Collor reecontra a valentia. Valha-nos Zumbi!!

collorEstava demorando. A brasa adormecida da ira de Fernando Collor despertou. Bastou surgir um quadro que acena para a possibilidade de retomada do poder no Executivo – no caso, pesquisas favoráveis na corrida pelo governo de Alagoas – para que o hoje senador do PTB destilasse sua fúria contra quem o desagrada.

Com ameaças sutis do tipo vou ’meter a mão na cara’ e adjetivos de alto nível, como fiho da puta, Collor reagiu à informação publicada pela IstoÉ de que sua candidatura ao governo de Alagoas corre o risco de ser impugnada pela Justiça Eleitoral.

A promessa e o xingamento foram destinados ao jornalista que tratou do assunto por meio de um telefonema de Collor à sucursal da revista em Brasília.

Bom, Collor continua o mesmo homem que, por comandar um governo corrupto, foi levado a renunciar à Presidência República, em 1992, mas que os alagoanos elegeram senador em 2006 e que agora demonstram querer no Palácio dos Martírios.

O passado, infelizmente, continua assombrando a política. E aqui do lado, em Alagoas. Desta vez sem marajás, jet sky ou ’aquilo roxo’, mas com ameaça de mão na cara… Socorro, Zumbi dos Palmares!!

Não é uma Brastemp, mas é o que tem pra hoje

dilma e joão pauloA função não é lá uma Brastemp para quem alimentou por meses o sonho de figurar na chapa majoritária governista como candidato ao Senado.

Mas, para João Paulo Lima e Silva, ‘é o que tem pra hoje’, como diz o ditado.

O  ex-prefeito do Recife, candidato a deputado federal, recebeu do seu partido, o PT, a missão de coordenar a campanha presidenciável de Lula, Dilma Rousseff, em Pernambuco.

A escolha, entendida como uma saída honrosa para compensar o fato de o ex-prefeito ter sido preterido na corrida pela tal vaga ao Senado, colocará luzes sobre a atuação de João Paulo nessa campanha.

Prefeito por dois mandatos consecutivos, ele tornou-se a principal liderança do partido no estado e é tido como dono de grande peso eleitoral no Recife e Região Metropolitana.

Ainda no início de julho escrevi, no Diario, matéria sobre a participação de João Paulo na campanha. Naquela ocasião, tratei do envolvimento dos dois últimos prefeitos da capital – o petista e o democrata Roberto Magalhães – no pleito deste ano.

Enfoquei o fato de João Paulo está tentando mandato de deputado federal ao mesmo tempo em que Magalhães abre mão de renovar a vaga na Câmara.

Ali ficou claro que os governistas não tinham planos de recorrer ao prestígio do petista, abrindo, por exemplo, espaço privilegiado para ele.

Foi alegado que, se agisse assim, o governo alimentaria ciúmes em outros proporcionais, o que, de fato, seria um risco a se correr.

Pois bem. Coube ao PT, numa atitude ‘reparadora’, levantar a autoestima de João Paulo. Mas o partido não fez isso apenas para lhe conferir prestígio. 

O PT certamente espera que o ex-prefeito se envolva ao máximo e faça jus ao festejado poderio que lhe atribuem junto ao eleitorado da capital.  

Reveja no link a matéria do Diario sobre a presença de João Paulo na campanha: http://www.diariodepernambuco.com.br/2010/07/11/politica5_0.asp

Roberto Leandro distribuirá mudas de plantas

O ex-deputado Roberto Leandro (PV) aproveita a presença da presidenciável verde no Recife, nesta sexta-feira, e faz festa de lançamento da sua candidatura à Assembleia Legislativa.

O evento começa às 20h no Clube dos Oficiais da Polícia Militar. Na ocasião, os bonecos gigantes de Leandro e Marina surgirão repaginados.

Vão estrear suas roupas novas na festa que, claro, está sendo preparada a partir das  diretrizes de sustentabilidade que marcam as campanhas do PV Brasil afora.

As mesas serão decoradas com mudas de árvores da Mata Atlântica que poderão ser levadas pelos convidados para serem plantadas.

Álém disso, os convites da festa foram produzidos com material reciclado.

Parcimônia até para pedir votos. É Maciel nas ruas

Maciel e jarbasO ritmo dele é outro. A  abordagem ao eleitor é feita quase como se pedisse licença. Mas o senador Marco Maciel, em busca de renovar o mandato, tenta adaptar seu modo comedido às caminhadas de rua comandadas pelo candidato oposicionista ao governo do estado, senador Jarbas Vasconcelos (PMDB).

Ontem, em San Martin, Maciel estava lá. Enquanto Jarbas, de calça jeans, camisa de algodão listrada e tênis acelerava o passo, o senador democrata, de figurino social, com direito a casaco e sapato de couro, ficava para trás. Optava por entrar nas casas, abraçar as pessoas.

Num dos imóveis, na Rua Equador, foi recebido com festa por um casal que lhe queria fazer um agradecimento.

Marido e mulher aproveitaram a ocasião para verbalizar a gratidão pelo fato de o senador, quando vice-presidente da República, ter conseguido a transferência de um filho, servidor público, do Rio para o Recife.

Maciel admitiu nem se lembrar do acontecido, mas saiu da casa satisfeito e com a certeza de que ali os votos serão seus.

Antes de retomar a caminhada, entregou ao casal um cartão de contato – não um santinho, como seria natural – e despediu-se. 

Jarbas já ia lá na frente e eu perguntei: “Tá difícil acompanhar, né?”. Ele olhou para mim, apontou para a caderneta em que eu fazia anotações e disse: “Pra você também”. E só.

Deu a entender que dificuldades sempre exisitirão. Seja para quem levanta informações seja para quem pede votos.

Em seguida, foi aconselhado por assessores a apressar o passo para alcançar o candidato ao governo. Quando começava a caminhar mais rápido alguém o chamou de dentro de mercadinho. Ele, claro, foi até lá e cumprimentou proprietários e fregueses.

Depois, calmamente, apareceu ao lado de Jarbas quando este já concedia entrevista. É assim há décadas e, a tirar pelo que se viu ontem, vai ser assim nessa campanha.

Embora na oposição, sem as facilidades da máquina pública e com palanque estreito, Maciel parece não se abalar. Mantém a parcimônia que virou marca registrada da sua atuação política. Se a tradicional moderação obterá êxito, as urnas dirão.

Um osso cada vez mais duro de roer

JarbasO senador e candidato da oposição ao governo de Pernambuco, Jarbas Vasconcelos (PMDB) costuma dizer que é político que não foge da raia e que já participou de campanhas no filé e no osso, etc, etc…

Mas nesta campanha especificamente, até ele admite, o osso está cada vez mais difícil de roer. Ontem,  ao fim de uma caminhada por San Martin, reconheceu que as adversidades estão se agravando.

Mas, como todo candidato que está com a campanha na rua não deve dar de esmorecimento, garantiu que não esperava uma realidade diferente.

“O conjunto de problemas é grande, mas oposição é isso. Os meus (problemas) estão se acentuado. Mas é isso mesmo. Seria um despreparo meu achar que a oposição não ia enfrentar osbtáculos, uma corrida de obstáculos”, disse.

Logo depois de o senador fazer tais declarações, mais um episódio reforçou o quão é duro o osso destinado a Jarbas.

O governador Eduardo Campos, sem se contentar em atrair prefeitos de oposição, fez um afago ao deputado oposicionista Edgar Moury Fernandes, filiado ao mesmo partido de Jarbas, mas que  há tempos cultiva diferenças insanáveis com o senador.

Eduardo esteve no comitê de Edgar, dando a entender que a caça aos jarbistas históricos virou uma especialidade da sua atuação política.

O deputado, por sua vez, mostrou-se à vontade com a visita do governador e deu sinais de que não está convicto de quem apoiará na corrida majoritária. Ou seja, a adesão ao palanque governista é uma possibilidade.

Eduardo faz visita de ‘cortesia’ a comitê de Edgar Moury

Eduardo e EdgarNa ausência de Jarbas Vasconcelos, cuja agenda ignorou a abertura do comitê do deputado federal
Edgar Moury Fernades, na noite desta quarta, o governador Eduardo Campos foi levar o seu ‘prestígio de majoritário’ ao evento.

O governador, há que se destacar, tem sido muito bem sucedido na arte de atrair jarbistas históricos. O deputado federal Carlos Eduardo Cadoca (PSC),  hoje na base do governo, é um exemplo.

Oposicionistas que se sentiam desconfortáveis onde estavam, a exemplo do ex-governador Joaquim Francisco (ex-PFL, hoje no PSB), também encontraram abrigo no Palácio do Campo das Princesas.

Isso sem falar na infinidade de deputados e prefeitos que migraram para o terreno governista.

A ‘visita de cortesia’ de Eduardo ao comitê de Edgar num momento em que a oposição se ressente com  perdas de quadros é sintomática: o governador não se cansa de trabalhar para ampliar seu palanque.

Edgar é do PMDB, mesmo partido do candidato ao governo Jarbas Vasconcelos. Hoje eles estão rompidos, mas mantiveram por anos uma parceria de extrema confiança.

O deputado foi secretário de projetos especiais entre 1999 e 2006, no período em que Jarbas governou Pernambuco. Também comandou o comitê financeiro das campanhas da eleição (1998) e da reeleição (2002) de Jarbas.

Campanhas Jarbas e Serra têm 66 dias para reviravolta

De um lado um governador aprovado e com palanque da reeleição cada vez mais abarrotado. De outro um ex-governador que concorre sem máquina e com bases cada vez mais minguadas.

É esse o cenário com que Xico Graziano se depara hoje em Pernambuco.

Um dos pensadores da campanha de José Serra à Presidência da República, Graziano está aqui para trocar ideias, traçar estratégias e principalmente contribuir para a campanha do senador Jarbas Vasconcelos (PMDB) ao governo do estado.

A missão é das mais difíceis. Como dito, o peemedebista protagoniza uma campanha repleta de percalços contra um adversário que surfa numa onda de fatos e realidade favoráveis.

Diferentemente de São Paulo onde Serra e o aliado Geraldo Alckmin, candidato ao governo, contam com altos índices nas pequisas de intenção de votos, em Pernambuco o presidenciável tucano e o senador do PMDB enfrentam um quadro adverso.

Principalmente porque aqui o presidente Lula e seu governo gozam de um prestígio que beira a unanimidade, realidade que, claro, beneficia enormemente a presidenciável do PT e o governador Eduardo Campos (PSB).

Como colaborar para reverter a situação? O que fazer diante da popularidade do governador? Como injetar ânimo numa campanha em que aliados aliados importantes trocam de lado? Como minimizar as dificuldades decorrentes da pouca estrutura e da reduzida base de apoio? 

Essas questões e problemas devem estar presentes no encontro de Graziano com os cabeças da campanha de Jarbas, a ser realizado nessa manhã.

Se serão respondidas ou solucionadas, o desenrolar da campanha dirá. O prazo para isso? Pouco mais de dois meses. Mais precisamente 66 dias.

Branco dita a moda entre os governistas. Petistas inclusive

eduardo camposNão só o governador aderiu ao branco. Os muitos proporcionais e os candidatos ao Senado que seguem os passos de Eduardo Campos nesse início de atividades de rua vão de branco também.

Se em 2006, o caixote-palanque (a famosa Tribuna 40) foi a marca registrada da campanha de Eduardo, nessa as camisas brancas vão dando o tom da caça ao voto do socialista e seus aliados. 

Nem mesmo os petistas, conhecidos por transformarem eventos de rua em ‘ondas vermelhas’ resistiram. Adotaram o figurino semelhante ao do governador.

O que Eduardo quer transmitir ao envergar vestimentas brancas não foi declarado ainda. Mas, segundo definições do bom e velho Google, a cor branca, ou simplesmente o branco, é a junção de todas as cores do espectro de cores.

É definida como “a cor da luz”, em cores-luz, ou como “a ausência de cor”, em cores-pigmento. É a cor que reflete todos os raios luminosos, não absorvendo nenhum e por isso aparecendo como clareza máxima. Há ainda o lugar comum que diz ser o branco a cor da paz, símbolo de festas de Revèillon.

Muitas interpretações podem ser feitas, mas essa história de ‘luz’ e ’clareza máxima’ devem casar com o que pensam os marqueteiros encarregados de construir a imagem do governador-candidato.

Cassada, prefeita governista obtem liminar e garante cargo

Prefeitos aliados do governador candidato Eduardo Campos (PSB) seguem obtendo vitórias do Tribunal Regional Eleitoral.

Cassados na semana passada, a prefeita de Ferreiros, Maria Selma Veloso (PSB), e o vice, Gileno Campos Gouveia Filho (PTB), continuam no cargo.

O desembargador eleitoral Silvio de Arruda Beltrão acaba de conceder liminar favorável aos dois. O mérito será ainda julgado pelo Tribunal. 

Ambos foram acusados por oponentes de captação ilícita de votos na campanha de 2008, quando foram reeleitos.

A liminar suspende a sentença que determinou a cassação, assinada pela juíza Marília Falcone, que responde pela 27ª Zona Eleitoral, sediada em Itambé.

Segundo o advogado da prefeita e do vice, Luiz Galindo, o desembargador acatou a liminar por conta de um erro no processo: Gileno não foi citado. Ou seja, um dos alvos da denúncia não teve direito a defesa.

 Ferreiros, situa-se na Mata Norte, a 118 quilômetros do Recife.

Na contramão de gastos, Marina quer fim de desperdício

marinaEm mais uma atitude acertada, a candidata do PV à Presidência da República, Marina Silva, atacou  o desperdício da máquina pública e propôs a  redução dos gastos correntes.

A verde apresentou hoje em São Paulo uma versão atualizada das diretrizes do seu programa de governo em que estabelece como meta a redução dos gastos correntes em apenas metade do crescimento de 7% projetado para o Produto Interno Bruto (PIB). 

A proposta vai na contramão do derrame de recursos feito pelo governo federal entre janeiro e julho. A União elevou em 238% o repasse de dinheiro para municípios em comparação com o mesmo  período do ano passado.

O montante chega a R$ 8,1 bilhões. Desses, 64% foram empenhados entre 3 de junho e 3 de julho. A estratégia é um drible na proibição de repasses nos três meses que antecedem a eleição, uma tentativa de coibir o uso da máquina eleitoral.

O governo, porém, se antecipou fazendo a festa dos prefeitos. A atitude,  tomada dentro da legalidade, é imoral e tem conotação eleitoreira.