Tentativa tucana de deixar Dilma sem palanque não vinga

No último sábado, dia seguinte à indicação do senador Álvaro Dias (PSDB-PR) para a vice de José Serra, o Blog trouxe a informação de que, com a escolha, o PSDB acreditava que resolveria um ‘impasse familiar’ local e, de quebra, inviabilizaria o palanque da presidenciável do PT, Dilma Rousseff, no Paraná. Reveja:

“Ao convocar Álvaro Dias, os tucanos acham que complicarão de vez a vida de Dilma no Paraná, deixando-a sem palanque no estado. De cara, esperam tirar o senador Osmar Dias (PDT) da aliança governista que está sendo construída ali para reforçar a candidatura do PT.

Osmar, que é irmão de Álvaro, está cotado justamente para ser candidato a governador na coligação que também contará com o PMDB.

O PSDB acredita que os laços sanguíneos colocarão os irmãos no mesmo lado. Osmar tentaria, então à reeleição, ficando com uma das vagas de senador na chapa encabeçada por Beto Richa (PSDB)”.

O sangue, todavia, não falou tão alto assim.  Osmar não se alinhou ao irmão e lançou-se candidato ao governo com apoio do PMDB, PSC e do PT.

Ou seja, a estratégia do PSDB não vingou, Álvaro foi rifado e o DEM ficou a vice de Serra como tanto queria. Índio da Costa ficou com a vaga.

O dia é de Índio. Álvaro vira vice ‘Viúva Porcina’

O DEM fez tanto barulho que o PSDB recuou. ‘Cancelou’ a indicação do senador Álvaro Dias (PSDB-PR) a vice José Serra e entregou à vaga ao DEM. 

Agora, o vice é o deputado Índio da Costa, do Rio de Janeiro, o mesmo estado de onde vem o presidente nacional do DEM, deputado Rodrigo Maia.

O senador paranaense certamente entra pra história como o vice ‘Viúva Porcina’, aquele que foi sem nunca ter sido. Ficou apenas cinco dias na vaga.

O anúncio de Índio foi feito por Maia, após a reunião, encerrada por volta das 14h40. Além de Serra e Maia, participou do encontro o prefeito da São Paulo, Gilberto Kassab (DEM).

Durante a madrugada Aécio Neves, ex-governador de Minas, também articulou as negociações, segundo informa o iG.

A escolha do vice levou em conta o fato de Índio da Costa, que sistematizou o projeto Ficha Limpa, ser do Rio – segundo maior colégio eleitoral do País, ter “boa presença” no Congresso.

O impasse em torno do vice ameaçava a aliança entre democratas e tucanos em torno de José Serra na disputa pelo Planalto. (O novo vice de Serra aparece se alimentando na foto de Jose Varella/CB).

Impasse DEM X PSDB impede vinda de Guerra

O senador Sérgio Guerra, presidente nacional do PSDB, não virá à convenção homologa logo mais a chapa majoritária comandada pelo senador Jarbas Vasconcelos.

A assessoria de comunicação da campanha jarbista informar no Twitter que o tucano ”não poderá vir à convenção em PE devido à montagem da chapa do presidenciável do PSDB, José Serra.

Aliás, a assessoria informou ainda que Guerra e Serra ligaram há pouco para Jarbas. 

Hoje a coluna Diario Político tratou da possibilidade da ausência de Guerra. Veja:

Ele vem? // Envolvido até os últimos fios de cabelo no trabalho de aplacar as insatisfações do DEM, o senador Sérgio Guerra, presidente nacional do PSDB, corre o risco de faltar à convenção da oposição. Isso porque as conversas para apaziguar os ânimos dos democratas seguem sem um desfecho amistoso. Ontem, após longas reuniões em São Paulo, ele voou para Brasília e hoje embarca para o Recife por volta às 9h. Mas, a agenda só será cumprida se o DEM finalmente aceitar que perdeu a vice na chapa de José Serra.

Convenções de oposição e governo já em andamento

As duas principais forças políticas de Pernambuco homologam nesta tarde, em convenção, os candidatos que vão disputar o governo do estado na eleição deste ano.

Em 3 de outubro, o eleitorado irá decidir se prefere manter o governador Eduardo Campos (PSB) no cargo por mais quatro anos ou se quer ver o senador Jarbas Vasconcelos (PMDB) retornar ao Palácio do Campo das Princesas.

Eduardo vai concorrer à reeleição apoiado pela Frente Popular de Pernambuco, formada por 17 partidos. Jarbas montou a coligação Pernambuco Pode Mais, que tem a sustentação de cinco legendas.

A festa socialista está sendo realizada no Clube Português do Recife, nas Graças, desde às 11h, enquanto os jarbistas estão se reunindo no Clube Atlético de Amadores, no bairro de Afogados até às 17h.

 Na convenção do PSB, serão confirmados também os nomes do ex-secretário estadual das Cidades Humberto Costa (PT) e do deputado federal Armando Monteiro Neto (PTB) para o Senado, enquanto o vice-governador João Lyra Neto (PDT) buscará a reeleição.

Na chapa oposicionista, a deputada estadual Miriam Lacerda (DEM) será confirmada como candidata a vice de Jarbas. Os concorrentes ao Senado serão o senador Marco Maciel (DEM), que tentará a reeleição, e o deputado federal Raul Jungmann (PPS), cujo nome só foi confirmado há dois dias.

Prefeitos de oposição reafirmarão apoio a Eduardo

Curioso observar como se comportarão hoje os prefeitos de oposição que estão declaradamente no palanque de reeleição de Eduardo Campos (PSB).

Além de lideranças dos 16 partidos que integram oficialmente a base governista, a convenção reunirá prefeitos e veredores de partidos de oposição. Estarão lá nomes do PSDB, DEM e mesmo do PMDB.

O prefeito de Limoeiro, Ricardo Teobaldo (PSDB) informa que três ônibus transportarão eleitores do município ao Clube Português.

Os dez vereadores, todos governistas, também marcarão presença. Teobaldo observa que além de levar o apoio ao governador, estará reforçando a convenção que lançará a candidatura de seu irmão José Humberto (PTB) a deputado estadual.

Aliados apostam que Jungmann vai incomodar. Será?

JungmannEntre os muitos adjetivos a que políticos costumam recorrer para qualificar o deputado Raul Jungmann (PPS-PE) estão arrogante, midiático, convencido e seus sinônimos. Agora, terão de incluir ousado. O parlamentar decidiu concorrer ao Senado. Ou, segundo informações de aliados seus, construiu as condições para tal.

Jungmann ocupará uma vaga que por quase dois meses esteve à disposição de ‘interessados’ mas que, pela falta de gente credenciada, acabou por evidenciar a escassez de quadros da majoritários na oposição em Pernambuco.

Agora, estará ao lado do senador Jarbas Vasconcelos (PMDB), que tentará se eleger governador, e do senador Marco Maciel (DEM), candidato à reeleição. A chapa, que se completa com a deputada Miriam Lacerda (DEM) na vice, será homologada hoje à tarde em convenção.

O deputado aposta alto. Deixa de lado o projeto de renovar o mandato – em tese, um pleito mais palpável – para brigar por uma das duas cadeiras da Câmara Alta a serem disputadas em outubro. Chega à majoritária por meio da indicação do PSDB mas com aval de Jarbas e dos demais partidos que dão sustentação à candidatura do peemedebista. 

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Caim e Abel e a briga DEM X PSDB

serraTem gente recorrendo à Bíblia para criticar a escolha de Álvaro Dias (PSDB-PR) para a vice de José Serra. Há quem faça um paralelo entre a história de Caim e Abel e a formação da  chapa puro sangue na oposição.

O deputado faderal Ronaldo Caiado (DEM-GO) segue usando o Twitter para bombardear a decisão do PSDB e diz que “o candidato a presidente da República não pode escolher um vice para resolver briga de irmãos”.

“Não há como defender a escolha (de Dias). Uma opção que não é politicamente correta. Feita para resolver conflito familiar Caim e Abel”, avaliou em um post.

Explica-se. No Paraná, Álvaro Dias é adversário político do irmão Osmar Dias (PDT), também senador. Osmar esteve cotado para encabeçar uma chapa junto com o PT, garantindo, assim, palanque para a presidenciável governista, Dilma Rousseff, naquele estado.

O PSDB decidiu então escolher Álvaro para vice, na intenção de atrair Osmar para o lado do irmão e deixar a petista órfã de apoios no Paraná. Como compensação, Osmar se candidaria à reeleição na chapa que tem o ex-prefeito de Curitiba Beto Richa (PSDB) como candidato a governador. 

Na história bíblica, Caim mata Abel e transforma-se o autor do primeiro assassinato da humanidade, pelo menos segundo as escrituras sagradas.

Na campanha de Serra, o PSDB tentou unir os irmãos Dias, para se dar bem. Todavia, o DEM, partido parceiro dos tucanos, considerou a manobra uma atitude fratricida. E, caso não fique com a vice,  ameaça  ’matar’ a aliança.

Seleção pode adiar calendário eleitoral. Tomara

LogoAs chapas estão fechadas, as convenções dos dois grupos políticos que se revezam no comando do governo do estado acontecem amanhã e o eleitor… 

Bom, o eleitor, esse precioso ser, alvo de cortejos e promessas dos candidatos, segue em ritmo de Copa. Ainda mais depois da convincente vitória da seleção brasileira sobre o Chile, ontem.

A campanha política, cujo início oficial se dá no próximo domingo, pode ser adiada caso o Brasil vença os dois próximos confrontos e chegue à final no dia 11.

Só depois disso é que as máquinas da campanha serão azeitadas para a caça ao voto nas ruas, no corpo a corpo com os donos dos votos.

Ou seja, a depender do desempenho da esquadra de Dunga na África do Sul, o calendário da Copa pode atrasar em uma semana o start da campanha.

DEM de Pernambuco defende vice, mas quer harmonia

Serra e MendonçaAté agora o DEM estadual não emitiu opinião sobre a indicação do senador Álvaro Dias (PSDB-PR) para a vice de Serra.

A chapa puro sangue desagradou os democratas, mas, segundo o presidente estadual do DEM, ex-governador Mendonça Filho, não é hora de adjetivar o acontecido.

Mendonça reconhece que o processo foi mal conduzido mas destaca que busca a harmonia e não o desentendimento.

Ele diz que concorda com a queixa do DEM de ficar com a vice. “É um pleito legítimo”. No entanto, informa que prioriza as articulações estaduais e salienta que as discussões sobre a chapa de Serra estão sendo conduzidas pela direção nacional.

Fritura em óleo frio (Diario Político)

Mantida em fogo brando, a fritura do vice-governador João Lyra não chegou às vias de fato. Ontem, o pedetista foi confirmado na chapa majoritária governista e concorrerá à reeleição ao lado de Eduardo Campos (PSB).

A decisão já tinha sido comunicada a ele pelo governador na sexta-feira. A conversa foi longa e nela Lyra ficou sabendo que seu nome tinha sido ratificado pelos demais partidos da aliança.

Ontem, o vice-governador avaliava que as especulações acerca da sua possível exclusão da chapa foram obra da imprensa.

Isso porque, diz, nem Eduardo nem líder algum da base governista havia deixado escapar um único indício de que a vice teria outro destino.

No PSB, partido que conduz o processo eleitoral nas hostes do governo, a informação é de que não foram cogitados substitutos para Lyra.

Com isso conclui-se que as indisposições observadas dentro da aliança em Caruaru, decorrentes de atitudes do vice na disputa por espaço proporcional, podem até ter ameaçado mas não comprometeram a sua manutenção na majoritária.

Do mesmo modo que não prosperaram os rumores de que o governador teria ficado insatisfeito com o desempenho de Lyra no comando da Secretaria de Saúde. O vice esteve à frente da pasta de junho de 2008 a março último por designação de Eduardo.

E, a despeito das complicações inerentes ao setor – principalmente no que diz respeito a pessoal -, o governo entrou o ano eleitoral com uma agenda positiva, com a entrega de Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e de um dos três hospitais metropolitanos prometidos na campanha de 2006.

As inaugurações acabaram fortalecendo o nome do pedetista, embora não faltasse quem visse na prioridade dada pelo governo à Saúde uma resposta a uma possível deficiência da atuação do vice.

Aliás, a tentativa de fritar João Lyra vem desde meados do ano passado quando surgiram rumores de que o PT queria ficar com a vice.

Depois, comentou-se que o secretário de Desenvolvimento Econômico, Fernando Bezerra Coelho (PSB), tentaria espaço na majoritária este ano. E, mais uma vez, o pedetista esteve ‘cotado’ para perder a vaga.

Com o anúncio de ontem, o PSB não só pôs fim à dúvida sobre o destino de Lyra como deixou claro que o governador preferiu não mexer num time que esteve ajustado nesses três anos e meio de gestão.

Com a decisão, Eduardo impediu ainda uma provável ‘corrida’ pela vice, o que acarretaria insatisfações na base. Agora, com Lyra confirmado, vê-se que o óleo da fritura a que ele foi submetido nunca esteve lá tão quente assim.