PSDB planeja ter candidato próprio para a presidência da Câmara e Bruno Araújo é cotado para disputa

psdb.org.br

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O deputado federal pernambucano Bruno Araújo surge como possível candidato do PSDB à presidência da Câmara dos Deputados.

O partido planeja entrar na disputa pelo cargo. A informação é do blog de Gerson Camarotti.

Araújo é presidente do PSDB pernambucano e foi líder da bancada tucana na Câmara em 2012.

A disposição de ter um nome próprio na disputa tem a ver com a divisão da base do governo da presidente Dilma.

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Essa fragmentação pode dificultar a eleição de um governista e favorecer um nome das oposições compostas pelo PSDB, DEM, DEM, Solidariedade, PPS e PSB.

Aparecem também na lista especulados os deputados Carlos Sampaio e Duarte Nogueira, ambos do PSDB de São Paulo, e Júlio Delgado (PSB-MG).

A eleição para o novo comando da Câmara dos Deputados será no primeiro ou segundo dia útil de fevereiro de 2015.

Tem socialista defendendo distensão na relação com governo Dilma

reprodução/TV

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O alerta do governador reeleito da Paraíba, Ricardo Coutinho, propondo uma “imersão” ao PSB, “antes de decidir que caminhos políticos tomar”, provocou reflexões no partido.

Os socialistas tendem a se reafirmar na oposição, mas “com responsabilidade”. Há quem defenda a distensão na relação do PSB diante do governo Dilma.

“O partido tem um papel importante na construção da unidade de um Brasil rachado”, comenta um parlamentar.

Ele lembra que a presidente acenou com diálogo e que cabe a ela a iniciativa de construir estas pontes.

“Vamos ver a real disposição dela pra isso. O histórico do seu governo neste sentido é muito ruim”.

Êxito de Dilma, com placar favorável em PE, prova que eleitor mantém sintonia com PT no estado. Mas partido precisa fazer “mea culpa”

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Se no primeiro turno, o resultado das urnas levou o PT pernambucano ao fundo do poço, a vitória de Dilma Rousseff, com mais de 70% dos votos no estado, no segundo turno, põe nos pés do partido a chance de dar um impulso rumo à borda.

O novo mandato de Dilma, associado ao placar favorável no estado, é, acima de tudo, a prova de que, apesar do enfraquecimento da legenda no plano estadual, a credibilidade e a sintonia do eleitorado pernambucano com o partido sobrevive.

Seja pelas políticas sociais, o reconhecimento ao empenho de atrair para Pernambuco investimentos vultosos ou simplesmente pelo peso eleitoral do presidente Lula, o certo é que, quando a afinidade foi submetida ao teste final, o resultado foi bem distinto do se viu em 5 de outubro.

Aliás, o trunfo dos 70% não esconde a necessidade de o PT de Pernambuco fazer um mea culpa para seguir adiante. Afinal, a mobilização vista nas ruas não foi exatamente obra (institucional) do partido e os líderes não catalisaram a massa.

Portanto, é momento de desinflar egos e fazer da pífia performance no plano estadual – somente três deputados estaduais eleitos e nenhum federal – pauta para reflexão.

É óbvio de que a morte do ex-governador Eduardo Campos e a exploração emocional do episódio contribuíram de forma decisiva para que o PSB conseguisse fazer governador, senador e enchesse as bancadas da Assembleia e Câmara.

Mas é certo também que o PT local já vinha, desde 2009, num processo de desagregação que foi agravado em 2012 e ainda mais aprofundado no primeiro turno.

Bom, com a Presidência da República garantida, o PT estadual recupera fôlego e, a partir do peso da máquina federal, pode reequilibrar as forças políticas no estado. Mas, vale reiterar, é preciso autocrítica.

Por sinal, a própria Dilma, alvo de críticas por ser centralizadora, já o fez. No discurso da vitória, deitou-se num divã retórico e afirmou querer ser uma presidenta “muito melhor do que foi até agora” e também uma pessoa ainda melhor do que tem se esforçado para ser. Os petistas estaduais têm em quem se espelhar.

Socióloga diz que Bolsa Família enfraquece o coronelismo e rompe cultura da resignação

Governo federal

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Esse debate estreito sobre a relação do Bolsa-Família e votos esgotou-se diante dos fatos.

Mas, claro, que muitos insistem em reduzir o apoio que Dilma teve no Nordeste aos beneficiários do programa.

A questão é profunda. Vai bem além do Bolsa. Afinal, ela foi votada, e bem votada, em todas as classes sociais e em todas as regiões do país.

Mas no que diz respeito ao Nordeste especificamente, o aspecto “melhoria de vida das pessoas” é fator de desequilíbrio sim.

Não apenas come-se mais e melhor. Há mais chances de emprego, mais caminhos para a profissionalização, mais bolsas de estudo, mais renda, mais consumo.

Enfim, mais empoderamento e menos tutela do eleitorado. Quer dizer, o tema exige leitura, debate, reflexão, conhecimento.

Mas quem quiser ficar no raso, que fique. Siga colocando tudo na conta do assistencialismo que o PT agradecerá.

bolsafamilia2013.net

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Pincei algumas essas aspas da socióloga e professora da Unicamp Walquiria Leão Rego, autora do livro Vozes do Bolsa Família, em entrevista à Folha de S. Paulo no ano passado – portanto, bem distante da contaminação eleitoral.

Lançada em 2013, a obra merece ser lida por muitos. Principalmente por políticos e políticas derrotados (as) com mandato, reeleitos (as) ou não.

“O coronel perdeu peso porque ela (se referindo à eleitora) adquiriu uma liberdade que não tinha. Não precisa ir ao prefeito. Pode pedir uma rua melhor, mas não comida, que era por aí que o coronelismo funcionava. Há resíduos culturais. Ela pode votar no prefeito da família tal, mas para presidente da República, não”.

“Sim, enfraqueceu o coronelismo. O dinheiro vem no nome dela, com uma senha dela e é ela que vai ao banco; não tem que pedir para ninguém. É muito diferente se o governo entregasse o dinheiro ao prefeito. Num programa que envolve 54 milhões de pessoas, alguma coisa de vez em quando [acontece]. Mas a fraude é quase zero. O cadastro único é muito bem feito. Foi uma ação de Estado que enfraqueceu o coronelismo. Elas aprenderam a usar o 0800 e vão para o telefone público ligar para reclamar. Essa ideia de que é uma massa passiva de imbecis que não reagem é preconceito puro”.

“Isso é histórico. A elite brasileira acha que o Estado é para ela, que não pode ter esse negócio de dar dinheiro para pobre. Além de o Bolsa Família entrar na Constituição, é preciso ter outras políticas complementares, políticas culturais específicas. É preciso ter uma escola pensada para aquela população. É preciso ter outra televisão, pois essa é a pior possível, não ajuda a desfazer preconceitos. É preciso organizar um conjunto de políticas articuladas para formar cidadãos”.

A entrevista completa pode ser lida AQUI.

Debate da Globo: Aécio e Dilma sobem tom e repetem temas e performances na última chance de ganhar eleitor

    Globo/Estevam Avellar/ Divulgação

Globo/Estevam Avellar/ Divulgação

As pesquisas de intenção de votos para presidente divulgadas nos últimos dias elencou o universo de eleitores que dizem que votarão em branco, nulo ou os que ainda não decidiram.

No Datafolha desta quinta-feira (23), os números são os seguintes: brancos e nulos somam 5% e outros 5% se dizem indecisos.

No Ibope (também do dia 23), brancos e nulos totalizam 7% e não sabe/não respondeu chegam a 3%.

No Sensus (desta sexta, 24), indecisos brancos e nulos somam 11,9% dos eleitores.

É esse público-alvo do debate que a TV Globo promoveu nesta sexta-feira (24) entre os candidatos Aécio Neves (PSDB) e Dilma Rousseff (PT).

reprodução

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Acontece que os temas debatidos foram os mesmos já vistos em outros encontros do gênero.

Educação, saúde, agricultura, minha casa minha vida, corrupção, Pronatec, porto de Cuba, mensalão do PT, mensalão tucano, impunidade, olhar para frente versus olhar para passado e por aí vai.

Enfim, os assuntos se repetiram, como também a conhecida limitação na oratória de Dilma se opondo à eloquência de Aécio.

Até a denúncia da Veja (Lula e Dilma estariam a par da corrupção na Petrobras) trazida pelo tucano para a pauta, acabou soando como assunto também já esgotado – foi tratado apenas no primeiro bloco.

Vale destacar ainda a participação de “indecisos” levados à plateia para lerem perguntas – segundo a produção do debate, elaborada por eles (os “indecisos”) – aos candidatos.

Mas os temas também foram já vistos em outras ocasiões.

Como “destaque”, Aécio tentou colocar uma saia justa em Dilma para que ela se posicionasse sobre o mensalão petista.

Ela devolveu afirmando que ele deveria responder porque o mensalão tucano e outros casos de corrupção que envolve o PT.

No mais, Aécio repetiu, praticamente em todas as respostas, que esse governo “nao fez”, “falhou”, “não deu prioridade”.

Dilma voltou a dizer, reiteradas vezes, que “nós fizemos”, “eles (o governo do PSDB) não fizeram”, “me comprometo com” isso e aquilo.

Na despedida, ela tratou de destacar o comprometimento com as mudanças em curso do país.

“Nós que lutamos tanto para melhorar de vida não vamos permitir que nada nem ninguém tire o que você conquistou”.

Ele recorreu à emoção. Lembrou da trajetória do avô Tancredo Neves e encerrou afirmando: “como disse São Paulo, travei o bom combate, jamais perdi a minha fé”.

Nos últimos dois blocos do ##DebateNaGlobo, candidatos continuaram a debater questões como segurança pública, drogas e economia. Ao se despedirem, Dilma e Aécio apelaram para a emoção. A candidata à reeleição  afirmou que a intenção é fazer o Brasil crescer e melhorar de vida. "Nós que lutamos tanto para melhorar de vida não vamos permitir que nada nem ninguém tire o que você conquistou", afirmou. Já Aécio se declarou o "candidato da mudança", relembrou do avô Tancredo Neves e encerrou com a frase: "Como disse São Paulo, travei o bom combate, jamais perdi a minha fé”

Bom, os debates anteriores, nesse segundo turno, não provocaram reviravoltas na disputa.

O da Globo, pela audiência que a emissora tem, certamente terá influência sobre os eleitores indecisos.

Se será capaz de mudar o voto de quem já tinha escolhido em quem votar, as urnas logo dirão.

Acompanhe abaixo  a cobertura do Diario bloco a bloco – repórteres Júlia Schiaffarino e Ana Luiza Machado:

Começa tenso o último debate entre candidatos à Presidência da República

Eleitores indecisos fazem pergunta aos presidenciáveis

Mensalões tucano e petista são alvo do terceiro bloco de último debate

 

 

Três estados do Nordeste (Ceará, Rio Gde do Norte e Paraíba) escolherão seus governadores neste domingo

www.politicosdosuldabahia.com.br

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Além de votar para presidente, eleitores dos estados do Acre, Amazonas, Amapá, Rondônia, Roraima, Pará, Mato Grosso do Sul, Goiás, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e do Distrito Federal votarão para governador.

Os demais estados definiram os novos ocupantes do cargo no primeiro turno. No Nordeste três estados – vizinhos, por sinal – definirão neste domingo o novo governador.

No Ceará disputam Eunício (PMDB) e Camilo (PT). No Rio Grande do Norte, concorrem Henrique Alves (PMDB) e Robinson Faria (PSB). Já na Paraíba o embate é entre Cassio Cunha Lima (PSDB) e o governador Ricardo Coutinho (PSB).

Em comício no centro do Recife, prefeito Geraldo Julio diz que Aécio pagará “pendura deixado por Dilma”

Ricardo Fernandes/DP/D.A Press.

Ricardo Fernandes/DP/D.A Press.

Lideranças da Frente Popular, aliança que dá apoio à candidatura de Aécio Neves (PSDB) em Pernambuco, promoveram na tarde desta quinta-feira (23) caminhada em favor do tucano.

O governador e o senador eleitos, respectivamente Paulo Câmara (PSB) e Fernando Bezerra Coelho (PSB), e os prefeitos do Recife, Geraldo Julio (PSB), e Jaboatão dos Guararapes, Elias Gomes (PSB), comandaram a mobilização.

O evento foi iniciada na Praça Maciel Pinheito e encerrada na Praça da Independência (Diario), onde foi realizado um comício. Estiveram presentes deputaados federais e estaduais.

Nas declarações não faltaram críticas à presidente Dilma Rousseff (PT), candidata à reeleição, e ao PT.

Um vídeo com falas de  Aécio foi apresentado. Nele o tucano lembrou que as mesmas pessoas que chamaram o ex-governador Eduardo Campos, morto em 13 de agosto vítima de um acidente aéreo, de “playboy” agora o agridem.

No seu discurso, Geraldo Julio voltou a bater na tecla da não liberação de recursos do governo federal para o Recife. “Aécio vai pagar o pendura deixado por Dilma”, disse.

Também citou as obras atrasadas. “Eles não entregaram nenhuma obra de grande importância no Nordeste. Falaram da Transposição do Rio São Francisco e foram desmascarados”, acrescentou.

Em seguida, Geraldo disse que o governo federal fez parar os investimentos no país. “O trabalhador sabe que o dinheiro não dá mais até o fim do mês”, pontuou.

Outros discursos foram no mesmo caminho dos ataques. “O PSB é favorável à interrupção desse governo que parou o Brasil”, afirmou o presidente estadual do PSB, Sileno Guedes.

O vereador André Régis (PSDB) pediu ao povo para “libertar o país desse governo que fracassou”.

Essa foi a segunda caminhada consecutiva feita nesta semana no Recife pelos apoiadores de Aécio.

Na quarta-feira, mulheres saíram da Boa Vista até o Marco Zero, onde foi realizado encontro de militantes.

Com informações de Thiago Neuenschwander, do Diario

Aécio tem maior rejeição, segundo o Ibope: 42% contra 36% de Dilma

imagem: istoepiaui.blogspot.com.br

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Na pesquisa de intenção de votos para presidente da República, divulgada nesta quinta-feira, o Ibope perguntou, independentemente da intenção de voto, em qual candidato o eleitor não votaria de jeito nenhum. Veja os números:

Aécio Neves aparece com 42%, contra 36% de Dilma Rousseff.

O Ibope também perguntou aos entrevistados quem eles acham que será o próximo presidente da República, independentemente da intenção de voto.

Para 51%, Dilma sairá vitoriosa; 38% acreditam que Aécio ganhará; 10% não sabem ou não responderam.

Fim do empate técnico: no Datafolha, Dilma vai a 53% e Aécio soma 47% dos votos válidos. No Ibope, Dilma tem 54% contra 46% de Aécio

http://plantaobrasil.com.br

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Pela primeira vez nesse segundo turno a candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, aparece à frente de Aécio Neves (PSDB) e fora da margem de erro, segundo pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (23).

Contando apenas os válidos – excluindo brancos e nulos – Dilma soma 53% contra 47% de Aécio.

Quer dizer, o empate técnico no limite da margem de erro – dois pontos para maos e dois para menos – que vinha sendo verificado em levantamentos anteriores, desapareceu.

Na pesquisa Ibope, também divulgada nesta quinta, Dilma também surge na dianteira quando se considera apenas votos válidos. Tem 54% contra 46% de Aécio.

De acordo com o Datafolha, em votos totais, a petista alcança 48%, um ponto percentual a mais do que na sondagem da última terça-feira (21).

Já o tucano caiu um ponto, atingindo 42%. Brancos e nulos somam 5%. Outros 5% ainda se dizem indecisos.

Encomendado pela Rede Globo e pelo jornal Folha de S. Paulo, o levantamento ouviu 9.910 eleitores entre quarta-feira (22, quarta-feira, ontem) e quinta-feira (hoje, 23).

A pesquisa tem margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%. O registro no Tribunal Superior Eleitoral é BR-1162/2014.

A pesquisa Ibope foi encomendada pela TV Globo e pelo jornal “O Estado de S. Paulo”. No levantamento anterior, divulgado no dia 15, Aécio tinha 51% e Dilma, 49% dos votos válidos.

Considerando os votos totais – incluídos brancos e nulos – e dos eleitores que se declaram indecisos, a pesquisa aponta Dilma com 49% e Aécio, com 41%.

Branco e nulos totalizam 7% e Não sabe/não respondeu chegam a 3%.

O Ibope ouviu 3.010 eleitores em 203 municípios entre os dias 20 (segunda-feira) e 22 (quarta-feira) de outubro.

A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

O nível de confiança é de 95%, o que quer dizer que, se levarmos em conta a margem de erro de dois pontos, a probabilidade de o resultado retratar a realidade é de 95%.

A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-01168/2014.