O prefeito João da Costa fez da sede do Executivo seu bunker na tarde desta quarta-feira. Reuniu os aliados mais próximos e assessores e traçou estratégias para resistir à pressão da direção nacional.
De lá teve confirmada a decisão de Maurício Rands, que desistiu disputar a prévia em favor da candidatura do senador Humberto Costa.
De lá se convenceu que não deve abrir mão de lutar pelo direito da reeleição, deixando para o partido ônus de lhe obrigar a sair do páreo.
Quer cair em pé. Usará a militância, os aliados, quem puder, para mostrar à direção nacional que pode se viabilizar como candidato.
Pretende expor a quem quiser ver que está sendo perseguido e isolado. Age, enfim, para mostrar à opinião pública que é alvo de injustiça do PT.
O que isso pode lhe dar de vantagem, talvez saibamos nesta quinta-feira.
De concreto, pode-se dizer que o prefeito está testando a paciência do partido. Afinal, o PT respalda abertamente a candidatura de Humberto.
Em que pesem o direito de tentar a reeleição, a revolta por ver a vitória da primeira prévia anulada, João da Costa acentua seu confronto com a cúpula da legenda.
Está desagrando a peixes grandes, inclusive ao ex-presidente Lula – o maior dos tubarões, para usar uma analogia feita por aliados seus no Recife.
O que isso pode lhe trazer de prejuízo, talvez conheçamos em breve.
O último que comprou briga com o comando do partido, como dito no post anterior, foi o deputado federal e ex-prefeito João Paulo – e o embate foi justamente para viabilizar a candidatura de João da Costa em 2008.
Desde então, o deputado não tem tido muito espaço do PT, embora tenha um reconhecido patrimônio eleitoral. Em 2010, foi preterido quando tentava concorrer ao Senado.
No ano passado, rompido com o prefeito, seu “ex-afilhado” político, viu o projeto de voltar a disputar à Prefeitura do Recife inviabilizado. Ou seja, enfrentar o PT e sua “democracia interna” tem seus riscos. E que riscos!!
Deram um xeque-mate no homem. “Você pagou com traição, a quem sempre lhe deu a mão”.
Se correr o bicho pega, se ficar o bicho!..
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Por mais que queiram diminuir João da Costa, eu continuo sabendo que João Paulo NÃO merece confiança. – E entendo que João da Costa deve ir às últimas consequências. – Ainda que seja expulso do partido, no qual militou por tanto tempo. – Administrativamente, não vejo diferença na cidade de Recife hoje, comparando com a época de João Paulo. – A ganância de João Paulo começou com a história da coleta de lixo na cidade. – E ali havia interesses escusos por parte de João Paulo. – Foi então que a briga começou. – Não deixaram nem João da Costa começar a administrar, formando sua equipe. – Depois, veio a doença dos rins do prefeito. Houve o transplante. – Não conseguiram ver o prefeito abandonar a prefeitura, aí então, abriram as baterias em cima da administração dele. – Com isso, João da Costa lutou contra duas oposições. – A oposição propriamente dita e a oposição formada pelos que o elegeram. – Assim também é demais. – E em seguida vêm chamá-lo de administrador medíocre! – Isso é sacanagem na forma da lei./