Ainda na pré-campanha do Recife, Humberto Costa era excluído de qualquer relação de prefeituráveis por ser considerado imprescindível para a presidente Dilma Rousseff no Senado.
Era o porta-voz do Planalto e homem das missões espinhosas, como a relatoria do processo de quebra de decoro do senador Demóstenes Torres (sem partido-GO).
Pois, agora, candidato derrotado na disputa do Recife, o petista retomou as atividades parlamentares em baixa, segundo avaliam aliados.
Além do revés eleitoral propriamente dito, a ausência do ex-presidente Lula do seu palanque e a falta de um gesto de Dilma em favor da sua candidatura, agravaram a situação.
Como ficará sua relação com a cúpula do partido e com comando do governo federal é uma incógnita.
Principalmente porque ele estaria disposto a fazer oposição a Eduardo Campos enquanto petistas de alto escalão querem preservar a aliança com o presidente nacional do PSB.
Soma-se isso o fato de Humberto, sempre colocado como nome majoritário para disputas em Pernambuco, correr o risco de enfrentar, no futuro, o mesmo descarte sofrido por Marta Suplicy este ano em São Paulo.
Afinal, o partido apostou na renovação para continuar conquistando espaços de poder. E deu certo. Fernando Haddad foi eleito prefeito da capital paulista, município que é o maior colégio eleitoral do país.
Aliás, o PT pernambucano, além das eternas desavenças, está em crise no que se refere à formação de novos quadros. Portanto, reinventar-se deve ser o verbo a ser conjugado pelo partido no estado. Do contrário, é tchau e bênção.






