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O PSB, ninguém se engane, seguirá, sempre que lhe for interessante, atacando o PMDB.
Consequentemente, alimentará mais uma tese sobre o futuro do governador Eduardo Campos.
Agora, entra na lista a ideia de que Eduardo está agindo para ficar com a vaga de vice na chapa de reeleição de Dilma Rousseff.
Depois de o governador ter afirmado que o PMDB tem espaço superdimensionado no governo em confronto à sua real representatividade na sociedade, aparece novo ataque.
O presidente do PSB de Pernambuco, Sileno Guedes, aponta envelhecimento na aliança entre PT, de Dilma e o PMDB do vice, Michel Temer.
Veja o que ele disse à repórter Aline Moura, do Diario, nesta terça, durante o anúncio da construção das Upinhas pelo prefeito do Recife Geraldo Julio:
“Acho que o projeto nacional que começou a ser desenhado pelos partidos de esquerda, pelo presidente Lula, pelo governador Miguel Arraes e tantos outros que deram sua contribuição. Cada um ao seu tempo. Agora é preciso se reencontrar dentro do que vai se buscar”
O que pode significar esse “cada um a seu tempo”? Estará o PSB passando um recado de que a novidade da vez, a que interessa ao país, é Eduardo Campos?
O complemento segue por esse caminho:
“Na verdade, esse é um momento muito mais de reflexão, de se buscar alternativas, do que ficar se discutindo, achando que se pode contar voto juntando meia dúzia de partidos políticos”.
Estamos apenas em janeiro de 2013, mas observa-se que o calendário eleitoral é mero detalhe.
Alianças que hoje servem de garantias ao governo de Dilma – inclusive o próprio PSB – começam a ser questionadas pelos socialistas.
O quadro pode estar confuso. Pode parecer que alguém esteja cuspindo no prato em plena refeição e que o fogo amigo não há de ter fim.
Todas as conclusões são plausíveis. Afinal, o jogo em questão é pela sucessão presidencial, o cargo maior República, poder em última instância.
Trata-se, portanto, de um campeonato de de time profissionais.
O problema é que boa parte dos atletas estão no mesmo lado do campo. E PT, PMDB e o PSB são titulares absolutos.
Vão sobrar trombadas e há de faltar bola pra tanto jogador.