Saída de Dilton da Chesf apaga últimos traços do “arraesismo” no PSB comandado por Eduardo Campos

Se a Chesf é rentável, tem perfomance diferenciada no sistema Eletrobras e os melhores resultados do país no setor por que, então, se trocou o presidente?

Se este desempenho positivo deve ser creditado ao engenheiro Dilton da Conti, como sublinhou, em discurso, o presidente da Eletrobras, José da Costa Carvalho Neto, por qual razão Dilton saiu?

É o seguinte:

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Dilton é um dos últimos quadros “herdados” pelo governador Eduardo Campos do grupo de assessores do avô, ex-governador Miguel Arraes.

Desde que chegou ao Palácio do Campo das Princesas, há que se destacar, Eduardo formou uma “safra” própria de técnicos. Atualizou o staff e, paulatinamente, desvinculou seu governo do arraesismo.

Portanto, a saída de Dilton, sempre apontando como nome distante do governador, era questão de tempo.

Curiosamente, o presidente empossado nesta quarta-feira na Chesf, João Bosco Almeida, também trabalhou com Arraes.

Mas, diferentemente de Dilton, passou de “avô para neto” com o prestígio intacto. Adaptou-se como poucos aos “rigores” da gestão de Eduardo.

Resultado: saiu da categoria de “herança” chegou ao patamar de peça-chave nos quadros do PSB modernizado pelo governador.

É relevante explicar que a Chesf é da cota do PSB na divisão dos cargos que o governo federal começa a fazer, com atraso, entre os aliados. (foto: Annaclarice Almeida/DP/D.A Press)

A divisão do bolo (dos cargos) – coluna Diario Político

Posse de socialista na Chesf indica força do governador junto à presidente Dilma na divisão do bolo de cargos federais. É o que comenta Marisa Gibson nesta quarta-feira:

eduardoPrêmio ou não pela fidelidade do PSB nas votações no Congresso Nacional, o que interessa mesmo é que, a partir de agora, a Chesf – Companhia Hidro Elétrica do São Francisco está nas mãos do governador Eduardo Campos com a posse nesta quarta-feira de João Bosco Almeida, ex-secretário estadual de Recursos Hídricos.

Assumindo a presidência da companhia com suas quatro diretorias ocupadas por integrantes do PT, PMDB e do próprio PSB, João Bosco aceita falar sobre quase tudo menos desse fatiamento que, ao que tudo indica, deve prevalecer.

A Chesf é uma empresa organizada, com bons indicadores, planejamento estabelecido, o que significa que João Bosco não terá grandes problemas.

As únicas interrogações são a saída ou não dos atuais diretores e se o peso que cada legenda tem dentro da companhia permanecerá na mesma proporção de hoje.

Tais negociações no entanto não passam pelas mãos de João Bosco. Serão feitas pelas lideranças partidárias junto ao Palácio do Planalto e também por Eduardo, presidente nacional do PSB, a quem o novo presidente da Chesf ainda se refere como “o meu chefe”.

Aliás, o governador gosta de dizer que não reivindica cargos, mas foi o primeiro a ser beneficiado nas nomeações do segundo escalão que estão estocadas há quase um ano sem que a presidente Dilma tenha conseguido fechar com os partidos.

O poder do PSB sobre a Chesf – Coluna Diario Político

chesf

Coluna Diario Político (Marisa Gibson) desta quarta-feira:

A Chesf, Companhia Hidro Elétrica do São Francisco, já não tem tanto poder, perdeu muito de sua autonomia, mas continua uma boa vitrine política com força eleitoral.

Os partidos ainda se engalfinham por espaços dentro da companhia, que desde o primeiro governo Lula funciona sob o esquema de fatiamento de cargos.

No dia 6 de dezembro a Chesf muda de presidente, o PSB continua no comando, mas com um detalhe: sai o arraesista Dilton Da Conti, escolhido para o cargo no primeiro mandato do ex-presidente Lula por indicação do ex-governador Miguel Arraes, e entra o eduardista João Bosco de Ameida, que deixará a secretaria estadual de Recursos Hídricos.

As relações entre Eduardo Campos e Dilton Da Conti não eram muito amistosas e a escolha de João Bosco representará uma nova fase na empresa.

Agora, sim, o PSB do governador Eduardo Campos vai mandar na Chesf, para desgosto do PT e do PMDB.

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Ilumina aponta falha humana no apagão de fevereiro

apagãoO Instituto  Ilumina, organização não-governamental que defende o desenvolvimento estratégico do setor elétrico, teve acesso ao relatório que trata do apagão que ocorreu em fevereiro no Nordeste.

A partir do conteúdo do documento a entidade se posiciona e conclui que houve “aquilo que se poderia denominar de uma falha humana, no caso uma falha conjunta dos operadores da CHESF e do ONS”.

Veja conteúdo completo no link abaixo:

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Nem PT, nem PSB. Técnico pode dirigir Chesf. É a era Dilma

O comando da Chesf, disputado pelo PSB e PT, pode terminar ficando nas mãos de um técnico, sem ligação partidária.

Isso porque a presidente Dilma Rousseff não gostaria de indicar um petista e desagradar Eduardo Campos (PSB) ou indicar um socialista e desprestigiar Humberto Costa (PT).

A Chesf é um dos motivos do curto-circuito entre o governador e o senador. (da coluna Diario Político)

PT quer mais espaço no NE. Chesf entra na mira

chesfSem cargos de visibilidade na equipe de Dilma Rousseff, o PT do Nordeste decidiu reagir, cobrar mais espaço no governo e avisar que não aceitará “porteira fechada” para o PMDB.

Entre os cargos pretendidos está a direção da Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf), hoje nas mãos do PSB.

Em reunião realizada nesta quarta-feira, governadores, deputados e senadores petistas entregaram uma extensa lista de pedidos ao presidente do PT, José Eduardo Dutra, e prometeram seguir a ordem de Dilma de não dar cotoveladas em público.

“O PT do Nordeste está subrepresentado no Ministério e é importante haver compensações no segundo escalão”, resumiu o deputado Fernando Ferro (PE), líder do PT na Câmara.

“Não existe essa história de Ministério ou estatal de porteira fechada. É possível dividir responsabilidades com o PMDB e outros aliados”. No jargão da política, porteira fechada significa a indicação de todos os cargos por um mesmo partido.

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Polêmica da Chesf ‘dá choque’ na pré-campanha

 A polêmica sobre o esvaziamento da Chesf promete ‘choques’ bem superiores a 220 volts nessa pré-campanha da sucessão estadual.

Tanto que no início da tarde de hoje a assessoria do Palácio do Campo das Princesas incluiu na agenda do governador Eduardo Campos audiência com toda a diretoria da companhia e diretores da Eletrobras.

Curiosa e coincidentemente, a reunião, ao que parece articulada às pressas, acontece dois dias depois de parlamentares de oposição, liderados pelos ex-governadores Mendonça Filho (DEM) e Roberto Magalhães (DEM), ingressarem com ação popular na Justiça pedindo a anulação das medidas que retiraram a autonomia da companhia.

A ação, subscrita pela ONG Instituto Ilumina e OAB-PE, questiona atitude da Eletrobras que há tempos vem tirando poder da Chesf, a mais lucrativa das subsidiárias do setor no país.

Como é ano eleitoral e o tema, sabe-se, já motivou troca de acusações entre oposição e situação, a postura do governo estadual tem cara de reação a um movimento que tem tudo para pautar o debate eleitoral.

O ‘cordeiro’ Lobão diz que Chesf continua Chesf

lobao e lulaO senador e candidato à reeleição pelo PMDB maranhense Edison Lobão ligou ontem para a redação do Diario para oferecer esclarecimentos relacionados ao projeto de reestruturação da Chesf.

A questão é polêmica e vem motivando embate entre oposição e governo, aqui no estado e no plano nacional. Há quem veja esvaziamento, perda de autonomia da empresa e jogo sujo por trás da iniciativa.

Os governistas, caso de Lobão, argumentam que o plano provocará apenas um reordenamento na gestão do órgão.

O senador, que ocupou o Ministério das Minas e Energia até outro dia – por obra e graça do velho esquema de destinar a políticos cargos que deveriam ser ocupados por técnicos -, diz que tem acompanhado a cobertura da imprensa de Pernambuco.

E que por ter sido homem do setor, queria se posicionar. Segundo ele, não há esvaziamento e nem projeto “para se mexer na Chesf”.

“A questões rotineiras, do dia-a-dia serão mantidas. O que se quer mudar são questões fundamentais, estratégicas”.

O senador argumentou ainda que se as mudanças tivessem intenção de diminuir autonomia da empresa teria cedido a pressões de políticos por cargos.

“Logo que assumi o ministério, houve muitos pedidos e indicações de nomes para cargos. Poderia ter tirado algumas pessoas e colocado gente do partido. Mas isso não foi feito”, destacou. Tá dito. Justificado? Aí são outros quinhentos.