Desempenhos de Eduardo e Dilma no país terão influência direta na campanha em Pernambuco

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Na coluna Diario Político desta sexta-feira (11) Marisa Gibson traz, no comentário a seguinte conclusão:

A gestão de Dilma e a de Eduardo, suas performances na campanha presidencial, com crescimento e quedas nas pesquisas, terão influência decisiva no resultado da eleição em Pernambuco“.

Pois bem. A afirmação faz todo sentido. Prefeitos e lideranças que hoje superlotam o palanque do pré-candidato da Frente Popular, Paulo Câmara (PSB), podem não resistir ao crescimento da presidente Dilma Rousseff nas pesquisas.

Caso isso aconteça, as chances de vitória da petista no primeiro turno aumentarão, o que certamente atrairá muita gente. Possibilidades de êxito nas urnas sempre é chamariz para gestores e vereadores.

Esse quadro tende a beneficiar a candidatura do senador Armando Monteiro (PTB) ao governo estadual.

O mesmo se dará, caso Eduardo deslanche e sua candidatura ganhe corpo. Os que hoje apoiam o projeto petebista podem migrar em direção ao palanque socialista.

Em suma, a corrida presidencial terá conexão direta com a disputa pelo Executivo de Pernambuco.

O que ocorrerá além das fronteiras estaduais poderá ditar ritmo e mesmo promover guinadas na campanha. O fator nacional, enfim, será variável das mais importantes.

Armando reforça palanque, ganha tempo de TV e ignora isolamento pretendido pelo PSB. E o PP ainda pode aderir

Armando vai desenhado – e reforçando – o palanque. Depois de o PT assegurar apoio à sua pré-candidatura ao governo do estado e confirmar, nesta segunda (07.04), o nome de João Paulo para o Senado, o PRB aderiu ao projeto.

Teresa Maia/DP/D.A.Press

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A legenda representa parte da comunidade evangélica, principalmente a Igreja Universal do Reino de Deus. Tem também presença no segmento sindical.

O presidente estadual do PRB, Carlos Geraldo, afirmou que o partido se sentirá mais à vontade com Armando Monteiro do que com Paulo Câmara.

“Fomos em busca de quem nos dará a chance de participar de um projeto político”, discursou no anúncio da adesão nesta segunda-feira (07.04).

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O PRB se junta ao PTB, PT, PSC e PROS. A expectativa é atrair ainda o PP – que, por enquanto, mantém planos de lançar a vereadora Michele Collins para governadora.

Na sua conta do Face, Armando escreveu que o PRB tem características que “nos interessam muito, que nos faz valorizar ainda mais essa participação deles na nossa aliança”.

Lembra ainda que “o presidente da Força Sindical de Pernambuco, que é uma das principais centrais sindicais no Estado, Aldo Amaral, é candidato a deputado federal pelo partido”.

E complementa, acrescentando é que “o bispo Ossésio Silva (também préc-candidato à Assembleia), hoje suplente de deputado estadual, é uma liderança evangélica de peso. Vamos juntos!”.

Adesões siginificam mais tempo de TV e maior potencial para reforças as ruas.

E a chegada de mais um partido no palanque petebista é sinal de que o empenho da Frente Popular (aliança governista) de atrair o máximo de siglas para deixar Armando isolado, surtiu algum efeito, mas não obteve êxito pleno.

Com informações de Franco Benites, do Diario

Com Eduardo fora do governo, PTB e PT começam a fazer a contagem regressiva para a vinda de Lula?

Miguel Angelo/Divulgacao. So

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Com a renúncia de Eduardo Campos do governo para se dedicar de corpo e alma à corrida ao Planalto, estaria aberta a contagem regressiva para a vinda do presidente Lula a Pernambuco?

A indagação surge porque sobraram informações de que Lula evitaria visitar o estado com Eduardo no mandato para não ter o risco de o governador ir recebê-lo.

Oficialmente, isso não foi confirmado, mas também não foi negado.

Portanto, ele poderia estar se preparando para desembacar por aqui a fim de respaldar a pré-candidatura do senador Armando Monteiro (PTB) ao governo estadual.

Ricardo Stuckert/Instituto Lula

Ricardo Stuckert/Instituto Lula

O petebista já conta com o apoio oficial do PT e, obviamente, espera a presença do maior cabo eleitoral do partido para contribuir com o seu projeto.

Então, com Eduardo longe do Campo das Princesas Lula virá? Ou será que a história de 2012 se repetirá? O PT voltará a fazer anúncios de visita que não se confirmarão?

Naquele ano, quando o PT concorria à Prefeitura com o senador Humberto Costa, o ex-presidente vivia de viagem marcada para Pernambuco, mas só na boca dos aliados.

Simplesmente, Lula nem mesmo sobrevoou o Recife.  O PSB, ainda integrante da base do governo Dilma, concorreu e venceu com Geraldo Julio.

Desta vez, com os socialistas na oposição e a presidente Dilma Rousseff candidata à reeleição, será esquisito se ele não aparecer. Petistas e petebistas já devem estar contado as horas.

Falta de ânimo vista entre petistas, no domingo, “recuou” nessa segunda

Fatos & fotos

Um dia atrás do outro,  e o PT pernambucano viveu momentos bem distintos no que diz respeito à empolgação:

facebook/reprodução

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No momento do anúncio do apoio do PT ao senador Armando Monteiro (PTB), nesse domingo (23), a animação passou longe da mesa (acima).

divulgação/PTB

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Já nesta segunda (24), quando os petistas se reuniram com o petebista para lhe informar oficialmente a decisão o clima era outro.

Até mesmo o tradicional “ritual” com o qual políticos costumam celebrar alianças – mãos dadas e erguidas – pode ser visto.

Claro que nem tudo são flores: João Paulo e João da Costa mantiveram distância regulamentar.

Eduardo Campos minimiza e usa ironia para avaliar apoio do PT a Armando Monteiro (PTB): “tu acha?”

Nando Chiappetta/Esp.DP/D.A Press

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Ao invés de emitir opinião, o governador Eduardo Campos fez uma pergunta quando questionado sobre o que achava da aliança feita entre PT e PTB em Pernambuco.

“Tu acha?”, disse.

A “resposta-pergunta” é comum em diálogos informais nessas bandas e pode ser compreendida como: “vê se pode?”, “tem cabimento?” e por aí vai.

Ou ainda, simplesmente, expressa desprezo, uma vez que, pelo tom que normalmente acompanha a frase, é algo que nem deve ser considerado.

Campos falou com a imprensa após participar de ato em comemoração ao Dia Internacional da Mulher, realizado nesta segunda-feira (24) no Centro de Convenções, em Olinda.

Curiosamente, PT e PTB eram partidos integrantes da Frente Popular até poucos meses atrás.

Armando Monteiro (PTB) e Humberto Costa (PT) dividiram, inclusive, a chapa majoritária com Eduardo em 2010.

Foram candidatos ao Senado quando o socialista disputou a reeleição de governador. A chapa foi 100% vitoriosa.

Com informações de Aline Moura e Felipe Barros, do Diario

Com Dilma na berlinda, apoio do PT não garante impulso automático a Armando. Porém, Lula pode equilibrar jogo em PE

Ricardo Stuckert/Instituto Lula

Ricardo Stuckert/Instituto Lula

O apoio do PT pernambucano à pré-candidatura do senador Armando Monteiro ao governo do estado é visto como um impulsionador inconteste do projeto do petebista.

Além das vantagens comuns às alianças, como tempo de TV e mobilização da militância, existe a garantia das presenças de Lula e da presidente Dilma Rousseff no palanque do senador. Isso sem falar no auxílio da máquina federal.

Todavia, a parceria é firmada num momento em que Dilma e o seu partido estão na berlinda por conta das denúncias de prejuízo bilionário na compra da refinaria de Pasadena (EUA), o que só acentua as recorrentes críticas à gestão da Petrobras.

O fato vem inflamando a oposição no Congresso, que quer instalar CPI e ouvir dirigentes e ex-dirigentes da empresa.

Paulo Paiva/DP/D.A Press.

Paulo Paiva/DP/D.A Press.

Também fundamenta discurso de pré-candidatos que se preparam para concorrer com a presidente em outubro. Afinal, eles encontraram um mote relevante para enfatizar deficiências de Dilma como administradora.

Se esse episódio tiver combustível – com licença do trocadilho – para queimar os planos de reeleição da petista, o embalo da candidatura de Armando pode ficar comprometido.

Tudo bem que Lula costuma ser bombeiro competente – mesmo fragilizado pelo escândalo do mensalão em 2005, conquistou o segundo mandato em 2006.

Miguel Angelo/Divulgacao. So

Miguel Angelo/Divulgacao. So

Mas, vale lembrar, Lula era o próprio candidato naquele ano. Não bastasse todo esse contexto negativo, existe a expectativa sobre novos protestos de ruas e o desempenho do país dentro e, principalmente, fora do campo na Copa (na organização do mundial deste ano).

Enfim, sobram variáveis que pesarão nessa história toda. O que não se pode deixar de reconhecer, contudo, é que o apoio do PT a Armando foi uma decisão extremamente benéfica para o petebista.

Alexandre Albuquerque/Divulgacao

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No mínimo, sua postulação chega a um patamar bem acima do que está hoje. E, diante da imponência da aliança liderada pelo governador Eduardo Campos, cujo candidato é o secretário da Fazenda, Paulo Câmara, ter o aval de Lula pode, quem sabe, trazer algum equilíbrio ao jogo.

Apoio de Lossio a Armando reforça a sina de Petrolina: ser “calo” para o governismo

facebook-reprodução

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A ida do governador Eduardo Campos a Petrolina, na última sexta-feira, fez parte da extensa agenda que o socialista vem cumprindo a poucos dias de deixar a gestão. Mas o compromisso não foi mais um.

O município, localizado a 730 quilômetros do Recife, é dirigido por Julio Lóssio (PMDB) – um dos poucos prefeitos de oposição no estado -, além de ser a terra natal e base eleitoral do pré-candidato ao Senado na chapa governista, ex-ministro Fernando Bezerra Coelho (PSB).

Prefeitura de Petrolina

Prefeitura de Petrolina

Ali, embora Eduardo tenha conquistado 102.257 votos (89,6%) quando concorria a reeleição em 2010, o PSB amargou derrotas em 2008 e 2012 na disputa municipal.

Portanto, embora disponha do trunfo de ter um nome “nativo” na majoritária, Petrolina não deve ser terreno fácil para a aliança governista este ano.

Lóssio, por exemplo, já age para ampliar o palanque do senador Armando Monteiro (PTB), pré-candidato de oposição ao governo, reforçando o município como incógnita para as alianças governistas.

facebook/reprodução

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Na sexta-feira passada (21), enquanto Eduardo visitava obras de abastecimento e cortava a fita do projeto de ampliação do saneamento da cidade, ao lado do seu pré-candidato ao governo, secretário da Fazenda, Paulo Câmara (PSB), o PMDB local ratificava, de forma unânime, o apoio ao petebista.

Foi aprovado ainda o respaldo à reeleição da presidente Dilma Rousseff e à eventual pré-candidatura do deputado João Paulo (PT) ao Senado.

O partido, presidido pela primeira-dama, Andrea Lóssio, seguiu à risca os planos traçados pelo prefeito, que ainda conseguiu atrair os diretórios do PMDB de Serra Talhada, Petrolina, Salgueiro e Araripina.

A situação caracteriza um racha no partido, uma vez que, em nível estadual, o PMDB integra a coligação governista, apoiará as candidaturas de Câmara e a postulação de Eduardo ao Planalto.

www.petrolina.pe.gov.br

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Mas, nos discursos que fez na cidade, Eduardo, que se despede da gestão para se dedicar com exclusividade à sua pré-candidatura, tratou de outros temas. Optou por destacar obras feitas durante seu governo em Petrolina.

Elencou a interiorização do ensino superior, a melhoria nas escolas e na saúde, e a construção da UPAE. E enfatizou que isso tudo foi executado porque não perdeu tempo com “política baixa”.

Não houve reações ao fato de o prefeito não ter acompanhado a visita governamental. Também não foram registradas provocações relacionadas ao fato de o município ter gestão oposicionista.

A postura é vista como natural. Afinal, a pré-campanha está em curso e o momento é de agregar e não de acirrar ânimos. Além do mais, Petrolina se ressente de jamais ter tido um governador eleito – o único petrolinense a chegar ao Executivo estadual foi Nilo Coelho, entre 1967 e 1971, mas foi indicado pela ditadura militar (biônico).

Entrar no embate local só corroboraria a prevalência metropolitana no que diz respeito à ocupação do Palácio do Campo das Princesas ao longo da história. Mexeria numa ferida que pode explicar uma certa independência do município diante do poder central como também os reveses socialistas.

A Frente Popular, a despeito dos espinhos na relação “Litoral versus Sertão”, está preocupada, mesmo, é em assegurar espaço na região.

Após perder os representantes da base na Assembleia, já age para “repor peças”. É o caso de Lucas Ramos, filho do ex-deputado e atual conselheiro do TCE Ranilson Ramos, que se candidatará ao Legislativo estadual.

“Ficamos sem representante do Sertão do São Francisco. Odacy Amorim (PT) e Adalberto Cavalcanti (PTB), que eram da nossa base, hoje não são mais. Temos que nos preocupar com a renovação”, frisa o presidente estadual do PSB, Sileno Guedes.

Em 2002 – A resistência de Petrolina ao governismo não se deu apenas com o PSB ao longo da gestão de Eduardo Campos.

Em 2002, quando concorria à reeleição para o governo do estado, o hoje senador Jarbas Vasconcelos (PMDB) foi derrotado por Humberto Costa, atualmente senador, que na época tentava o Executivo estadual.

O petista ficou com 52,4% dos votos e o Jarbas com 43%. A diferença foi a maior entre os 15 municípios de Pernambuco onde o peemedebista perdeu naquela disputa.

PP ganha Chesf, garante apoio a Dilma e a João Paulo (Senado), mas não confirma presença no palanque de Armando

Sergio Figueiredo/Divulgacao.

Sergio Figueiredo/Divulgacao.

Fechadíssimo com a presidente Dilma Rousseff, o PP segue, em Pernambuco, decidido a lançar a candidatura da vereadora Michele Collins ao governo do estado.

Ainda que o projeto não deva ter lá muito fôlego, a ordem é reafirmar aos quatro cantos que a candidatura é para valer.

A destinação do comando da Chesf ao PP pode até não ter como contraponto o apoio do partido aos planos PT em Pernambuco.

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Todavia, não há dúvida que os petistas irão costurar para que o deputado federal Eduardo da Fonte e seus aliados estejam no seu palanque – seja a candidatura do senador Armando Monteiro (PTB) ou um nome próprio para a disputa do Palácio das Princesas.

Da Fonte, que é presidente do PP estadual, diz que as negociações sobre a Chesf foram feitas pela direção nacional com o governo federal.

E informa que o PP de Pernambuco apenas dará o aval sobre o nome escolhido para dirigir a companhia.

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Quer dizer, desconversa e insiste em afirmar que Michele segue no páreo. “Vamos estar no palanque da presidente Dilma, apoiar a candidatura de João Paulo ao Senado, mas teremos candidatura própria”, salienta.

Armando, que espera confirmado o apoio do PT à sua postulação, tem expectativa também de que o comando do PT lhe assegure outros apoios, a exemplo do PP.

Por sinal, Eduardo da Fonte espera um sinal de Lula para ir encontrá-lo em São Paulo. Na pauta estarão eleições 2014 com destaque padra a aliança PP/PT e a disputa em Pernambuco.

Julio Lossio não receberá Eduardo e diz que governador e aliados correm risco de ser abatidos

Lossio e  Michel Temer - foto: PMDB

Lossio e Michel Temer – foto: PMDB

O prefeito de Petrolina, Julio Lossio (PMDB), não acompanhará Eduardo Campos (PSB) durante a visita que o governador fará à cidade nesta sexta-feira (21).

Diz que foi convidado, mas que já tinha compromisso agendado.

Lossio é dos poucos prefeitos a não integrar a base governista e a fazer oposição ao socialista.

Em 2008 e 2012, ele derrotou o PSB (e os candidatos do governador) nas disputas municipais.

As vitórias significaram revéses para o ex-ministro da Integração Nacional Fernando Bezerra Coelho, cujas bases estão em Petrolina.

FBC é um dos que irá com Eduardo. Ele integra a chapa majoritária governista para a disputa deste ano.

DP/D.A Press

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Concorrerá ao Senado ao lado do secretário estadual da Fazenda, Paulo Câmara,  escalado para disputar o governo.

Aliás, Câmara é integrante imprescindível da comitiva que estará no Sertão do São Francisco.

Pois Lossio, a quem, comenta-se, governistas estariam assediando, não nega nem confima um possível convite para aderir ao eduardismo.

Diz apenas que não se sente confortável em fazer travessia em direção  ao PSB, mas frisa que não “personifica” o PMDB petrolinenses e que, por isso, é preciso ouvir “os companheiros”.

Todavia, ele não esconde a afinidade com o palanque do senador Armando Monteiro (PTB), pré-candidato ao Palácio das Princesas em oposição ao governo.

Na última terça-feira (18) se reuniu em Brasília com o petebista e a presidente Dilma Rousseff, a quem apoiará na disputa pela eleição.

www.petrolina.pe.gov.br

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Não se posiciona sobre o fato de Petrolina ser alvo diferenciado de Eduardo nessa eleição, mas ressalta que não se sente desafiado eleitoralmente, uma vez que não é candidato a nada.

No entanto, não deixa de provocar ao afirmar que venceu o governador e seus aliados por duas vezes sem deixar de arrematar:

“Neste pleito quem corre o risco de ser abatido é o governador e seus aliados que são candidatos”.

Sobre o fato de FBC estar na chapa lembra que pensa muito diferente do ex-ministro e alfineta: “vejo na política uma oportunidade de servir e não dela se servir”.

Confira outras declarações do prefeito de Petrolina na entrevista a seguir, concedida por e-mail ao Blog:

Diario

Diario

O senhor foi convidado para os compromissos que o governador cumprirá na sua cidade?

Sim. O gabinete me informou que recebeu convite.

Se foi, o senhor irá comparecer?

Não pois já tinha agenda fechada de compromissos.

Foi divulgado na imprensa – como informações de bastidores – que o deputado Raul Henry (PMDB) estaria agindo para convencer o senhor a aderir à base do governo e subir no palanque de Paulo Câmara. Houve algum contato de Henry com o senhor sentido? Algum outro político ligado a Eduardo procurou o senhor esse objetivo?

Raul é pessoa do bem. Todos nós gostamos muito dele. Sexta (amanhã, 21) teremos reunião do diretório municipal para fecharmos esta questão. Evidentemente não me sinto confortável em fazer travessia em direção  ao PSB. Contudo, não personifico o partido a nível municipal. Antes vamos ouvir nossos companheiros. Além de ouvir nosso Presidente Nacional, Valdir Raupp.

Existe alguma possibilidade de o senhor apoiar o candidato do governador?

Pela relação pessoal de confiança que tenho com Dr. João Lyra se fosse o escolhido estaríamos juntos. Claro. Estaria com João Lira para governador e Dilma -Temer para presidente.

O fato de o ex-ministro Fernando Bezerra Coelho ser candidato ao Senado coloca Petrolina no centro da disputa. Como senhor e o seu grupo político estão se preparando para reagir às investidas do governistas no município?

No momento estamos otimistas com os inúmeros investimentos que estamos realizando e e vamos continuar viabilizando. No período eleitoral, vamos colocar nossas posições, ideias e ideais para julgamento do povo. Tenho pautado minha vida pública no cuidado com as pessoas e de modo especial com os filhos dos mais simples e, francamente, vejo no movimento do ex-ministro de se lançar e lançar 2 filhos uma preocupação em pedir as pessoas que cuidem de seus filhos. Nisso pensamos muito diferente. Vejo na política uma oportunidade de servir e não dela se servir.

É certo que após duas derrotas (2008 e 2012) o PSB não cogita perder em Petrolina. O senhor tem consciência de que é alvo a ser batido pelo governador e seus candidatos?

Não. Não sou candidato agora. Nas duas que disputei venci o governador e seus aliados. Neste pleito quem corre o risco de ser abatido é o governador e seus aliados que são candidatos.

Afiando a aliança PT/PTB: após se encontrar com Dilma, Armando se reúne com João Paulo e Rui Falcão

Divulgação

As caras não estão lá muito animadas, mas eles estão tratando de aliança – Divulgação

O apoio do PT à pré-candidatura do senador Armando Monteiro (PTB) ao governo vai sendo costurado.

Na tarde desta quarta-feira em Brasília, Armando se reuniu com o deputado federal João Paulo (PT), cujo nome é cogitado para disputar o Senado, e o presidente nacional do PT, Rui Falcão para tratar de eleição.

Por 40 minutos, eles falaram sobre os rumos a serem tomados em Pernambuco com relação ao pleito estadual, além da conjuntura nacional.

Nesta quinta (20) o Diretório Nacional do PT se reúne para discutir o assunto com outras lideranças estaduais.

Nesta quarta-feira o ex-prefeito do Recife João da Costa (PT) – que integra o bloco que resistia o rompimento de relações com o PSB de Eduardo Campos – afirmou que irá apoiar o petebista na disputa pelo governo do estado.

A decisão será formalizada no Encontro de Tática Eleitoral do PT, que ocorre entre sábado (22) e domingo (23).

Naqueles dias do PT-PE define se apoia Armando ou se lançará candidatura própria ao governo estadual.

Com informações da assessoria de João Paulo