Reviravoltas têm marcado a corrida eleitoral pela Prefeitura do Recife desde a pré-campanha.
A possibilidade da presença do candidato do PSDB, Daniel Coelho, no segundo turno está se constituindo numa das mais surpreendentes.
Ainda mais por colocar frente a frente legendas que, embora não coligadas no plano estadual, compartilham chapas em diversos municípios de Pernambuco.
Ao mesmo tempo em que trocam impropérios no Recife, socialistas e tucanos fortalecem laços em estados importantes e alimentam avaliações de que podem até mesmo construir um projeto comum rumo ao Planalto em 2014.
Ou seja, o confronto do Recife é encarado como decorrência da realidade local, não devendo ultrapassar os limites da cidade.
O presidente do PSB estadual e coordenador da campanha socialista da capital, Sileno Guedes, revela que, a despeito do clima acirrado, a disputa de hoje não interferirá na relação entre as duas legendas.
“A campanha se refere ao Recife, é localizada. Estamos na disputa e prontos para vencer no primeiro turno ou no segundo, se houver”, afirmou.
Segundo ele, se o clima esquentou não foi culpa do PSB e sim consequência dos ataques severos direcionados ao candidato do partido, Geraldo Julio. “Não estamos agredindo ninguém, mas não vamos deixar as agressões sem respostas”, assinalou.
Na realidade, entre as últimas quinta e sexta-feiras, o embate entre as campanhas petista e socialista adotaram a estratégia de atacar e contra-atacar.
Cada uma buscando desconstruir a imagem dos prefeiturável adversário. No PSDB, o enfrentamento também se dá a partir do entendimento de que a luta se restringe ao município.
Ex-aliado do governador Eduardo Campos, com quem mantém o diálogo sempre “atualizado”, o presidente nacional do PSDB, Sérgio Guerra, diz que não existe constrangimento em concorrer com o candidato socialista.
“O governador entendeu que temos o nosso candidato e o PSDB entendeu que o governador tem o candidato dele. Está tudo conversado”.




