Oposição local espera desfecho de pendências nacionais

Antes de fazer qualquer movimento de reorganização rumo a futuras eleições a oposição em Pernambuco passará por um período de digestão dos resultados negativos.

Primeiro porque é natural refletir após o revés que gerou em encolhimento no Legislativo e a total falta de espaço no Executivo.

Segundo, porque é preciso aguardar o desfecho de pendências nacionais surgidas após as eleições. A primeira delas tem a ver com a manutenção do senador e deputado federal eleito Sérgio Guerra na presidência do PSDB nacional.

A segunda diz respeito à possível fusão do DEM com o PMDB a partir da aproximação do prefeito democrata de São Paulo, Gilberto Kassab com o presidente da legenda peemedebista naquele estado, Orestes Quércia.

Por fim, a terceira trata da permanência ou não do senador Jarbas Vasconcelos no PMDB.

Lideranças da própria oposição avaliam que, caso deixe a direção do PSDB, Guerra perderá força e expressividade dentro do bloco de siglas que formam a frente anti-governo. Isso porque pode passar a ser mais um ‘deputado raso’ na Câmara.

Consequentemente, tende a se fragilizar no estado e, assim, confirmar as especulações de que se abrigará na base do governo de Eduardo Campos (PSB). Já a aliança entre o DEM e o PMDB pode mexer com a estrutura das oposições em vários estados, inclusive em Pernambuco.

Por fim, caso Jarbas seja desfiliado do PMDB – hipótese ainda restrita aos bastidores do partido – o bloco oposicionista estadual sofrerá um baque, uma vez que o partido deve ‘mudar de mãos’, se alinhando à base eduardista.

Diante de tantas indefinições, a ordem é esperar. De acordo com o deputado federal Raul Jungmann, presidente do PPS em Pernambuco, nesse primeiro momento podem até acontecer reuniões pontuais, que ele define de ‘movimentos moleculares’, mas nada de definição sobre estratégias de recomeço.

“Alguém pode até conceder uma entrevista, mas será opinião individual. Isso não se pode reprimir, mas não será um balanço (da eleição)”, disse.

“Nesse momento, é preciso entender o recado das urnas, olhar a ‘tragédia’ de frente, sem procurar bodes expiatórios. É preciso também se organizar coletivamente, deixando projetos individuais em segundo plano, reduzindo a taxa de conflitos. É necessário ainda começar a preparar a base a longo prazo para 2012″, completou.

Jungmann avalia que o inchaço de partidos existente hoje na frente governista pode gerar insatisfações e rachaduras na base. “A oposição vai crescer quando houver o descolamento de pessoas que querem buscar novos projetos. Essa ‘arca de Noé’ eduardista não tem como abrigar todos”.

Presidente estadual do DEM, o deputado federal eleito Mendonça Filho avalia que é cedo para fazer prospecções sobre os caminhos a seguir.

Admite que é preciso se reorganizar mas também tirar lições da campanha encerrada no domingo. Defende, por exemplo, que o nome do próximo candidato a presidente das oposições seja definido com antecedência de dois anos, já em 2012 e que temas atuais devam ser melhor trabalhados.

Mendonça observa que, emborao bloco de oposição tenha sido derrrotado, metade do país será governado por partidos não alinhados com o governo e que grande parte da população não se sensibilizou com o projeto de gestão da candidata vencedora na corrida presidencial.

Acredita que por estar à frente de um governo de continuidade, Dilma Rousseff não terá a trégua que normalmente se dá a governantes em início de administração. “Haverá cautela, mas também firmeza por parte da oposição”.

2 thoughts on “Oposição local espera desfecho de pendências nacionais

  1. O DEM já virou nanico, bem pouco para esses falsos éticos que fizeram parte da baixaria da campanha do Serra através do Indio da Costa, montando a maior baixaria já vista em uma campanha. No dia da eleição, viram estrelas!….

  2. o judas beija a mão de jarbas paa se alinhar a eduardo….

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