Dois ex-presidentes da Câmara dos Deputados ocupam o banco dos réus na tarde desta quarta-feira. Um no Recife, outro em Brasília.
No Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) Severino Cavalcanti (PP) terá um recurso contra a impugnação julgado pela corte. Ele é candidato à reeleição e João Alfredo, onde é prefeito.
No Supremo Tribunal Federal, João Paulo Cunha, acusado de envolvimento no mensalão terá o destino decidido pelo tribunal. A votação foi iniciada nesta terça e prossegue na tarde desta quarta.
Severino teve negado o direito de disputar a reeleição pelo juiz eleitoral de João Alfredo, Hailton Gonçalves da Silva, que enquadrou o ex-parlamentar na Lei da Ficha Limpa.
O ex-deputado renunciou ao mandato de deputado federal na época do escândalo do “mensalinho”, em 2005 (lembre do caso aqui). Na época, ele presidia a Câmara. A manobra foi realizada para evitar uma possível cassação.
João Paulo Cunha é acusado de peculato, lavagem de dinheiro e corrupção passiva. Na última sessão, quatro ministros votaram pela condenação dele. Dois ficaram contra.
Ele presidiu a Câmara em 2003 e 2004. Hoje é candidato a prefeito de Osasco (SP). Se condenado, pode pegar até nove anos de prisão e não mais concorrerá.
O julgamento recomeça com o voto do ministro Cezar Peluso, que se aposentará na próxima semana. Será o último voto do ministro no Supremo.