Enquanto os petistas se estranham, firmam e descumprem pactos de silêncio, o governador Eduardo Campos (PSB) vai “desviando” da sucessão no Recife.
Desconversa e foge de perguntas relacionadas ao tema. Como o embate no PT ganha novos capítulos a cada dia e a indefinição é o que permanece de “concreto” na corrida pela Prefeitura, Eduardo se esquiva.
A postura parece non sense. Ainda mais para quem é o líder da Frente Popular. No entanto, é justificável.
Afinal, é difícil se posicionar sobre uma questão tão complexa como o modo petista de montar uma chapa para eleição.
Nesta segunda, logo após evento que anunciou recuperação de ferrovia entre Pernambuco e Alagoas, o governador respondeu assim, às perguntas feitas pela repórter Claudia Eloi, do Diario.
O prefeito do Recife, João da Costa, colocou em pauta a história de traidor ocorrida entre ele e o ex-prefeito João Paulo. Ele disse que não foi traidor e que fiel ao PT. Isso não atrapalha a negogiação?
Eduardo Campos – Estou feliz de ter esta boa notícia da Trasnordestina que vamos reconstruir a ligação de Recife a Maceió e até a fronteira com Sergipe. É um dia para tratar de coisas muitos importantes para nossa economia, para a população da Mata Sul que já teve sexta-feira uma notícia muito importante também que é o início da maior barragem das cinco que serão construídas. Tenho que dedicar meu trabalho a essas coisas.
Isso significa que o prefeito deveria se inspirar no senhor em cuidar das obras, das pessoas e da gestão e não ficar falando de traição?
Eduardo Campos – Significa que estou feliz hoje em saber que vamos reconstruir a ferrovia. Isso é que é importante. Vou continuar cuidando da pauta da qual eu fui eleito. Sei que vocês estão fazendo o papel de vocês, mas há cinco anos que temos uma relação muito direta e tranquila. Tenho, desde 2007 deixado muito claro issso, de não dedicar a pauta do governo do meu tempo a pauta da questão eleitoral quando ela não está posta para mim neste momento.
Foto: Paulo Paiva/Diario

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