Ex-prefeito do Recife, João Paulo (PT) é apontado como um dos prováveis campeões de voto na corrida pela Câmara dos Deputados.
O esperado resultado das urnas poderia motivar o petista a voltar a disputar a Prefeitura da capital? A resposta quem dá é Lygia Falcão, em mini entrevista ao Blog.
Formada em Serviço Social e pós-graduada em Administração, Lygia é ex-secretária de Gestão Estratégica e Comunicação Social do Recife e ex-membro da coordenação do governo de João Paulo e ainda considerada braço direito do ex-prefeito, inclusive nessa campanha.
Vi, em caminhadas pelo Recife, muito apelo para o ex-prefeito volte a disputar a PCR. Isso passa pela cabeça dele?
Nao tem essa decisão por parte dele. Não tem esse entendimento de a eleição credenciá-lo para a disputar a volta à Prefeitura. Tem muito apelo popular na campanha inteira. É uma coisa que é até difícil de lidar porque as pessoas cobram a volta à Prefeitura ou cobram outra candidatura. Além disso, ficou misturado aquele sentimento todo de que era para ter sido ele o candidato ao Senado… Então, nessa eleição se misturaram muitas candidaturas para ele. Ele está disputando vaga de depuitado federal, mas está sendo sempre lembrado ou para um cargo majoritário, prefeito ou governador e a essa questão do Senado também ficou muito focada nessa campanha. Mas não há nenhuma decisão que essa campanha forme uma base para que ele voltar à Prefeitura.
O PT pode enfrentar dificuldades na condução da sucessão de 2012. Há sempre os embates internos e ainda as dificuldades da gestão do prefeito João da Costa. Nesse contexto, o nome de João Paulo não pode surgir?
A gente não pode negar que o nome de João Paulo é sempre colocado para uma disputa majoritária. Isso a partir da experiência dele na gestão, isso ficou como algo natural. Assim que ele foi eleito e reeleito as pessoas já falavam disso constantemente. Depois dessa experiência ruim, que eu diria, na relação com João da Costa, isso virou uma questão mais forte. Muita gente diz que João Paulo tem que voltar para a Prefeitura para reconstruir o que ele (João da Costa) está destruindo. Tem um sentimento de revolta em algumas pessoas, aquela coisa do apelo mesmo.







