Nomeação de Passos ratifica firmeza da presidenta

nomeaçãoA decisão de nomear Paulo Sérgio Passos para o Ministério dos Transportes é mais uma mostra do estilo “preto no branco” da presidente Dilma Rousseff.

Passos é o ministro que ela quer. E não o que o PR queria.

Claro que ela sabe do peso do PR na aliança que dá sustentação ao seu governo.

Tanto que inicialmente, chamou o senador republicano Blairo Maggi, ex-governador do Mato Grosso.

Mas, com a recusa, se viu livre e desimpedida para fazer o é correto. Optou por um técnico em detrimento da indicação partidária.

Evitou, assim, alimentar uma rede de envolve interesses econônomicos que, vez por outra, gera denúncias de propinas, desvios de recursos e uso partidário da máquina federal.

Óbvio que a decisão deve ter um preço. O PR já ameaça sair da base – o que deixa claro que o apoio do partido é, de fato, uma moeda usada em negociações de ministérios e cargos.

Mas, técnica, pragmática e com pouca paciência para os jogos da politicagem, Dilma parece mais preocupada em agilizar projetos e obter resultados, de preferência sem corrupção.

Naturalmente, ela deve enfrentar dificuldades no Congresso e na chamada governabilidade. Porém, se souber falar ao país, ganhará o respaldo da população.

Afinal, ela está peitando uma prática nociva e condenável. Aquela em que o partido se vende na campanha para, no poder, cobrar a fatura do apoio com juros e correção monetária.

Os cofres públicos agradecem à surpreendente firmeza da presidente. Agora, vamos esperar se o PR vai mesmo deixar o governo e entregar os cargos federais que segue ocupando.

One thought on “Nomeação de Passos ratifica firmeza da presidenta

  1. Ledo engano Jornalista. Apesar de pertencer ao PR há pouco tempo, ele “pertence a legenda” e portanto não irá contrariar os interesses do Partido.Dizem que foi ele quem comunicou à Dilma sobre os desmandos. Agora é ver como se comporta. A questão essencial aqui é que a Presidente deixou o PR continuar no Ministério, por isso não existe independência nenhuma dela ao tomar essa decisão.Ela continua amarrada pelo esquema montado por seu antecessor e nunca vai sair dele. Aliás dizem que este antecessor está contando os dias, as horas, os minutos e os segundos para ocupar de novo a cadeira onde hoje Dilma tem assento, e a caneta também. Deus nos livre disso!

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