Eduardo atacou o PMDB em janeiro. Agora, o partido se aproxima do socialista. Rolou perdão?

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Se decidir se aliar ao PSB, o PMDB estará, de certo modo, perdoando Eduardo.

Em janeiro, o partido não gostou de ter sido atacado fortemente pelo governador.

A um jornal de Sergipe, o governador afirmou que “há um grande risco para quem monta coalizão para governar quando a aliança política não corresponde à aliança social feita para ganhar a eleição”.

E mais: “acho que a expressão que o PMDB começa a tomar nessa aliança é muito maior do que o que o PMDB representa na sociedade brasileira e isso, um dia, é resolvido – ou pelos políticos ou pelo povo”.

A ficha está caindo: PT perde esperanças de ter Eduardo como aliado em 2014

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Se a realidade está clara para ambas as partes, o casamento há de ser desfeito. É o que se conclui diante da informação trazida pelo Estadão nesta quarta-feira.

O PT vai adimitindo que perdeu Eduardo Campos como parceiro e já não alimenta mais a possibilidade de tê-lo no palanque da reeleição de Dilma no próximo ano Veja:

Reunidos para discutir o cenário das eleições de 2014, integrantes da cúpula do PT já contam com a possibilidade de não terem o PSB como aliado na próxima disputa presidencial.

E apostaram num choque com o governador do Rio, Sergio Cabral, do PMDB.

O encontro ocorreu na noite de anteontem (segunda, 27), em Brasília, no apartamento do líder do PT no Senado, Wellington Dias (PI), e contou com a participação da maioria dos senadores do partido e com o presidente nacional da legenda, Rui Falcão.

O fim da união com o PSB deve-se ao fato de os petistas terem como certa a candidatura à presidência da República do governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB).

Comentário meu: O PT até então vinha tratando a pré-candidatura de Eduardo como projeto reversível, sem fôlego para ir adiante.

Mas começa a constatar que o socialista segue, como ele mesmo diz, com o pé no acelerador e sem deixar de criticar o governo federal. Agora, o Bolsa Família está no alvo.

No jantar o entendimento geral foi que “se fosse hoje, Eduardo seria candidato” e é com essa realidade que o partido trabalha a disputa de 2014.

Diante disso, petistas trataram de refazer os planos, agora sem Eduardo – que, aliás, será adversário de Dilma.

Agora, vamos combinar, o PSB, embora aliado fiel de Lula e Dilma (pelo menos até 2012), teve sempre pés e braços em alianças que o distanciava do PT em vários estados.

Está próximo do PSDB, principal oponente do petismo, em São Paulo, no Paraná, na Paraíba.

Portanto, o casamento que ora se desfaz, jamais foi plenamente sólido em todas as regiões do país.

Agora, quando a incompatibilidades de interesses se aguça naturalmente o “enlace” se defaz.

Como querer a cadeira de Dilma sem romper com o seu governo?

Crédito: DP

Crédito: DP

Quando entrevistei o ex-prefeito de Paulista Yves Ribeiro (PSB), há cerca de duas semanas, ele, que atualmente profere palestras sobre gestão municipal, fez questão de informar que a candidatura do governador Eduardo Campos (PSB) vem despertando curiosidade em todo lugar.

“No Maranhão (onde tem ido), os prefeitos querem saber tudo sobre ele”, disse. Um amigo mineiro chegou de Belo Horizonte na semana passada e também tratou de salientar que o socialista está na pauta de muita conversa pelas bandas de Minas.

Agora, surge a informação, aqui no Diario, de que Eduardo tenta atrair o secretário de Segurança do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame. O homem que idealizou as Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) seria candidato do PSB ao governo fluminense e abriria portas para o socialista naquele estado.

Em resumo, para onde se olha, o governador de Pernambuco aparece. O que incomodava o PT apenas no Nordeste se espalha para outras regiões. E, obviamente, a tensão entre PT e PSB está chegando ao limite.

A ampulheta do rompimento já está marcando o tempo. Até mesmo porque está ficando dúbio demais atacar o governo, como Eduardo vem fazendo, se mantendo na base da presidente petista.

E, diante do crescimento do interesse que seu nome vem despertando, como se apresentar como opção a Dilma se o PSB continua afiançando e ocupando cargos na gestão do PT?

O governador tem dito não querer adiantar o debate político. Mas o PSB, partido presidido nacionalmente por ele, já faz campanha real e virtual em prol da sua candidatura.

E aí, como fica? Como querer a cadeira de Dilma sem romper com o seu governo? Ou se explicita a oposição ao projeto do PT ou o discurso crítico pode perder força.

Eduardo chamaria Dilma para fazer o passo do xaxado ou dançaria só?

O prazo de validade da aliança entre o PSB, do governador Eduardo Campos, e o governo da presidente Dilma Rousseff (PT) está esgotando.

Nos últimos dias a corda foi esticada pelo socialista que fez qustão de engrossar críticas à gestão da petista, evidenciando ainda mais seus planos, não assumidos, de concorrer à cadeira que hoje Dilma ocupa.

É nesse clima de tensão, de conflitos de interesses e de fogo amigo queimando a relação que Eduardo recebe Dilma em Pernambuco nesta segunda-feira.

Vão, juntos, inaugurar uma adutora em Serra Talhada (Sertão). Também cortarão a fita de um trecho duplicado da BR-408, em São Lourenço, no Grande Recife.

Como está se inserindo cada vez mais na campanha, não é esquisito imaginar que o governador possa fazer uns passos de xaxado na terra de Lampião, durante a entrega da adutora.

Seria uma atitude condizente com quem não se intimidou a jogar vôlei sentado com deficientes físicos, domingo, em Boa Viagem.

Resta saber se ele dançaria sozinho ou convidaria a presidente para fazer uma coreografiazinha inspirada nas danças de Lampião e Maria Bonita.

Gibão de couro ela já tem. Ganhou quando esteve no Piauí inaugurando obras em janeiro.

Jarbas estaria disposto a brigar por novo mandato de senador

O senador Jarbas Vasconcelos (PMDB) não abre o jogo por enquanto.

Espera, obviamente, o projeto presidencial de Eduardo Campos amadurecer para assumir sua candidatura à reeleição.

Gente próxima a ele comenta, todavia, que o senador está disposto a continuar na vida pública e seguir exercendo mandatos.

Jarbas foi eleito senador em 2006, após oito anos no comando do governo de Pernambuco. Na época, era opositor ferrenho de Eduardo.

Agora, aliado do governador, entra na fila para a disputa do Senado na chapa que tende a ser encabeçada por um socialista.

Se o peemedebista ocupar mesmo espaço na chapa, resta saber se a reaproximação de Jarbas e Eduardo será aprovada pelos eleitores.

Em disputas recentes os dois grupos (com o ex-governador Miguel Arraes inclusive) protagonizaram embates dos mais beligerantes.

2014 precipitado: Eduardo e Lula caminham para o estranhamento?

Foto: Diario de Pernambuco

Há cerca de dez dias tratei da sintonia fina e firma que existe entre o governador Eduardo Campos (PSB) e o ex-presidente Lula (PT).

E, salientando os tantos anos de parceria, concluí que, mesmo defendendo projetos eleitorais antagônicos para 2014, os dois se entenderiam no final.

O desfecho da corrida presidencial que ora começa a esquentar está distante.

Mas as articulações atribuídas a Lula e ao PT para enfranquecer os planos de Eduardo apontam, no mínimo, para um provável estranhamento entre eles.

Se em 2012, o ex-presidente não moveu palha para minar a candidatura do socialista Geraldo Julio à Prefeitura do Recife – o que complicou a vida de Humberto Costa – desta vez, Lula parece disposto a mover o coqueiral inteiro para garantir a reeleição da presidente Dilma Rousseff. De preferência, no primeiro turno

Aliás, em 2010, quando lançou sua então ministra ao Planalto, agiu como pôde para tirar todas as barreiras do caminho.

O ex-ministro Ciro Gomes, que hoje age como um porta-voz petista na orquestração para enfraquecer o projeto de Eduardo, foi, inclusive, uma das peças removidas por Lula, com aval do goverrnador socialista, naquele ano.

Ciro tinha pretensão de concorrer à presidência pelo PSB, como hoje tem Eduardo.

Agora, ele assume uma postura afinada com Lula e já se tornou, pelo menos do ponto de vista de declarações, o grande aliado do PT contra o governador de Pernambuco.

Posiciona-se contra o próprio partido e, mesmo com pouca expressão do ponto de vista eleitoral – os seus domínios se limitam ao Ceará, governador pelo irmão Cid Gomes -, vem incomodando demais Eduardo.

O PSB, aliado de primeira hora do governo Dilma, já dá sinais de que pode romper com o PT.

Tudo o que foi dito sobre a solidez da relação de Lula e Eduardo estará por um fio? Pode ser.

Afinal, eleições separam aliados-irmãos e juntam adversários-inimigos com a mesma facilidade.

Ainda mais quando se sabe que o PT quer manter a polarização com o PSDB por, certamente, achar mais fácil derrotar os tucanos mais uma vez.

Leia mais aqui sobre o estremecimento entre PSB e PT em matéria do Diario, assinada por Tércio Amaral.

Paulo Câmara e os atributos para ser o 1º da lista da sucessão

Será ele o escolhido? // Foto:Helder Tavares/DP/D.A Press

Além do governador Eduardo Campos, quem brilhou no seminário com prefeitos, em Gravatá, foi o secretário da Fazenda, Paulo Câmara.

Responsável pela criação do fundo que repassará recursos para os municípios, teve seu nome lançado a governador por gestores presentes no evento.

A “menção honrosa”, contam os bastidores palacianos, causou ciumeira em potenciais concorrentes e fez surgir a questão: mais um técnico ganhará lugar em chapa majoritária governista?

A pergunta deve pesar, principalmente, sobre a cabeça de políticos tarimbados interessados em entrar na disputa pela sucessão do Campo das Princesas.

Afinal, numa aliança gigantesca, repleta de nomes testados e com longo currículo em cargos eletivos, não há alguém capacitado a preencher os pré-requisitos para ser o candidato do governo? Quem sabe?

O certo é que depois da aposta – exitosa – em Geraldo Julio para a disputa da Prefeitura do Recife, o PSB tem argumentos para lançar mão do mesmo expediente em 2014.

Aliás, a colunista Marisa Gibson já tratou da questão em janeiro e revelou que o próprio Geraldo pode estar sendo preparado para entrar na corrida pelo Executivo estadual.

Há, porém, quem resista a esta tese por duvidar que os socialistas entregarão dois anos de gestão no Recife ao PCdoB.

A partir desse ponto é que cresce a expectativa em torno do nome de Câmara.

Como Geraldo, ele atua com destaque em área estratégica da administração socialista, tem juventude, não carrega vícios da política partidária e mantém sintonia plena com Eduardo Campos.

Tem muitos atributos para ser o primeiro na lista da sucessão. Alguém duvida?

Brasília: fantasmas, alianças, bônus e danos

Renan, Sarney, Collor e outros personagens do gênero são a prova de que no Brasil fantasmas vivem e continuam a assustar o país.

O pior é que essas criaturas ampliam o poder conquistado no voto por meio das negociatas realizadas nas coxias de Brasília.

Ali, as doenças que as urnas teimam em disseminar, tornam-se sempre mais agudas. Igualmente frustrante é observar a presidente Dilma Rousseff avalizar e aplaudir a vitória de Renan na disputa pela presidência do Senado.

Óbvio que é interessante ter um aliado no comando da Casa, mas é contraditório ver alguém que, depois de passar 2011 “varrendo” a corrupção do governo, festejar o êxito de um ficha-suja.

Esta situação traz de volta o debate sobre o preço da governabilidade. Quando algum político se associa a outro, colocando a aliança acima de tudo, da ética inclusive, a conta uma hora chega. Pode demorar, mas ela vem.

O resultado do mensalão, por exemplo, custou, mas apareceu. E aí, pode-se prantear e ranger dentes, algum estrago há de se administrar. O PT e o ex-presidente Lula que o digam.

Embora partido e líder tenham feito uma cruzada para desmerecer a atuação do Supremo Tribunal Federal (STF), a história não pode ser mudada.

A condenação existe e sobre a imagem de muitos petistas pesa a mancha da culpa.

Aliança PT-PMDB envelheceu, segundo o PSB pernambucano

O PSB, ninguém se engane, seguirá, sempre que lhe for interessante, atacando o PMDB.

Consequentemente, alimentará mais uma tese sobre o futuro do governador Eduardo Campos.

Agora, entra na lista a ideia de que Eduardo está agindo para ficar com a vaga de vice na chapa de reeleição de Dilma Rousseff.

Depois de o governador ter afirmado que o PMDB tem espaço superdimensionado no governo em confronto à sua real representatividade na sociedade, aparece novo ataque.

O presidente do PSB de Pernambuco, Sileno Guedes, aponta envelhecimento na aliança entre PT, de Dilma e o PMDB do vice, Michel Temer.

Veja o que ele disse à repórter Aline Moura, do Diario, nesta terça, durante o anúncio da construção das Upinhas pelo prefeito do Recife Geraldo Julio:

“Acho que o projeto nacional que começou a ser desenhado pelos partidos de esquerda, pelo presidente Lula, pelo governador Miguel Arraes e tantos outros que deram sua contribuição. Cada um ao seu tempo. Agora é preciso se reencontrar dentro do que vai se buscar”

O que pode significar esse “cada um a seu tempo”? Estará o PSB passando um recado de que a novidade da vez, a que interessa ao país, é Eduardo Campos?

O complemento segue por esse caminho:

“Na verdade, esse é um momento muito mais de reflexão, de se buscar alternativas, do que ficar se discutindo, achando que se pode contar voto juntando meia dúzia de partidos políticos”.

Estamos apenas em janeiro de 2013, mas observa-se que o calendário eleitoral é mero detalhe.

Alianças que hoje servem de garantias ao governo de Dilma – inclusive o próprio PSB – começam a ser questionadas pelos socialistas.

O quadro pode estar confuso. Pode parecer que alguém esteja cuspindo no prato em plena refeição e que o fogo amigo não há de ter fim.

Todas as conclusões são plausíveis. Afinal, o jogo em questão é pela sucessão presidencial, o cargo maior República, poder em última instância.

Trata-se, portanto, de um campeonato de de time profissionais.

O problema é que boa parte dos atletas estão no mesmo lado do campo. E PT, PMDB e o PSB são titulares absolutos.

Vão sobrar trombadas e há de faltar bola pra tanto jogador.

Com a aliança entre Eduardo e Jarbas, Baile do Siri tende a reduzir caráter de “foco de resistência” ao governismo

siriPor anos, o baile do Siri Na Lata foi o quartel-general da oposição às seguidas gestões PT no Recife e de Eduardo Campos no governo do estado.

Fazia inclusive contraponto ao Baile Municipal, evento máximo da folia governista.

Pois este ano, com a adesão do senador Jarbas Vasconcelos (PMDB) ao socialismo e a chegada do PSB à prefeitura da capital, o Siri deve ter reduzido, pelo menos no plano local, o caráter de “foco de resistência” à situação.

Os bem humorados protestos carnavalescos que sempre marcaram o baile do Siri serão direcionados preferencialmente ao PT e ao governo federal.

Na imagem (divulgação), se observa que os petistas econdenados no julgamento do mensalão serão um dos alvos este ano.

Agora, fica a expectativa se, após a aproximação com Jarbas, o governador Eduardo Campos incluirá a prévia do crustáceo na sua agenda de carnaval.

Ainda sobre carnaval, será curioso observar como será feita a divisão de espaço entre o prefeito Geraldo Julio e o governador Eduardo Campos no Baile Municipal deste ano, o primeiro a ter o PSB comandando estado e capital.

Diferentemente de outros anos, os camarotes destinados aos gestores – em cima o governador, embaixo o prefeito – devem ser praticamente um só. Afinal, a lista de convidados deve ser a mesma.