
Governador do Piauí, Wilson Martins, presenteou Dilma Rousseff com gibão
Pelo menos no que diz respeito aos números, a presidente Dilma Rousseff (PT) não precisa se preocupar.
Ela segue com aprovação em alta. O que pode ser entendido como um caminho pavimentado para a reeleição.
No dia em que pediu a bêncão ao Papa Francisco, em Roma, pesquisa da CNI/Ibope aponta que 79% dos brasileiros aprovam o seu modo de governar.
Já os que classificam o governo como “ótimo” ou “bom” subiu para 62%, contra os 61% da pesquisa anterior – dezembro do ano passado. Os dados estão matéria do Diario (LEIA AQUI).
A pesquisa foi realizada entre os dias 8 e 11 de março, com 2.002 pessoas em 143 municípios de todo o país.
E revela que o aumento da frequência das viagem da presidente ao Nordeste pode ter surtido efeito positivo para ela.
Vejam só. É na região onde se verifica o maior crescimento na avaliação do governo e na forma de governar da presidente, nos últimos três meses.
A forma de governar da presidente foi aprovada por 85% dos entrevistados residentes no Nordeste.
Em dezembro, esse índice era de 80% – crescimento, portanto, acima da margem de erro de dois pontos percentuais. Um ponto acima da avaliação do país como um todo.
A guinada da presidente se dá justamente na região onde o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), tem maior inserção política e eleitoral.
O socialista vem se articulando como potencial adversário da presidente nas eleições de 2014.
O crescimento verificado na pesquisa também ocorre ao mesmo tempo em que Campos vem aprofundando seu discurso como alternativa a Dilma para as eleições de 2014.
A mesma situação ocorre na avaliação do governo. No Nordeste, aqueles que consideram o governo “ótimo” ou “bom” foi a 72% (em dezembro, eram 68%).
As outras regiões registram 60% de avaliação positiva, segundo informa a Folha de S. Paulo.
Desde janeiro, Dilma esteve no Piauí, Paraíba, Bahia e Alagoas, já agendou visitas ao Ceará e deve voltar a Pernambuco na próxima segunda-feira para, finalmente, inaugurar a adutora de Serra Talhada (Sertão).
Relembre AQUI a matéria “Dilma age para frear Eduardo no Nordeste”, publicada no Diario no último sexta-feira sobre a movimentação da presidente na região.
Críticas não colam – Aliás, assim como no Nordeste, o restante do país deu mostra de que as previsões catastróficas para o futuro do país feitas a partir da economia não resultaram em prejuízo para o governo.
A redução do PIB nacional também não interferiu na aprovação da presidente. Do mesmo modo, as críticas sobre falta de diálogo, má gestão da Petrobras, excesso de ministérios e interesses eleitoreiros na minirreforma ministerial, foram estéreis.
Queda de preços – Há quem aponte que a medidas tomadas para aliviar o bolso da população – sempre em risco diante da inflação – pode ter contribuído para tão alta aprovação.
Dilma anunciou a redução da tarifa da energia e dos preço dos produtos da cesta básica.