Aécio engrossa cordão de cabos eleitorais de Guerra

Aecio e GuerraDepois de Arraes, José Serra e Fernando Henrique Cardoso, o ex-governador de Minas Gerais Aécio Neves aparece como cabo eleitoral no guia de Sérgio Guerra.

No programa de TV levado ao ar há poucos minutos, o mineiro, que concorre ao Senado, rasga seda para o senador pernambucano, que agora briga por uma vaga de deputado federal.

O tom do depoimento de Aécio é semelhante ao visto nos testemunhos de Serra e FHC. O ex-governador de Minas declara que Guerra é preparado, que fez muito pelo desenvolvimento do estado, que Pernambuco estará muito bem representado, etc, etc.

Se os políticos de outros estados atrairão voto para Guerra, não se sabe. Até mesmo porque a rejeição de Serra é alta por essas bandas.

No entanto, não se pode deixar de observar que, mesmo com todos os contratempos da campanha presidencial tucana, da qual Guerra é coordenador, o prestígio do senador com a cúpula do partido continua em alta.

Site de Serra muda cara e slogan: “É a hora da virada”

O site de José Serra (PSDB) já dá indícios de que a campanha tucana começa a tomar outro rumo. Tudo para recuperar terreno e correr atrás do prejuízo provocado pelo avanço de Dilma Rousseff (PT) nas pesquisas. 

De cara, sai o slogan “O Brasil pode mais” e entra ”É a hora da virada”. A área que antes era destinado a informações e fotos referentes a atividades e fatos da campanha, agora é ocupado por espaços abertos para comentários.

O internauta pode, em mil caracteres, escrever porque ’o Brasil pode mais’. Em seguida, surgem espaços para identificação (endereço, nome, email, celular). 

Depois é apresentada uma mensagem que pede que o leitor clique num ícone concordando em receber mensagens de campanha por telefone e correio eletrônico.

Por fim, um link é disponibilizado para que o visitante do site possa se cadastrar.

Ao lado do “formulário”, está postado o espaço “O que eles disseram” onde são veiculadas mensagens enviadas por eleitores ao novo site de campanha de Serra.

Além disso, existem apenas dois outros links que dão acesso a mais cadastros: um para que o interessado entre para o “time 45 – Quero ser um voluntário” e outro para declrar que ”Eu voto Serra”.

 E só. Não há mais links para vídeos, matérias, material fotográfico, agenda, etc. Ao que tudo indica, a reviravolta deve ser grande.

Depois de Lula, Serra é o maior cabo eleitoral de Dilma

dilma e serraDepois do presidente Lula, o principal cabo eleitoral da campanha de Dilma Rousseff (PT) responde pelo nome de José Serra. O presidenciável do PSDB não se cansa de citar o nome da adversária.

É Dilma no guia, Dilma nos comícios, Dilma nas entrevistas, Dilma nos debates. Os discursos que tentam desqualificar a petista não surtem efeito.

Primeiro, foi tratada como ”invenção de Lula”, e “despreparada”. 

Depois, disseram que ela ia governar na garupa do presidente. Agora, que senta na cadeira do Planalto antes da hora.

Pois bem. Mesmo sem conseguir impressionar o eleitorado com tais declarações, Serra continua a falar da ex-ministra, colocando-se como mais capaz e experiente. 

No entanto, ao dedicar-se de corpo e alma à desconstrução da concorrente, o tucano acabou por divulgar e valorizar a candidata petista.  Resultado: ela  só sobe nas pesquisas.

Inclusive, já ultrapassa Serra em redutos onde o PSDB acreditava ter maioria assegurada, caso de São Paulo, Rio Grande do Sul e Paraná.

Diante da disparada de Dilma os que ‘pensam’ a candidatura de Serra começam a admitir erros e já tratam de traçar novas estratégias para reverter a situação. 

Entretando, se o candidato continuar a trazer Dilma para seu discurso, o PT só terá a agradecê-lo.

Depois do comício, Lula grava guia com aliados em Brasília

Além do reforço do presidente no comício da sexta, o governador Eduardo Campos (PSB) e os candidatos ao Senado Armando Monteiro (PTB) e Humberto Costa (PT) encontraram com Lula em Brasília no sábado (foto), para, juntos, gravarem para o guia eleitoral. Vem mais carga em favor do petebista. Na foto (divulgação – Luiz Silva), preparam-se para entrar no estúdio.

Lula no comando da operação pró-Armando

armando e lulaDiferentemente dos ataques que Lula desferiu contra os candidatos de oposição ao Senado, o principal concorrente na campanha de reeleição do governador Eduardo Campos (PSB), senador Jarbas Vasconcelos (PMDB), não foi alvo direto das investidas do presidente da República durante o comício do Marco Zero.

Em dois momentos foram feitas referências ao peemedebista. Em uma delas o próprio Lula afirmou que alguns adversários deveriam dar uma passada nas obras da refinaria Abreu e Lima antes de falar que o projeto ainda não saiu do papel. Depois, ‘previu’ também que vai faltar voto para o concorrente de Eduardo. Em outro momento, coube ao governador fazer referência ao oponente.

Ao salientar que estradas federais estão sendo duplicadas em Pernambuco, ressaltou que isso vem ocorrendo sem que o estado perdesse patrimônio – uma alusão à privatização da Celpe ocorrida quando Jarbas era governador.

No entanto, tais declarações, além de conteúdo velho foram minimizadas diante do potencial de combustão contido nas frases pronunciadas por Lula para desqualificar os oposicionistas Raul Jungmann (PPS) e Marco Maciel (DEM).

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“Eduardo obterá espaço sem abrir mão do entendimento”

A trajetória de Eduardo Campos rumo à conversão em liderança nacional, assunto tratado em matéria do Diario neste domingo (leia no link abaixo),  pode ter como complicadores a inflexibilidade do PT e a ganância de poder do PMDB que, numa eventual vitória de Dilma Rousseff, ocupará a vice-presidência (com Michel Temer).

No entanto, a habilidade política do governador tende a facilitar a missão. Na avaliação de Heitor Rocha, cientista político e professor da Universidade Federal Rural de Pernambuco, o governador conseguirá marcar espaço sem abrir mão do entendimento.

“Acho que Dilma deve fazer um governo ainda mais progressista que o de Lula, o que deve coincidir com os planos do governador. Ela é de uma escola ainda mais à esquerda e vai poder avançar a partir dos resultados das duas gestões do PT. O cenário será outro, diferente do início do governo anterior, quando havia desconfiança em relação a Lula”, diz.

Diante desse contexto, diz Rocha, Eduardo deverá se marcar seu espaço mas sempre com diplomacia, com capacidade diálogo.

O professor ressaltou ainda que, além da solificação do peso eleitoral, o que pode ocorrer com a eleição da chapa majoritária completa e a confirmação da maioria na Assembléia Legislativa e na Câmara, Eduardo vem se movimentando também em São Paulo.

Ali, onde está o maior colégio eleitoral e o mais alto PIB do país, o PSB lançou como candidato ao governo do estado o presidente licenciado da Federação da Indústrias do estado (Fiesp) Paulo Skaff. Ou seja, mais um (valoroso) passo na escalada nacional. (Veja abaixo a matéria Eduardo e o PSB buscam protagonismo)

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Silêncio de Jarbas em relação a Guerra diz muito

jarbasO silêncio de Jarbas Vasconcelos em relação a Sérgio Guerra tem altissimos decibéis. Em campanha para o governo o senador do PMDB não quer, pelo menos agora, acrescentar novas declarações sobre o distanciamento do senador do PSDB da campanha de oposição em Pernambuco.

Aliados do peemedebista, porém, não escondem a irritação ao serem questionados sobre assunto. Ainda pedem reserva. Afinal continuam aliados do PSDB e formam o palanque para José Serra no estado.

Alegam ainda que, se Jarbas não quer dar ênfase à questão agora, esperarão passar a eleição. No entanto, estão prontos para soltar cobras e escorpiões e outros seres carregados de peçonha. 

O repórter André Duarte, do Diario, ouviu alguns deles, entre os quais candidatos proporcionais, e constatou que o chumbo direcionado a Guerra é grosso.

Há quem se queixe de acordos descumpridos, de quebra de confiança, de desrespeito e, por fim, de traição. 

André descobriu também que um embate, ainda velado, entre representantes de uma entidade das mais conceituadas no estado - ambos candidatos a cadeira na Assembleia Legislativa – é pólvora pura.

Pelo que viu e ouviu o repórter não só Guerra como outros tucanos estão atravessados nas gargantas de Jarbas e aliados.

Até esse momento eles adotam o discurso  ’deixe em paz meu coração, ele é um pote até aqui de mágoa’ (Chico Buarque, em Gota D’água).

Todavia já ensaiam os versos ”mas enquanto houver força em meu peito/Eu nao quero mais nada/Só vingança, vingança, vingança/Aos santos clamar” (Lupicínio Rodrigues, em Vingança).

Veja no link a matéria Racha entre Jarbas e Guerra é irreversível, publicada hoje no Diario:

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Críticas no guia de Jarbas não impedem subida de Eduardo

eduardoAgora está tudo se encaixa. Os números indicam porque até agora o governador Eduardo Campos (PSB) não tem usado o guia de TV e rádio para rebater ataques ou desqualificar propostas do principal adversário na corrrida pelo governo, senador Jarbas Vasconcelos (PMDB).

Pesquisa do Datafolha realizada entre os dias 23 e 24 e divulgada hoje aponta que o socialista cresceu cinco pontos. Foi a 67% contra 17% do oposicionista.  

Ou seja, o levantamento, feito uma semana depois de o horário poítico entrar no ar, revela que as críticas da oposição não impediram Eduardo de continuar crescendo e nem contribuiram para elevar os índices de Jarbas.

Assim sendo, o guia governista deve continuar a priorizar propostas baseadas na continuidade. Ao mesmo tempo, o governador deve seguir respondendo as investidas com ações na Justiça Eleitoral e em entrevistas e discursos. 

Hoje, no comício do Marco Zero o governador deve caprichar nos contra-ataques. Como estará ao lado do presidente Lula e da presidenciável do PT, Dilma Rousseff, ganhará reforço de peso nos revides.

Serra tem muito o que aprender com Monica

monica serraA espontaneidade e simpatia exibidas por Monica Serra na sua passagem pelo Recife, hoje, levou muita gente a concluir que o seu marido, o presidenciável do PSDB, José Serra, tem muito a aprender com ela.

Desenvolta, ou desencanada, termo mais atual para definir alguém que fica a vontade diante de qualquer situação, a esposa do tucano parecia veterana em campanhas. 

Monica não só interagiu com facilidade com os eleitores que encontrou pela frente, como chegou a posar de modelo ao ganhar um chapéu adornado com elementos da bandeira de Pernambuco, segundo informa a repórter Cláudia Eloi, do Diario.

Normalmente impaciente e ríspido, Serra, ninguém sabia, tem uma ótima – e bem humorada – cabo eleitoral em casa.

Polêmica à parte, Santo Amaro segue sina de ‘projeto-piloto’

A história de Luiz da Galinha, mostrada  pelo guia do senador Jarbas Vasconcelos (PMDB) como forma de questionar a credibilidade do programa do oponente na corrida pelo Executivo estadual, governador Eduardo Campos (PSB), deve ter o seu valor.

Afinal tudo que é veiculado passa por controle rígido de números trabalhados pelo marketing. No entanto, a comprovação de que o ’personagem’ utilizado pelo guia de Eduardo para ilustrar a queda de criminalidade no bairro de Santo Amaro não mora mais no local, revela pouco.

Serve mais para mostrar que o programa do socialista errou ao colocar no ar uma gravação que deve ter sido feita há um certo tempo – período suficiente para que o comerciante de galináceas deixasse de viver no local. 

O fato foi mostrado como uma inverdade e parece ser, uma vez que o homem, segundo o guia de Jarbas, não reside mais ali.

No entanto, a repercussão da ‘denúncia’ teria sido maior se o programa do senador tivesse conseguido depoimentos de ex-vizinhos de seu Luiz informando porque ele deixou Santo Amaro.

Se fosse comprovado que a saída teve relação direta com a violência - se seu negócio tivesse sido assaltado, por exemplo - o impacto seria outro. 

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