Sem debate entre os concorrentes da prévia do PT, os olhos dos petistas estarão voltados nesta quarta-feira para o Tribunal de Contas do Estado.
O pleno do Tribunal julga o recurso em que o prefeito Joao da Costa pede que seja revista a decisão que rejeitou contas de 2005 da secretaria de Planejamento da Prefeitura do Recife.
Na época João era o secretário da pasta. Agora, prefeito em meio à disputa da prévia que pode lhe garantir o direito de concorrer à reeleição, ele enfrenta o juri do TCE.
O pleno vai avaliar se confirma ou não o relatório do conselheiro Carlos Porto que, em 2009, recomendou a rejeição das contas por entender que o gestor cometera improbidade administrativa.
Porto se baseou numa auditoria do TCE que apontou irregularidades de controle interno num contrato firmado pela secretaria e uma empresa de engenharia.
Se acatarem a recomendação, os conselheiros confirmarão a culpa do secretário que se converteu em prefeito. Se rejeitarem o veredito de Porto estarão atendendo ao recurso de João da Costa.
Se o pleno confirmar a improbidade o prefeito correrá o risco de ficar inelegível. A sentença seguirá para o Ministério Público Eleitoral que deve oferecer denúncia ao Tribunal Regional Eleitoral.
Preocupado, o prefeito entrou com pedido de adiamento do julgamento no TCE. Tenta evitar possíveis prejuízos para a prévia marcada para o próximo domingo. Este pedido será julgado pelo pleno antes da avaliação do recurso.