Tânia Bacelar: “O Brasil é muito mais que São Paulo”

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A A professora Tânia Bacelar nem imaginava. Mas, ao escrever o artigo ‘O voto do Nordeste: para além do preconceito’, publicado na revista Nordeste no dia 18 de outubro e reproduzido por uma infinidade blogs Brasil afora, antecipou uma resposta – e que resposta – à velha tese que motivou uma nova onda de ataques aos nascidos na área compreendida entre o Maranhão e a Bahia.

O texto rebate com fatos e análises o conceito preconcebido de que os nordestinos são um peso para o país e que Dilma Roussef (PT) só foi eleita presidenta porque os eleitores da região votaram em troca do Bolsa Família. 

O ressurgimento das manisfestações de ódio aos nordestinos teve como veículo o Twitter. Na segunda-feira passada, dia seguinte à eleição, uma estudante de direito de São Paulo responsabilizou o povo do Nordeste pela vitória da petista e seguida tuitou: “Nordestino não é gente. Faça um favor a SP: mate um nordestino afogado”.

A frase gerou reações e reacendeu um debate motivado principalmente pela ignorância. Tanto sobre o resultado das eleições – o Sudeste contribuiu imensamente para  diferença em favor de Dilma – quanto em relação à realidade vivida pelo Nordeste.  

Nesta entrevista, Bacelar, doutora em economia e docente do departamento de Geografia da UFPE, aprofunda sua avaliação sobre o que o voto do nordestino.

Diz que de nos últimos oito anos a região passou a receber investimentos em áreas estratégicas e que o resultado dessa ‘atenção’, é crescimento, movimentação da economia, emprego, oportunidades.

Em outras palavras, afirma que a boa votação de Dilma é consequência direta do olhar diferenciado que o governo Lula teve sobre a região, que, segundo ela, foi relegada a segundo plano por gestões anteriores.  (veja a entrevista completa no link abaixo)

O seu artigo ‘O voto do Nordeste: para além do preconceito’ acabou sendo uma resposta antecipada à manifestação preconceituosa que ocupou o Twitter na semana passada ‘culpando’ e sugerindo morte aos nordestinos pela vitória de Dilma Rousseff. Como a senhora avalia essa discussão?

Acho que esse debate reflete que existe um preconceito realmente e que há uma imagem deformada do Nordeste, principalmente no Sudeste e no Sul do país. Uma imagem de que o Nordeste é uma região de miséria, que depende de outras regiões, que é uma carga para outras regiões, como se não tivesse
potencialidades. Isso reflete, primeiro, o desconhecimento da história do país. Mas historicamente o Nordeste é o lastro econômico, cultural e político do Brasil. Então, quem tem preconceito mostra uma ignorância em relação à história do Brasil e da contribuição que o Nordeste deu à formação da nação
brasileira. Num determinado momento dessa história, os investimentos e a dinâmica se concentram no Sudeste e o Nordeste perdeu o trem da industrialização lá no século 20.

Isso ocorreu por razões políticas?

Por razões econômicas, mas políticas também. A Revolução de 30 reforçou essa opção pela industrialização e no Sudeste. E teve o atraso estrutural do Nordeste. Além de perder poder econômico, as oligarquias rurais aqui tinham um peso relativo maior do que uma indústria que nasceu no país. E isso explica em parte a origem desse preconceito. Por outro lado, essa falta de
investimento, o fato de a gente ter perdido o trem da industrialização, transformou o Nordeste numa região de emigração. Era uma região densamente ocupada, já representou mais de 40% da população do Brasil. Até o século 19, o Nordeste era o Sudeste de hoje. E a região perdeu população. As pessoas,
sem oportunidades para viver aqui, saíram para buscar emprego na fronteira agrícola, nos grande centros urbanos, onde a construção civil estava crescendo.

Ainda assim, o Nordeste continuou contribuindo com o país…

Continuou contribuindo, mas de outro jeito. Se se olhar a construção civil no Sudeste, a construção de Brasília, foram os nordestinos que fizeram. O que há de equívoco é pensar que há só miséria. De fato, a região tem um quadro de miséria, principalmente rural, muito forte, mas não é só miséria. Ela também
passou por um processo de modernização, mais lento do que o Brasil, mas ela tem muito potencial. O que dói no preconceito é pensar que o Nordeste é só ignorância, só miséria, só falta de potencial, quando, na verdade, a gente não teve foi apoio. Só, agora, nesse comecinho de século 21, a gente começou a ter. O Nordeste hoje, ainda bem, está sendo revisitado. A região revelou que, com o pouco de investimento nesse período, tem potencial. E que não é um peso para o resto do Brasil. Se ela receber os investimentos adequados, voltará a ser uma das soluções para o Brasil do século 21.

A senhora acredita que além da motivação regional ou econômica esse tipo de preconceito se aproxima do nazismo?
       
Na Europa, as vezes isso é mais forte. No Brasil é difícil se ter essa leitura porque o país é miscigenado. De norte a sul somos uma sociedade miscigenada. Mas o mix não é o mesmo. Aí têm diferenças regionais nessa miscigenação. Por exemplo, o componente indígena no Norte é muito mais forte
do que em outras regiões. O componente negro no Nordeste e no Rio de Janeiro é muito mais forte. Onde a escravidão ocorreu com mais força, o componente afrodescendente é mais presente. Em parte do Sudeste e no Sul o componente europeu é mais forte. O africano diminui porque eles não tiveram um foco de escravidão. Foram os colonos europeus, já no século 19, e asiáticos, no século 20, que ocuparam a região, principalmente e aí se tem um peso da colônias europeias. Acho que o Brasil é um país que não precisa cultuar esse tipo de diferença. Quando a gente vai a fundo elas não se explicam. A não ser pela ignorância.

Que perdas o país pode ter com posturas desse tipo?

A gente pode perder uma dos aspectos pelos quais o país é admirado. Quem já viveu no exterior sabe que uma das características que tornam as nossa sociedade admirada lá fora é a nossa capacidade de conviver com a diferença. Essa capacidade a gente desenvolveu ao longo do tempo exatamente por sermos resultado de mistura. A convivência com a diversidade hoje é uma busca mundial. Quando mais a gente se internacionaliza, quanto mais o mundo fica mais perto, mais se precisa desse atributo: da capacidade das sociedades diversas de conviver com valores e referências de outras sociedades. Isso é
um ponto forte do Brasil. Não é possível que agora a gente vá perder isso quando o mundo caminha para acabar com visões mais estreitas, com a ideia de supremacia de raças ou de culturas. Isso é uma coisa antiga.

A partir da mudança de visão sobre os potenciais do Nordeste, em que áreas estão esses potenciais?

É verdade que no século 20, quando se perdeu o trem do que era o modelo predominante a região foi acumulando atraso. Então, a renda média é mais baixa, o nível de escolaridade é mais baixo, o que sinaliza que precisa se fazer mais investimento. Então, essa foi uma das mudanças vistas nesses anos.
Por exemplo, o governo federal retomou o crescimento das universidades públicas. Fez quatro universidades no Nordeste. Cidades médias, como Petrolina (PE) e Mossoró (RN), importantes na região, não tinham universidades públicas. E a gente chegava em cidades médias do Sudeste e do
Sul e via várias universidades. Isso é que é errado. Não é que as pessoas daqui não têm potencial para se desenvolver, elas não têm oferta de oportunidade. Acho que a gente deve discutir outra pauta. A pauta de onde devemos colocar os novos investimentos e o Nordeste já mostrou que pode dar
uma resposta positiva com o pouquinho de mudança que já aconteceu nessa década.

O presidente Lula, de certa maneira, foi um corajoso ao mudar o foco (ou alvo) dos investimentos?

Lula teve um atributo muito interessante. Perdeu várias eleições, levou muito tempo se preparando para ser presidente do país e fez as tais caravanas. Eu atribuo essa leitura que ele tem do Brasil à chance que ele teve de conhecer profundamente o Brasil inteiro. Isso muda a cabeça. Quem viaja muito no
Brasil, sabe que é um país fantástico exatamente por esses atributos: ser um país continental, com diversidade ambiental maravilhosa, diversidade sócio-econômica maravilhosa, diversidade sócio-econômica maravilhosa. E isso é um patrimônio que poucos países do mundo têm. Então, acho que ele (Lula) aprendeu isso. A gente sentiu no governo dele essa leitura de que cada lugar do Brasil tem alguma coisa de potencial que pode contribuir para a construção do país. Um governante com essa visão é uma coisa muito positiva. Essa deformação do país no século 20 concentrou os investimentos no Sudeste, na indústria, na infra-estrutura, nas universidades. Praticamente todos os centros de pesquisas do Brasil estavam de Belo Horizonte para baixo. Então, trazer o centro de neurociências para Natal (RN), como ele (Lula) fez, é uma coisa nova. Você está trazendo cientistas que são referência mundial num setor de ponta da ciência mundial. Com isso vai se mostrar aqui existe gente capaz de continuar dando contribuição para a ciência mundial e também de mudar a realidade. Eles estão com dois projetos. Um que é na universidade, de doutourado, mestrado, pesquisas científicas. Estão plugados no mundo. O outro é uma Oscip, chamada de ‘cidade da ciência’, onde estão sendo formados novos cientistas. Por causa desse artigo, recebi um email da Bahia, informando que, num município do semi-árido, 400 crianças estão estudando ciências e robótica. Aquelas crianças, que não teriam essa oportunidade, estão tendo. Então, o que que eles podem ser no futuro? Novos cientistas.

Essa realidade derruba o discurso da oposição, e, acho, até mesmo de quem votou em Lula e em Dilma, de que o presidente ampliou o Bolsa Família para faturar eleitoralmente…

É isso que tento explicar no artigo. O que aconteceu no Nordeste nesse período não foi só o Bolsa Família. Até porque a quantidade de votos que ela (Dilma) teve não se explica pela quantidade de atendidos pelo programa. É esse o meu argumento. Se fosse só Bolsa Família ela teria apenas os votos das família pobres do Nordeste. Mas ela teve o voto da classe média do Nordeste, dos pequenos empresários, das universidades. Por que? Porque deve ter acontecido mais coisas para dar essa votação. O Bolsa Família cumpriu um certo papel. E o que é interessante no programa é que o Sudeste recebe 25% do Bolsa Família. O Nordeste recebe 55%. O Sudeste recebe a segundo maior volume. Por que? Porque a miséria no Brasil tem dois endereços. O rural é no Nordeste, o urbano, nas periferias do Rio de Janeiro e São Paulo. Agora, o impacto do Bolsa Família no Sudeste não foi o mesmo do Nordeste. Dar essa renda pequena a muita gente numa região como São Paulo não vira economia porque o tamanho da economia (da cidade) é tão grande que aquele adicional não tem peso para dar dinâmica à economia. Só cumpre o papel de proteção social.

E no Nordeste?

No Nordeste, onde os municípios são pequenos e não há uma base ecônomica forte, porque não se investiu no passado, essa renda adicional mexeu com a economia. O Bolsa Família teve, então, um papel de proteção social, mas também de dinamização econômica. Mexeu com a renda, com o mercado, com a feira do lugar porque ela dá uma estabilidade. Houve um impacto no tecido
econômico das comunidades. Daí vem o voto do comerciante e do feirante que não recebem o Bolsa Família, mas recebem o impacto do programa. O impacto aqui se estendeu mais porque a precariedade da base produtiva é grande. A região só responde por 13% da economia do país.  
 
Quem votou em Dilma o fez apostando na continuidade desse projeto de governo. Pelo discursos proferidos até agora por ela a senhora acredita que as políticas de investimento no Nordeste serão mantidas?

Tenho me surpreendido positivamente com ela. Por exemplo, o discurso feito no momento em que ela recebeu a notícia que tinha vencido, considero muito bom. Ela começa falando das mulheres, depois assume o compromisso com a eliminação da pobreza extrema, que outros países ja conseguiram e o Brasil, infelizmente não conseguiu. Eu estive agora em Santiago do Chile e fiz esse comentário com
um taxista: ‘aqui não vejo gente pedindo esmola, criança nas ruas’. E ele disse: ‘é porque aqui a gente eliminou a pobreza extrema’. A resposta é simples. Eles têm o mínimo pelo menos. Então, acho que isso o Brasil é capaz de fazer. Ela se comprometeu com isso e fará muito bem ao Nordeste porque parte da pobreza extrema está aqui.

O que mais pode ser destacado nos discursos pós-urnas?

Ela (Dilma) falou outras coisas muito interessantes. Assumiu compromisso com os pequenos. Por exemplo, o (professor e ex-ministro de Assuntos Estratégicos, entre 2007 a 2009) Mangabeira Unger que mora nos Estados Unidos há muito tempo e também tinha uma imagem meio estereotipada do Nordeste ficou muito surpreso com o potencial dos pequenos empreendedores do Nordeste. Ele
visitou o polo de mel no Piauí, onde a produção se desenvolveu de forma fantástica, com inovações. Eles alcançaram um padrão de um mel orgânico que é exportado. Isso mostra que com pouco investimento você consegue resultados surpreendentes. O Rio Grande do Norte tem o exemplo da Serra do Mel, que é uma área que foi desapropriada pelo governo do estado (na gestão de Cortês
Pereira) num projeto de reforma agrária. Hoje a Serra do Mel não tem miséria. Tem pobreza mas não tem miséria e exporta castanha orgânica para a Europa. Então é isso que surpreendeu Manganbeira. Ela diz ter compromisso com os pequenos empreeendedores do Brasil e assume isso. É fácil promover o
desenvolvimentos dos grandes. Agora, dos pequenos é complicado. A legislação é mais difícil, os bancos não têm tradição em fazer isso. Então o desafio é muito maior. Achei muito bonito, depois de falar da erradicação da miséria, ela ter se lembrado dos pequenos empreendedores. O Nordeste, o Brasil está cheio deles.

Curioso o exemplo do Piauí, tido como estado o mais pobre do país…

A imagem do Piauí no Brasil é de um estado pobre. Mas não tem erro maior pensar que o Piauí é só pobreza. É um dos estados mais ricos em terra e água. Água é um recurso escasso no século 21. Vai haver guerra por água no século 21, como houve guerra por petróleo no século 20. O Piauí é riquíssimo em água em cima de solo bom. O que não tinha no Piauí? Infraestrutura. Por que que o estado não se desenvolveu? Porque não tinha acessibilidade. Faltou investimento. A acessibilidade que se fez no Sudeste não se fez no Piauí. Então, não é porque não tem potencial no Piauí, mas porque não teve
investimento. Mas se há um lugar no Brasil com um enorme potencial no século 21 chama-se Piauí. É uma ignorância achar que o Brasil tem no Piauí um problema. O Brasil tem no Piauí um grande potencial. O litoral do Piauí tem um dos mais bonitos do Brasil. Agora, tem hotel, tem estrada? Não foram construídos. Como se chega lá se não teve investimento?

Inclusive há um grande silêncio sobre essa água do Piauí. Por que?

É um dos maiores lençóis de água do Nordeste. Foi a Sudene que descobriu. Mas não se investiu em infraestrutrura. Faltam empresários. Empresário não vai para um lugar onde ele não tem como escoar a produção. Mas já está mudando. O Vale do Gurgueia é riquíssimo é como o Vale do Paraíba, terras muito férteis e com água. Quem acha que a gente é um peso, quem acha que o Piauí é sinônimo
de miséria, eu diria que é ignorante.

As oligarquias deram sua contribuição para o enraizamento desse preconceito, não?

Parte da explicação vem das oligarquias. Para as oligarquias antigas, ainda bem que elas estão morrendo e perdendo eleitoralmente, os resultados dessa eleição são um novo baque. É importante lembrar que elas não só existem no Nordeste. Santa Catarina é um ‘brilho’ de oligarquias. Mas, de todo jeito, o Nordeste tem o peso dessas velhas oligarquias. No discurso delas não interessava mostrar potencial. Porque elas se locupletavam da miséria. Então o discurso reproduzia a miséria. Elas ajudaram a criar o preconceito. Parte dessa imagem foi construída também aqui. Mas o povo está dizendo: ‘acabou esse discurso. Nós temos potencial. Se investir na gente, a gente dá resultado. Esse discurso não me serve. Serve o discurso que diz: abre aqui universidade que quero colocar os meninos para estudar’.

Mas essa situação de disparidade entre as regiões que acaba se acentuando com o preconceito está inserida em todos os segmentos da sociedade…

Eu sou professora universitária e, nos ambientes universitários, quando se tem um debate sobre o Brasil me chamam para falar do Nordeste e chamam um carioca e um paulista para falar do Brasil. O pior é que a gente aqui faz a mesma coisa. A gente faz um seminário e repete o mesmo padrão. O investimento no século 20 se concentrou tanto no Sudeste e em São Paulo que se conseguia explicar a média do Brasil pela média de São Paulo. Isso é muito ruim para o Brasil, porque o que está fora de São Paulo também tem potencial. Não estou negando o potencial de São Paulo. São Paulo é um estado importantíssimo para o Brasil. Mas acho que a discussão não é Nordeste contra São Paulo ou contra o Sudeste. São regiões diferentes com potenciais diferentes. O que a gente construiu lá, aquela sociedade avançada, cosmolita…. São Paulo é uma cidade maravilhosa, cosmopolita, e o mundo está ficando cosmolita. Termos uma cidade cosmopolita é algo bom para o Brasil. O errado é achar que tudo o que é defesa de São Paulo é defesa do Brasil e tudo o que é defesa de qualquer outro lugar é ‘defesinha’ regional, é interesse regional e que só São Paulo representa o Brasil. São Paulo é muito importante mas não representa o Brasil. O Brasil é muito mais do que São Paulo. A gente precisa balizar melhor esse debate sem deixar de reconhecer a importância de São Paulo. Mas não podemos caricaturar os outros de ser peso, de não ter com que contribuir. Aí é onde está o erro e o Nordeste está mostrando isso: com pouco de investimento a gente dinamizou a economia, a moçada foi para as universidades, a criançada está estudando ciência. (A foto é de Alcione Ferreira – DA Press)

3 thoughts on “Tânia Bacelar: “O Brasil é muito mais que São Paulo”

  1. Uma nordestina de valor. Sabe o que diz  e conhece profundamente o potencial e potencialidades do Nordeste. Parabéns!

  2. Tânia Bacelar é compentíssima, pena é que ela nunca quis ser candidata. Seria umna bõa opção para ajudar a Dilma na administração dp país.

  3. A entrevista da dra Tânia é genial. Sou pernambucano, moro em São Paulo ha mais de 40 anos. Sou engenheiro mecânico e, graças a Deus vivo bem. Porem, sou daqueles que torcem muito pelo nosso estado e região. Acompanho toda essa polêmica e sinto no dia a dia a “cultura do preconceito”, principalmente no momento que percebe-se muitas mudanças a favor do nordeste. O melhor de tudo é o fim das oligarquias. Tambem não podemos aceitar que alguns políticos profissionais ,tipo Roberto Freire, se vendam por um emprego em estatais de SP, em troca de apoio aos “donos do mundo”.Confiamos no SR. Eduardo Campos que ajude aos nossos irmãos a serem que o merecem. Grato, Pedro. 

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