Câmara branca e dominada por clãs é retrato do quanto a sociedade inibe a formação de líderes negros e/ou independentes de DNA

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Nós, povo brasileiro, somos formados, de acordo com o Censo de 2010 do IBGE, por 50,7% de pretos e pardos. Em números, o percentual corresponde a mais de 101, 9 milhões de pessoas.

Todavia, na campanha deste ano a Justiça Eleitoral atestou um descompasso incômodo entre a realidade e a formação das chapas.

Num levantamento em que se perguntava aos candidatos sobre a cor da pele, 13.958 (55,03%) dos 25.366 inscritos para a disputa de cargos, se declararam brancos, enquanto 8.868 (34,96%) se disseram pardos e 2.344 (9,24%) informaram ser negros.

A apuração das urnas revelou uma distância ainda maior entre o quadro racial nacional e a representatividade.

Na Câmara, por exemplo, dos 513 deputados federais eleitos, 79,9% se declararam brancos; 15,7%, pardos e 4,29%, pretos, de acordo com o TSE.

Quer dizer, além da participação de não brancos nas chapas ser distante da realidade da sociedade, a taxa de sucesso das candidaturas desse segmento é baixíssima.

camara.gov.br

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Por exemplo, os 80% dos parlamentares eleitos saíram do universo de 42% de brancos que concorriam às vagas de deputado federal.

E mais grave: ao se confrontar esses dados com a informação de que 49% dos componentes da Câmara têm parentesco com algum político (ONG Transparência Brasil) vê-se que a discrepância tem conexão direta com a desigualdade social enraizada no país.

Os clãs que sempre deram as cartas na política seguem usufruindo do status quo do poder e permanecem como entrave para o surgimento de lideranças independentes de DNA e mais próximas do cidadão comum.

Esse desequilíbrio se impõe como pauta para discussões relacionadas à inclusão, oportunidades, participação na vida pública nacional, enfim.

Nesta quarta (19), a ministra da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, Luiza Bairros, startou a questão ao apontar a necessidade de se incluir a baixa representação de negros (e mulheres) no Parlamento no debate da reforma política.

É tema para ser evidenciado hoje, Dia Nacional de Consciência Negra, e em todos os outros.

Fim do empate técnico: no Datafolha, Dilma vai a 53% e Aécio soma 47% dos votos válidos. No Ibope, Dilma tem 54% contra 46% de Aécio

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Pela primeira vez nesse segundo turno a candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, aparece à frente de Aécio Neves (PSDB) e fora da margem de erro, segundo pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (23).

Contando apenas os válidos – excluindo brancos e nulos – Dilma soma 53% contra 47% de Aécio.

Quer dizer, o empate técnico no limite da margem de erro – dois pontos para maos e dois para menos – que vinha sendo verificado em levantamentos anteriores, desapareceu.

Na pesquisa Ibope, também divulgada nesta quinta, Dilma também surge na dianteira quando se considera apenas votos válidos. Tem 54% contra 46% de Aécio.

De acordo com o Datafolha, em votos totais, a petista alcança 48%, um ponto percentual a mais do que na sondagem da última terça-feira (21).

Já o tucano caiu um ponto, atingindo 42%. Brancos e nulos somam 5%. Outros 5% ainda se dizem indecisos.

Encomendado pela Rede Globo e pelo jornal Folha de S. Paulo, o levantamento ouviu 9.910 eleitores entre quarta-feira (22, quarta-feira, ontem) e quinta-feira (hoje, 23).

A pesquisa tem margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%. O registro no Tribunal Superior Eleitoral é BR-1162/2014.

A pesquisa Ibope foi encomendada pela TV Globo e pelo jornal “O Estado de S. Paulo”. No levantamento anterior, divulgado no dia 15, Aécio tinha 51% e Dilma, 49% dos votos válidos.

Considerando os votos totais – incluídos brancos e nulos – e dos eleitores que se declaram indecisos, a pesquisa aponta Dilma com 49% e Aécio, com 41%.

Branco e nulos totalizam 7% e Não sabe/não respondeu chegam a 3%.

O Ibope ouviu 3.010 eleitores em 203 municípios entre os dias 20 (segunda-feira) e 22 (quarta-feira) de outubro.

A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

O nível de confiança é de 95%, o que quer dizer que, se levarmos em conta a margem de erro de dois pontos, a probabilidade de o resultado retratar a realidade é de 95%.

A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-01168/2014.

Eleitor que não votou no 1º turno pode votar no 2º. Já o horário de verão não altera votação em PE, que será das 8h às 17h (hora local)

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O eleitor deve estar atento a dois aspectos no domingo (26), dia do segundo turno da eleição presidencial.

O primeiro diz respeito ao fato de quem não votou no primeiro estar apto a participar do segundo.

Outro ponto, é relacionado ao horário de verão. Como Pernambuco não é abrangido pela adiantamento dos relógios, a votação ocorrerá normalmente, das 8h às 17h, obedecendo o horário local.

O cidadão que deixou de votar no primeiro turno das eleições, seja por qual razão for, poderá participar normalmente do segundo turno.

De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), cada turno é considerado uma “eleição distinta”.

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Assim, mesmo que o eleitor não tenha votado ou justificado a ausênca no último dia 5 de outubro, deverá, no próximo dia 26, comparecer à sua sessão de votação e exercer, sem qualquer impedimento, o direito de voto.

Além do segundo turno da eleição para presidente da República em todo o país, os eleitores dos estados do Acre, Amazonas, Amapá, Rondônia, Roraima, Pará, Mato Grosso do Sul, Goiás, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e do Distrito Federal também irão às urnas no dia 26 para escolher o governador.

No primeiro turno, de 115,1 milhões de eleitores aptos a votar, 27,6 milhões não compareceram ou justificaram.

Mesmo votando normalmente no segundo turno, o eleitor terá até o dia 4 de dezembro para apresentar justificativa de ausência no cartório eleitoral de sua cidade.

O formulário está disponível no site do TSE e deve ser preenchido pelo próprio eleitor.

fsindical-rs.org.br

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Propaganda eleitoral – Independentemente de estar ou não no horário de verão, a transmissão da propaganda eleitoral gratuita no rádio e na TV em todos os estados seguirá o horário de Brasília.

Apuração – A divulgação do resultado das eleições para presidente da República no segundo turno só começará a partir das 20h, pelo horário de Brasília.

Isso porque, com a adoção do horário de verão, o estado do Acre ficará com três horas a menos de fuso horário em relação à capital do país.

Já os resultados do segundo turno para governador nos 13 estados e no DF começarão a ser divulgados logo após o término da votação em cada estado (17h, pelo horário local).

Nordeste: derrocada do família Sarney, no Maranhão, e novo revés para o carlismo na Bahia

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Flávio Dino (camisa amarela com listras escuras) venceu – facebook

O resultado das eleições no Nordeste reservou surpresas, fim de ciclos de grupos políticos e prolongamento de outros.

Na região onde a presidente Dilma Rousseff teve a melhor performance, com 59,58% dos votos – 16,3 milhões -, o PT conseguiu uma virada de última hora na Bahia, venceu também no primeiro turno no Piauí e vai disputar o segundo no Ceará.

Na Bahia, há que se destacar, o triunfo petista significou um novo revés para o carlismo (política nascida com o ex-governador Antônio Carlos Magalhães). Depois de retornar ao poder em 2012, com a conquista da Prefeitura de Salvador por ACM Neto (DEM), o grupo perdeu fôlego no estado e foi derrotado já no primeiro turno.

O PSB, que em 2010 conquistara o governo em quatro estados, encolheu. Elegeu Paulo Câmara em Pernambuco – prolongando o poderio dos Arraes/Campos – e permanece na briga pelo Executivo da Paraíba.

Já o PMDB, que há quatros anos fizera apenas um governador, avançou. Venceu em Alagoas e Sergipe, e permanece no páreo no Ceará e no Rio Grande do Norte.

O resultado mais impactante verificado na região, porém, foi obra do pequeno PCdoB: Flávio Dino derrotou os Sarney no Maranhão.

O grupo político liderado pelo senador e ex-presidente da República José Sarney concorreu com Lobão Filho (PMDB), herdeiro político do ministro das Minas e Energia e ex-governador, Edison Lobão.

Dino levou no primeiro turno. Obteve mais de 1,8 milhão de votos (63%), uma vantagem de mais de 800 mil para o peemedebista. O feito encerra uma hegemonia de 49 anos e abre um novo ciclo no estado, livrando-o do domínio familiar, aspecto que sempre reforçou traços de coronelismo na política maranhense.

Curiosamente, vem do PMDB um exemplo do quão a força do sobrenome continua a assegurar longevidade a grupos na política nordestina.

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Rui Costa surpreendeu e foi eleito de virada – facebook

Em Alagoas, Renan Filho foi eleito governador com mais de 52% dos votos. Ele é beneficiário direto do pai, senador Renan Calheiros, que desde 1978 está associado ao poder naquele estado.

Na Paraíba, Cássio Cunha Lima (PMDB) é outro representante da política do parentesco a ter destaque na eleição. Herdeiro do ex-governador Ronaldo Cunha Lima, disputa o segundo turno com o atual governador, Ricardo Coutinho (PSB). Tenta chegar ao terceiro mandato. O embate entre os dois, aliás, promete ser um dos mais sui generis do segundo turno. Isso porque o PSB caminha para apoiar o tucano Aécio Neves na fase final da corrida pelo Palácio do Planalto.

No Ceará, mais um grupo liderado por laços de sangue passará por um segundo teste no dia 26. Os Gomes, liderados pelos irmãos Cid (governador) e Ciro (ex-ministro), tentarão eleger Camilo Santana (PT).

Enfrentarão o senador Eunício Oliveira (PMDB). Os Gomes integravam o PSB, mas romperam com o ex-governador Eduardo Campos por discordarem da candidatura socialista à Presidência da República. Ambos defendiam a reeleição de Dilma e acabaram apoiando o PT cearense.

No Rio Grande do Norte, Henrique Eduardo Alves (PMDB), também líder de frente construída a partir de sobrenome, se submeterá, ele prório, às urnas no segundo turno. Atual presidente da Câmara dos Deputados, Alves medirá forças com o ex-vice-governador do estado, Robinson Faria.

Interesse
Diante desse cenário desenhado no primeiro turno, o Nordeste e os seus 38,2 milhões de votos – o segundo maior contigente entre as cinco regiões do país -  tendem a ser alvo de maior interesse de Aécio na campanha do segundo turno. No primeiro, o candidato tucano ignorou a região e acabou amargando um terceiro lugar, com 15,38% dos votos, ou 4,2 milhões.

O partido já cogita, inclusive, começar a campanha pelo Recife ainda nesta semana. Já o PT deve ter Pernambuco como prioridade, uma vez que este foi o único estado em que a presidente Dilma Rousseff não venceu no Nordeste. Marina Silva (PSB) ficou com 48% dos votos, contra 44% da petista. Teve quase 200 mil votos a mais que a presidente.

Acompanhe a cobertura da apuração dos votos e análises sobre os resultados no Diario de Pernambuco

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O Diario de Pernambuco está fazendo cobertura on line da apuração dos votos no estado.

Além de informações dos números, o eleitor pode acompanhar debate com notícias e análises com especialistas. Confira acessando o link abaixo:

http://www.diariodepernambuco.com.br/especiais/politica/eleicoes/

 

Eleitor deve levar 1 minuto e 14 segundos para votar. TSE estimula o uso de “cola” com números dos candidatos

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Os eleitores devem levar, em média, pouco menos de 1 minuto e 14 segundos para votar na urna eletrônica nas eleições deste ano.

A estimativa é baseada no pleito de 2010 e considera o tempo que o eleitor se identificou perante o mesário e se dirigiu à urna até o instante em que confirmou o último voto, para presidente da República.

Há quatro anos, os eleitores tiveram de escolher um candidato a mais do que em 2014. Votou-se para eleger dois senadores ou 2/3 das vagas, totalizando 54 senadores. Neste ano, vota-se apenas para escolher 1/3 das vagas, num total de 27 senadores.

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No próximo dia 5 de outubro, os brasileiros votarão para deputado estadual ou distrital, deputado federal, senador, governador e presidente da República. As informações são do site do TSE.

Eleições 2010O período de votação do eleitor na cabine nas eleições de 2010 foi de 1 minuto e 8 segundos.

O tempo total de 1 minuto e 14 segundos foi referente ao momento em que o eleitor se identificou (pela biometria ou pelo método tradicional), seguiu até a urna para votar e finalizou o procedimento com a confirmação do seu voto.

www.justicaeleitoral.jus.br

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Cola – Para facilitar o procedimento no dia da votação, a Justiça Eleitoral recomenda que o os eleitores levem o número de seus candidatos anotados em um papel. A  Justiça Eleitoral disponibiliza um documento que o eleitor pode imprimir e levar no dia da eleição, a cola eleitoral – obtenha AQUI.

PSB segue com plano de expansão. Só perde para o PT em nº candidatos nas eleições deste ano

psb

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O PSB fica atrás apenas do PT no número de candidatos para as eleições deste ano. Conta com com 1.284 (5,1% de 25,2 mil), contra 1.331 dos petistas (5,3%).

Este quadro reforça a estratégia adotada pelos socialistas, há pelo menos dois pleitos, de crescer o quanto puder.

Há dois anos, o PSB foi a sigla que mais elegeu prefeitos na comparação com 2008. Saiu de 310 para 442.

Embora tenha sido superado em números absolutos pelo PMDB (1.024) e PSDB (702) foi, ao lado do PT (558 em 2008 e 635 em 2012), um dos poucos a avançar.

Com as novas aquisições passou a comandar o equivalente a 7,94% das mais de 5,5 mil prefeituras do país.

psb

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Em 2010, o partido já havia surpreendido, ao sair da disputa nos estados em segundo lugar.

Elegeu seis governadores, ficando atrás do PSDB (oito), mas à frente do PMDB e PT, cada um com cinco.

A expansão conquistada naquele ano evidenciava o projeto socialista de disputar a Presidente da República.

Quatro anos depois, Eduardo Campos, presidente da legenda e eleito duas vezes governador de Pernambuco, está em campanha para o Planalto.

Até agora, segundo as pesquisas, não tem conseguido quebrar a polarização entre PT e PSDB.

De todo modo, ao se colocar para a disputa do mais alto cargo da República, o PSB demonstra que o seu projeto de expansão segue em frente.

Os consecutivos avanços nos números, pleito após pleito, são a prova.

E se a candidatura de Eduardo não vingar agora, há sempre uma próxima eleição para se ampliar espaços e votos.

Por essas e por outras é que a tese de que o PSB está plantando agora para colher em 2018 reaparece a todo momento.

Dilma e Eduardo caem, Aécio oscila para baixo e indecisos, brancos e nulos crescem: eleitor distante

pragmatismopolitico.com.br

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Brancos e nulos somam 17%, contra 16% constatados em maio. Indecisos que somavam 8% no mês passado, hoje são 13%.

A nova pesquisa Datafolha sobre a corrida presidencial revela que o maior crescimento mesmo está na denominado alienação eleitoral (a soma de brancos, nulos, indecisos).

São 30%, o maior índice de eleitores sem candidato à presidência desde a pré-campanha de 1989.

A realidade dos números indica que o eleitor não está nem um pouco satisfeito com o que menu de propostas e discurso dos pré-candidatos ao Planalto.

Aliás, os três principais concorrentes computam resultados negativos. A presidente Dilma Rousseff (PT) caiu de 37% em maio para 34% neste início de junho.Desde fevereiro, a presidente já caiu dez pontos porcentuais. No mesmo período, o pré-candidato do PSDB, senador Aécio Neves, também apresentou queda, de 20% para 19%. O pré-candidato do PSB, Eduardo Campos, decresceu de 11% para 7%.

Nesse cenário, que inclui as candidaturas de partidos nanicos, o pastor Everaldo (PSC) aparece com 4% (ante 3% em maio). José Maria (PSTU) tem 1%, Denise Abreu (PEN), 1%, Eduardo Jorge (PV), 1%.

No levantamento de maio, cada um tinha 1% de intenção de voto. Magno Malta (PR), que não havia sido incluído nas sondagens anteriores, soma 2% das intenções. Mauro Iasi (PCB), Levy Fidelix (PRTB), Eymael (PSDC) e Randolfe Rodrigues (PSOL) não pontuaram.

Segundo turnoNos cenários para o segundo turno, Dilma ganharia de Aécio de 46% contra 38%. Em maio, o placar era de 47% da petista contra 36% do tucano.

Quando o adversário é o pessebista Eduardo Campos, Dilma venceria de 47% contra 32%.

Em maio, esse cenário apontava 49% para a atual presidente contra 32% do ex-governador de Pernambuco.

Taxa de rejeiçãoA taxa de rejeição da presidente Dilma Rousseff é de 35%, mesmo nível em relação ao levantamento anterior. Aécio Neves e Eduardo Campos tem 29% de rejeição, ante 31% e 33%, respectivamente, na pesquisa anterior.

O levantamento do Datafolha foi feito entre 3 e 5 de junho com 4337 pessoas em 207 municípios do País. A pesquisa foi registrada no TSE sob o protocolo BR-00144/2014 e tem margem de erro máxima de 2 pontos porcentuais e nível de confiança de 95%. 1.56734.

Com informações da Folha de São Paulo.

Com a autonomia restaurada, Ministério Público Eleitoral prepara time de promotores para eleições

www.politicosdosuldabahia.com.br

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Com a autonomia devidamente restaurada pelo Supremo Tribunal Federal, o Ministério Público Eleitoral começa se preparar para a campanha deste ano.

Depois de recuperar, por 9 votos a 2, o direito de instaurar inquéritos ou solicitar diligências para apurar crimes eleitorais sem precisar de autorização de juiz eleitoral, a ordem é cair em campo a fim de ajustar o time para a batalha de 2014.

Em Pernambuco, uma cartilha contendo orientações sobre procedimentos e leis foi preparada e já está sendo distribuída entre os integrantes do Ministério Público estadual que atuarão na esfera eleitoral.

Ao longo de junho, procuradores e desembargadores eleitorais (da corte do TRE-PE) se reunirão com promotores e juízes para acertar os ponteiros da atuação conjunta.

“Queremos garantir um processo exitoso”, observa o procurador regional eleitoral de Pernambuco, João Bosco de Araújo Fontes Júnior.

Além de desrespeito às regras da propaganda, um dos crimes mais comuns – e de gravidade bem superior – em campanhas é o abuso de poder político e econômico.

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Uma denúncia baseada em tal infração pode render ação penal e, consequentemente, enquadramento na Lei da Ficha Limpa.

No estado, cerca de 200 promotores eleitorais, dos quais dez no Recife, estarão à frente da fiscalização do pleito.

A restrição da atuação do Ministério Público havia sido determinada, curiosamente, por resolução do TSE.

Pela regra, os juízes, além de ficar sobrecarregados, corriam o risco de decidir pela abertura de inquérito de modo superficial, recorrendo ao “juizo prévio”.

Mas mais grave é que a medida feria, a Constituição Federal que assegura ao MPE o poder de fiscalizar e apresentar ação penal.

Dilma volta ao estaleiro onde surgiu como pré-candidata em 2010 ao lado de Lula. Vem demarcar espaço em “terras de Eduardo”

Blenda Souto Maior/DP/D.A Press Presidente Dilma Rousseff faz a entrega oficial do navio Zumbi dos Palmares, no estaleiro Atlantico Sul, no Porto de Suape. Na foto, a presidente Dilma Rousseff e o governador Eduardo Campos (20.05.13)

Entrega oficial do navio Zumbi dos Palmares, no estaleiro Atlântico Sul, no Porto de Suape. Na foto, a presidente e o governador Eduardo Campos. Foto: Blenda Souto Maior/DP (20.05.13)

A presidente Dilma Rousseff vem fincar trincheira em “terreno inimigo”.

A terra que o ex-governador Eduardo Campos comandou por dois mandatos e da qual fez vitrine para as suas pretensões presidenciais, está na agenda da petista.

07/05/2010. Credito: Alcione Ferreira/DP/D.A Press

07/05/2010.  Foto: Alcione Ferreira/DP/D.A Press

Agora, tendo o socialista como opositor e concorrente na briga pelo Planalto, Dilma retorna com compromisso oficial.

Curiosamente, volta ao mesmo local em que, em maio de 2010, já desincompatibilizada do cargo de ministra, aparecia como pré-candidata à sucessão do presidente Lula.

07/05/2010. foto: Alcione Ferreira/DP

07/05/2010. foto: Alcione Ferreira/DP

E, coincidentemente, terá programa similar ao daquela época, quando foi lançado ao mar o primeiro navio do Estaleiro Atlântico Sul, no Porto de Suape.

Na ocasião, Eduardo, então governador preparando-se para disputar a reeleição, dividia a ribalta com Lula e com a então pré-candidata. Tudo na mais perfeita sintonia.

07/05/2010. foto: Alcione Ferreira/DP/D.A Press

07/05/2010. foto: Alcione Ferreira/DP/D.A Press

Agora, o socialista estará longe dos seus domínios. Mais precisamente em Brasília, onde lançará sua pré-candidatura.

Quatro anos depois, Dilma e Eduardo navegam em águas distantes ancoram em portos diferentes.

07/05/2010. Foto: Alcione Ferreira/DP/D.A Press

07/05/2010. Foto: Alcione Ferreira/DP/D.A Press

Ele, sem mandato e minimizando a atuação do governo federal em Pernambuco.

Ela, em busca de mais quatro anos no cargo, vem demarcar terreno no estado com o qual a União foi generosa.