Heraldo Selva e Elias bateram de frente em Jaboatão e o vice decidiu migrar para a gestão de Geraldo Julio, no Recife

Aqui estão as informações que explicam o fato de Heraldo Selva (PSB) ter deixado a vice de Jaboatão dos Guararapes, duas semanas após a posse, para virar presidente da URB no Recife.

O tema pauta o comentário da coluna Diario Político, de Marisa Gibson, publicada nesta quinta-feira no Diario. Mais uma história de como os camarins do poder se agitam quando cargos estão em jogo. Confira:

Por uma secretaria

Um desentendimento entre o prefeito de Jaboatão Elias Gomes (PSDB) e o vice-prefeito Heraldo Selva (PSB), pelo comando de uma secretaria, fez com que o socialista manifestasse o desejo de deixar o cargo e o seu partido o amparou na presidência da URB – Empresa de Urbanização do Recife.

O que se conta é o seguinte: na composição do secretariado, Selva cobrou de Elias o comando de uma secretaria – Educação ou Infraestrutura – que seria exercido cumulativamente com a vice, o que teria sido acertado na aliança entre o PSDB e PSB para a eleição do ano passado.

O prefeito teria negado a existência de tal acordo e, como não cedeu, Selva, já sem condições de trabalhar com Elias, optou por se licenciar do cargo antes mesmo de completar 30 dias de governo. O PSDB e o PSB estão tratando o caso como se fosse algo absolutamente normal, mas não é.

A versão oficial da saída de Selva é a do convite para a URB e, a propósito, tem socialistas se referindo ao cargo de vice de Jaboatão com certo desprezo, como se fosse algo pequeno para a qualificação de Selva e o partido precisou dele para tarefa mais importante.

Para mostrar que está tudo bem, PSB e PSDB já concordaram que socialistas de Jaboatão ocuparão duas secretarias – Saneamento e Mobilidade. E o PSDB tem que engolir.

O partido deve muito ao governador. Só para lembrar: a indicação de Selva para vice de Jaboatão percorreu este caminho: no início de  2012, quando Elias, já em campanha para reeleição, não creditou em sua publicidade institucional as parcerias com o governo estadual nas obras realizadas no município, o governador Eduardo Campos ficou uma arara e desta irritação surgiu a candidatura do deputado estadual João Fernando Coutinho (PSB) a prefeito de Jaboatão, que não decolou.

Conversa vai, conversa vem, o PSB terminou apoiando a candidatura à reeleição de Elias colocando Selva na vice. E a história termina assim: a Lei Orgânica de Jaboatão foi alterada para permitir que Selva se licenciasse da vice para ocupar um cargo no Recife, podendo portanto reassumir quando for conveniente para o PSB. Enquanto isso, o município fica sem vice-prefeito. Não é interessante?

Prefeito de São Lourenço põe na conta de Dilma a demissão de 250 mil em prefeituras do Norte-Nordeste

ettoreAliado de primeira hora do governador Eduardo Campos, o prefeito reeleito de São Lourenço, Ettore Labanca, renova, no ano novo, os ataques desferidos contra Dilma em 2012.

Desta vez, porém, faz um balanço, segundo ele, nocivo ao municipalismo.

Diz que a insensibilidade da presidente, ao fazer generosas concessões ao setor automobilístico às custas do arrocho dos cofres dos municípios, provocou a demissão de 250 mil pessoas em prefeituras do Norte e Nordeste – cargos comissionados.

Aliás, o principal debate da Comissão de Assuntos Econômicos do Senado em 2013 deve girar em torno do pacto federativo.

A avaliação é do petista Delcídio do Amaral, senador por Mato Grosso do Sul e presidente da CAE.

“A questão dos incentivos, a renegociação da dívida e o fundo de participação dos estados serão assuntos fundamentais para o ano”, disse nesta quinta-feira ao site do PT nacional.

Seca – Voltando a Ettore, ele aponta descaso da presidente em relação à seca. Afirma que Dilma ignorou o Nordeste, não se deu ao trabalho de vir ver de perto os estragos da estiagem, tomando apenas medidas paliativas.

Humberto quer PT independente em relação ao governo de Geraldo Julio. Está instalado o terceiro turno no partido

Humberto Costa expressou em nota o que prega desde que foi derrotado na dispita pela Prefeitura do Recife, em outubro: quer a independência do PT em relação ao governo de Geraldo Julio (PSB).

O problema é que parte do partido, mesmo sob o risco de perder a autonomia e ficar a reboque do socialismo (leia-se governador Eduardo Campos).

Pois o senador resolveu comprar a briga com petistas e principalmente com eduardistas. O conteúdo da nota é direto:

“O apoio puro e simples ao governo Geraldo Júlio significaria fechar os olhos para esta realidade e representaria uma postura de capitulação política.

Com esta atitude, o PT pode deixar de se ser uma alternativa de poder no Recife, negando a sua história e a sua missão”.

A realidade a que ele se refere diz respeito ao tratamento de adversário dado pelo PSB ao PT na disputa da Prefeitura do Recife.

A posição de Humberto (e de grande parte do PT) está, digamos, oficializada. Agrada a alguns, afrontam outros segmento do partido (a executiva municipal e o prefeito do Recife João da Costa, por exemplo).

E, assim sendo, trata-se de uma posição que deve merecer muita discussão interna e também muito embate no partido. Confira a nota:

O senador do PT de Pernambuco, Humberto Costa, vem a público explicitar a sua posição contrária à participação do partido na futura gestão de Geraldo Júlio à frente da Prefeitura do Recife e apoiar uma posição de independência da bancada de vereadores do PT na Câmara Municipal, defendendo o que considerar positivo e questionando o que não for de interesse da cidade.

A posição de Humberto não é de veto ao governo de Geraldo Júlio e muito menos o de alinhamento com a direita. Pelo contrário, o PT pode e deve ajudar no quer for preciso a cidade e a gestão.

Assim como em outros momentos o PSB adotou postura semelhante para com o PT – como no segundo governo João Paulo, em que os socialistas deixaram a gestão petista, mas apoiaram os projetos importantes.

Não é só participando com cargos que se colabora com o governo e com o povo do Recife.

O próprio Humberto já se comprometeu a elaborar emendas parlamentares para a capital e em defender os interesses da cidade e de todo o Estado no Congresso Nacional.

Humberto lembra que Geraldo Júlio venceu no Recife com um discurso de oposição, questionando pontos estruturais do projeto de 12 anos da gestão do PT no Recife, derrotando não apenas o candidato, mas o próprio partido.

O senador ainda destaca que vários pontos do programa de governo do PSB na capital são divergentes das posições políticas do PT em áreas como: participação popular, saúde, saneamento básico, educação, entre outros.

Vale registrar ainda que o partido não fez nenhuma discussão programática sobre a sua adesão ao projeto do novo prefeito.

O debate político sobre a participação do PT no governo de Geraldo Júlio difere em tudo da posição do partido no Estado.

Ao contrário do que aconteceu nas eleições deste ano – em que o PT foi excluído da Frente Popular do Recife -, o partido foi parte integrante do grupo que ajudou na vitória do governador Eduardo Campos, tanto na sua primeira eleição, como no seu segundo mandato, onde também ajudou a eleger dois senadores, sendo um deles do próprio PT.

O alinhamento vertical e automático, portanto, não é um argumento político válido. Se fosse, o PSB teria dado apoio ao PT nas eleições deste ano, já que a legenda comandava o Recife e contribuía para o bom equilíbrio entre as forças políticas no Estado.

O apoio puro e simples ao governo Geraldo Júlio significaria fechar os olhos para esta realidade e representaria uma postura de capitulação política.

Com esta atitude, o PT pode deixar de se ser uma alternativa de poder no Recife, negando a sua história e a sua missão.

Geraldo Julio estaria disposto a abrir espaço para gente de João da Costa na prefeitura

O governador Eduardo Campos (PSB) tem atraído as atenções com um agenda de cobranças “partidárias” ao PT e pressões administrativas à presidente Dilma.

Enquanto, isso seu afilhado, o prefeito eleito do Recife, Geraldo Julio, vai conseguindo conduzir a transição com discrição de monge.

Todavia, o pouco alarde pode esconder decisões que podem surpreender muito o eleitor.

Principalmente no que diz respeito ao aproveitamento de quadros da gestão do prefeito João da Costa na prefeitura socialista.

Ninguém se espante se nomes que deram as cartas em setores importantes do governo petista sejam mantidos.

Mesmo com a desaprovação da população à atuação de João da Costa, Geraldo estaria disposto a acomodar indicados do prefeito petista na gestão.

O atual prefeito, se especulou, apoiou informalmente a campanha de Geraldo. Teria, inclusive, colocado o exército do Orçamento Participativo para trabalhar nos bastidores em favor do socialista.

Bom, em política se vê de tudo o tempo todo. Na campanha eleitoral deste ano, então…

Portanto, mesmo depois de apontar falhas de toda ordem na gestão de João da Costa e de se apresentar como um candidato disposto a fazer “um novo Recife”, Geraldo pode “surpreender”.

Se estiver mesmo considerando a possibilidade de abrigar na “nova cidade” nomes da administração que tanto atacou, estaremos diante de mais um fato espantoso desta fase da política pernambucana.

Só para arrematar: nos bastidores socialistas a absorção de pessoas ligadas a João da Costa vai sendo digerida lentamente.

No entanto, existe  o entendimento de que áreas estratégicas e aqueles setores em que os 12 anos do PT deixaram marcas serão exclusivos do PSB.

A ordem é tomar as rédeas e dar uma cara socialista à cidade. Aguardemos, pois, o desenrolar e principalmente o desfecho da transição.

Daniel diz em artigo que Recife virou curral eleitoral do PT

Deputado estadual e pré-candidato a prefeito do Recife pelo PSDB, Daniel Coelho denuncia em artigo o aparelhamento e desvirtuamento do serviço público na gestão petista na Prefeitura do Recife.Veja:

O vale-tudo do PT

Em 2005, assumi o mandato de vereador do Recife e comecei a denunciar a prática pouco republicana do PT de usar os cargos comissionados e a estrutura da Prefeitura da Cidade do Recife única e exclusivamente para fazer política.

Numa tentativa de transformar a cidade num curral eleitoral, só entre 2005 e 2008, eles criaram, como instrumento de barganha, mais de 3000 novos cargos comissionados, aparelhando e desvirtuando o serviço publico.

Isso sempre foi feito, mas negado pelos donos do poder. Até o momento, quando, explicitamente, eles perderam a vergonha e escancaram, numa luta de vale-tudo pelo poder, que os comissionados são usados para fazer politica.

É o que ficou claro, hoje, quando um dos candidatos do PT à PCR afirmou: “que os comissionados não querem ficar mais sete meses. Querem ficar mais quatro anos”.

Então é isso. A luta é essa. Não se discute a cidade. O que está em debate de forma explicita é como manter as vantagens pessoais dos comissionados.

Hoje, como todo cidadão que ama sua cidade, estou chocado e revoltado com a política que se faz no Recife. Em países desenvolvidos, tal declaração seria motivo de revolta e protestos. Infelizmente, aqui, tratamos como algo normal.

Precisamos urgentemente diminuir essa farra de cargos e vantagens. Dar um basta a essa politica do toma lá, dá cá. Por que o povo tem que pagar a conta do interesse individual? Esse e outros questionamentos começam a vir dos quatro cantos do Recife.

Nossa cidade não pode ser curral de ninguém. Esses novos coronéis do asfalto não percebem que uma revolução silenciosa começa a acontecer em nossa cidade.

As mentes independentes começam a entender que um #recifelivre precisa surgir. Democracia não se constrói com controle. Esse novo formato de ditadura dos favores não vai vingar.

No passado, uma ditadura militar controlou a vida das pessoas. Agora, tentam controlar tudo pela força do favor e da benesse individual. Até o pensamento querem domar.

Precisamos mostrar que é possível unir as mentes livres num movimento político que rompa de verdade com essas velhas práticas.

Sensatez: Câmara revoga hoje criação de cargos do PSD

marco maiaSensatez na Mesa da Cãmara dos Deputados. O presidente da Casa, Marco Maia (PT-RS), anunciou que vai revogar nesta quinta o artigo incluído no projeto de resolução que criou os 66 cargos para atender a estrutura do PSD.

O projeto foi aprovado na noite desta quarta-feira com um artigo que acaba com dispositivo anteriormente aprovado de extinção de cerca de 300 cargos de nível médio na estrutura da Câmara.

“Por ato da presidência da Mesa, vamos repor a condição anterior, não permitindo que haja nenhuma nomeação de servidores para estes 300 cargos, que estavam anteriormente extintos”, disse Maia.

Segundo ele, no ato será colocado que os cargos serão extintos na medida que os servidores forem se aposentando ou deixando a Câmara.

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Os 66 cargos criados para o PSD nos custarão R$ 10 milhões

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Essa tal democracia…  Depois de a União gastar R$ 19 milhões com um plebiscito absurdo sobre a possível divisão do estado do Pará em três, agora chega a conta (pelo menos uma delas) pela criação do PSD.

A Câmara dos Deputados aprovou, na noite desta quarta-feira a criação de 66 novos cargos e funções comissionadas para atender a estrutura do novo partido.

Os novos cargos custarão à Câmara cerca de R$ 10 milhões até o final da atual legislatura.

A criação dos cargos foi afeita por meio de projeto de Resolução da Mesa Diretora da Câmara dos Deputados. O partido já conta com 48 deputados federais.

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PMDB “disponibiliza” bancada para não perder Turismo

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No mesmo dia em que promove fórum nacional para se preparar para a eleição de 2012, o PMDB viverá a expectativa da escolha do substituto do ex-ministro do Turismo, Pedro Novais, desligado da função nesta quarta-feira.

Preocupado em não perder a vaga no primeiro escalão, a bancada do PMDB na Câmara decidiu “disponibilizar” a bancada inteira à presidenta Dilma Rousseff. É o que informa a Agência Brasil.

São  79 deputados candidatos ao cargo. Resta saber se a presidenta encontrará na relação alguém que preencha os critérios de idoneidade e “ficha limpa” exigidos por ela própria.

A decisão de oferecer toda a bancada foi confirmada pelo líder do partido na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN). Segundo ele, a expectativa é que o nome do substituto seja anunciado até esta quinta-feira.

“Qualquer nome que ela escolher terá a nossa aprovação. O nome que ela escolher será merecedor do apoio da bancada do PMDB, estamos indicando 79 nomes. O compromisso claro da presidenta é a escolha de um deputado da bancada”, disse o líder.

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Pouco decoro e chantagem de aliados desafiam de Dilma

dilmaA preocupação do ex-presidente Lula com o modo de a presidente Dilma Rousseff conduzir a crise no Ministério dos Transportes pode ter lá suas razões. Afinal, ela corre o risco de perder patrimônio político por desagradar ao PR.

Mas alguém tinha de dar um grito de independência e sair da condição de refém que o governo assume ao repartir os ministérios com aliados sem levar em contas critérios técnicos.

Se tiver de pagar um preço no Congresso por fazer uma “higienização” na pasta de Transportes, que assim seja.

A governabilidade é garantida pelo apoio dos partidos no Legislativo. Mas não só. A opinião pública tem peso nessa história e, por razões óbvias, está do lado da presidente.

Afinal, o cidadão está cansado de ver os impostos pagos escorrer pelos ralos de corrupção. Se a comunicação oficial souber associar a imagem do governo ao combate de desvios, Dilma poderá conquistar a simpatia e a confiança da sociedade.

A presidente está surpreendendo pela objetividade e firmeza em não ceder as pressões do PR. E espera-se que use o mesmo critério – afastar sumariamente os envolvidos em esquemas de corrupção, seja de que partido for – em situações semelhantes.

Claro que ela sabe das sequelas que esta postura pode provocar. Mas, ao romper com modo de governar que sempre fechou  olhos e ouvidos para denúncias de superfaturamento, licitações viciadas, tráfico de influência e mensalões, Dilma aponta para uma seriedadade que se achava impossível de existir justamente por conta da troca de apoio por cargo.

A postura da presidente aponta para uma evolução no trato dos governantes com a máquina pública. Lula, tarimbado negociador, poderia usar seu trânsito no Congresso para convencer os partidos de que chegou a hora de parar de se olhar para o próprio bolso. E que chantagem é prima-irmã da falta de decoro (para não dizer falta de vergonha).

Maciel disse sim antes do não. O estrago já estava feito

sim e naoA desistência de Marco Maciel de assumir cadeira nos conselhos de administração da Companhia de Engenharia de Tráfico (CET) e da São Paulo Turismo (SPturis) veio depois de muita crítica dos governistas e estresse interno no DEM.

As duas empresas são ligadas à Prefeitura de São Paulo. E o convite, aceito por Maciel, partiu do prefeito Gilberto Kassab.

Kassab, que foi eleito pelo DEM, é o “homem bomba” do Democratas. Ou, na definição do ex-deputado federal Roberto Magalhães, o “cavalo de troia” do partido.

Isso porque o projeto de criação do PSD, liderado pelo prefeito, provocou evasão de quadros do DEM. Por conta da migração de deputados e senadores para a tal sigla, o Democratas vive uma das fase mais difíceis de sua história.

Pois Maciel, presidente do conselho político do DEM, tinha aceito, tranquilamente, o convite formulado pelo responsável pela derrocada do partido que o elegeu em 2008. Pelos cargos na prefeitura da capital paulista, o ex-senador receberia R$ 12 mil para participar de duas reuniões mensais.

nao e simÓbvio que a situação deixou o ex-senador numa saia justíssima. A solução, diante da postura contraditória – tem democrata jurando ódio eterno a Kassab – foi declinar do convite.

O desgaste, no entanto, já aconteceu. Até mesmo porque Maciel, por meio da sua assessoria, justificou sua decisão, afirmando que o convite tinha sido feito no ano passado, antes do surgimento do PSD.

Em outras palavras, deu a entender que o prejuízo provocado por Kassab não seria empecilho para sua entrada na gestão da Prefeitura de São Paulo.

O ex-senador, que não conseguiu se reeleger em 2010, não precisava ter passado por uma dessa. Ainda mais após 44 anos de uma vida pública repleta de cargos cobiçados.

Pegou mal. Mesmo tendo voltado atrás, o estrago já estava feito.