Demora de Jarbas: mais manchetes, governo engessado

Uma coisa é certa nesta história de o senador Jarbas Vasconcelos fixar data, adiar, buscar condições para anunciar se disputará ou não o governo do estado: candidato ou não, o senador não sai das páginas dos jornais, dos blogs, dos comentários das colunas, e, claro, dos posts do twitter.

Jarbas vem há mais de um mês gerando manchetes. Ou seja, ganhou mídia, muita mídia. E isso é ‘ouro’ para quem planeja entrar num embate eleitoral.

Ainda mais quando se sabe que as notícias, longe de serem negativas, giram em torno da expectativa de o senador assumir-se candidato. Só valorizam o passe de Jarbas, colocado que é pela oposição como ‘imprescindível’.

Na oposição já há quem veja nesse ’vou não vou’ uma estratégia do senador para ‘virar notícia’. E mais: consideram que Jarbas age acertadamente. Quanto mais ele demora para se definir, mais fustiga os governistas.

Explica-se: desde o dia em que Jarbas fixou o tal prazo para se posiocinar  - era dia 30, amanhã, e, agora, dia 7 -, 0s palacianos acompanham, paralisados, os fatos com atenção. Esperam o desfecho para retomar as articulações eleitorais.

Em outras palavras: a demora de Jarbas não só angustia aliados (agora menos, já que muitos acham que ele será candidato). Faz estragos também  entre os adversários. O Palácio está engessado.

“A montanha pariu um rato” – entrevista com Sérgio Guerra

sérgio guerraOntem, logo após o encontro com Jarbas Vasconcelos, Sérgio Guerra fez questão de afirmar que o peemedebista não colocou como condição para entrar na disputa do governo do estado a sua candidatura à reeleição ao Senado.

O tucano salientou que a conversa com Jarbas foi boa “como sempre é e sempre será”. E, de humor renovado, afirmou que “a montanha pariu um rato”, achando graça do tamanho da expectativa criada em torno do seu encontro – inconclusivo – com o senador peemedebista.

Como foi a reunião com o senador Jarbas Vasconcelos?A minha conversa com o senador Jarbas Vasconcelos, foi, é e sempre será muito boa.

Jarbas colocou que a sua candidatura à reeleição ao Senado é condição para que ele decida concorrer ao governo do estado?Nem ele, nem ninguém me colocou essa condição.

Mas ele diz que espera a sua candidatura…

Dizer isso (esperar) é uma coisa. Dizer que isso é condição é outra coisa.

Na conversa não houve um ‘tom’ de condição…Não tem tom em conversa minha com Jarbas. Sou amigo dele. Eu sento com ele e converso, como conversaria com qualquer amigo meu.

Mas hoje o senhor sabe a qual cargo concorrerá em outubro?Eu represento um partido, dirijo um partido. Não apenas em nível nacional, quanto no nível local. Então, tenho que considerar a opinião de muita gente, estou conversando com meus amigos.

Como o senhor avalia esse adiamento? Há uma preocupação, na oposição, com a demora da decisão de Jarbas. Muitos prefeitos e deputados esperam a definição da chapa para ganharrespaldo na pré-campanha.Eu acho que Jarbas é muito conhecido, tem muita popularidade. Então, não que ter urgência para a campanha dele.

Pelo o que vocês conversaram hoje, o senhor acredita que ele decidirá por disputar o governo?Quero dizer que o meu compromisso é de conversar com ele e de respeitar os prazos que foram estabelecidos. É o que eu vou fazer.

Mas o que falta para Jarbas aceitar concorrer?Pode escrever aí: a montanha pariu um rato (risos). ( matéria vinculada - Diario)

Suspense sobre chapa da oposição já dura mais de um ano

Com a pressão imposta pelos correligionários para aceitar o embate, o senador Jarbas Vasconcelos, tratou de construir as condições para aceitar entrar na corrida.

Manteve conversas com o presidenciável do PSDB, José Serra – nome considerado por ele o mais preparado para governar o Brasil – e condicionou o seu ‘sim’ às candidaturas de Guerra e do senador Marco Maciel (DEM) à reeleição.

Agora, na reta final, enfrenta ‘nó’ da situação vivida pelo senador tucano. Ontem, após o encontro com Guerra, Jarbas decidiu adiar sua decisão.

Em nota, atribuiu a fixação da nova data – 7 de maio – à solicitação dos partidos aliados. Alegou que as reuniões entre ele e as lideranças das legendas que o apoiam precisavam ser estendidas para além de amanhã. Uma saída elegante para não pôr Guerra na berlinda.

O encontro de Brasília durou cerca de meia hora. Ocorreu à tarde, a portas fechadas, no gabinete do peemedebista. O clima, segundo quem passou por lá, foi amistoso. Nada da tensão vista na oposição pelas bandas de cá.

O nó de Sérgio Guerra, tudo indica, deve ser desatado sem arestas. Todavia, uma pergunta surge em decorrência do ocorrido ontem em Brasília: o fato de ter aceitado adiar a decisão é sinal de que Jarbas estará de qualquer maneira chapa?

Muitos da oposição torcem por isso. Mas ontem ninguém foi capaz de apostar nesse desfecho. (matéria vinculada do Diario)

Guerra: o nó a ser desatado

sergio guerra e jarbas vasconcelosA indecisão do senador Sérgio Guerra (PSDB) foi o motivo. Mas nem ele nem algum outro intregrante do bloco oposicionista assume.

Porém, o fato de o tucano ainda não ter afirmado publicamente se disputará a reeleição obrigou a oposição a esperar por mais uma semana: o senador Jarbas Vasconcelos (PMDB) só anunciará se concorre ou não ao governo no dia 7 de maio.

Inicialmente marcada para acontecer amanhã, a oficialização do destino Jarbas depende, pelo que se observou ontem, do rumo que o tucano irá tomar.

Guerra diz que antes de bater o martelo levará em consideração a opinião de amigos e de correligionários do PSDB, partido que preside nos planos nacional e estadual.

Curiosamente, gente muito próxima a ele garante que o líder tucano está decidido a disputar cadeira na Câmara dos Deputados, abrindo mão da corrida ao Senado.

Na conversa que teve ontem com Jarbas para tratar exatamente de qual caminho seguirá em 2010, Guerra não foi afirmativo.

Na visão de deputados federais que acompanhavam a movimentação o encontro “não foi conclusivo”. Ou seja, a condição de ter o tucano na briga pela reeleição, colocada pelo senador do PMDB para aceitar entrar no páreo pelo Executivo, não foi confirmada.

Do seu lado, Guerra assegura que o diálogo não teve clima de cobrança. Aliás, disse que suas conversas com Jarbas são “encontros de amigos” e que, portanto, não têm ‘tom’ algum.

Afirmou ainda que a formatação da chapa continuará em discussão e acrescentou que tirar informações dele sobre o assunto será mais difícil do que achar petróleo em Pernambuco”.

A resistência demonstrada pelo senador tucano em se posicionar é entendida como uma dificuldade de assumir um projeto.

Se decidir por concorrer à reeleição, corre o risco de não renovar o mandato, segundo análises de bastidores formuladas pelos próprios oposicionistas.

Caso opte pela disputa de deputado federal, garantirá um mandato, mas descerá degraus na escalada política.

Hoje, Guerra é presidente nacional do PSDB, sigla que tem o candidato melhor colocado nas pesquisas para a sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) – o ex-gpvernador de São Paulo José Serra.

Diante desse ‘impasse’, o anúncio da decisão de Jarbas está protelado e o ‘drama’ da oposição prossegue.

Há mais de um ano, PMDB, DEM, PSDB e PPS alimentam a esperança de ter Jarbas na cabeça da chapa no confronto com o governador Eduardo Campos (PSB), pré-candidato à reeleição.

O senador, que há tempos declarou não ter motivação para voltar a disputar o cargo – já foi prefeito do Recife e governador por dois mandatos – acabou, porém, dando corda ao projeto oposicionista.

Ao afirmar que não se excluía do processo, deixou no ar a possibilidade de concorrer e tornou-se, pelas circunstâncias, o ‘único’ nome da oposição a fazer frente ao socialista.

Jarbas diz que atendeu a solicitação de partidos

Em nota, o senador Jarbas Vasconcelos explica o adiamento, para o dia 7 de maio, do anúncio da sua decisão de concorrer ou não ao governo do estado.

Veja a nota:

“Gostaria de informar que, atendendo solicitação do PSDB, DEM, PPS, PMN e PMDB, resolvi adiar para o próximo dia 7 de maio, uma sexta-feira, o anúncio da minha decisão de disputar ou não o Governo de Pernambuco. Nos últimos dias, conversei com os representantes dos partidos de oposição sobre as eleições deste ano. Essas mesmas lideranças apontaram a necessidade de que essas reuniões se estendessem além desta sexta-feira, dia 30 de abril, prazo que tinha fixado anteriormente para me pronunciar sobre o assunto”.

Senador JARBAS VASCONCELOS (PMDB-PE)

Brasília, 28 de abril de 2010

Jarbas adia por uma semana a decisão

Jarbas acaba de adiar o dia do anúncio da decisão de concorrer ou não ao governo do estado. A informação é do deputado Raul Henry (PMDB).

Segundo Henry, a conversa de Jarbas com Sérgio Guerra não foi conclusiva. A decisão ficou para a próxima sexta-feira.

Jarbas deve usar esse tempo para convencer Guerra a concorrer à reeleição ao Senado. Ou deve ser o prazo dado pelo peemedebista para que o senador tucano desça do muro.

Silêncio de Ciro vai durar até quando?

A assessoria do gabinete do deputado federal Ciro Gomes (PSB) informou agora há pouco que ele não falará – pelo menos hoje, penso eu - com a imprensa.

O deputado, também informou a assessoria, está em lugar que não pode ser revelado.

Bom, pelo menos até a madrugada de hoje ele se encontrava no Rio de Janeiro, quando se reuniu com o governador Eduardo Campos (presidente do PSB) para tratar do fim da linha da sua pré-candidatura à Presidência da República.

Já em relação à sua decisão de não falar… Aí é difícil imaginar que Ciro se manterá em silêncio por muito tempo. 

Ele deve ter muito a dizer sobre a conversa que teve com Eduardo no Rio, horas depois de o PSB ter oficializado em Brasília o ‘descarte’ da sua candidatura para a corrida presidencial.