Jogo político foi diluído nos bastidores. No adeus a Ariano, a arte se bastou

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Nascido no Palácio da Redenção, na Paraíba, e velado no Palácio do Campo das Princesas, em Pernambuco, Ariano Suassuna, inevitavelmente, atrairia políticos à sua despedida.

E eles estavam lá. Muitos. Tiveram acesso direto aos familiares, puderam desejar condolências à viúva, filhos e netos do escritor.

Mas não foram páreo para outros representantes do povo que, do mesmo modo, compareceram ao funeral.

Grupos emblemáticos da cultura genuinamente pernambucana causaram comoção ao entrar no salão em traje de gala para dar adeus ao mestre.

Os maracatus Daruê Malungo (liderados pelo Mestre Meia-Noite) e Piaba de Ouro, além de descendentes do mestre rabequeiro Salustiano levaram do riso ao choro os que foram se despedir.

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Exaltaram a riqueza de expressões que tanto alimentaram Ariano e, por isso mesmo, foram tão valorizadas por ele.

Pedro Salustiano chegou a pedir licença à família do escritor para saudar o “pai da cultura brasileira” e lembrar que Ariano devia estar em algum lugar ao lado Mestre Salu (morto em 2008) cantando São Gonçalo do Amarante, a música preferida. Impossível conter a emoção.

O momento mais tocante do adeus, foi imediatamente seguido da chegada de Dilma Rousseff que cancelou agenda para vir ao Recife.

Com ela, apareceram os integrantes da chapa de oposição ao governo do estado, liderada por Armando Monteiro (PTB).

Tanto a presidente quanto o senador estavam em território “adverso”.

Afinal, a esposa do ex-governador e presidenciável Eduardo Campos, Renata, é sobrinha de Ariano. E o socialista estava, naturalmente, na área dedicada à família.

O candidato do PSB ao governo, Paulo Câmara, a quem o escritor chegou a declarar apoio, também estava à vontade.

No entanto, tudo isso se diluiu nos bastidores. Melhor assim. No adeus a Ariano, a arte se bastou.

Agosto se aproxima e aquece a esperança de reviravoltas para quem está atrás nas pesquisas

Nando Chiappetta/Esp.DP/D.A Press

Nando Chiappetta/Esp.DP/D.A Press

Agosto é tido como mês do desgosto para o universo sobrenatural. Em ano de eleição, porém, é sinônimo de expectativa positiva.

Segundo mês da campanha oficial, nele estão depositadas as esperanças de muitos candidatos.

Teresa Maia/DP/D.A Press

Teresa Maia/DP/D.A Press

Principalmente daqueles que estão atrás nas pesquisas. Isso porque é nesse mês que se inicia a propaganda eleitoral gratuita de rádio e TV.

O guia eleitoral, como o horário é chamado em Pernambuco, é tido como divisor de águas. Há quem aposte em recuperação de terreno e em reviravoltas de números.

Nesse momento em que, 18 dias após o início da campanha, os índices de intenção de voto para o Planalto e para o governo de Pernambuco seguem cristalizados, este agosto de 2014 chegará ainda mais carregado de desejos.

Para quem alimenta o sonho de reverter quadros negativos, será o momento de jogar alto (ou baixo, como queiram).

Reprodução

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Perspectivas captadas nos bastidores da disputa estadual, especificamente, apontam para um guia explosivo. Nitroglicerina em forma de programa eleitoral.

Se vai seduzir (ou convencer) o eleitor é uma aposta arriscada de se fazer.

De concreto, mais trabalho para os departamentos jurídicos dos candidatos e para o TRE. Falta uma semana para agosto chegar.

Movimento combate, pela internet, propaganda eleitoral em áreas destinada a pedestres

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Assessores da coligação Pernambuco Vai Mais Longe, de Armando Monteiro (PTB), detectaram, nas redes sociais, a existência de mobilizações de combate à propaganda de rua.

Diálogos indicam que a ocupação de ruas, praças e calçadas com publicidade tem plena reprovação.

Até mesmo uma logomarca estimulando ataques a cavaletes (imagem ao lado) tem sido compartilhada. O recado está mais do que dado.

Realidades como esta explicam, em parte, a decisão de a campanha de Armando ao governo do estado ter decidido por não utilizar cavaletes e bandeiras em locais públicos.

Só serão utilizados, durante caminhadas e outras atividades públicas de campanha.

Com trilha sonora de Fábio Jr, Armando e Paulo Câmara pedirão voto no FIG nessa sexta-feira (25)

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Por questões político-eleitorais, o Festival de Inverno de Garanhuns deste ano não tem sido terreno fértil para campanhas.

Nesta sexta-feira (25), porém, Armando Monteiro, candidato ao governo pela oposição, circulará por lá ao lado do prefeito aliado Izaías Régis (PTB).

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Curiosamente, Paulo Câmara (PSB), concorrente governista, também irá ao evento no mesmo dia.

O risco de eles se esbarrarem nos camarotes é alto. Assim como é grande a possibilidade de se ver os dois acompanhando o coro da multidão no hit-chiclete Alma Gêmea, de Fábio Júnior, principal atração da noite.

Afinal, é hora de mostrar sintonia com o que comove o povão.

PSB constrói discurso contra a força do apoio de Lula a Dilma: citam Haddad como exemplo de equívoco do ex-presidente

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O fato de Lula, principal cabo eleitoral do país, ser o avalista da reeleição da presidente Dilma Rousseff não causa espécie ao PSB.

Mesmo incensando o governo do ex-presidente, a quem mantêm como exemplo de gestor, os socialistas têm na ponta da língua o antídoto para o aval luxuoso que Lula dará à campanha de reeleição da afilhada.

Para eles, nem tudo o que o líder petista recomenda ou apoia é bom ou merece ser votado.

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Ontem, em entrevista ao programa Em Foco com Aldo Vilela, na Rádio Globo Recife 720, Fernando Bezerra Coelho, candidato do PSB ao Senado, destacou que a maior evidência dos equívocos de Lula acontece na cidade de São Paulo, onde o prefeito Fernando Haddad tem altíssimo índice de rejeição.

Obviamente, Dilma não é Haddad, mas fica claro que acampanha de Eduardo Campos vai seguir confrontando os governos de Lula e Dilma, enfatizando, respectivamente, êxito versus fracasso.

A ideia de que o ex-presidente faz uma aposta errada ao querer mais uma mandato para a afilhada será colocada como pano de fundo sempre que possível.

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E ainda que reconheçam a capacidade de convencimento do ex-presidente, nas entrelinhas disseminarão a tese de que o líder petista não é infalível no que diz respeito às suas escolhas.

A ordem, portanto, é reforçar o discurso de que Dilma entregará o país bem pior do que recebeu do padrinho.

O ânimo é tanto que os socialistas agem como se estivesse acertado, desde já, que a petista passará a faixa a alguém. Falta combinar com o eleitor.

Daniel aposta que eleitor de PE migrará para Aécio ao perceber que tucano tem mais condições de derrotar Dilma

Eduarda Bione/Esp.DP/D.A Press

Eduarda Bione/Esp.DP/D.A Press

O deputado estadual Daniel Coelho (PSDB) acredita que em pouco tempo o eleitor pernambucano vai entender que Aécio Neves, mais do que Eduardo, tem condições de tirar Dilma do poder.

E que a associação do tucano ao antipetismo carreará votos para ele, instalando a polarização PT x PSDB também em Pernambuco.

Apostando nessa realidade, destaca Daniel, Aécio deverá ganhar três comitês no estado. Um no Recife e outros em Petrolina e Caruaru.

Fernando Bezerra reitera que, em pesquisa, eleitor reconhece Armando como “candidato de Eduardo”

Allan Torres Esp DP/D.A press.

Allan Torres Esp DP/D.A press.

Na entrevista que concedeu à Rádio Globo Recife 720, nessa terça-feira (22), Fernando Bezerra Coelho (PSB) informou que cerca de 40% dos pernambucanos veem Armando Monteiro (PTB) como “o candidato” de Eduardo.

Reiterou, de certa forma, a notícia, publicada no último sábado no Blog, de que o petebista é visto como o nome que dará continuidade ao governo do socialista.

Reverter essa realidade, associando Paulo Câmara a Eduardo e “empurrando” Armando na oposição, é o que move a campanha da Frente Popular nesse momento.

(nota da coluna Diario Politico desta quarta-feira, 23 de julho de 14)

Marília informa que mais lideranças do PSB anunciarão apoio a Armando Monteiro

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Marília Arraes abriu o caminho.

Pelo menos outras cinco lideranças do PSB, do interior e Região Metropolitana devem aderir ao palanque de Armando Monteiro nos próximos dias.

A informação é da própria vereadora, que, ressalta, sido procurada por muitos insatisfeitos.

Filiada ao PSB, sigla presidida nacionalmente pelo primo e candidato ao Planalto, Marília desembarcou dos projetos eleitorais do partido após o comando da legenda lhe tirar as condições de concorrer a Câmara dos Deputados.

Prima de Eduardo, ela anunciou na semana passada que votará em Armando e em Dilma Roussef para a Presidência da República.

“Edualdo”: Eduardo e Geraldo Alckmin casam campanha em São Paulo. Como fica Aécio? E Marina, que abomina tucanos?

http://veja.abril.com.br/blog/radar-on-line/

http://veja.abril.com.br/blog/radar-on-line/

Lembram-se do Lulécio, em 2006 em Minas? E do Dilmasia em em 2010 no mesmo estado?

Tratava-se de alianças impossíveis, segundo as regras eleitorais, mas que foram firmadas nas ruas – Lula mais Aécio (PSDB) e Dilma (PT) mais Anastasia (PSDB).

Pois uma chapa informal acaba de tomar a campanha de São Paulo. Embora o PSDB tenha Aécio Neves como candidato próprio ao Planato, o PSB está na vice do governador Gerado Alckmin, que concorre à reeleição.

Por isso mesmo, socialistas estão colando o seu presidenciável, Eduardo Campos, a Geraldo, fazendo surgir o movimento “Edualdo”

Tanto que as campanhas dos dois lançam a partir desta terça (22) três comitês conjuntos de PSB e PSDB. Ao todo, serão 37 em São Paulo.

O material de campanha terá sempre Campos, Alckmin e Márcio França (o vice de Geraldo).

Folhetos com Marina Silva só se forem feitos por deputados estaduais ou federais. As campanhas majoritárias de Campos e Alckmin não querem criar constrangimento com Marina.

Como se sabe, a ex-senadora, vice de Eduardo. abomina tucanos e sempre discordou do apoio do PSB a Alckmin.

Queria candidatura própria do PSB (ou algum nome da Rede, com respaldo socialista). Nesta terça, para fugir “Edualdo” ela cumpre agenda em Minas.

Tentando tirar votos de Aécio e acabar com a polarizaçção entre PSDB e PT, Eduardo afirma que o tucano representa mudança conservadora. Em São Paulo, porém, sobe no palanque do PSDB.

Seguindo a ideia do “Edualdo” será que vem por aí um movimento “Eduberg”, no Rio de Janeiro? Lá, o PSB está no palanque do petista Lindberg Farias, candidato a governador.

As informações são do Radar On-line (Lauro Jardim), da Veja.

Recuo na campanha de rua de Armando gera especulações: é falta de recurso ou trata-se de tática para expor Câmara negativamente?

Alexandre Albuquerque/Divulgacao

Alexandre Albuquerque/Divulgacao

A decisão tomada pela candidatura de Armando Monteiro de retirar bandeiras e cavaletes das ruas com pouco mais de duas semanas de campanha suscita toda ordem de questões e especulações.

A campanha tem pouco dinheiro? O fato de o PTB nacional apoiar Aécio Neves ao mesmo tempo em que Armando tem Dilma e PT no palanque levou o partido a lhe fechar as torneiras?

Armando estaria usando a escassez de recursos para ganhar respaldo junto aos eleitores cansados de tanta de propaganda nas calçadas?

Ou seja, estaria fazendo do limão uma limonada, transformando a falta de material numa bandeira por uma campanha limpa?

Alexandre Albuquerque/Divulgacao

Alexandre Albuquerque/Divulgacao

Estaria aproveitando a situação para jogar a população contra o oponente Paulo Câmara, que segue ocupando espaços públicos com bandeiras e cavaletes?

Se o problema for falta de recursos, significa que ele não está conseguindo atrair doações de financiadores contumazes no estado?

O prestígio do senador com o empresariado estaria abalado?

A falta de doações seria consequência de uma eventual pressão do PSB e do governador Eduardo Campos sobre as empresas para que não destinem recursos à campanha petebista?

Se mesmo com recursos, Armando tenha, de fato, optado pela saída das ruas como forma de “respeitar” à população, não estaria correndo o risco de perder espaço para Câmara?

A retirada é uma estratégia para esfriar a campanha? Afinal, essa saída poderia ser interessante para o petebista, uma vez que ele está bem à frente nas pesquisas.

Por fim, o fato de o senador está sendo associado à continuidade do governo Eduardo – como informou a coluna Diario Político no sábado (19) – o teria levado a recolher material de campanha, uma vez que não pode aparecer ao lado do ex-governador?

E, por outro lado, ele estaria tentando impedir que Paulo Câmara continue a se expor ao lado Eduardo? Nos bastidores do PSB, poucos acreditam que a conduta de Armando tenha a ver com poucos recursos.

Mesmo sem saber com clareza quais as razões para o “arrefecimento” da campanha de rua do PTB, o que se tem de certeza é que a assessoria jurídica de Paulo Câmara já tratou de acionar o TRE para garantir o direito de ocupar calçadas com a propaganda dos socialista.

A previsão de gastos de campanha de Armando foi calculada em R$ 30 milhões.

Já a declaração de bens do senador, feita com base no imposto de renda dele, subiu de R$ 1,2 milhões para R$ 14,9 milhões, comparando com o valor declarado na eleição de 2010.

O aumento foi justificado pela assessoria da campanha petebista em razão de uma espécie de herança antecipada que o candidato recebeu do pai, Armando Monteiro Filho.