Saio de férias. Volto em 10 de julho. Neste período a Coluna do Blog, publicada às segundas-feira no Diario de Pernambuco, também sai de cena. Abraço!
Arquivo da Categoria: Política
Entrega de casas: previsão de novo choque entre PT e PSB em Serra Talhada
Serra Talhada, a 420 quilômetros do Recife, foi o palco do embate mais evidente e áspero entre a presidente Dilma Rousseff (PT) e o governador Eduardo Campos (PSB) na pré-campanha rumo a 2014.
Na inauguração de trecho da Adutora do Pajeú, em março, o distanciamento entre os aliados que já se enfrentam na corrida presidencial, foi sublinhado nos discursos e nos gestos.
Pois o município localizado no Sertão do Pajeú pode voltar a ter novo choque entre PT e PSB.
É que no dia 21 próximo o governo federal entrega 899 moradias do Programa Minha Casa Minha Vida.
Dilma não virá. Estão sendo esperados o ministro das Cidades, Aguinaldo Ribeiro, e o presidente da Caixa Econômica, Jorge Hereda.
E claro que petistas pernambucanos estarão em peso no Sertão ao lado do prefeito Luciano Duque (PT).
Obviamente, o governador será convidado, o que é um prenúncio de mais um capítulo rusgas públicas entre o partido da presidente e o governador.
Aliás, desde a campanha de 2012 socialistas e petistas estão separados em Serra Talhada.
Embora o PT estivesse (e ainda está) na base de Eduardo, o governador foi ao município fazer campanha para Sebastião Oliveira (PR), que concorreu e foi derrotado por Duque.
Curitiba é a próxima parada de Dilma e Lula. O Recife ainda está no roteiro?
Caso não haja alterações na agenda da presidente Dilma Rousseff, ela irá participar do próximo seminário sobre os dez anos do PT a frente do governo federal na próxima quinta-feira (13) em Curitiba.
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva também irá participar.
O evento, organizado em parceria entre o PT, a Fundação Perseu Abramo e o Instituto Lula, será realizado no Expotrade, em Pinhais.
Curitiba é a quinta cidade a receber o seminário que já passou por São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre e Fortaleza, único município onde a presidente não compareceu. Informações do blog Poder On Line.
Comentário meu: Em maio, foi divulgado que neste mês de junho Pernambuco poderia entrar na rota de Lula e Dilma nessa série de comemorações dos 10 anos de poder.
Por enquanto o assunto sumiu da pauta, mas entre petistas locais a possível visita dos maiores nomes do partido trouxe a expectativa de uma marcação de terreno em torno da candidatura à reeleição de Dilma.
Isso porque a presença dos dois significaria uma “resposta” à pré-candidatura do governador Eduardo Campos ao Planalto. Com peso de ser no quintal do socialista.
Eduardo diz que recursos de obras não são de quem está no poder. Mas placas e publicidade demarcam paternidade
Em Pesqueira, no Agreste, a 216 quilômetros do Recife: dia seguinte à assinatura da ordem de serviço da primeira etapa da Adutora do Agreste.
A obra promete abastecer 68 cidades da região, onde vivem 2 milhões de pessoas. À água virá da Transposição do São Francisco.
No total, estão estimados R$ 2,3 bilhões de recursos. Os investimentos são federais e também do estado.
A cerimônia de assinatura reuniu o governador Eduardo Campos e o ministro Fernando Bezerra Coelho, da Integração Nacional.
Bezerra garantiu a “presença” de Dilma Rousseff no ato que lotou o salão de um hotel em Pesqueira de prefeitos e lideranças da região.
O ministro fez o “contraponto” ao clima de campanha pró-Eduardo instalado no local pelo deputado Guilherme Uchoa (PDT), presidente do Legislativo estadual.
Uchoa, que pareceu fazer um discurso de “encomenda”, encheu o governador presidenciável de elogios e afirmou que a experiência do governo de Pernambuco merece ser estendida ao país.
As falas, inclusive as de Eduardo, trataram se destacar o empenho do estado em viabilizar a obra, mas houve também reconhecimento do papel da presidente Dilma.
O governador chegou a agradecer a confiança da petista em delegar ao estado a execução do projeto.
O clima, pelo menos publicamente, era de bandeira branca entre Eduardo e sua intenção de concorrer ao Planalto e Bezerra e sua defesa da manutenção da aliança entre PT e PSB em torno da reeleição de Dilma em 2014.
Ambos “os lados” reconheceram o esforço conjunto das equipes do ministério e do estado para tirar o projeto do papel.
O ministro, diante da situação onde havia apenas dois petistas – o secretário de Transportes Isaltino Nascimento e o deputado Odacy Amorim – destacou os repasses federais para o estado desde o governo Lula e ao longo da gestão de Dilma.
Embora até então não tivesse sido tratada, Bezerra demarcou, no seu discurso, a paternidade federal em ações no estado.
A origem do recursos – afinal públicos, bancados pelo contribuinte – ocupou a fala do governador apenas na entrevista concedida após o evento.
Questionado como seria construir um discurso para uma possível candidatura ao Planalto mesmo estando executando projetos em parceria com Dilma, Eduardo sublinhou o aspecto da paternidade.
Disse que a população sabe que os recursos são do povo e não de quem está no poder.
E que o dinheiro do estado não é do governador e nem o dinheiro federal é da presidente.
Ou seja, o posicionamento não foi feito em confronto ao ministro, mas em resposta a uma pergunta na coletiva.
Aliás, embora vivam um momento de desconfiança por conta dos planos dissonantes em relação a 2012, Eduardo e Bezerra mantiveram a sintonia em público.
O ministro não poupou elogios à capacidade e a articulação política do governador.
Ainda na resposta sobre a possível contradição em querer a cadeira de Dilma emnbora mantenha parcerias exitosas com a petista, Eduardo reiterou que não trata de sucessão presidencial e que o assunto não está na sua agenda ou na do PSB
Declarou que o PSB está tranqüilo e tem unidade para discutir 2014 em 2014.
Ele questionou, porém, porque, mesmo dispondo de tempo, existe uma aflição para que o PSB decida agora o que fará em 2014.
E, sem afirmar de onde parte a reação, disse que há até mesmo truculência em relação à conduta do partido presidido nacionalmente por ele.
“Por que essa ansiedade, por que essa truculência muitas vezes? Isso é um direito democrático (debater o país)”.
A aflição certamente está entre petistas que têm se incomodado com as articulações de Eduardo rumo a 2014.
O governador, no entanto, não quis indicar a autoria da truculência.
Após a assinatura da ordem de serviço da adutora antecipou a contradição que o governador socialista viverá em 2014, caso confirme sua candidatura.
Obras como as que serão executadas no Agreste têm selo da aliança PT e PSB. E como dizer ao eleitor que irá “fazer mais” se em boa parte das obras tem recursos verde amarelos?
Ainda que a população saiba que o dinheiro é público, como diz Eduardo, sobram placas e anúncios repletos de referências a quem está executando os projetos.
Ah, no final da cerimônia, encontrei com Bezerra. Ele parecia satisfeito com a missão de ter marcado terreno em favor de Dilma.
Ao se despedir, repetiu números de repasses federais para Pernambuco. “Agora é que vem mais”, disse.
CNJ suspende R$ 100 milhões de auxílio-alimentação de juízes. De Pernambuco, inclusive
Crise ética geral e irrestrita. Legislativo é foco e o Judiciário idem. Mas, nesse último caso, o CNJ põe dedo em feridas e tenta estancar sangrias. Veja:
Decisão provisória do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) suspendeu nesta segunda-feira o pagamento a juízes de oito estados brasileiros de mais de R$ 100 milhões de auxílio-alimentação.
O conselheiro Bruno Dantas, autor da decisão, entende que há possível ilegalidade na liberação da verba e adotou a medida liminar até uma decisão definitiva do CNJ.
Em 2004, todos os juízes passaram a receber vencimentos e vantagens em apenas uma parcela, os subsídios.
Integrantes do Ministério Público continuaram a receber diversas vantagens além do salário, o que levou magistrados a cobrarem o mesmo tratamento.
Em 2011, o CNJ analisou o caso e editou resolução permitindo a incorporação das verbas indenizatórias ao salário dos magistrados, entre elas, o auxílio-alimentação.
Algumas cortes estaduais, no entanto, entenderam que os valores deveriam ser pagos de forma retroativa ao ano em que a liberação da verba foi suspensa, em 2004.
Outros tribunais estabeleceram prazo retroativo de cinco anos antes da resolução do CNJ, em 2006.
“Rainha do bumbum” não vingou na política, mas a “rainha dos caminhoneiros” promete
Irmã de Gretchen, a também cantora Sula Miranda quer se aventura na política.
Assim como a rainha do rebolado tentou entrar para vida pública, concorrendo à Prefeitura de Itamaracá (2008), Sula pretende se lançar.
Filiada ao PRB, concorrerá a uma vaga na Câmara dos Deputados em 2014 por São Paulo.
Conhecida como rainha dos caminhoneiros, ela assumiu a recém-criada coordenação nacional de transportes do PRB.
Evangélica, a cantora se filiou ao partido há dois anos, é madrinha de casamento de Celso Russomanno – candidato à Prefeitura de São Paulo em 2012 – e já participou de campanhas eleitorais dele.
Sula e o vice-coordenador de transportes do partido, Wagner Agripino Costa, presidente do Caminhão Clube do Brasil, já apresentaram um plano de atuação na área para o partido que abrange desde a infraestrutura das estradas até o problema de caminhoneiros viciados em crack e em estimulantes.
A intenção da coordenação é identificar líderes estaduais nos setores rodoviário, ferroviário, hidroviário, aeroviário e dutoviário para possíveis filiações, candidaturas, além de participação no plano de transportes.
“Minha candidatura vai depender do meu desempenho na coordenação de transportes. Não quero só o título, isso eu já tenho na minha carreira como cantora. Não basta ser rainha, tem que participar. Isso só vai fazer sentido se eu puder fazer coisas boas”, afirmou Sula, que completou 25 anos de carreira.
Informações do Poder On Line, do iG.
Vicente André Gomes e sua grande “contribuição” para a imagem do Legislativo
O presidente da Câmara do Recife, vereador Vicente André Gomes (PSB) está dando uma contribuição de peso para sujar ainda mais a já embaçada imagem do Legislativo.
O homem que exerce o mandato sem dificuldade física alguma, recebe, desde 1999, uma aposentadoria de R$ 27,6 mil por invalidez da Câmara dos Deputados.
Pelos exames médicos, ele apresenta uma doença do coração que o impede de assumir qualquer emprego ou trabalho.
Achou pouco? Pois além de ser vereador, ele vinha recebendo como médico – na ativa, portanto – pela Prefeitura do Recife.
A aposentadoria (R$ 5,3 mil) foi agilizada dias desses, já depois de a situação da invalidez ser do conhecimento da imprensa.
No dia 28 de maio a aposentadoria foi publicada no Diário Oficial da capital (LEIA AQUI matéria publicada no Diario).
A história toda foi parar no programa Fantástico da TV Globo. A reportagem foi veiculada neste domingo.
Nela, o socialista afirmou que “nem tudo que é legal é ético” e que o exercício do mandato para um inválido como ele é uma forma de “terapia ocupacional”. (LEIA MAIS AQUI).
A questão sobre a validade da aposentadoria já virou processo no Tribunal de Contas da União, que o remeteu ao Tribunal de Contas do Estado (TCE).
O TCE diz que não recebeu e o episódio que é preciso ser esclarecido (LEIA AQUI) sob pena de o “embaçamento” se estender ao tribunal.
O assunto, claro, causou indignação (LEIA AQUI). Afinal, a história envolve mentiras e emprego de recursos da Previdência para bancar um vereador nem tão inválido assim.
Homens públicos e cinismo deviam ser inimigos, mas são almas gêmeas. Infelizmente.
Eduardo atacou o PMDB em janeiro. Agora, o partido se aproxima do socialista. Rolou perdão?
Se decidir se aliar ao PSB, o PMDB estará, de certo modo, perdoando Eduardo.
Em janeiro, o partido não gostou de ter sido atacado fortemente pelo governador.
A um jornal de Sergipe, o governador afirmou que “há um grande risco para quem monta coalizão para governar quando a aliança política não corresponde à aliança social feita para ganhar a eleição”.
E mais: “acho que a expressão que o PMDB começa a tomar nessa aliança é muito maior do que o que o PMDB representa na sociedade brasileira e isso, um dia, é resolvido – ou pelos políticos ou pelo povo”.
PMDB ficará contra Dilma se ela fechar 2013 com popularidade alta?
E o PMDB vai fazendo o que mais sabe. Pressiona, posa de indignado, ameaça romper e, em última instância, chantageia a presidente Dilma Rousseff e o PT.
Aliado da petista, ocupa a vice-presidência, comanda as duas casas do Legislativo, tem cinco ministérios, mas vem dificultando a vida do governo e já encena uma dissidência anunciada.
Grande parte da legenda estaria, inclusive, disposta a subir no palanque presidencial do governador Eduardo Campos (PSB).
Plano de entregar os cargos federais e assumir de vez que discorda do governo não há.
Trata-se mesmo da velha estratégia de se colocar no mercado eleitoral em busca de barganhas e vantagens.
Mas, pelo seu histórico, a parte rebelde do PMDB dificilmente permanecerá na “oposição” caso a presidente feche 2013 com a mesma alta popularidade vista no início do ano.
E a possibilidade de Dilma seguir agradando é imensa, uma vez que o país não ira à bancarrota e o bolso do cidadão comum não deve sofrer a ponto de pesar na corrida eleitoral.
Se a economia não cresce como pensam os analistas, o desemprego não despenca e a generosa safra de 2013 deve derrubar preços de alimentos e a inflação.
Portanto, será curioso verificar se, diante das chances de Dilma, o PMDB seguirá rebelado e longe do poder.
“Corrida de Eduardo ao Planalto é maratona e não 100 metros”, adverte líder governista
“Quem acha que essa corrida é de 100 metros, vai perder o fôlego e ficar caído pelo caminho. Estamos numa maratona e com obstáculos. É preciso resistência e estratégia”.
A frase, de autoria de um líder governista, refere-se à construção da candidatura de Eduardo Campos ao Planalto e à ansiedade de alguns com as discussões sobre a sucessão estadual
Ainda sobre 2014, dentro do governo estadual existe o entendimento de que o ministro Fernando Bezerra Coelho se distanciou tanto do PSB que pode já não ter o mesmo espaço e prestígio caso faça o caminho de volta e permaneça no partido.
Mas, há que se destacar, o mesmo raciocínio deve valer para Eduardo em relação ao governo Dilma, não é mesmo?








