O Blog e a Coluna do Blog, publicada às segundas-feiras no Diario, voltam ao batente no dia 13 de dezembro.
Abraço e obrigado a todos.
Até lá.
Recém-reeleito para o segundo mandato, o deputado federal Bruno Araújo (PSDB) conseguiu espaço ‘nobre’ nesse pós-eleições quando a oposição ainda se recupera do baque de mais uma derrota.
Relator da proposta de receitas do orçamento na Comissão Mista que trata do tema, o tucano ocupou, a semana passada, grande espaço na mídia nacional defendendo o acréscimo de R$ 17 bilhões à proposta. De quebra, postou-se contra a ressurreição da CPMF.
Aliás, nesta semana devem esquentar os debates relacionados à retomada ou não da taxação sobre as transações bancárias para o financiamento da saúde. Isso tudo com a presidente eleita, Dilma Rousseff (PT), fora do país.
Hoje, ela embarca rumo a Seul (Coreia do Sul) com o presidente Lula para participar da reunião do G-20. A sucessora começa a colocar a faixa presidencial a milhares de quilômetros do Palácio do Planalto.
Por falar em CPMF, prefeitos de todo o paísm que farão marcha nesta quarta-feira em Brasília para cobrar do governo federal compensações para as perdas de FPM, deverão reforçar o movimento pela volta do imposto.
Amanhã, o presidente a Associação Municipalista de Pernambuco, Antônio Dourado, participa de encontro com representantes de outros estados para finalizar a pauta de reivindicações.
Situação curiosa se desenha para a eleição de 2012, quando as prefeituras estarão em disputa.
O resultado da corrida estadual que selou, em 3 de outubro, a reeleição do governador Eduardo Campos (PSB) com mais de 80% dos votos, pôs de um mesmo lado boa parte dos prefeitos.
Muitos dos quais concorrerão à reeleição ou trabalharão para eleger o sucessor.
O problema é que, se em nível estadual rivais estão sob o mesmo guarda chuva governista, nas disputas municipais certamente voltarão a se estranhar.
Além disso, à imensa base partidária atraída pelo governador somam-se prefeitos do PSDB, DEM e PMDB que estiveram no palanque da situação.
Dito isso, se conclui que na grande maioria dos municípios as disputas exigirão uma bem estruturada ‘engenharia de imparcialidade’ do governador.
Caso contrário, ele correrá o risco de desagradar a alguns, decepcionar outros e, assim, começar a perder parte do gigantesco patrimônio eleitoral que construiu este ano.
Maior colégio eleitoral do país, o estado de São Paulo tem se mostrado como uma espécie de escudo eleitoral que o PT não consegue transpor.
O diagnóstico, feito a partir do resultado das eleições deste ano e de pleitos passados, deixa dirigentes do partido em alerta e exige uma reformulação de estratégias para disputas futuras, segundo informa a Agência Estado.
O PT progressivamente aumenta sua penetração entre segmentos populares e de baixa renda, mas seu discurso não tem comovido o eleitor paulista de classes médias mais conservadoras, mais escolarizado e de maior renda nas últimas eleições.
As crises de 2005 e 2006 do PT, o mensalão e o dossiê dos aloprados, explicam essa resistência eleitoral, segundo os próprios petistas.
Ainda que José Serra PSDB) tenha vencido Dilma Rousseff (PT) no estado por 54,05% a 45,95%, e os petistas tenham considerado o resultado “não catastrófico”, ficou evidenciada a dificuldade de captar votos de eleitores de Marina Silva (PV) no primeiro turno do pleito.
Na capital, o tucano superou a petista por 53,64% a 46,36% dos votos válidos.
A A professora Tânia Bacelar nem imaginava. Mas, ao escrever o artigo ‘O voto do Nordeste: para além do preconceito’, publicado na revista Nordeste no dia 18 de outubro e reproduzido por uma infinidade blogs Brasil afora, antecipou uma resposta – e que resposta – à velha tese que motivou uma nova onda de ataques aos nascidos na área compreendida entre o Maranhão e a Bahia.
O texto rebate com fatos e análises o conceito preconcebido de que os nordestinos são um peso para o país e que Dilma Roussef (PT) só foi eleita presidenta porque os eleitores da região votaram em troca do Bolsa Família.
O ressurgimento das manisfestações de ódio aos nordestinos teve como veículo o Twitter. Na segunda-feira passada, dia seguinte à eleição, uma estudante de direito de São Paulo responsabilizou o povo do Nordeste pela vitória da petista e seguida tuitou: “Nordestino não é gente. Faça um favor a SP: mate um nordestino afogado”.
A frase gerou reações e reacendeu um debate motivado principalmente pela ignorância. Tanto sobre o resultado das eleições – o Sudeste contribuiu imensamente para diferença em favor de Dilma – quanto em relação à realidade vivida pelo Nordeste.
Nesta entrevista, Bacelar, doutora em economia e docente do departamento de Geografia da UFPE, aprofunda sua avaliação sobre o que o voto do nordestino.
Diz que de nos últimos oito anos a região passou a receber investimentos em áreas estratégicas e que o resultado dessa ‘atenção’, é crescimento, movimentação da economia, emprego, oportunidades.
Em outras palavras, afirma que a boa votação de Dilma é consequência direta do olhar diferenciado que o governo Lula teve sobre a região, que, segundo ela, foi relegada a segundo plano por gestões anteriores. (veja a entrevista completa no link abaixo)
Dados do Tribunal Superior Eleitoral revelam que foram milionárias as campanhas dos senadores eleitos no dia 3 do mês passado.
Juntas, totalizaram mais de R$ 220 milhões. O prazo para os candidatos entregarem a prestação de contas à Justiça Eleitoral se esgotou na terça-feira.
Quem mais arrecadou na campanha foi o petista Lindberg Farias, eleito para o Senado pelo Rio de Janeiro.
Ele registrou receitas de R$ 14,014 milhões. O ex-governador de Minas Gerais Aécio Neves foi o segundo que mais arrecadou: R$ 11,97 milhões.
Os eleitos por Pernambuco, Armando Monteiro (PTB) e Humberto Costa (PT), figuram, respectivamente, nos 10º e 17º lugares das campanhas mais caras. O primeiro arrecadou R$ 7,3 milhões. O petista, R$ 5,2 milhões.
Os dez que mais arrecadaram receberam metade de todo o valor recebido por todos os senadores eleitos. Eles foram responsáveis por receitas de quase R$ 100 milhões.
A senadora eleita pelo Pará, Marinor Brito (PSOL), foi a que menos recebeu na campanha: R$ 53 mil. Depois, vem o ex-governador do Acre Jorge Viana (PT), que declarou receitas de R$ 54 mil.
As construtoras são as doadoras que aparecem com mais frequência nas prestações de contas dos senadores eleitos.
Os partidos e outros candidatos também figuram na maioria das prestações de contas como doadores. As informações são do G1.
Nem bem foi eleita presidenta do Brasil, a ex-ministra Dilma Rousseff já vive a dor e a delícia de quem, com o aval das urnas, chega ao cargo máximo Executivo.
Ao mesmo tempo em que acaba de ser alçada, pela revista Forbes, ao 16º lugar na lista das pessoas mais poderosas do mundo, Dilma enfrenta pressão pela volta da CPMF, o imposto, que arrecadado de forma compulsória a partir de movimentação de contas bancárias, destina-se ao financiamento da Saúde.
A volta da medida, considerada impopular, não estava nos planos (pelo menos oficialmente) da presidenta eleita. Ela própria afirmou isso ontem em coletiva. Mas os governadores querem o seu retrtno. E a própria Dilma disse que não podia fingir que desconhece a pressão.
Hoje, mesmo com a ex-ministra de recesso para recuperar as energias gastas na campanha, o assunto toma conta das discussões sobre o futuro governo.
A maioria dos dez governadores de oposição eleitos deverá resistir à criação de um novo tributo. Afinal, a oposição é apontada pelo presidente Lula como a responsável pelo fim da cobrança.
No entanto, os governadores da base aliada já se articulam para restabalecer a CPMF. O governador de Pernambuco e presidente nacional do PSB, Eduardo Campos, é um dos mais entusiasmados com a criação de fontes para financiar a saúde.
Campos argumenta que a oposição foi ‘irresponsável’ ao derrubar a CPMF, em 2007. ‘O dinheiro para a saúde é insuficiente’, afirmou o governador, segundo sua assessoria de imprensa.
Nos bastidores do Planalto, comenta-se que Dilma é a favor da volta da taxa. E só não está à frente da mobilização porque não quer começar a gestão tendo a volta de um imposto como cartão de visita.
Os prejuízos políticos decorrentes da medida – caso seja aprovada – ficariam, pois, com os governadores.
Enquanto Dilma descansa, colhe os louros da vitória – na lista da Forbes ficou à frente e do presidente da França, Nicolas Sarkozy, e da secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton – mas também recupera forças para encarar o governo que pode ser iniciado com uma discussão que ’fere’ o bolso do cidadão. Ônus e bônus de quem ocupa o Planalto.
Antes de fazer qualquer movimento de reorganização rumo a futuras eleições a oposição em Pernambuco passará por um período de digestão dos resultados negativos.
Primeiro porque é natural refletir após o revés que gerou em encolhimento no Legislativo e a total falta de espaço no Executivo.
Segundo, porque é preciso aguardar o desfecho de pendências nacionais surgidas após as eleições. A primeira delas tem a ver com a manutenção do senador e deputado federal eleito Sérgio Guerra na presidência do PSDB nacional.
A segunda diz respeito à possível fusão do DEM com o PMDB a partir da aproximação do prefeito democrata de São Paulo, Gilberto Kassab com o presidente da legenda peemedebista naquele estado, Orestes Quércia.
Por fim, a terceira trata da permanência ou não do senador Jarbas Vasconcelos no PMDB.
Lideranças da própria oposição avaliam que, caso deixe a direção do PSDB, Guerra perderá força e expressividade dentro do bloco de siglas que formam a frente anti-governo. Isso porque pode passar a ser mais um ‘deputado raso’ na Câmara.
Consequentemente, tende a se fragilizar no estado e, assim, confirmar as especulações de que se abrigará na base do governo de Eduardo Campos (PSB). Já a aliança entre o DEM e o PMDB pode mexer com a estrutura das oposições em vários estados, inclusive em Pernambuco.
Por fim, caso Jarbas seja desfiliado do PMDB – hipótese ainda restrita aos bastidores do partido – o bloco oposicionista estadual sofrerá um baque, uma vez que o partido deve ‘mudar de mãos’, se alinhando à base eduardista.
A festa pela vitória da presidenta eleita Dilma Rousseff, ocorrida ontem à noite no Recife Antigo, contou com a presença da militância, do vermelho que caracteriza o PT e da natural alegria dos vencedores.
No entanto, foi marcada pela ausência de representantes da maior parte das 17 legendas que integram a frente partidária que deu suporte à campanha governista em Pernambuco. Apenas petistas e integrantes do PCdoB subiram ao palco armado no Marco Zero.
Nem mesmo o prefeito interino do Recife e presidente estadual do PSB, Milton Coelho, compareceu. Por meio de sua assessoria, alegou cansaço pela maratona do segundo turno.
É certo que o fato de o governador reeleito, Eduardo Campos (PSB), e os senadores eleitos, Humberto Costa (PT) e Armando Monteiro (PTB), estarem em Brasília pode ter desmotivado o comparecimento de lideranças ao evento.
Mas até os próprios petistas acharam estranho a falta dos aliados. Nos bastidores, o comentário era que a Prefeitura do Recife, na ausência de Coelho, deveria ter enviado um representante de peso ‘majoritário’ para ter voz ativa no evento. Do seu lado, a direção do PT informou que convidou todos os partidos.
Quem foi, assistiu ao coordenador da campanha de Dilma no estado, deputado federal eleito João Paulo, ser ovacionado e cumprimentado pelos 58 anos completados ontem.
Eleitores aproveitaram o momento festivo para levar faixas e até mesmo bolo para parabenizar o ex-prefeito do Recife que, aliás, foi saudado como o melhor gestor da história da capital. No discurso, João Paulo fez questão de registrar que Coelho, assim como o governador, tinham enviado um abraço a quem estava no Marco Zero.
Primeira mulher a chegar à Presidência no Brasil, a ex-ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff conseguiu o feito naquela que foi considerada a disputa mais agressiva das últimas décadas.
A vitória também traz outra marca para a história da República. Com Dilma, o PT se torna o partido a permanecer mais tempo no poder seguidamente – 12 anos – no país.
Em sua primeira declaração após eleita, agradeceu aos eleitores e afirmou que honrará a confiança que depositaram nela.
No discurso feito após a consolidação do resultado, garantiu que fará um governo com foco na erradicação da pobreza, no fortalecimento da economia nacional e fará esforços por uma reforma política que eleve os valores republicanos.
Depois, assumiu o compromisso de “honrar as mulheres brasileiras, para que este fato, até hoje inédito, se transforme num evento natural”.
“Reforço aqui meu compromisso fundamental: a erradicação da miséria e a criação de oportunidades para todos os brasileiros e brasileiras”, disse.