Nordeste: derrocada do família Sarney, no Maranhão, e novo revés para o carlismo na Bahia

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Flávio Dino (camisa amarela com listras escuras) venceu – facebook

O resultado das eleições no Nordeste reservou surpresas, fim de ciclos de grupos políticos e prolongamento de outros.

Na região onde a presidente Dilma Rousseff teve a melhor performance, com 59,58% dos votos – 16,3 milhões -, o PT conseguiu uma virada de última hora na Bahia, venceu também no primeiro turno no Piauí e vai disputar o segundo no Ceará.

Na Bahia, há que se destacar, o triunfo petista significou um novo revés para o carlismo (política nascida com o ex-governador Antônio Carlos Magalhães). Depois de retornar ao poder em 2012, com a conquista da Prefeitura de Salvador por ACM Neto (DEM), o grupo perdeu fôlego no estado e foi derrotado já no primeiro turno.

O PSB, que em 2010 conquistara o governo em quatro estados, encolheu. Elegeu Paulo Câmara em Pernambuco – prolongando o poderio dos Arraes/Campos – e permanece na briga pelo Executivo da Paraíba.

Já o PMDB, que há quatros anos fizera apenas um governador, avançou. Venceu em Alagoas e Sergipe, e permanece no páreo no Ceará e no Rio Grande do Norte.

O resultado mais impactante verificado na região, porém, foi obra do pequeno PCdoB: Flávio Dino derrotou os Sarney no Maranhão.

O grupo político liderado pelo senador e ex-presidente da República José Sarney concorreu com Lobão Filho (PMDB), herdeiro político do ministro das Minas e Energia e ex-governador, Edison Lobão.

Dino levou no primeiro turno. Obteve mais de 1,8 milhão de votos (63%), uma vantagem de mais de 800 mil para o peemedebista. O feito encerra uma hegemonia de 49 anos e abre um novo ciclo no estado, livrando-o do domínio familiar, aspecto que sempre reforçou traços de coronelismo na política maranhense.

Curiosamente, vem do PMDB um exemplo do quão a força do sobrenome continua a assegurar longevidade a grupos na política nordestina.

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Rui Costa surpreendeu e foi eleito de virada – facebook

Em Alagoas, Renan Filho foi eleito governador com mais de 52% dos votos. Ele é beneficiário direto do pai, senador Renan Calheiros, que desde 1978 está associado ao poder naquele estado.

Na Paraíba, Cássio Cunha Lima (PMDB) é outro representante da política do parentesco a ter destaque na eleição. Herdeiro do ex-governador Ronaldo Cunha Lima, disputa o segundo turno com o atual governador, Ricardo Coutinho (PSB). Tenta chegar ao terceiro mandato. O embate entre os dois, aliás, promete ser um dos mais sui generis do segundo turno. Isso porque o PSB caminha para apoiar o tucano Aécio Neves na fase final da corrida pelo Palácio do Planalto.

No Ceará, mais um grupo liderado por laços de sangue passará por um segundo teste no dia 26. Os Gomes, liderados pelos irmãos Cid (governador) e Ciro (ex-ministro), tentarão eleger Camilo Santana (PT).

Enfrentarão o senador Eunício Oliveira (PMDB). Os Gomes integravam o PSB, mas romperam com o ex-governador Eduardo Campos por discordarem da candidatura socialista à Presidência da República. Ambos defendiam a reeleição de Dilma e acabaram apoiando o PT cearense.

No Rio Grande do Norte, Henrique Eduardo Alves (PMDB), também líder de frente construída a partir de sobrenome, se submeterá, ele prório, às urnas no segundo turno. Atual presidente da Câmara dos Deputados, Alves medirá forças com o ex-vice-governador do estado, Robinson Faria.

Interesse
Diante desse cenário desenhado no primeiro turno, o Nordeste e os seus 38,2 milhões de votos – o segundo maior contigente entre as cinco regiões do país -  tendem a ser alvo de maior interesse de Aécio na campanha do segundo turno. No primeiro, o candidato tucano ignorou a região e acabou amargando um terceiro lugar, com 15,38% dos votos, ou 4,2 milhões.

O partido já cogita, inclusive, começar a campanha pelo Recife ainda nesta semana. Já o PT deve ter Pernambuco como prioridade, uma vez que este foi o único estado em que a presidente Dilma Rousseff não venceu no Nordeste. Marina Silva (PSB) ficou com 48% dos votos, contra 44% da petista. Teve quase 200 mil votos a mais que a presidente.

Acompanhe a cobertura da apuração dos votos e análises sobre os resultados no Diario de Pernambuco

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O Diario de Pernambuco está fazendo cobertura on line da apuração dos votos no estado.

Além de informações dos números, o eleitor pode acompanhar debate com notícias e análises com especialistas. Confira acessando o link abaixo:

http://www.diariodepernambuco.com.br/especiais/politica/eleicoes/

 

Eleitor deve levar 1 minuto e 14 segundos para votar. TSE estimula o uso de “cola” com números dos candidatos

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Os eleitores devem levar, em média, pouco menos de 1 minuto e 14 segundos para votar na urna eletrônica nas eleições deste ano.

A estimativa é baseada no pleito de 2010 e considera o tempo que o eleitor se identificou perante o mesário e se dirigiu à urna até o instante em que confirmou o último voto, para presidente da República.

Há quatro anos, os eleitores tiveram de escolher um candidato a mais do que em 2014. Votou-se para eleger dois senadores ou 2/3 das vagas, totalizando 54 senadores. Neste ano, vota-se apenas para escolher 1/3 das vagas, num total de 27 senadores.

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No próximo dia 5 de outubro, os brasileiros votarão para deputado estadual ou distrital, deputado federal, senador, governador e presidente da República. As informações são do site do TSE.

Eleições 2010O período de votação do eleitor na cabine nas eleições de 2010 foi de 1 minuto e 8 segundos.

O tempo total de 1 minuto e 14 segundos foi referente ao momento em que o eleitor se identificou (pela biometria ou pelo método tradicional), seguiu até a urna para votar e finalizou o procedimento com a confirmação do seu voto.

www.justicaeleitoral.jus.br

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Cola – Para facilitar o procedimento no dia da votação, a Justiça Eleitoral recomenda que o os eleitores levem o número de seus candidatos anotados em um papel. A  Justiça Eleitoral disponibiliza um documento que o eleitor pode imprimir e levar no dia da eleição, a cola eleitoral – obtenha AQUI.

PSB segue com plano de expansão. Só perde para o PT em nº candidatos nas eleições deste ano

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O PSB fica atrás apenas do PT no número de candidatos para as eleições deste ano. Conta com com 1.284 (5,1% de 25,2 mil), contra 1.331 dos petistas (5,3%).

Este quadro reforça a estratégia adotada pelos socialistas, há pelo menos dois pleitos, de crescer o quanto puder.

Há dois anos, o PSB foi a sigla que mais elegeu prefeitos na comparação com 2008. Saiu de 310 para 442.

Embora tenha sido superado em números absolutos pelo PMDB (1.024) e PSDB (702) foi, ao lado do PT (558 em 2008 e 635 em 2012), um dos poucos a avançar.

Com as novas aquisições passou a comandar o equivalente a 7,94% das mais de 5,5 mil prefeituras do país.

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Em 2010, o partido já havia surpreendido, ao sair da disputa nos estados em segundo lugar.

Elegeu seis governadores, ficando atrás do PSDB (oito), mas à frente do PMDB e PT, cada um com cinco.

A expansão conquistada naquele ano evidenciava o projeto socialista de disputar a Presidente da República.

Quatro anos depois, Eduardo Campos, presidente da legenda e eleito duas vezes governador de Pernambuco, está em campanha para o Planalto.

Até agora, segundo as pesquisas, não tem conseguido quebrar a polarização entre PT e PSDB.

De todo modo, ao se colocar para a disputa do mais alto cargo da República, o PSB demonstra que o seu projeto de expansão segue em frente.

Os consecutivos avanços nos números, pleito após pleito, são a prova.

E se a candidatura de Eduardo não vingar agora, há sempre uma próxima eleição para se ampliar espaços e votos.

Por essas e por outras é que a tese de que o PSB está plantando agora para colher em 2018 reaparece a todo momento.

Dilma e Eduardo caem, Aécio oscila para baixo e indecisos, brancos e nulos crescem: eleitor distante

pragmatismopolitico.com.br

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Brancos e nulos somam 17%, contra 16% constatados em maio. Indecisos que somavam 8% no mês passado, hoje são 13%.

A nova pesquisa Datafolha sobre a corrida presidencial revela que o maior crescimento mesmo está na denominado alienação eleitoral (a soma de brancos, nulos, indecisos).

São 30%, o maior índice de eleitores sem candidato à presidência desde a pré-campanha de 1989.

A realidade dos números indica que o eleitor não está nem um pouco satisfeito com o que menu de propostas e discurso dos pré-candidatos ao Planalto.

Aliás, os três principais concorrentes computam resultados negativos. A presidente Dilma Rousseff (PT) caiu de 37% em maio para 34% neste início de junho.Desde fevereiro, a presidente já caiu dez pontos porcentuais. No mesmo período, o pré-candidato do PSDB, senador Aécio Neves, também apresentou queda, de 20% para 19%. O pré-candidato do PSB, Eduardo Campos, decresceu de 11% para 7%.

Nesse cenário, que inclui as candidaturas de partidos nanicos, o pastor Everaldo (PSC) aparece com 4% (ante 3% em maio). José Maria (PSTU) tem 1%, Denise Abreu (PEN), 1%, Eduardo Jorge (PV), 1%.

No levantamento de maio, cada um tinha 1% de intenção de voto. Magno Malta (PR), que não havia sido incluído nas sondagens anteriores, soma 2% das intenções. Mauro Iasi (PCB), Levy Fidelix (PRTB), Eymael (PSDC) e Randolfe Rodrigues (PSOL) não pontuaram.

Segundo turnoNos cenários para o segundo turno, Dilma ganharia de Aécio de 46% contra 38%. Em maio, o placar era de 47% da petista contra 36% do tucano.

Quando o adversário é o pessebista Eduardo Campos, Dilma venceria de 47% contra 32%.

Em maio, esse cenário apontava 49% para a atual presidente contra 32% do ex-governador de Pernambuco.

Taxa de rejeiçãoA taxa de rejeição da presidente Dilma Rousseff é de 35%, mesmo nível em relação ao levantamento anterior. Aécio Neves e Eduardo Campos tem 29% de rejeição, ante 31% e 33%, respectivamente, na pesquisa anterior.

O levantamento do Datafolha foi feito entre 3 e 5 de junho com 4337 pessoas em 207 municípios do País. A pesquisa foi registrada no TSE sob o protocolo BR-00144/2014 e tem margem de erro máxima de 2 pontos porcentuais e nível de confiança de 95%. 1.56734.

Com informações da Folha de São Paulo.

Com a autonomia restaurada, Ministério Público Eleitoral prepara time de promotores para eleições

www.politicosdosuldabahia.com.br

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Com a autonomia devidamente restaurada pelo Supremo Tribunal Federal, o Ministério Público Eleitoral começa se preparar para a campanha deste ano.

Depois de recuperar, por 9 votos a 2, o direito de instaurar inquéritos ou solicitar diligências para apurar crimes eleitorais sem precisar de autorização de juiz eleitoral, a ordem é cair em campo a fim de ajustar o time para a batalha de 2014.

Em Pernambuco, uma cartilha contendo orientações sobre procedimentos e leis foi preparada e já está sendo distribuída entre os integrantes do Ministério Público estadual que atuarão na esfera eleitoral.

Ao longo de junho, procuradores e desembargadores eleitorais (da corte do TRE-PE) se reunirão com promotores e juízes para acertar os ponteiros da atuação conjunta.

“Queremos garantir um processo exitoso”, observa o procurador regional eleitoral de Pernambuco, João Bosco de Araújo Fontes Júnior.

Além de desrespeito às regras da propaganda, um dos crimes mais comuns – e de gravidade bem superior – em campanhas é o abuso de poder político e econômico.

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Uma denúncia baseada em tal infração pode render ação penal e, consequentemente, enquadramento na Lei da Ficha Limpa.

No estado, cerca de 200 promotores eleitorais, dos quais dez no Recife, estarão à frente da fiscalização do pleito.

A restrição da atuação do Ministério Público havia sido determinada, curiosamente, por resolução do TSE.

Pela regra, os juízes, além de ficar sobrecarregados, corriam o risco de decidir pela abertura de inquérito de modo superficial, recorrendo ao “juizo prévio”.

Mas mais grave é que a medida feria, a Constituição Federal que assegura ao MPE o poder de fiscalizar e apresentar ação penal.

Dilma volta ao estaleiro onde surgiu como pré-candidata em 2010 ao lado de Lula. Vem demarcar espaço em “terras de Eduardo”

Blenda Souto Maior/DP/D.A Press Presidente Dilma Rousseff faz a entrega oficial do navio Zumbi dos Palmares, no estaleiro Atlantico Sul, no Porto de Suape. Na foto, a presidente Dilma Rousseff e o governador Eduardo Campos (20.05.13)

Entrega oficial do navio Zumbi dos Palmares, no estaleiro Atlântico Sul, no Porto de Suape. Na foto, a presidente e o governador Eduardo Campos. Foto: Blenda Souto Maior/DP (20.05.13)

A presidente Dilma Rousseff vem fincar trincheira em “terreno inimigo”.

A terra que o ex-governador Eduardo Campos comandou por dois mandatos e da qual fez vitrine para as suas pretensões presidenciais, está na agenda da petista.

07/05/2010. Credito: Alcione Ferreira/DP/D.A Press

07/05/2010.  Foto: Alcione Ferreira/DP/D.A Press

Agora, tendo o socialista como opositor e concorrente na briga pelo Planalto, Dilma retorna com compromisso oficial.

Curiosamente, volta ao mesmo local em que, em maio de 2010, já desincompatibilizada do cargo de ministra, aparecia como pré-candidata à sucessão do presidente Lula.

07/05/2010. foto: Alcione Ferreira/DP

07/05/2010. foto: Alcione Ferreira/DP

E, coincidentemente, terá programa similar ao daquela época, quando foi lançado ao mar o primeiro navio do Estaleiro Atlântico Sul, no Porto de Suape.

Na ocasião, Eduardo, então governador preparando-se para disputar a reeleição, dividia a ribalta com Lula e com a então pré-candidata. Tudo na mais perfeita sintonia.

07/05/2010. foto: Alcione Ferreira/DP/D.A Press

07/05/2010. foto: Alcione Ferreira/DP/D.A Press

Agora, o socialista estará longe dos seus domínios. Mais precisamente em Brasília, onde lançará sua pré-candidatura.

Quatro anos depois, Dilma e Eduardo navegam em águas distantes ancoram em portos diferentes.

07/05/2010. Foto: Alcione Ferreira/DP/D.A Press

07/05/2010. Foto: Alcione Ferreira/DP/D.A Press

Ele, sem mandato e minimizando a atuação do governo federal em Pernambuco.

Ela, em busca de mais quatro anos no cargo, vem demarcar terreno no estado com o qual a União foi generosa.

Com Dilma na berlinda, apoio do PT não garante impulso automático a Armando. Porém, Lula pode equilibrar jogo em PE

Ricardo Stuckert/Instituto Lula

Ricardo Stuckert/Instituto Lula

O apoio do PT pernambucano à pré-candidatura do senador Armando Monteiro ao governo do estado é visto como um impulsionador inconteste do projeto do petebista.

Além das vantagens comuns às alianças, como tempo de TV e mobilização da militância, existe a garantia das presenças de Lula e da presidente Dilma Rousseff no palanque do senador. Isso sem falar no auxílio da máquina federal.

Todavia, a parceria é firmada num momento em que Dilma e o seu partido estão na berlinda por conta das denúncias de prejuízo bilionário na compra da refinaria de Pasadena (EUA), o que só acentua as recorrentes críticas à gestão da Petrobras.

O fato vem inflamando a oposição no Congresso, que quer instalar CPI e ouvir dirigentes e ex-dirigentes da empresa.

Paulo Paiva/DP/D.A Press.

Paulo Paiva/DP/D.A Press.

Também fundamenta discurso de pré-candidatos que se preparam para concorrer com a presidente em outubro. Afinal, eles encontraram um mote relevante para enfatizar deficiências de Dilma como administradora.

Se esse episódio tiver combustível – com licença do trocadilho – para queimar os planos de reeleição da petista, o embalo da candidatura de Armando pode ficar comprometido.

Tudo bem que Lula costuma ser bombeiro competente – mesmo fragilizado pelo escândalo do mensalão em 2005, conquistou o segundo mandato em 2006.

Miguel Angelo/Divulgacao. So

Miguel Angelo/Divulgacao. So

Mas, vale lembrar, Lula era o próprio candidato naquele ano. Não bastasse todo esse contexto negativo, existe a expectativa sobre novos protestos de ruas e o desempenho do país dentro e, principalmente, fora do campo na Copa (na organização do mundial deste ano).

Enfim, sobram variáveis que pesarão nessa história toda. O que não se pode deixar de reconhecer, contudo, é que o apoio do PT a Armando foi uma decisão extremamente benéfica para o petebista.

Alexandre Albuquerque/Divulgacao

Alexandre Albuquerque/Divulgacao

No mínimo, sua postulação chega a um patamar bem acima do que está hoje. E, diante da imponência da aliança liderada pelo governador Eduardo Campos, cujo candidato é o secretário da Fazenda, Paulo Câmara, ter o aval de Lula pode, quem sabe, trazer algum equilíbrio ao jogo.

Julio Lossio não receberá Eduardo e diz que governador e aliados correm risco de ser abatidos

Lossio e  Michel Temer - foto: PMDB

Lossio e Michel Temer – foto: PMDB

O prefeito de Petrolina, Julio Lossio (PMDB), não acompanhará Eduardo Campos (PSB) durante a visita que o governador fará à cidade nesta sexta-feira (21).

Diz que foi convidado, mas que já tinha compromisso agendado.

Lossio é dos poucos prefeitos a não integrar a base governista e a fazer oposição ao socialista.

Em 2008 e 2012, ele derrotou o PSB (e os candidatos do governador) nas disputas municipais.

As vitórias significaram revéses para o ex-ministro da Integração Nacional Fernando Bezerra Coelho, cujas bases estão em Petrolina.

FBC é um dos que irá com Eduardo. Ele integra a chapa majoritária governista para a disputa deste ano.

DP/D.A Press

DP/D.A Press

Concorrerá ao Senado ao lado do secretário estadual da Fazenda, Paulo Câmara,  escalado para disputar o governo.

Aliás, Câmara é integrante imprescindível da comitiva que estará no Sertão do São Francisco.

Pois Lossio, a quem, comenta-se, governistas estariam assediando, não nega nem confima um possível convite para aderir ao eduardismo.

Diz apenas que não se sente confortável em fazer travessia em direção  ao PSB, mas frisa que não “personifica” o PMDB petrolinenses e que, por isso, é preciso ouvir “os companheiros”.

Todavia, ele não esconde a afinidade com o palanque do senador Armando Monteiro (PTB), pré-candidato ao Palácio das Princesas em oposição ao governo.

Na última terça-feira (18) se reuniu em Brasília com o petebista e a presidente Dilma Rousseff, a quem apoiará na disputa pela eleição.

www.petrolina.pe.gov.br

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Não se posiciona sobre o fato de Petrolina ser alvo diferenciado de Eduardo nessa eleição, mas ressalta que não se sente desafiado eleitoralmente, uma vez que não é candidato a nada.

No entanto, não deixa de provocar ao afirmar que venceu o governador e seus aliados por duas vezes sem deixar de arrematar:

“Neste pleito quem corre o risco de ser abatido é o governador e seus aliados que são candidatos”.

Sobre o fato de FBC estar na chapa lembra que pensa muito diferente do ex-ministro e alfineta: “vejo na política uma oportunidade de servir e não dela se servir”.

Confira outras declarações do prefeito de Petrolina na entrevista a seguir, concedida por e-mail ao Blog:

Diario

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O senhor foi convidado para os compromissos que o governador cumprirá na sua cidade?

Sim. O gabinete me informou que recebeu convite.

Se foi, o senhor irá comparecer?

Não pois já tinha agenda fechada de compromissos.

Foi divulgado na imprensa – como informações de bastidores – que o deputado Raul Henry (PMDB) estaria agindo para convencer o senhor a aderir à base do governo e subir no palanque de Paulo Câmara. Houve algum contato de Henry com o senhor sentido? Algum outro político ligado a Eduardo procurou o senhor esse objetivo?

Raul é pessoa do bem. Todos nós gostamos muito dele. Sexta (amanhã, 21) teremos reunião do diretório municipal para fecharmos esta questão. Evidentemente não me sinto confortável em fazer travessia em direção  ao PSB. Contudo, não personifico o partido a nível municipal. Antes vamos ouvir nossos companheiros. Além de ouvir nosso Presidente Nacional, Valdir Raupp.

Existe alguma possibilidade de o senhor apoiar o candidato do governador?

Pela relação pessoal de confiança que tenho com Dr. João Lyra se fosse o escolhido estaríamos juntos. Claro. Estaria com João Lira para governador e Dilma -Temer para presidente.

O fato de o ex-ministro Fernando Bezerra Coelho ser candidato ao Senado coloca Petrolina no centro da disputa. Como senhor e o seu grupo político estão se preparando para reagir às investidas do governistas no município?

No momento estamos otimistas com os inúmeros investimentos que estamos realizando e e vamos continuar viabilizando. No período eleitoral, vamos colocar nossas posições, ideias e ideais para julgamento do povo. Tenho pautado minha vida pública no cuidado com as pessoas e de modo especial com os filhos dos mais simples e, francamente, vejo no movimento do ex-ministro de se lançar e lançar 2 filhos uma preocupação em pedir as pessoas que cuidem de seus filhos. Nisso pensamos muito diferente. Vejo na política uma oportunidade de servir e não dela se servir.

É certo que após duas derrotas (2008 e 2012) o PSB não cogita perder em Petrolina. O senhor tem consciência de que é alvo a ser batido pelo governador e seus candidatos?

Não. Não sou candidato agora. Nas duas que disputei venci o governador e seus aliados. Neste pleito quem corre o risco de ser abatido é o governador e seus aliados que são candidatos.

Um dia depois de o FEM ser reeditado em versão 2014, governo federal alerta prefeitos sobre prazo para obtenção de recursos

amupe.org

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Um dia depois de o governador Eduardo Campos reeditar em versão 2014 o pacote de bondade para prefeituras em Pernambuco (chamado Fundo dos Municípios – FEM), o governo federal reforçou informações para que gestores agilizem seus projetos para obter recursos da União.

O coordenador-geral do Sistema de Gestão de Convênios e Contratos de Repasse (Siconv), José Antonio de Aguiar Neto, alertou aos prefeitos para a aproximação do 21 de março, data final de envio das propostas e planos de trabalho para celebração de convênios e contratos de repasse provenientes das emendas parlamentares individuais.

O Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão publicou, no dia 7 de fevereiro, no Diário Oficial da União, portaria indicando como deve ser usado o Siconv, ferramenta oficial para gerenciar transferências de recursos, no caso de emendas parlamentares individuais, cuja execução foi tornada obrigatória pela Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de dezembro do ano passado.

A legislação deu prazo de quatro meses para que o órgão determinasse o procedimento para os repasses. A portaria estabelece, por exemplo, que a falta de indicação do beneficiário e do valor da emenda são impedimentos técnicos para a execução. Plano de trabalho não aprovado e a incompatibilidade do objeto proposto com a finalidade da ação orçamentária também são impedimentos. Informações da Agência Brasil

“O alerta é porque é um prazo reduzido, visto que antes esse processo ocorria ao longo do ano. Então, tinha-se um prazo de 12 meses e agora são apenas quatro meses para fazer a análise dos projetos. Os prefeitos vão ter de correr [para enviar os projetos], assim como os ministérios vão ter de correr para analisar os projetos em tempo hábil”, disse Aguiar Neto, que participou do Encontro Nacional de Municípios promovido pela Associação Brasileira de Municípios.