Ocupantes e candidatos a cargos eletivos evitam, convenientemente, se posicionar sobre a paralisação dos rodoviários

Julio Jacobina/DP/D.A Press

Julio Jacobina/DP/D.A Press

Comentário da coluna Diario Urbano, de Jailson da Paz, trata do silêncio de representantes do poder público – candidatos a governador, senador e deputado principalmente.

O texto foi publicado nesta quarta (30.07) e o Blog reproduz. O silêncio, às vezes, diz bem mais do que qualquer discurso.

Revela falta de comprometimento com uma questão que tem de um lado empresários sempre em busca de mais lucros e de outro serviços medíocres, carros degradados, passageiros humilhados, enfim, uma realidade conhecidas apenas em tese pelos homens públicos.

Na prática, todos vão de carro e não sabem o que passa, por exemplo, um idoso dentro de um coletivo. Também ignoram as condições de trabalho de cobradores e motoristas.

Paulo Paiva/DP/D.A Press.

Paulo Paiva/DP/D.A Press.

Estes, naturalmente insatisfeitos, estão legitimamente mobilizados em busca de reconhecimento e reajuste salarial.

Põem na pauta político-eleitoral que precisa ser discutida, mas, como se vê, é evitada pelas autoridades. Interesses não muito claros poderiam explicar essa conduta. Abaixo o texto de Jailson:

Em silêncio

O segundo dia da greve dos ônibus, com reflexos em vários setores da Região Metropolitana, passou em branco nas agendas dos políticos em campanha ou eleitos para cargos municipais e estaduais.

Nenhuma palavra sobre a paralisação foi emitida. Ao silenciarem, passam o recado de que a questão independe deles e se limita a um aspecto trabalhista.

A greve, por mais que tentem dizer ou pensem as autoridades, vai além do reajuste salarial e do valor de tíquetes.

Ao focá-la, não partidarizando e sim aprofundando o tema, as autoridades ou candidatos a tal abririam um debate sobre a gestão e a qualidade do sistema público de transporte de passsageiros.

Paulo Paiva/DP/D.A Press

Paulo Paiva/DP/D.A Press

É lamentável que o silêncio dos prefeitos, secretários e candidatos prevaleça diante do sufoco vivido por cerca de dois milhões de pessoas.

Estamos frente à oportunidade de se tratar além dos salários da categoria em greve, mas da superlotação, do preço das passagens, do desrespeito ao cronograma diário de viagens, da concorrência pública para exploração de linhas, da composição e do poder do Conselho Superior de Transporte Metropolitano.

Como não falaram até agora e a greve pode continuar nesta quarta ainda – ou talvez por mais dias – dá tempo para o começo do debate. Que o primeiro se apresente!

André Régis entregou a Aécio diagnóstico sobre desempenho tucano em eleições no Nordeste. Caruaru é destaque em PE

Câmara do Recife/Divulgacao

Câmara do Recife/Divulgacao

O presidenciável tucano, Aécio Neves, recebeu levantamento de André Régis, um dos coordenadores da campanha em Pernambuco, sobre o desempenho do PSDB em eleições presidenciais no Nordeste de 1994 para cá.

Foi detectado que Caruaru é, proporcionalmente, o município com maior votação para o PSDB em Pernambuco nesse período. Lá, em 2002, Serra venceu Lula no 2º turno, com mais de 30 mil votos de frente.

COMITÊS – Definidas as cidades, o PSDB não bateu o martelo sobre data de abertura dos comitês pró-Aécio no Recife, Petrolina e Caruaru.

André Régis acredita que o clima eleitoral só esquentará mais adiante, com ápice no 2º turno.

Diz que na etapa final as forças que apoiaram em Eduardo migrarão para Aécio, o que, somado à igualdade do tempo de TV, tornará o jogo equilibrado.

“Brancura” vista nos poderes atesta desigualdade social (em que a discriminação racial grita) enraizada no Brasil

foto: senado.gov.br

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A maioria dos candidatos das eleições de 2014 são brancos, segundo o TSE. Dos 25.366 inscritos, 13.958 (55,03%) se declaram dessa “etnia”.

Pardos totalizam 8.868 (34,96%) e os negros somam 2.344 candidatos (9,24%). Amarelos são 116 (0,46%) e os que se declaram indígenas chegam a 80 (0,32%).

Os brancos são maioria no Centro-Oeste (54,87%), Sudeste (62,88%) e Sul (87,59%). Pardos se sobressaem no Nordeste (46,19%) e Norte (58,19%).

Os números que recheiam as estatísticas da Justiça Eleitoral atestam que o país segue injusto e desequilibrado também na corrida por cargos eletivos.

A população brasileira, de acordo com o Censo de 2010 do IBGE, é formada por 50,7% de pretos e pardos, o que corresponde a mais de 101, 9 milhões de pessoas.

No entanto, mesmo somados, os dois grupos ficam abaixo do total de candidatos brancos inscritos este ano – 13,9 mil (55 %) contra 11,2 mil (35%).

http://jorge-clan.blogspot.com.br/

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A situação é ainda mais discrepante entre os que já exercem mandatos no Congresso Nacional.

Apenas 10% dos parlamentares federais (ou 59 de 594 membros) são originários desses grupos, segundo estudo da Transparência Brasil.

Já no Judiciário a representatividade dos negros e pardos enfrenta crise aguda.

Segundo censo apresentado em junho pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), pífio 1,4% dos magistrados brasileiros se autodeclarou pretos.

A “brancura” nos poderes não é obra do acaso. É fruto da desigualdade social (onde a discriminação racial grita) enraizada no Brasil.

Um mais negativos emblemas que o país ostenta.

Ibope/Globo divulga pesquisas para presidente, governador e senador nesta quarta-feira em cinco estados, PE incluído

www.naniesworld.com -

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Pesquisas com intenções de voto para governos estaduais, Senado e Presidência da República em São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Minas Gerais e Distrito Federal serão divulgadas nesta quarta-feira (30).

As pesquisas são do Ibope e foram encomendadas pela Rede Globo, ao custo de R$ 443,9 mil. O registro foi feito na sexta-feira passada no TSE.

Entre o último sábado e esta quarta-feira, serão entrevistados 1 512 paulistas, 1 204 fluminenses, 1 204 pernambucanos, 1 512 mineiros e 1 204 brasilienses.

Com informações do Radar On-line, da Veja.

Clark Crente, o Super-Homem gospel, quer ser deputado no Paraná

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Clark Crente é o nome de “político” de Ewerson Alves da Silva, candidato a deputado estadual no Paraná, pelo PSC.

O rapaz, de 33 anos, se acha parecido com o Super-Homem e aposta nessa semelhança para ganhar votos.

Por se dizer crente e ser de um partido considerado “evangélico”, Clark (o nome do super-herói) está sendo chamado de Super-Homem gospel.

Como lema, ele diz querer trabalhar pela continuidade da família e pela esperança na sociedade. O super-herói das histórias em quadrinho e do cinema não seria tão clichê.

Mais um exemplo de que, desde as candidaturas, a falta de noção, de respeito e de seriedade predomina no processo eleitoral.

Marina, que já esteve encantada por Paulo Bornhausen, irá à abertura do comitê do ex-pefelista?

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Se a ex-senadora Marina Silva abomina – pelo menos publicamente – os tucanos, era de se imaginar que quisesse distância de ex-democratas que, como ela, filiaram-se ao PSB.

Mas, ao longo do 1º semestre deste ano foi especulado que ela teria se encantado com Paulo Bornhausen, filho do ex-cacique pefelista Jorge Bornhausen.

Paulo hoje é candidato ao Senado e, nesta quarta-feira (30), Eduardo Campos irá a Itajaí (SC) inaugurar o comitê do seu aliado. A ex-senadora, vice de Campos na corrida ao Planalto, vai aparecer por lá?

Pelo menos na propaganda da inauguração do comitê ela surge ao lado de Paulo, como mostra o cartaz acima, retirado do Facebook.

PT carimba “pecado original” em Eduardo Campos para anular uso eleitoral de Lula pelo PSB

direitoedemocracia.blogspot.com

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Ao entrar no estúdio, João Paulo foi logo dando indícios de que queria demarcar terreno para o governo federal e confrontar a máxima de que o desenvolvimento visto em Pernambuco é obra e graça do ex-governador Eduardo Campos e o seu PSB.

Indagou aos assessores sobre a “sua pasta” e, logo que pôde, tratou de introduzir o tema na entrevista que concedeu nesta segunda-feira (28) ao programa Em Foco com Aldo Vilela, na Rádio Globo 720 AM.

Disse que as gestões petistas repassaram, de 2007 de pará cá, R$ 93,7 bilhões para o estado e sublinhou que esse fato, entre outros temas, será pauta de campanha.

A disputa de paternidade de obras e projetos, todo mundo sabe, deixou de ser novidade faz tempo.

No entanto, João Paulo a reapresentou com o intuito claro de associá-la o ao que ele chama de “pecado original” cometido por Eduardo.

Segundo ele, a expressão, repetida pelo menos seis vezes em 50 minutos, resume o rompimento do presidenciável do PSB com o governo Dilma Rousseff e o PT.

E revela que tal atitude não foi compreendida pelo eleitor, aspecto que, diz, é atestado nas pesquisas.

O deputado salienta que a população não vê sentido no projeto do PSB após Eduardo ter merecido tanto prestígio e apoio do ex-presidente Lula.

Ele recusou-se a falar em traição, mas enfatizou que Eduardo desconhece o que garantiu a aprovação ao seu governo – ou desconhece o valor do PT para a alta aceitação.

Se o PSB acredita que utilizará eleitoralmente a boa relação com Lula sem que haja um preço a pagar pode ir mudar de estratégia.

Pelo visto e ouvido ontem, o PT está preparando bem direitinho o carimbo do tal “pecado original”.

PT combate informação de pouco repasse federal para em educação e sugere que se fiscalize governadores e prefeitos

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O PT faz cruzada nas redes sociais para levar o eleitor a pesquisar sobre repasses federais para educação.

Tenta reverter a informação de que a União não investe na área.

Com a imagem de Dilma, candidata à reeleição, sugere que se verifique, no portal da Transparência, o quanto o “seu estado” e o “seu município” recebem.

E encerra: “fiscalize o seu prefeito e o governador”.

Idéia de comitê voluntário – responsável por saia justa de Marina Silva – foi adotada por Elias Gomes em 2008

Ines Campelo/DP/D.A Press. E

Ines Campelo/DP/D.A Press. E

A ideia original das casas-comitês adotadas por Eduardo e Marina é do prefeito de Jaboatão, Elias Gomes (PSDB).

Ainda nos idos de 2006 e 2007, sem mandato algum, ele se embrenhou nos bairros, fez um corpo-a-corpo jamais visto por essas bandas e montou comitês em casas de moradores.

Cecilia de Sa Pereira/ Esp. DP/ D.A Press

Cecilia de Sa Pereira/ Esp. DP/ D.A Press

Há quem jure, todavia, que em 1988 a primeira campanha de Lula pelo Planalto já contava com iniciativa similar.

Vale destacar que diferentemente do que foi noticiado nesta segunda-feira acerca da expectativa de receber “algum” – revelada por um morador que abriu a casa para um comitê voluntário de Eduardo e Marina  (LEIA AQUI) – os pontos de apoio de Elias não envolviam pagamento.

A situação provocou uma saia justa em Marina que disse desconhecer qualquer promessa de pagamento e que é preciso considerar que “pessoa simples” tem outra “visão” sobre a política.

Marina ainda rechaçou a prática de pagar por apoio político e disse que pediu para os seus aliados que organizaram o evento apurarem o caso.

“Isso é muito grave”, afirmou. “Não trabalhamos dessa forma, nunca fizemos esse tipo de coisa e isso nem pode de acordo com a lei”.

PSB segue com plano de expansão. Só perde para o PT em nº candidatos nas eleições deste ano

psb

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O PSB fica atrás apenas do PT no número de candidatos para as eleições deste ano. Conta com com 1.284 (5,1% de 25,2 mil), contra 1.331 dos petistas (5,3%).

Este quadro reforça a estratégia adotada pelos socialistas, há pelo menos dois pleitos, de crescer o quanto puder.

Há dois anos, o PSB foi a sigla que mais elegeu prefeitos na comparação com 2008. Saiu de 310 para 442.

Embora tenha sido superado em números absolutos pelo PMDB (1.024) e PSDB (702) foi, ao lado do PT (558 em 2008 e 635 em 2012), um dos poucos a avançar.

Com as novas aquisições passou a comandar o equivalente a 7,94% das mais de 5,5 mil prefeituras do país.

psb

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Em 2010, o partido já havia surpreendido, ao sair da disputa nos estados em segundo lugar.

Elegeu seis governadores, ficando atrás do PSDB (oito), mas à frente do PMDB e PT, cada um com cinco.

A expansão conquistada naquele ano evidenciava o projeto socialista de disputar a Presidente da República.

Quatro anos depois, Eduardo Campos, presidente da legenda e eleito duas vezes governador de Pernambuco, está em campanha para o Planalto.

Até agora, segundo as pesquisas, não tem conseguido quebrar a polarização entre PT e PSDB.

De todo modo, ao se colocar para a disputa do mais alto cargo da República, o PSB demonstra que o seu projeto de expansão segue em frente.

Os consecutivos avanços nos números, pleito após pleito, são a prova.

E se a candidatura de Eduardo não vingar agora, há sempre uma próxima eleição para se ampliar espaços e votos.

Por essas e por outras é que a tese de que o PSB está plantando agora para colher em 2018 reaparece a todo momento.