Além de confirmar o distanciamento entre o atual e o ex-prefeito do Recife, a ”limpeza” promovida por João da Costa é encarada, por gente do próprio PT, como uma estratégia eleitoral.
João da Costa pode estar se preparando para abrir espaço na gestão a siglas que vão lhe afiançar apoio para a campanha da reeleição em 2012.
Ontem, foi a vez do presidente da Companhia de Trânsito e Transportes Urbanos (CTTU), Carlos Padilha, dançar e engrossar a lista de ex-auxiliares de João Paulo demitidos por João da Costa.
Segundo fontes da cúpula petista, João da Costa pode estar reservando os cargos para partidos que garantem apoio mediante espaço na gestão.
Há quem ainda ache que ele ocupará as funções com nomes que agradem ao PSB como forma de ganhar pontos com o governador Eduardo Campos (PSB).
E é aí que mora o perigo que assombra parte dos petistas. Se confirmado o estreitamento da relação do prefeito com o PSB, a autonomia do PT pode diminuir ainda mais.
O governador que já teria, naturalmente, papel decisivo em 2012, pode passar a ditar as regras na sucessão em que os petistas tentarão se manter no comando da Prefeitura do Recife, principal vitrine do partido no estado.
É dentro desse contexto desfavorável que o PT terá de buscar o resgate de um mínimo de autonomia ao mesmo tempo em que trabalhará para fazer deslanchar a amarrada gestão de João da Costa.
Nos bastidores do partido, a postura a ser adotada por Humberto Costa (candidato ao Senado) após a eleição do próximo domingo é considerada decisiva para o futuro da legenda.
Hoje, é impossível afirmar para onde caminhará Humberto em relação à sucessão municipal. Se fechará com João da Costa, se optará por lançar um nome da sua tendência (Construindo um Novo Brasil, que, aliás, dá as cartas em Pernambuco) ou se ele próprio sairá candidato.
No entanto, sabe-se que a decisão estará atrelada a uma eventual “virada” da atual gestão e à conduta política do prefeito.







