Campanhas em PE administram disparidades entre realidade e discurso. Ordem é minimizar as dificuldades

Aluisio Moreira/Divulgacao

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A campanha para governador em Pernambuco chegou a um momento em que a realidade dos bastidores vive em disparidade com os discursos.

Se a notícia é negativa, então, as defesas são preparadas para que se dissipe qualquer indício de prejuízo para os candidatos.

As dificuldades de gestão da Frente Popular, por exemplo, vêm sendo postas na conta da necessária renovação de quadros.

Do mesmo modo, a troca de comando de alguns setores é vista como medida natural para um partido que toca duas campanhas majoritárias simultaneamente.

Já as queixas sobre equívocos são atribuídas a aliados que estariam observando o rumo do vento para, mais adiante, decidir o caminho a seguir.

Alexandre Albuquerque/Divulgacao

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Se Paulo Câmara crescer, ficam onde estão. Do contrário, poderão partir para outra. Enfim, tudo é visto como efeito dessa fase da corrida eleitoral.

Não há tempo ou clima para mea culpa ou reflexões sobre os fatores que, somados, podem explicar obstáculos: candidato desconhecido, ausência de Eduardo Campos, nomes com vivência eleitoral cuidando das suas candidaturas proporcionais e etc.

Do outro lado, na campanha da aliança Pernambuco Vai Mais Longe, comandada por Armando Monteiro, os rumores da falta de recursos ressurgem.

Já há inclusive especulação sobre insatisfações expressas por candidatos diante da pouca estrutura.

Dentro da coligação, todavia, a informação é que tudo o que foi contratado foi pago.

E que se há uma sensação de escassez é decorrência da comparação que se faz com a punjança financeira da Frente.

Quer dizer, da porta pra dentro, casa desarrumada; da porta pra fora, bela fachada.

Movimento combate, pela internet, propaganda eleitoral em áreas destinada a pedestres

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Assessores da coligação Pernambuco Vai Mais Longe, de Armando Monteiro (PTB), detectaram, nas redes sociais, a existência de mobilizações de combate à propaganda de rua.

Diálogos indicam que a ocupação de ruas, praças e calçadas com publicidade tem plena reprovação.

Até mesmo uma logomarca estimulando ataques a cavaletes (imagem ao lado) tem sido compartilhada. O recado está mais do que dado.

Realidades como esta explicam, em parte, a decisão de a campanha de Armando ao governo do estado ter decidido por não utilizar cavaletes e bandeiras em locais públicos.

Só serão utilizados, durante caminhadas e outras atividades públicas de campanha.

Com trilha sonora de Fábio Jr, Armando e Paulo Câmara pedirão voto no FIG nessa sexta-feira (25)

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Por questões político-eleitorais, o Festival de Inverno de Garanhuns deste ano não tem sido terreno fértil para campanhas.

Nesta sexta-feira (25), porém, Armando Monteiro, candidato ao governo pela oposição, circulará por lá ao lado do prefeito aliado Izaías Régis (PTB).

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Curiosamente, Paulo Câmara (PSB), concorrente governista, também irá ao evento no mesmo dia.

O risco de eles se esbarrarem nos camarotes é alto. Assim como é grande a possibilidade de se ver os dois acompanhando o coro da multidão no hit-chiclete Alma Gêmea, de Fábio Júnior, principal atração da noite.

Afinal, é hora de mostrar sintonia com o que comove o povão.

Marília informa que mais lideranças do PSB anunciarão apoio a Armando Monteiro

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Marília Arraes abriu o caminho.

Pelo menos outras cinco lideranças do PSB, do interior e Região Metropolitana devem aderir ao palanque de Armando Monteiro nos próximos dias.

A informação é da própria vereadora, que, ressalta, sido procurada por muitos insatisfeitos.

Filiada ao PSB, sigla presidida nacionalmente pelo primo e candidato ao Planalto, Marília desembarcou dos projetos eleitorais do partido após o comando da legenda lhe tirar as condições de concorrer a Câmara dos Deputados.

Prima de Eduardo, ela anunciou na semana passada que votará em Armando e em Dilma Roussef para a Presidência da República.

Recuo na campanha de rua de Armando gera especulações: é falta de recurso ou trata-se de tática para expor Câmara negativamente?

Alexandre Albuquerque/Divulgacao

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A decisão tomada pela candidatura de Armando Monteiro de retirar bandeiras e cavaletes das ruas com pouco mais de duas semanas de campanha suscita toda ordem de questões e especulações.

A campanha tem pouco dinheiro? O fato de o PTB nacional apoiar Aécio Neves ao mesmo tempo em que Armando tem Dilma e PT no palanque levou o partido a lhe fechar as torneiras?

Armando estaria usando a escassez de recursos para ganhar respaldo junto aos eleitores cansados de tanta de propaganda nas calçadas?

Ou seja, estaria fazendo do limão uma limonada, transformando a falta de material numa bandeira por uma campanha limpa?

Alexandre Albuquerque/Divulgacao

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Estaria aproveitando a situação para jogar a população contra o oponente Paulo Câmara, que segue ocupando espaços públicos com bandeiras e cavaletes?

Se o problema for falta de recursos, significa que ele não está conseguindo atrair doações de financiadores contumazes no estado?

O prestígio do senador com o empresariado estaria abalado?

A falta de doações seria consequência de uma eventual pressão do PSB e do governador Eduardo Campos sobre as empresas para que não destinem recursos à campanha petebista?

Se mesmo com recursos, Armando tenha, de fato, optado pela saída das ruas como forma de “respeitar” à população, não estaria correndo o risco de perder espaço para Câmara?

A retirada é uma estratégia para esfriar a campanha? Afinal, essa saída poderia ser interessante para o petebista, uma vez que ele está bem à frente nas pesquisas.

Por fim, o fato de o senador está sendo associado à continuidade do governo Eduardo – como informou a coluna Diario Político no sábado (19) – o teria levado a recolher material de campanha, uma vez que não pode aparecer ao lado do ex-governador?

E, por outro lado, ele estaria tentando impedir que Paulo Câmara continue a se expor ao lado Eduardo? Nos bastidores do PSB, poucos acreditam que a conduta de Armando tenha a ver com poucos recursos.

Mesmo sem saber com clareza quais as razões para o “arrefecimento” da campanha de rua do PTB, o que se tem de certeza é que a assessoria jurídica de Paulo Câmara já tratou de acionar o TRE para garantir o direito de ocupar calçadas com a propaganda dos socialista.

A previsão de gastos de campanha de Armando foi calculada em R$ 30 milhões.

Já a declaração de bens do senador, feita com base no imposto de renda dele, subiu de R$ 1,2 milhões para R$ 14,9 milhões, comparando com o valor declarado na eleição de 2010.

O aumento foi justificado pela assessoria da campanha petebista em razão de uma espécie de herança antecipada que o candidato recebeu do pai, Armando Monteiro Filho.

Paulo Câmara não é visto como nome de “continuidade” e Eduardo prioriza disputa em Pernambuco

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O acirramento da campanha para governador em Pernambuco, medido principalmente no volume de denúncias e ataques de Paulo Câmara (PSB) a Armando Monteiro (PTB), vem merecendo uma interpretação curiosa nos bastidores da disputa.

Pesquisas feitas por ambos os blocos teriam constatado que o eleitor quer a continuidade do ambiente positivo que há hoje em Pernambuco, mas não identifica, pelo menos até agora, o candidato socialista como o nome para tal missão.

Já Armando, eleito senador na chapa que reelegeu Eduardo Campos para o governo do estado em 2010, seria associado ao prolongamento do governo em curso. Mesmo estando na oposição, sua candidatura não é vista como ruptura, o que significa que o PSB não tem o monopólio da continuidade.

PSB-divulgação

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A intensidade e a variedade de investidas estariam sendo encaradas como uma estratégia da Frente Popular para tentar reverter esse quadro. Há quem veja excesso de ansiedade ou mesmo desespero.

Na aliança governista, já se comenta que caso a tática não dê resultado, Eduardo Campos, mentor da candidatura de Câmara, desacelerará sua agenda da corrida ao Planalto e priorizará a disputa de Pernambuco.

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Não estaria disposto a correr o risco de não eleger o sucessor. Um revés aqui, após oito anos no poder. pode ter um simbolismo forte demais para quem tem plano de chegar ao Planaltol. As vindas do ex-governador ao estado estão bem mais frequentes do que na pré-campanha. Neste sábado (19) ele pediu voto ao lado de Câmara em Palmares e Escada.

Uma explicação – A situação do PSB é inédita: ter um candidato majoritário à Presidência e ao governo do estado em um mesmo ano eleitoral. Historicamente, padrinho que lança afilhado desconhecido costuma não concorrer a nada, mas cola no candidato para transferir prestígio e votos. Foi assim com Maluf e Pitta em São Paulo (1996), Lula e Dilma (2010) e com o próprio Eduardo e Geraldo Julio, no Recife (2012).

PTB e PSB exercitam o que há de mais improdutivo no fim de uma relação : priorizar a desforra

O comentário da coluna Diario Político desta terça-feira (15) refere-se às sequelas do fim da relação entre PSB e PTB, hoje em campos opostos em Pernambuco.

Se hoje os socialistas acusam Armando Monteiro de ser “patrão”, receberam festivamente com o apoio dele em 2006 e 2010 para eleger Eduardo Campos.

E se Armando classifica Paulo Câmara de “apadrinhado”, é bom lembrar que em 2012, o seu PTB reforçou o palanque de Geraldo Julio na campanha pela Prefeitura do Recife.

Assim como Câmara, Geraldo é “invenção” e afilhado de Campos. Então…  É difícil  apagar o passado, quando todo mundo sabe o que eles fizeram no verão passado.

Bom, vamos ao comentário:

Desforra x propostas

DP

DP

Sabe aquele casal que depois de anos de comunhão se separa e expõe suas diferenças publicamente?

É mais ou menos esse contexto que se desenha na campanha pelo governo de Pernambuco entre as candidaturas de Paulo Câmara (PSB), da Frente Popular, e de Armando Monteiro (PTB), da coligação Pernambuco Vai Mais Longe.

Oponentes após sete anos de aliança, eles (e seus respectivos correligionários) estabelecem um embate em que críticas de ordem pessoal são priorizadas.

Tudo o que eventualmente poderia incomodar, mas era assimilado por conta dos interesses do “casamento”, vira defeito e é exposto na vitrine da corrida eleitoral.

Dentro desse padrão de conduta, já vimos o confronto “patrão versus apadrinhado” e agora nos deparamos com a “brincadeira de filho de rico” rebatida com argumentos que mesclam “subordinação” e “obediência cega”.

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Ao mesmo tempo, as acusações de uso de máquina destinadas a Câmara são respondidas com a lembrança do envolvimento do PTB no escândalo dos shows fantasmas em 2009, quando o partido ocupava a secretaria estadual de Turismo.

Quer dizer, temas que se mantiveram submersos nas águas da conveniência começam a vir à tona banhados em mágoa.

Os dois grupos, como se vê, agem como indivíduos que, aproveitando o fato de ter gozado da confiança do ex-consorte, selecionam “podres” para jogar no ventilador da disputa.

Com esse ressentimento todo alimentando o jogo do poder, discursos fundamentados em propostas acabam apenas coadjuvando nesse script escrito com a pena da desforra.

Histórico de “ausências” de Lula, pode transformar anúncio de visita do ex-presidente agenda negativa para Armando

Erik Molgora/Divulgacao

Erik Molgora/Divulgacao

Apoiada por Lula, a campanha de Armando Monteiro (PTB) ao governo começa a administrar a expectativa sobre a visita do ex-presidente a Pernambuco em agosto.

Como sempre é colocada no âmbito das possibilidades, a agenda que poderia ser positiva, sofre com o risco de virar um estorvo.

Em 2012, pelo menos quatro vezes se ventilou a vinda do ex-presidente. E, Lula, como se sabe, não deus as caras por aqui.

Daniel diz que ficará neutro na disputa de governador, mas, como os demais concorrentes, fará dobradinhas bem flexíveis

Edvaldo Rodrigues/DP/D.a Press

Edvaldo Rodrigues/DP/D.a Press

Daniel Coelho (PSDB), que concorre a vaga de deputado federal, informa que vai propor ao eleitor uma discussão sobre representatividade, – sem mapa de loteamento – nas mãos.

Diz querer debater propostas e não divisão de votos. “Não tenho municípios. Espero poder encontrar espaço além dessa repartição”.

O deputado tucano diz que além da própria candidatura e dos que fazem dobradinha com ele na estadual, se dedicará à campanha de Aécio Neves em Pernambuco.

Para o governo, reitera que, mesmo com o PSDB na Frente Popular, permanecerá neutro.

E diz que, caso decidisse apoiar Paulo Câmara, certamente estaria com bases e apoio de prefeitos. Porém, frisa, optou por outro caminho.

A especulação de que o tucano estaria disposto a subir no palanque de Armando Monteiro (PTB), é rechaçada por ele.

Todavia, entre os candidatos a estadual que farão dobradinha com Daniel existem petebistas.

Mas, é bom lembrar, a coerência entre palanques para governo e os apoios na proporcional não existe.

Portanto, o que mais se vê é deputado federal da base do governo em parceria com deputado federal da oposição.

De todo modo, há que se destacar, a Juventude do PSDB anunciou nessa terça-feira (08) aderiu à candidatura de Armando.

Temporada de debate com candidatos a governador será aberta na próxima segunda-feira (14.07)

lide

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Na segunda-feira, 14, dia seguinte à final da Copa, o Lide Pernambuco abre, com Paulo Câmara, a temporada de debates com candidatos ao governo do estado.

Ele será ouvido durante 30 minutos. Falará sobre “agenda de desenvolvimento para PE”.

Em seguida, responderá a perguntas de 150 líderes empresariais e jornalistas convidados. No dia 28, será a vez de Armando.

PSol – Já o candidato a governador do PSol, Zé Gomes agendou para o dia 17 o lançamento da série de encontros Diálogos Pernambucanos.

O primeiro debate, que será transmitido pela internet, faz parte da construção coletiva do programa de governo do partido.