A Avenida Agamenon Magalhães rasga o Recife se Norte a Sul e corta pelo menos 12 bairros da região central da capital. Por ela passam 3,5 mil carros a cada hora.
Seus 8,4 mil quilômetros são percorridos diariamente por 1060 coletivos das 108 linhas que tem a via no roteiro. Nos seus arredores estão shoppings, lojas, hospitais, escritórios e muitas, muitas residências.
Ou seja, a Agamenon é a “avenida” do Recife. Qualquer intervenção que a dita cuja sofra impacta a cidade inteira. Interfere na vida de muita gente de classes sociais diversas – há bairros chiques e outros nem tanto no contexto.
Pois bem. Exposta essa realidade conclui-se que o recuo do governador Eduardo Campos a respeito dos quatro viadutos sobre cruzamentos da Agamenon tem relação direta com a rejeição que os elevados vem gerando junto à população.
As obras compõem o projeto d0 corredor Norte/Sul, que pretende acelerar o transporte público na área ao dotar a via de BRTs (sigla em inglês que, traduzida, significa Transporte Rápido por Ônibus).
A resistência inclui moradores, comerciantes e usuários da avenida. Já entrou também no debate da campanha pela Prefeitura do Recife.
O candidato a prefeito do DEM, Mendonça Filho, afirmou ser contra a construção dos elevados e disse acreditar numa alternativa que não privilegie apenas os automóveis.
E declarou que é preciso priorizar pedestres e transporte público. O candidato do PT, Humberto Costa, também se posicionou em oposição às obras.
Pronto. O incômodo que já vinha sendo expressado pela população – no dia 11.08 acontece no Parque Amorim o protesto #OcupeAgamenon- encontrou eco nas candidaturas do DEM e do PT e deve ter levado o governador a admitir rever o projeto.
Matéria da repórter Tânia Passos, publicada nesta quarta pelo Diario, destaca que, pela primeira vez, o governador revelou que se houver uma proposta melhor, ela poderá ser levada em conta.
Antes, porém, Eduardo Campos afirmou querer ver o resultado do estudo de circulação na Agamenon, que será feito pela empresa vencedora da licitação para executar os projetos na via.
Segundo o governador, o projeto executivo do corredor será entregue em setembro. Já o prazo de execução do estudo de circulação não está definido, mas pelo edital a empresa teria 60 dias para elaborá-lo.
“O prazo é que o estudo seja bem feito”, afirmou Eduardo Campos, durante a assinatura do edital de licitação da dragagem do Rio Capibaribe, nesta terça-feira no Centro de Convenções.
Como se observa, o tema é espinhoso e está gerando insatisfação e polêmica justamente num período em que a campanha política entra em processo de aquecimento.
Como se sabe, Eduardo está apadrinhando a candidatura do PSB (Geraldo Julio). E, tudo o que a campanha socialista não precisa é de uma onda de descontentamento com uma obra que tem o DNA do governo estadual.
Em outras palavras, a repercussão negativa pode sair do controle, crescer como fogo em capim seco e complicar a candidatura do afilhado político do governador.

Cuidado com o tró-ló-ló, eleitoral do Governador, pois está tudo combinado com as empreiteiras, e a vizinhança da Agamenon que morra.
Amigos,
Deixem de besteira, não vivemos no Brasil em democracia de verdade, não sabemos exercer cidadania. A única, e por sinal, pessimamente chama-se: O VOTO nas eleições.
Nosso Governador, amado, idolatrado e sem dúvida, com a imprensa o babando sempre, não conseguem enxergar que esses viadutos são para desviar o foco de algo muito maior que vai garantir o futuro dele no cenário nacional politicamente falando.
Ou vocês são inocentes de não acreditarem que essas obras são financiamento de campanhas?
Tem obra muito maior que essa, algumas já em fase final, essa é pra desviar o foco seus bobos!
AINDA BEM QUE O TUMOR DO JEFFERSON NÃO É MALIGNO, POIS DE TODO CORAÇÃO DESEJO QUE TENHA MUITA SAUDE, PARA SER CONDENADO PELOS CRIMES PRATICADOS CONTRA O BRASIL.
UM VERDADEIRO PULHA..
O CARA SERA FRITADO EM FOGO BRANDO.