Os dois anos de Eduardo: da rainha a Lula

Aquela fotografia publicada na coluna de João Alberto, no Diario de Pernambuco, sexta- feira (28), é fundamental para entendermos os dois primeiros anos do governo Eduardo Campos.
A foto diz quase tanto quanto a terceira visita que o presidente Lula faz hoje a Pernambuco.
Na imagem, Eduardo, ao lado da primeira dama, Renata, e mais alguns dos cerca de 100 vips convidados por dona Lily, viúva de Roberto Marinho, das Organizações Globo, para um jantar no Rio de Janeiro em homenagem à rainha Silvia, da Suécia.
O governador atua em três frentes fundamentais - que têm tudo a ver com o jantar e com a visita - para conseguir realizar uma gestão de sucesso.
Primeiro, garantir que a principal fonte de investimentos e realizações, o governo federal, mantenha o fluxo de recursos para o estado.
Não é tarefa fácil. Ela está associada, por exemplo, ao desempenho de Eduardo como presidente nacional do PSB; como um dos principais líderes do bloquinho, a terceira maior bancada da Câmara, com 76 deputados federais; enfim, como figura importante na base de Lula.
Segundo, organizar a equipe, mantê-la atuando com eficácia para assegurar os projetos técnicos e ações fundamentais à atração dos investimentos federais.
Após dois anos de mandato, um time de gestores se sobressai com eficiência:
Danilo Cabral (Educação); Fernando Bezerra Coelho (Desenvolvimento Econômico e Suape); João Bosco (Recursos Hídricos e Compesa); Humberto Costa (Cidades); Sebastião Oliveira (Transportes); e Silvio Costa Filho (Turismo).
Outro time se debate para tentar sair do sufoco, principalmente Servilho Paiva (Defesa Social) e João Lyra Neto (Saúde).
Mas, ao mesmo tempo em que se movimenta para conseguir resultados gerenciais que impulsionem sua carreira, Eduardo Campos movimenta-se com desenvoltura em diversos setores da sociedade, aqui e nacionalmente. E não é de hoje.
Quando Ministro da Ciência e Tecnologia (até 2005), abriu enormes portas na elite brasileira.
Agora que é paparicado por Lula, em retribuição ao apoio que tem dado ao presidente, tornou-se figura com espaço cativo em qualquer mailing list da corte, seja em São Paulo, Rio ou Brasília.
Isso também é fundamental ao sucesso do governo, à atração de investimentos e à carreira política dele.
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