Humberto perde força e pode enfrentar mesmo descarte sofrido por Marta: PT precisa se reinventar

humbertoAinda na pré-campanha do Recife, Humberto Costa era excluído de qualquer relação de prefeituráveis por ser considerado imprescindível para a presidente Dilma Rousseff no Senado.

Era o porta-voz do Planalto e homem das missões espinhosas, como a relatoria do processo de quebra de decoro do senador Demóstenes Torres (sem partido-GO).

Pois, agora, candidato derrotado na disputa do Recife, o petista retomou as atividades parlamentares em baixa, segundo avaliam aliados.

Além do revés eleitoral propriamente dito, a ausência do ex-presidente Lula do seu palanque e a falta de um gesto de Dilma em favor da sua candidatura, agravaram a situação.

Como ficará sua relação com a cúpula do partido e com comando do governo federal é uma incógnita.

Principalmente porque ele estaria disposto a fazer oposição a Eduardo Campos enquanto petistas de alto escalão querem preservar a aliança com o presidente nacional do PSB.

Soma-se isso o fato de Humberto, sempre colocado como nome majoritário para disputas em Pernambuco, correr o risco de enfrentar, no futuro, o mesmo descarte sofrido por Marta Suplicy este ano em São Paulo.

Afinal, o partido apostou na renovação para continuar conquistando espaços de poder. E deu certo. Fernando Haddad foi eleito prefeito da capital paulista, município que é o maior colégio eleitoral do país.

Aliás, o PT pernambucano, além das eternas desavenças, está em crise no que se refere à formação de novos quadros. Portanto, reinventar-se deve ser o verbo a ser conjugado pelo partido no estado. Do contrário, é tchau e bênção.

Eduardo não foi ao Ceará por uma razão simples, mas reveladora: não foi convidado pelos Gomes (Cid e Ciro)

A estranha ausência do governador Eduardo Campos na campanha de Roberto Claudio à Prefeitura de Fortaleza (CE) tem uma explicação. Singela por sinal.

Presidente nacional do PSB, Eduardo não foi à capital cearense simplesmente por não ter sido convidado.

Em todos os municípios nos quais cumpriu agenda de cabo eleitoral do partido nesta campanha do segundo turno, o governador atendeu ao chamamento do partido.

Em relação a Fortaleza, onde o governador Cid Gomes e seu irmão Ciro Gomes apadrinham a candidatura de Roberto Claudio, tal convocação não foi feita.

A suspeita que paira nas hostes socialistas é que os irmãos não querem dividir com Eduardo os louros de uma possível vitória do prefeiturável socialista.

Há tempos, como já afirmado em post anterior, o pernambucano e os cearenses estão distanciados.

E, nesta história, o que os Gomes menos querem é ver Eduardo ser apontado como responsável ou co-responsável por um eventual êxito de Claudio.

O que se comenta nos bastidores socialistas é que os cearenses ainda não digeriram o descarte da candidatura de Ciro à Presidência da República em benefício do projeto petista que acabou elegendo Dilma Rousseff em 2010.

Por isso mesmo, fala-se também, os Gomes estariam trabalhando contra o plano de Eduardo de concorrer ao Planalto em 2014.

Tanto que Cid já discordou publicamente da intenção do governador pernambucano, cujo nome tem aparecido em todas as análises de cenários relacionados à sucessão.

Principalmente porque atribui-se a Eduardo o crescimento eleitoral conseguido pelo PSB nas eleições deste ano.

Os “Gomes brother’s” correm, portanto, o risco de ficar isolados no partido. E, se Roberto Claudio não vencer poderão ficar também enfraquecidos politicamente.

Depois de ir a cinco estados, Eduardo não tem agenda para Fortaleza, onde o PSB está no 2º turno. Que acontece?

Roberto Claudio (de branco), com Ciro (de preto) e Cid Gomes (de rosa)

 

A campanha deste segundo turno vai até sábado. E até agora nenhum sinal de que o governador Eduardo Campos irá à Fortaleza (CE), reforçar a candidatura socialista a prefeitura municipal.

O PSB está no páreo com Roberto Claudio, que disputa com o petista Elmano de Freitas.

Eduardo já esteve em Uberaba (MG), São Luís (MA), Cuiabá (MT), Campinas (SP), Petrópolis (RJ) fortalecendo palanques socialistas.

Curiosamente todos os destinos são bem mais distantes do que a capital cearense.

Mesmo faltando quatro dias para a eleição, na agenda do governador não existe viagem programada para Fortaleza, segundo informa sua assessoria.

Eduardo fez campanha em Petrópolis (RJ) nesta terça-feira

 

Eduardo é presidente nacional do PSB.  O fato de ele não ter ido e de não ter plano de aparecer no Ceará reforça as especulações de que ele quer manter distância dos comandantes do PSB da terra de Iracema, o governador Cid Gomes e seu irmão Ciro Gomes.

Não se sabe se Eduardo estaria dando uma resposta a Cid por ele ter se posicionado há pouco dias contra uma eventual candidatura do pernambucano à Presidência da República em 2014 ou se a indiferença resulta da soma de desavenças acumuladas ao longo dos anos.

Em 2010, durante a campanha presidencial, respaldando a campanha da então candidata do PT, Dilma Rousseff, e atendendo a um pedido de Lula, Eduardo rifou a candidatura de Ciro, que, na época, se posicionava para a corrida ao Planalto.

Agora, essa ausência do governador de PE na campanha fortalezense surge mais uma suspeita de que os PSB´s daqui e o de lá rezam por cartilhas distintas.

Mas este distanciamento é tão acentuado a ponto de Eduardo abrir mão de lutar pela vitória de um socialista que disputa justamente com o PT? É a pergunta que não quer calar.

Aliás, o mesmo Lula que articulou o impedimento de Ciro em 2010 esteve em Fortaleza nesta terça em campanha em favor de Elmano de Freitas.

Lá, o ex-presidente provocou os socialistas e especificamente Eduardo e seu projeto de concorrer ao Planalto em 2014.

Lula lançou Dilma Rousseff candidata à reeleição e disparou: “Tenho que falar pouco e tomar muita água para que eu possa estar curado para, em 2014, estar fazendo campanha para Dilma se reeleger presidente da República deste país”, disse.

Resumo: da mesma maneira que Lula não deu as caras no Recife no 1º turno, deixando o então prefeiturável petista Humberto Costa (PT) na saudade, Eduardo Campos parece não estar disposto a ir a Fortaleza.

Porém, Lula não apareceu porque não quis confrontar Eduardo, mentor da candidatura de Geraldo Julio, que acabou eleito prefeito do Recife.

Já o governador pernambucano não deve ir ao Ceará porque não estaria mais se bicando com os Gomes (estaria, quem sabe, torcendo pelo êxito da candidatura petista. Vai saber).

Vale lembrar ainda que Geraldo Julio também cumpriu agenda de cabo eleitoral em Petrópolis e Campinas, mas, para Fortaleza, não se sabe se ele foi convocado.

Foto: www.facebook.com/robertoclaudio40

Tem domicílio eleitoral em município com 2º turno e vai estar em PE no domingo? Saiba onde justificar a ausência

Em Pernambuco não haverá segundo turno. Mas eleitores que votam em municípios onde a segunda fase vai ocorrer e estiverem por aqui no próximo domingo (dia da eleição), precisarão justificar a ausência.

Para quem estará foram do domicílio eleitoral, o Tribunal Regional Eleitoral colocará à disposição postos exclusivos de justificativas.

Caso o eleitor não faça a justificativa no domingo, terá o prazo de 60 (sessenta) dias para fazê-la, em dias úteis, em qualquer cartório eleitoral do país.

Postos Exclusivos de Justificativa no dia 28/10/2012:

1 – Antiga sede do TRE, na av. Rui Barbosa, 320, Graças, Recife/PE (2 urnas), sob a responsabilidade da 8ª Zona Eleitoral de Recife;
2 – Praia de Porto de Galinhas em Ipojuca/PE (5 urnas), sob a responsabilidade da 16ª Zona Eleitoral de Ipojuca;
3 – Terminal Integrado de Passageiros – TIP (1 urna), sob a responsabilidade da 118ª Zona Eleitoral de Jaboatão dos Guararapes;
4 – Aeroporto Internacional dos Guararapes (7 urnas), sob a responsabilidade da 149ª Zona Eleitoral de Recife;
5 – Gaibu no Cabo de Santo Agostinho (5 urnas), sob a responsabilidade da 121ª Zona Eleitoral do Cabo;
6 – Fernando de Noronha (4 urnas), no local indicado pelo posto de atendimento ao eleitor da 4ª ZE.

O requerimento de justificativa pode ser impresso previamente pelo site do TRE-PE.

Cúpula do PT é só queixas a Dilma: acham que ela sumiu no 1º turno e apenas se blindou no caso do mensalão

dilmaAlém de ver aliados como o governador Eduardo Campos iniciar debate sobre assuntos espinhosos para o governo, como o estrangulamento da vida financeira dos municípios, a presidente Dilma Rousseff tem mais abacaxi para descascar.

Ela foi colocada  na berlinda pelo próprio partido. A cúpula petista está chateada com o sumiço da presidente no 1º turno. Incomoda também o silêncio de Dilma em relação ao julgamento do mesalão.

É o que conta Tereza Cruvinel na coluna publicada pelo Diario nesta quinta-feira:

No encontro que tiveram nesta quarta-feira, o ex-presidente Lula e sua sucessora, Dilma Rousseff, tratariam do segundo turno. Certamente, da participação dela, que foi modestíssima no primeiro turno.

Ainda que a conversa tenha ficado só nisso, está começando a tomar forma, dentro do PT, uma insatisfação com o que chamam de “egoísmo da Dilma”.

No primeiro turno, ela foi apenas a São Paulo, a pedido de Lula, e a Belo Horizonte, onde a candidatura petista foi articulada por ela mesmo.

E, ao longo do julgamento do chamado mensalão, acham os petistas que ela esteve mais preocupada em se blindar.

Dilma, na verdade, não poderia fazer nada e até chegou a corrigir o relator Barbosa por uma citação descontextualizada de seu depoimento sobre o tema.

Mas esse é o ambiente no PT. E como Dilma vai precisar do partido e dos aliados se quiser se eleger, terá que começar a fazer afagos e buscar recomposições.

Aí está o PR do ex-ministro Alfredo Nascimento, que não apenas negou apoio à candidata Vanessa Grazziotin (PCdoB) em Manaus contra o tucano Arthur Virgílio, como proclama, sempre que pode, ter sido “maltratado” pela presidente.

Serra não desiste nunca… Veio a PE de olho em 2014

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O comparecimento de José Serra à festa de aniversário de 64 anos do presidente nacional do PSDB, deputado Sérgio Guerra, acabou se constituindo no fato político mais relevante do evento realizado na noite de quinta-feira na cobertura do parlamentar, em Piedade (Jaboatão dos Guararapes).

Nem mesmo a ida do prefeito do Recife, João da Costa (PT), recorrente alvo de ataques dos tucanos, foi páreo para o impacto provocado pela presença do ex-governador de São Paulo.

Distanciados desde o fim da campanha de 2010, quando o PSDB amargou o terceiro insucesso consecutivo na corrida pelo Palácio do Planalto, Serra e Guerra estão em fase de reaproximação.

O ex-governador, presidenciável derrotado no ano passado, vem tentando se recolocar para o jogo sucessório de 2014.

Pragmático, pelo menos no que diz respeito ao projeto de chegar à Presidência da República, decidiu enfrentar os indícios de que apontam a predileção do partido pelo senador Aécio Neves (PSDB-MG).

Sabendo que o mineiro não viria, tratou de pegar um voo para prestigiar o presidente nacional da legenda, fazendo a festa inteira sentir e questionar a ausência de Aécio.

Em suma, ocupou o vácuo deixado pelo não comparecimento do homem já colocado pelos tucanos nas ruas – o senador começa em dezembro, por Pernambuco, uma série de visitas aos estados, reforçando a pré-campanha de prefeituráveis do PSDB.

O parlamentar mineiro ficou impossibilitado de vir por ter compromisso em Betim (MG), onde, juntamente com outros nomes do partido, recebeu, na quinta-feira, o título de cidadão do município.

 Nos bastidores do PSDB, as informações indicam que Serra e Guerra têm procurado distensionar a relação, cujo desgaste decorrente da campanha de 2010.

“Guerra é habilidoso e, de olho na unidade do partido, já vem fazendo movimentos de reaproximação com o ex-governador”, observa um tucano que também foi cantar parabéns para o presidente da sigla.

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Nenhum senador vai à sessão que encerrou o semestre

Parlamentares ignoraram sessão e plenário ficou vazio

Nenhum senador assinalou presença na última sessão plenária do semestre, marcada para as 14h desta segunda-feira.

Como o último dia de atividades parlamentares do semestre caiu no domingo, havia sido marcado para hoje o encerramento oficial dos trabalhos legislatvos do primeiro semestre.

No entanto, a secretária-geral da Mesa, Cláudia Lyra, compareceu ao plenário no horário marcado, esperou por 30 minutos a chegada de algum parlamentar, o que não ocorreu.

Com isso, foi iniciado oficialmente o recesso parlamentar, que vai até o dia 1º de agosto. (Agência Brasil – Foto: José Cruz/ABr).

Ausência do “cara” rendeu mais que uma eventual presença

lula e obamaComo a assessoria do ex-presidente Lula não divulgou porque ele rejeitou o convite para almoçar com o presidente Barack Obama, começam a surgir especulações para a ausência.

Uma das que circulam pela internet a fora é que ele não queria deixar Dilma na sombra. Outra, diz que ele não se sentiria confortável uma vez que não seria o centro das atenções.

De qualquer modo, uma coisa é certa: às vezes uma ausência pode ser bem significativa do que uma presença.