A saída de Maurício Rands da vida pública é mais uma perda a ser computada pelo PT nesse desgastante processo de formação da chapa do PT no Recife.
Ainda que o deputado seja apontado como eduardista e possa estar fazendo a travessia para o PSB, como já se comenta, o certo é que o PT, seja por que razão isso tenha se dado, perdeu um quadro dos mais capacitados.
Rands foi eleito para três mandatos de deputado federal, sempre com votações expressivas e conseguiu, como poucos parlamentares, se destacar nacionalmente.
Em 2002, foi o mais votado do partido. Obteve 107.741 votos. Quatro anos depois, manteve-se no topo com 149.206 votos. Em 2010, ficou em segundo, com 126.812.
Na Câmara, presidiu a Comissão de Constituição e Justiça, foi líder do PT e durante os oito anos figurou na relação dos parlamentares mais influentes formuladas pelo Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar e órgãos de imprensa.
Pois é. Um revés de porte para uma legenda que vem se fragilizando há anos por conta de desentendimentos internos.
Mesmo comandando a Prefeitura do Recife, o partido segue convivendo com rixas motivadas pelo personalismo dos seus líderes.
Agora, vai para mais uma eleição rachado, com atores insatisfeitos e, o pior, amargando perda de quadros.
Muitos são os caminhos que levaram o partido a tal situação. Aqui não cabe julgamento sobre as atitudes do PT. Mas sabe-se que desde a indicação de João da Costa para a disputa da Prefeitura do Recife em 2008, apadrinhado pelo então prefeito e hoje deputado João Paulo, o partido passou a alimentar conflitos que só lhe trouxeram prejuízos.
Claro que existem entre os petistas mil uma queixas sobre as investidas “nocivas” do governador Eduardo Campos sobre o partido.
Presidente nacional do PSB e eventual presidenciável, o governador é apontado como mentor de boa parte das desgraças do PT pernambucano.
Mas, é preciso observar, muitas delas só prosperaram por conta de flancos abertos pelo próprio PT. Em outras palavras, Eduardo só explodiu terrenos minados pelos petistas.
Este episódio da renúncia de Rands é apenas a ponta do iceberg de problemas a serem enfrentados pelo PT na eleição deste ano.
É também mais um fato – relevante, claro – na batalha que começa a ser intensificada a partir do rompimento do PT com o PSB. O embate, nacionalizado que é, deve ser dos mais faiscantes. Combustível para isso parece não faltar.
Com certeza, é só o começo do Fim, do PT.
JÁ FALEI OUTRAS VEZES: – O OLHO GRANDE E A GANANCIA DE ALGUNS PARTIDÁRIOS DO PT, INCLUSIVE TAMBÉM EM OUTROS ESTADOS VAI ACABAR RAPIDAMENTE O QUE FOI CONSTRUÍDO A DURAS PENAS. DO JEITO QUE A COISA VAI O BRASIL VOLTARÁ A ENGATINHAR NAS MÃOS DAQUELA TURMA ANTIGA. HAJA BURRICE!
Aqui em BH MG, a coisa não foi bem assim não. O PSB do Eduardo Campos, tendo à frente o Prefeito Lacerda e o Aécio Neves, protagonzaram a maior deslealdade que nós mineiros pudemos assistir. O Lacerda, do PSB, foi um fardo dificil ao PT para sua vitória como Prefeito. A militância do PT teve de suar a camisa, quando foi construída a aliança e, agora, após muita ajuda do PAC, ele se aliou ao Aécio e deu uma rasteira feia no Partido dos Trabalhadores, recusando-se a honrar a aliança.