elegeu no ano passado. Como fazia Eduardo, tratou de nomear ex-prefeitos e ex-deputados para a sua assessoria especial.

Até mesmo a ex-deputada Miriam Lacerda, que em 2012 disputou a Prefeitura de Caruaru com os Queiroz e os Lyra – aliados históricos do PSB – está abrigada no Campo das Princesas.

Nando Chiappetta/DP/D.A Press

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Além de assegurar espaço para aliados nas máquinas municipal e estadual, Câmara e Geraldo apareceram fazendo tabelinha na TV. Foram “âncoras” nas inserções que o PSB estadual levou ao ar em quatro dias deste mês de março.

Juntos e em separado defenderam que os governos socialistas são conhecidos por tirar projetos do papel e entregar obras à população. E frisaram que a gestão de Eduardo, como não poderia ser diferente, é o melhor exemplo do que afirmavam.

Pelo menos aparentemente, a movimentação da dupla vem acontecendo acompanhada de alguma sorte, variável com a qual Eduardo Campos também contava.

Ao atrair a vereadora tucana Aline Mariano para a sua gestão, Geraldo dividiu o PSDB a ponto de o partido já admitir não lançar candidato próprio à Prefeitura do Recife, e até mesmo de assumir o palanque de reeleição do socialista.

Os tucanos ensaiam concorrer com o deputado federal Daniel Coelho, considerado único nome capaz de, hoje, enfrentar com chances de vitória o prefeito.

Agora, com a situação do governo federal se complicando e o PSB voltando a se afinar com o PSDB em contraposição à presidente Dilma, a aliança que atualmente já é firme no plano estadual, pode ser inevitável no Recife.

Por sua vez, Paulo Câmara viu a impetuosidade de Fernando Bezerra Coelho ser arrefecida com a inclusão do nome do senador na lista dos investigados por suspeita de ter se beneficiado no esquema da Petrobras.

Com décadas de estrada na vida pública e reconhecido poder de articulação, Fernando vinha se movimentando com certa independência em Brasília e pelo estado, o que fazia sombra à liderança de Paulo.

Representantes do movimento Coalizão pela Reforma Política Democrática e Eleições Limpas concedem coletiva nesta sexta

www.oabsergipe.com.br

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Representantes pernambucanos da Coalizão pela Reforma Política Democrática e Eleições Limpas, grupo formado por 110 das mais representativas entidades e movimentos sociais do país, concedem coletiva nesta sexta-feira (20) para falar dos seus pleitos.

Na pauta estarão as mudanças nas regras eleitorais e a proposta que o coletivo tem para a reforma política. A coletiva ocorrerá na sede da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em Pernambuco, a partir das 14h.

De acordo com informações sa assessoria do movimento, a atividade marca o início da semana nacional de mobilização pela reforma política democrática.

Os quatro pontos principais da proposta são a proibição do financiamento de campanha por empresas e adoção do Financiamento Democrático de Campanha; eleições proporcionais em dois turnos; Paridade de gênero na lista pré-ordenada e o fortalecimento dos mecanismos da democracia direta com a participação da sociedade em decisões nacionais importantes. O projeto precisa de 1 milhão e 500 assinaturas para ser enviado ao Congresso.

Falarão das propostas o presidente da OAB/PE, Pedro Henrique Reynaldo Alves, os jornalistas Ivan Moraes, do Centro de Cultura Luiz Freire, e Cátia Oliveira, do Fórum Pernambucano de Comunicação (Fopecom).

Representantes da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), da União Brasileira de Mulheres (UBM), da União Nacional dos Estudantes (UNE), da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e do Movimento dos Sem Terra (MST) também participarão.

A deputada Luciana Santos (PCdoB/PE), uma das 163 parlamentares que manifestaram apoio à proposta, participará da entrevista coletiva.

“Iniciativas que possam ampliar o debate a respeito do projeto da Reforma Política Democrática são muito válidas.  A mudança nas regras eleitorais é um tema importante que impacta diretamente na vida de todas as pessoas. No Congresso Nacional estamos debatendo essas mudanças, é importante que a sociedade também discuta, opine e participe da decisão”, explica a comunista.

PMDB chantageia governo e leva Cid Gomes a pedir demissão depois de ele reafirmar que deputados são achacadores (vigaristas)

Fabio Rodrigues Pozzebom/ Agência Brasil

Fabio Rodrigues Pozzebom/ Agência Brasil

O que o agora ex-ministro da Educação, Cid Gomes, disse na tarde desta quarta-feira (17) no Congresso sobre os deputados agradou a muita gente. A reação nas redes sociais indica que o brasileiro ficou alma lavada.

Acontece que o PMDB, o sempre insatisfeito e arrogante PMDB, não suporta ser contrariado ou criticado. Se for atacado por verdades, então, se indigna, pede cabeças, faz ameaças.

O presidente do Senado, Renan Calheiros, quem não se lembra, quase explode quando seu nome entrou na listas dos investigados pela Justiça por suspeita de se beneficiar no esquema da Petrobras.

Portando-se como se já estivesse condenado, atribuiu a presença na relação governo, se disse perseguido pelo procurador da República,  Rodrigo Janot, e jurou vingança.

Fabio Rodrigues Pozzebom/ Agência Brasil

Fabio Rodrigues Pozzebom/ Agência Brasil

Nesta quarta-feira, Cid foi o alvo. O PMDB exigiu a saída do ministro da Educação. Avisou que ou Gomes era demitido ou pedia demissão da pasta da Educação ou o partido estaria fora do governo e da base aliada imediatamente.

E, ele, após falar o que está entalado na garganta de muita gente, se viu obrigado a deixar o cargo.

Cid Gomes justificou sua saída reconhecendo que sua declaração acusando parte da Câmara ser formada por “achacadores” criou dificuldades para o governo junto a base aliada.

“A conjuntura política impede minha presença no governo”, disse Cid.

Se ele ficasse criaria um gigantesco problema para a presidente Dilma.

A ela resta pagar o preço por ceder, mais uma vez, ao PMDB.

Aliás, a petista está sem saída. Se é um risco ter o partido como aliado é muito mais perigoso tê-lo como oponente.

Os peemedebistas, que já ajudam a infernizar a vida do Planalto há tempos, com chantagens e em busca de cargos, não iam dar sossego

Fabio Rodrigues Pozzebom/ Agência Brasil

Fabio Rodrigues Pozzebom/ Agência Brasil

Cid falou nesta terça a uma Comissão Geral, no plenário da Câmara, que foi marcada para ouvi-lo sobre declarações em que disse que, na Casa, haveria entre 300 e 400 deputados “achacadores” (o mesmo que vigaristas, gatunos).

A expectativa do governo e do Legislativo era que ele se desculpasse pelas declarações e tentasse recompor suas relações. As informações são da Folha S. Paulo.

Não só Cid Gomes não fez isso como, dedo em riste em direção ao presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), vociferou:

“Prefiro ser acusado de mal educado a ser acusado de achacador como ele [Cunha], que é o que dizem dele as manchetes dos jornais”.

Antes, o ministro já havia dito que quem é da base aliada do governo tem de votar com o governo. “Ou larguem o osso. Saiam do governo.”

Fabio Rodrigues Pozzebom/ Agência Brasil

Fabio Rodrigues Pozzebom/ Agência Brasil

Seu único gesto conciliador foi pedir desculpas “àqueles que não agem dessa maneira”, depois de reafirmar que alguns eram “oportunistas”.

A partir daí, líderes se revezam na tribuna para exigir a demissão de Cid Gomes.

Na chegada, Cid Gomes levou uma claque para apoiá-lo no depoimento, mas Cunha os expulsou das galerias. O depoimento do ministro já havia sido adiado por conta de uma internação médica do titular do MEC.

Enquanto isso, a cúpula do PMDB avisou diretamente a um auxiliar de Dilma que o partido não abria mão de que ele fosse demitido ou renunciasse ao cargo ao término da sessão.

PSB deixa de ser oposição independente e, reforçando liderança de Aécio, assume condição de oposição efetiva

Foto: George Gianni

Foto: George Gianni

Na semana passada, o Blog trouxe matéria tratando do muro em que o PSB subiu diante das dificuldades enfrentadas pela presidente Dilma Rousseff.

Ex-aliados do PT, os socialistas vinham se colocando como oposição independente. Buscavam parcerias administrativas com o Planalto, não deixavam de frisar as diferenças em relação ao governo, mas não criticava a presidente.

Agora, depois de divulgar notas e apresentar comerciais de TV e rádio com ataques à gestão da petistas tomam lugar na ofensiva oposicionista contra Dilma.

PSB segue na oposição independente, mas se a canoa de Dilma virar, está pronto para se tornar oposição efetiva

O PSB sentou-se nesta terça-feira com o presidente nacional do PSDB, Aécio Neves, na reunião em que tucanos e representantes de DEM, PPS, PP, PMDB e Solidariedade formularam o pedido de investigação da presidente ao Supremo – negado ontem mesmo.

Como estava escrito no post, o estava pronto para deixar de ser “oposição independente” e se assumir como oposição efetiva ao PT.

E prosseguia lembrando que o discurso de opositor adotado pelo partido na disputa presidencial de 2014 ainda estava fresquinho. Era só dá uma atualizada. E é assim que o PSB está agindo.

Na foto, divulgada pelo Facebook de Aécio Neves, pode se ver o deputato federal líder da bancada do PSB, Fernando Filho, e o presidente nacional do partido, Carlos Siqueira.

Trave no olho do Planalto: governo joga a crise na conta das falhas na comunicação

ligadosnarede.blogspot.com

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Há quem aponte falta de objetividade entre os protestam contra o governo Dilma. Mas a gestão petista também peca por não conseguir entender que é preciso ir além de reconhecer erros na comunicação.

Achar que o embate nas redes sociais é o que importa e que a publicidade é o caminho para retomar a aprovação é, do mesmo modo, carecer de clareza.

Tudo isso tem seu papel, mas são mais instrumentos de marketing e menos da vida real. Sem encontrar o que de fato está falho e procurar soluções de verdade o governo não retoma a tranquilidade.

Ceder mais espaço ao PMDB, como já se prevê, é endossar a insatisfação de vários setores. E o PMDB, com seis ministérios e vice-presidência, já demonstrou ser oposição faz tempo.

A tal capacidade de construir condições políticas de governabilidade a presidente e o grupo de articuladores que a cerca demonstram não ter.

Enquanto isso, ela vê a sua impopularidade avançar – 62% consideram a gestão ruim ou péssima, segundo o Datafolha, nesta quarta (18) – e o governo vai se perdendo ao concluir que falhas na comunicação explicam a crise.

Para uma gestão que busca ajustes fiscais, promove reajustes de energia e gasolina e ainda tem imagem associada à corrupção, a comunicação poderá fazer pouco.

Nesta terça-feira, o Estadão e a Folha de S. Paulo informaram ter tido acesso a um documento reservado do Palácio do Planalto, no qual o governo assume ter adotado uma comunicação “errática” desde a reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT) e que seus apoiadores estão levando uma “goleada” da oposição nas redes sociais. Confira mais informações são do Portal Imprensa: