Reportagem publicada neste domingo pelo Diario traz o perfil das bancadas eleitas para a Assembleia e Câmara dos Deputados para o quadriênio 2011 – 2014.
A primeira trata do Legislativo estadual. A segunda, dos que irão representar Pernambuco em Brasília. No levantamento inclui faixa etária, escolaridade e declaração de bens dos parlamentares. Boa leitura.
Mais moços, menos ricos
Os 49 deputados que tomarão posse na Assembleia Legislativa em 1º de janeiro são, em média, dois anos mais novos e alguns milhões mais pobres que os eleitos em 2006.
Há quatro anos a média de idade dos que conquistaram mandato na Casa de Joaquim Nabuco era de 48,8 anos. Agora é de 46,4 anos.
Naquela eleição, quatro declararam ter mais de R$ 2 milhões, enquanto que entre os vencedores de 3 de outubro apenas três informaram ter bens acima desse patamar.
Em 2006, nove tinham entre R$ 1 milhão e R$ 2 milhões. Agora, somente cinco estão dentro dessa faixa. (veja material completo no link abaixo)
O mais abonado é o novato Leonardo Dias (PSB), filho do ex-deputado Romário Dias, com R$ 3 milhões. O socialista é seguido de perto pelo presidente da Casa, Guilherme Uchoa (PDT), e pelo também calouro Adalberto Cavalcanti (PSH). Ambos declararam possuir R$ 2,8 mihões, cada. O mais novo entre os 49 é também um estreante e, do mesmo modo, filho de um ex-deputado. Trata-se de Claudiano Martins Filho (PSDB). Tem 21 anos. O mais velho, com 74 anos, é Maviael Cavalcanti (DEM), veterano reeleito para o oitavo mandato.
Os componentes da legislatura que se estenderá de 2011 a 2014 possuem menos escolaridade que o grupo que encerra o mandato em 31 de dezembro. Na eleição passada, 34 (69%) dos vitoriosos tinham curso superior e dez (20,4%) completaram o ensino médio. Desta vez, 32 (65%) declararam ter cursado faculdade e 8 (16,3%) concluíram o antigo segundo grau.
Ocupação – No que diz respeito ao estado civil, 39 (79,5%) informaram serem casados em 2006, contra 36 (73,4%) dos recém-eleitos. Em compensação o número de solteiros aumentou. Eram oito (16,3%) em 2006 e agora são 11 (22,4%). Há quatro anos a ocupação da grande parte dos vitoriosos era ‘deputados’. Nada menos que 26 (53%) declararam ter o cargo como ocupação. Desta vez são apenas 9 (18,3%) ‘deputados’. A opção ‘outros’ foi a mais utilizada, com dez indicações (20,4%), seguida de ‘vereador’, com 7 ou 14,2%.
O levantamento foi realizado comparando os dados existentesnas fichas de inscrição que cada candidato apresenta à Justiça Eleitoral. A pesquisa se ateve aos eleitos. Mas há que se destacar que pelo menos oito deram lugar a suplentes entre 2006 e este ano. Seja porque assumiram cargos no Executivo estadual, seja porque se elegeram prefeitos em 2008. Na disputa do início do mês, 22 dos que tinham mandato foram reeleitos. As outras 27 cadeiras, ou 55,1%, foram renovadas.
No total, cinco dos eleitos em 2006 comandam hoje o Executivo em municípios do estado e, claro, ficaram fora da disputa deste ano. Outros três simplesmente abriram mão de concorrer. Há ainda um que se candidatou a deputado federal e outro a cargo majoritário. Sem falar que houve um falecimento. No cômputo geral, portanto, 18 dos que estão na Casa – entre titulares e suplentes – não obtiveram êxito na tentativa na busca de mais um mandato. (Josué Nogueira)
Vinculada:
Petebistas lideram lista de milionários
A bancada pernambucana na Câmara dos Deputados para a legislatura de 2011 a 2014 envelheceu um ano em média em comparação com a eleita em 2006. Passou de 50,7 anos para 51,8 anos. Também avançou no que diz respeito aos bens. Há quatro anos, dos 25 eleitos, quatro tinham acima de R$ 2 milhões. Agora, seis superam essa faixa de riqueza. Naquele ano, 20 (80%) tinham curso superior, contra 19 (76%) da relação de eleitos em 3 de outubro. Dezesseis (64%) informaram que a ocupação era mesmo ‘deputado’ em 2006. Desta vez, só dez (40%). Advogado, com quatro menções (16%), era a segunda ocupação. Agora são três 12%). Em 2006, 16 eram casados (64%), contra 19 (76%) da atual lista.
Fernando Filho (PSB), que já tinha sido o mais novo deputado eleito em 2006, com 22 anos, segue com a mesma marca. Agora, com 26 anos. O mais velho é Cadoca (PSC), com 70. Há quatro anos, com 66, ele também ocupara o posto. Já entre os de maior fortuna, Jorge Corte Real (PTB), eleito para o primeiro mandato, se sobressai. Dispõe de R$ 11,6 milhões.
Do mesmo partido, José Chaves vem em seguida, com R$ 7,4 milhões. Por sua vez, o veterano Inocêncio Oliveira (PR) informou possuir R$ 6,9 milhões. Maurício Rands (PT) conta com R$ 3,3 milhões, Gonzaga Patriota, com R$ 3,2 milhões, e Sérgio Guerra (PSDB), que deixará o Senado para reforçar a bancada federal, tem R$ 3 milhões declarados.
Ainda na casa dos milhões estão Mendonça Filho, do DEM (R$ 1,4 milhão), Danilo Cabral, do PSB (R$ 1,1 milhão), Augusto Coutinho, do DEM (R$ 1,1 milhão), e Roberto Teixeira, do PP (R$ 1,1 milhão). No que diz respeito ao patrimônio, esse grupo ‘substitui’ os que declararam ter entre R$ 1 milhão e R$ 2 milhões em 2006 e que preparam-se para deixar a Câmara em janeiro: Roberto Magalhães, do DEM (R$ 1,8 milhão), José Mendonça, do DEM (R$ 1,6 milhão), Edgar Moury Fernandes, do PMDB (R$ 1,8 milhão) e Armando Monteiro, do PTB (R$ 1,1 milhão). (Josué Nogueira)
RADIOGRAFIA EM NÚMEROS
Assembleia2006Média de idade: 48,8 anos
Mais velho: 80 anos
Mais novo: 24 anos
Curso superior: 34 (69%)
Ensino médio: 10 (20,4%)
Ocupação:deputados: 26 (53%), outros: 4 (8,1%)
Estado civil:39 casados (79,5%), 8 solteiros (16,3%) e 2 divorciados (4%)
Bens declarados:9 entre R$ 1 milhão e R$ 2 milhões
6 até R$ 100 mil
6 entre R$ 400 mil e R$ 500 mil
5 entre R$ 300 mil e R$ 400 mil
5 entre R$ 700 mil e R$ 800 mil
4 entre R$ 100 mil e R$ 200 mil
4 acima de R$ 2 milhões
3 entre R$ 200 mil e R$ 300 mil
2 entre R$ 500 mil e R$ 600 mil
1 entre R$ 600 mil e R$ 700 mil
1 entre R$ 800 mil e R$ 900 mil
1 entre R$ 900 mil e R$ 1 milhão
2 não disponíveis
2010Média de idade: 46,4 anos
Mais velho: 74 anos
Mais novo: 21 anos
Curso superior: 32 (65,3%)
Ensino médio: 8 (26,3%)
Ocupação:outros: 10 (20,4%), deputados: 9 (18,3%), vereadores: 7 (14,2%)
Estado civil:36 casados (73,4%), 11 solteiros (22,4%), 2 divorciados
Bens declarados:10 até R$ 100 mil
7 entre R$ 200 mil e R$ 300 mil
6 entre R$ 300 mil e R$ 400 mil
6 entre 400 mil e R$ 500 mil
5 entre R$ 1 milhão e R$ 2 milhões
4 entre R$ 500 mil e 600 mil
3 acima de R$ 2 milhões
2 entre R$ 700 mil e R$ 800 mil
1 entre R$ 100 mil e R$ 200 mil
1 entre R$ 800 mil e 900 mil
1 entre R$ 900 mil e R$ 1 milhão
1 entre R$ 600 mil e R$ 700 mil
2 não disponíveis.
Câmara dos Deputados2006Média de idade: 50,7 anos
Mais velho: 66 anos
Mais novo: 22 anos
Curso superior: 20 (80%)
Ensino médio: 3 (12%)
Ocupação:deputados: 16 (64%), advogados: 4 (16%)
Estado civil:16 casados (64%), 3 solteiros (12%) e 5 divorciados (20%), 1 separado (4%)
Bens declarados:4 acima de R$ 2 milhões
5 entre R$ 1 milhão e R$ 2 milhões
3 entre R$ 900 mil e R$ 1 milhão
3 entre R$ 800 mil e R$ 900 mil
2 entre R$ 700 mil e R$ 800 mil
3 até R$ 100 mil
1 entre R$ 100 mil e R$ 200 mil
1 entre R$ 200 mil e R$ 300 mil
2 entre R$ 400 mil e R$ 500 mil
1 entre R$ 600 mil e R$ 700mil.
2010
Média de idade: 51,8 anos
Mais velho: 70 anos
Mais novo: 26 anos
Curso superior: 19 (76%)
Ensino médio: 2 (8%)
Ocupação:deputados (10 – 40%), advogados (3 – 12%)
Estado civil:19 casados (76%), 2 solteiros (8%), 4 divorciados (16%)
Bens declarados:6 acima de R$ 2 milhões
4 entre R$ 300 e R$ 400 mil
3 entre R$ 1 milhão e 2 milhões
1 entre R$ 900 mil e R$ 1 milhão
3 entre 800 mil e R$ 900 mil
2 entre R$ 600 mil e R$ 700 mil
2 entre R$ 700 e R$ 800 mil
1 entre R$ 400 mil e R$ 500 mil
1 entre R$ 100 mil e R$ 200 mil
1 até R$ 100 mil
1 indisponível.

O negócio e ser filho de político ultrapassado para manter as práticas antigas e a concentração do poder.
Pernambuco orgulha-se da sua trajetória política, mas o filhotismo representado nessas eleições, com personagens sem expressão, diminui o nosso estado no que tange a representação política.