E Dilma Rousseff, mais do que o ex-presidente Lula, vem recheando processos na Justiça Eleitoral.
O PT não se cansa de brigar para impedir que a imagem da presidente seja usada por coligações das quais ele não seja integrante.
De Norte a Sul do país, o partido tenta segurar a exclusividade.
Quer – como manda a Lei Eleitoral – faturar sozinho em cima da popularidade de Dilma.
Primeiro foi no Ceará e lá os petistas asseguraram que apenas o candidato do partido à Prefeitura de Fortaleza, Elmano de Freitas, tem direito a usar a imagem da presidente.
No Recife, o PT agiu para impedir que o candidato a prefeito do PSB, Geraldo Julio, empregasse o nome da presidente em um jingle. Mas, o juiz rejeitou o pedido e liberou o uso em favor do socialista.
Em São Paulo (SP), o candidato a prefeito pelo PMDB, Gabriel Chalita, foi impedido de usar a imagem de Dilma. Nesta segunda-feira, porém, a liminar que assegurava a exclusividade ao PT caiu.
O peemedebista, claro, comemorou anunciando, nesta terça, que Dilma tem “muito carinho” por ele.
Já em Porto Alegre (RS), a Justiça Eleitoral proibiu, nesta segunda, a candidata do PCdoB à prefeitura da capital, Manuela D’Ávila, de citar o nome da presidenta na sua propaganda.
Nos primeiros programas de rádio e TV, na semana passada, o currículo da comunista incluía que ela foi “vice-líder de Dilma”.
Mas o PT e até mesmo o PSDB pediram à Justiça que a menção fosse proibida. E obtiveram êxito.
Há que se destacar que a atitude do PT tem respaldo legal.
Todavia, partidos aliados do Planalto – parceiros do PT na campanha presidencial de 2010 e membros da base do governo no Congresso – continuarão buscando brechas para enfatizar, nas suas respectivas campanhas, a afinidade que têm com Dilma.
Afinal, entendem que se o governo petista é bem aprovado, eles contibuíram para tal. E se sentem no direito de aproveitar o prestígio de Dilma junto ao eleitorado e, principalmente, de afirmar que a apoiam e que terão apoio da presidente na prefeitura.
Esta briga é de cachorro grande. Envolve, de um lado, PT e, de outro, PMDB, PSB e PCdoB. E, ao que tudo indica, se os petistas continuarem a engrossar o caldo, podem receber o troco mais adiante (no Congresso principalmente).
Por essas e por outras é que muita gente acredita que Dilma não se engajará pessoalmente na campanha. Acham que ela pode até se articular a partir de Brasília, mas dificilmente subirá em palanques.
A presidente pode até não ter como impedir que o PT intensifique a batalha judicial pela exclusividade da sua imagem, mas tende a se manter “submersa”.
Afinal de contas, ela precisa preservar a tal a governabilidade e o diálogo com os partidos aliados para os dois próximos anos de gestão e, principalmente, para 2014, quando tentará a reeleição.
Thank you for sharing excellent informations. Your web-site is so cool. I’m impressed by the details that you have on this site. It reveals how nicely you perceive this subject. Bookmarked this website page, will come back for extra articles. You, my pal, ROCK! I found just the info I already searched everywhere and just could not come across. What a great website.