Aliado “branco” de Eduardo, PSDB prepara terreno para Aécio em PE

Julio Jacobina/DA/D.A Press.

Sérgio Guerra assumiu presidência em Pernambuco e Aécio comandará partido nacionalmente – Foto: Julio Jacobina/DA/D.A Press.

O PSDB pernambucano começou neste domingo a trilhar o caminho de 2014.

A construção de um palanque para o senador Aécio Neves (MG) é a meta primeira das ações destravadas a partir da convenção que referendou o deputado federal Sérgio Guerra como presidente estadual.

Após seis anos, Guerra deixa a direção nacional da legenda, que passará às mãos do senador presidenciável.

Nas articulações regionais, os tucanos terão pela frente a ampla aceitação do governador Eduardo Campos, também pré-candidato ao Planalto.

Sabem que a tarefa é hercúlea, mas baseiam-se na eleição de 2012 no Recife para apontar possíveis brechas nos domínios socialistas.

Observam que, mesmo com toda a aprovação e empenho de Eduardo, Geraldo Julio teve a vitória ameaçada no primeiro turno, uma vez que a conquista do mandato foi garantida com pouco mais de 51% dos votos válidos.

E acrescentam que o fator gerador desse “aperto” nos números responde pelo nome de Daniel Coelho, deputado do PSDB que concorreu ao cargo.

Daniel terminou a disputa em segundo lugar, com 27,65%, superando o senador Humberto Costa (PT), que obteve 17,43%.

O deputado é um dos citados como potencial candidato ao governo do estado.

Claro que em 2014 o contexto será outro, a disputa é nacional e Eduardo deve estar no topo da chapa como candidato.

Mas, o PSDB pernambucano enxerga frestas por onde pode entrar alguma luz ao final do túnel.

E ainda que sejam “parceiras” em estados e municípios e, mesmo somando forças na disputa contra a presidente Dilma Rousseff, as legendas dividirão terreno na oposição.

Veja no link abaixo matéria publicada nesta segunda pelo Diario sobre a convenção do PSDB pernambucano.

O texto intitulado Sérgio Guerra abre espaço para ajudar Aécio Neves é de Rosália Rangel.

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PSDB-PE cede inserções para Aécio falar ao Nordeste na TV

Crédito: Diario de PE

Crédito: Diario de PE

Faltou combinar com São Pedro. As inserções de TV que o PSDB estadual cedeu ao seu presidenciável, Aécio Neves, versam sobre o combate aos efeitos da seca no Nordeste.

O tucano faz declarações relacionadas à estiagem, fala da necessidade de ações mais incisivas e aponta descuido por parte do governo.

Enfim, critica a utilização política da seca e indica que há outros caminhos para que a região não continue a ser refém do problema.

Ao final, Aécio se apresenta. Informa que é senador e por pouco não pede o voto do telespectador.

O presidenciável do PSDB reforça sua imagem numa área onde o governador Eduardo Campos tem grande influência e onde a presidente Dilma Rousseff apresenta altos índices de aprovação.

O curioso é que, justamente no dia da veiculação chegam informações de que há chuvas em áreas do Nordeste.

Claro que as águas que vêm caindo são nada diante dos estragos que a falta de chuva  já provocaram. Mas o discurso de Aécio acabou um pouco atrasado.

Além deste dia 19, os comerciais irão ao ar no 22 de abril. Em 22 e 24 de maio o PSDB-PE tem nova rodada de veiculação.

Até lá Aécio já terá sido escolhido presidente nacional do partido e a carga sobre seu nome e sua imagem deve ser ainda maior.

Coelho na vitrine – Nestes dois primeiros dias, estão ocupando também espaços os deputados federais Sérgio Guerra e Bruno Araújo e o deputado estadual Daniel Coelho.

Este último é citado como eventual candidato ao governo do estado em 2014.

“Melhor ir sentado num fusca do que ficar em pé num ônibus”

Na ponta da língua, a resposta do deputado líder de oposição, Daniel Coelho, acertou na veia do governismo.

Quem tripudia, assume o risco de ouvir verdades nem sempre agradáveis.

Está na coluna Diario Político, de Marisa Gibson, desta quarta-feira. Confira:

O que é pior?

Depois de instigar o colega Daniel Coelho (PSDB), afirmando que a oposição estadual cabe num fusquinha, o deputado André Campos (PT) ouviu como resposta do tucano que na oposição todos estão sentados, melhor do que ficar em pé no ônibus governista.

Bancadas de oposição na Câmara e Assembleia atuarão em conjunto

Líder da oposição, Daniel diz que reuniões ocorrerão após o carnaval

Daniel Coelho foi o segundo colocado na disputa pela Prefeitura do Recife em outubro de 2012.

Recebeu 245.120 votos, o que correspondeu a 27,65% dos válidos. Foi superado por Geraldo Julio (PSB), que conseguiu 453.380 ou 51,15% dos votos.

Quer dizer, Daniel se firmou como a segunda força política na capital, superando até mesmo Humberto Costa, do PT, que só conseguiu 154.460 votos (17,43%).

Deputado estadual, o tucano é agora líder da bancada de oposição na Assembleia Legislativa.

No novo papel, avisa que não vai usar seu mandato como instrumento para fazer oposição à gestão do prefeito Geraldo Julio.

“Não é meu interesse assumir esse papel. Essa função caberá aos vereadores, na Câmara municipal”, frisa.

De qualquer maneira, após o carnaval, as bancada de oposição da Assembleia e na Câmara vão se reunir para trocar informações, cruzar pautas e afinar as ações.

A medida é necessária, não só por que os dois times são pequenínissimo e precisam se fortalecer, mas também porque o mesmo grupo político – PSB e aliados – está no poder no estado e no Recife.

E ainda que sejam gestões independentes e separadas a modo de agir (de gerir a máquina) é a mesma, o que deve exigir linearidade na atuação da oposição nos níveis estadual e municipal.

A partir do que for definido, os temas que tenham relação com a cidade e o estado, chegarão à tribuna do legislativo estadual.

“É o caso, por exemplo, da PPP da Compesa, que interessa o estado inteiro, incluindo, claro, o Recife”, diz.

Em entrevista á rádio CBN nesta terça-feira, Daniel afirmou que usará o poder de convencimento para vencer o governo nos debates ao longo dos próximos dois anos da atual legislatura.

Segundo ele, é impossível a oposição, com um tamanho tão diminuto, vencer a bancada governista através do confronto.

“Somos nove contra quarenta deputados. A gente sabe que, numericamente, não temos condição de vencer o governo nas votações. Isso é muito evidente”.

As informações sobre a entrevista à rádio são da assessoria do deputado

Foto: Leo Motta/Levay Fotos

Secretário do Direito dos Animais, Rodrigo Vidal comemora no Facebook. Pasta deve fazer contraponto a Daniel Coelho

rodrigoConvidado nesta quinta-feira e já anunciado nesta sexta como o secretário-executivo do Direito dos Animais, o vereador eleito Rodrigo Vidal (PDT) comemorou o feito com texto e foto no Facebook.

Nos bastidores, comenta-se que a ideia de criar a pasta – será ligada a Governo e Participação Social – surgiu como forma de fazer frente ao trabalho de defesa dos animais desenvolvido pelo deputado estadual Daniel Coelho (PSDB).

O tucano, que foi candidato a prefeito e quase levou a disputa para o segundo turno, é egresso do PV, onde já tinha uma atuação voltada para a causa ambientalista.

Na Assembleia, continua a levantar a bandeira e na campanha reforçou o discurso de defesa da natureza e proteção aos animais.

Daniel, que saiu da campanha como “nova liderança em ascensão”,  tem se posicionado como oposição ao governo de Eduardo Campos (PSB).

Portanto, a iniciativa de Geraldo foi entendida como uma tentativa de esvaziar o discurso e a atuação do tucano.

Confira abaixo o que escreveu Vidal:

Muito feliz com esta vitória!!! Recife terá a primeira Secretaria do Nordeste dos Direitos dos Animais (SEDA), conquistada pelo vereador eleito Rodrigo Vidal que agora assume como secrétario da SEDA nomeado por Geraldo Julio!! Parabéns por mais esta conquista, Rodrigo!

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Obscuridade legalizada: 70% das doações de campanha no Recife foram ocultas, sem doador identificado

dinheiroUm detalhe curioso chamou a atenção na prestação de contas dos candidatos à Prefeitura do Recife nestas eleições.

De acordo com número do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), dos seis candidatos que declararam os gastos de campanha no prazo determinado, cinco tiveram como potenciais patrocinadores os “doares ocultos”.

Dos R$ 14,8 milhões arrecadados para a disputa eleitoral, pelo menos R$ 10 milhões foram provenientes de diretórios municipais, estaduais ou dos cofres dos partidos políticos.

Este percentual representa, em linhas gerais, cerca de 70% do montante arrecado para a eleição municipal. Lembrando que neste tipo doação não é preciso declarar a “origem” do doador.

Isso significa dizer que grande parte das doações aos candidatos vieram da direção nacional dos partidos que, por sua vez formam seu capital para campanha com recursos vindo de empresas privadas – boa parte de empreiteiras.

Neste ano, esse montante chegou este ano a R$ 270 milhões, o que corresponde à metade do que foi gasto (pelo menos o que foi declarado) na campanha deste ano (confira clicando na manchete abaixo).

Caixa preta: metade do dinheiro gasto pelos partidos em 2012 veio das construtoras – R$ 270 milhões

Este recurso de “ocultação” é permitido pela legislação eleitoral brasileira, segundo destaca o texto de Tércio Amaral, do Diario.

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Direção do Lafepe atribui ao “aliado” Jarbas o desmonte do Lafepe e tucanos, agora, querem audiência pública

O deputado Daniel Coelho (PSDB) segue marcando espaço na oposição ao governo Eduardo Campos.

Como dito aqui outras vezes, a aliança branca entre tucanos e socialistas no plano estadual e as muitas coligações existentes em muitos municípios entre PSDB e PSB não têm impedido que o deputado faça críticas e cobranças ao governo estadual.

O Laboratório Farmacêutico de Pernambuco (Lafepe) – ou os problemas que emperram a instituição – é o alvo da vez.

Na tarde desta terça-feira, Daniel afirmou, na tribuna da Assembleia Legislativa, que deu entrada no pedido de informações ao governo do estado, juntamente com o deputado Betinho Gomes, e num pedido de audiência pública na Comissão de Saúde para discutir a crise do Lafepe.

Na semana passada o tucano já havia tratado, em discurso, do desmonte do Lafepe. Pois nesta terça ele informou que recebeu nota enviada pelo laboratório sobre suas declarações.

E observou que a direção da instituição usou o discurso da herança maldita, com informações referentes ao Governo Jarbas, incluindo um passivo fiscal de cerca de R$ 15 milhões.

Detalhe: como o mundo da política dá voltas (e reviravoltas) que até Deus divida, o ex-governador e hoje senador Jarbas Vasconcelos (PMDB) é atual aliado do peito do governador Eduardo Campos.

Mas, voltemos a Daniel, que afirmou no discurso desta terça: “É hora de olhar para frente. O governo precisa deixar de responder a críticas usando como justificativa a gestão anterior, do PMDB, que hoje é seu aliado no governo”.

Daniel repudiou as declarações da direção do Lafepe e afirmou que acha desleal discutir as dificuldades que marcam a situação atual do laboratório a partir de um discurso pequeno e equivocado.

“Isso não é o que o povo de Pernambuco quer. Esse governo já está aí há seis anos e precisa dar respostas à população. Não se pode mais justificar deficiências olhando para o retrovisor”, ressaltou o parlamentar.

Já o líder da oposição, deputado Antonio Moraes (PSDB) sugeriu, em aparte, uma visita da Comissão de Saúde às instalações do laboratório.

“O governo não deve mais culpar quem quer que seja e deve procurar consertar o que está errado”, complementou Moraes. Com informações da assessoria do PSDB.

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Tucanos defendem manutenção de Sérgio Guerra na presidência do PSDB

O comentário da coluna Diario Político desta sexta revela que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso defende a manutenção de Sérgio Guerra na presidência do PSDB.

Há quem entenda que é melhor para o senador Aécio Neves, pré-candidato a presidente da República e cotado para suceder Guerra, fique distante das demandas internas da legenda. O texto é de Marisa Gibson:

Novas plumas

sergioHá oito anos sob o comando de nordestinos, setores do PSDB já trabalham o nome do senador Aécio Neves (MG) para substituir o deputado federal Sérgio Guerra na presidência nacional do partido, cujo segundo mandato termina em maio do próximo ano.

Antes de Guerra, o partido foi comandado pelo cearense Tasso Jereissati (2005/2007), ex-senador e ex-governador, que já havia dirigido a sigla entre 1991 e 1993.

Na condição de possível candidato da legenda a presidente da República, há uma efervescência em torno de Aécio, mas o seu nome, embora elogiado por todos, não é uma unanimidade para dirigir a sigla.

Por um simples motivo: é mineiro, o que por si só provoca restrições por parte de muitos paulistas.

A propósito, o ex-presidente Fernando Henrique ainda não perdeu a esperança de convencer Guerra a permanecer na presidência do PSDB.

O deputado está deixando o posto porque o estatuto do partido não permite a renovação do seu mandato, mas FHC disse ao deputado estadual Daniel Coelho que Sérgio é hoje “a pessoa que melhor dialoga com todos os segmentos partidários” e que, se ele desejar ficar, terá o campo aberto. Neste caso, teria que haver mudança no estatuto partidário, o que não é do agrado de ninguém.

Guerra está há seis anos na presidência do PSDB e, em 2007, foi colocado como alternativa para suceder Jereissati porque àquela altura paulistas e mineiros já se digladiavam por maior espaço dentro do partido e o nome do pernambucano terminou sendo um consenso.

Guerra deu conta do recado e já há quem considere que seria melhor que o PSDB fosse comandado por uma liderança de outro estado que não São Paulo ou Minas, e que talvez fosse melhor para Aécio, como presidenciável, manter-se distanciado das demandas internas da legenda.

Postura de Daniel na Assembleia indica que aliança do PSDB com PSB pode até ser branca, mas não será silenciosa

danielEnquanto o PT não decide se ficará na base de apoio ou fará oposição ao futuro prefeito do Recife, Geraldo Julio, no plano estadual o deputado Daniel Coelho (PSDB, foto) capricha no contraponto ao governo de Eduardo Campos (PSB) na Assembleia.

Vai dando indício de que os tucanos não estão tão dispostos a cultivar o silêncio, ainda que exista a tal aliança branca com o PSB. Vem barulho por aí.

Aliás, Daniel segue firme no papel de representar a renovação do PSDB por estas bandas. Neste domingo, ele esteve com Fernando Henrique Cardoso em São Paulo.

Foi agradecer ao apoio recebido na campanha para prefeito do Recife, mas também foi ouvir o que o pensa o ex-presidente sobre os próximos passos da legenda tucana no país.

No embate com governistas, Daniel aponta “facilidade” do PSB em se aliar ao PT e ao PSDB em busca de poder

psbO alerta feito pelo deputado estadual Daniel Coelho sobre o endividamento de Pernambuco – segundo ele, mais de R$ 4 bilhões – motivou embate entre oposição e governo.

Logo após o pronunciamento, ocorrido na tarde desta terça-feira na Assembleia, os deputados Silvio Costa Filho (PTB), Clodoaldo Magalhães (PTB) e Raimundo Pimentel (PSB) fizeram apartes, rebatendo as declarações do tucano.

O debate se deu em torno de questões técnicas. Os governistas lembraram que a capacidade de endividamento do estado é algo positivo e que merece ser exaltada.

Daniel reagiu dizendo que capacidade de endividar é uma face da moeda e o endividamento em si é outra. E perigosa.

No meio da discussão, as declarações foram politizadas quando o líder do governo, deputado Waldemar Borges (PSB), no afã de nacionalizar a questão, afirmou que o PSDB precisava se preocupar com endividamento do governo de São Paulo.

Daniel foi incisivo na resposta. Lembrou que se o PSDB precisava se preocupar com a gestão do governador Geraldo Alckmin o PSB teria de fazer o mesmo.

Isso porque, disse ele, os socialistas fizeram parte daquele governo até pouco tempo atrás – antes da campanha deste ano, quando deciciram apoiar Fernando Haddad na corrida pela Prefeitura de São Paulo. Portanto, frisou, são partidos parceiros.

Aliás, o deputado tucano aproveitou para afirmar que o PSB, que tanto critica a polarização PT x PSDB, se beneficia como pode deste embate, sempre se associando a um dos dois partidos.

Quando o PT está no governo, disse ele, o PSB se alia. Quando o PSDB está no poder, completou, o PSB trata de se coligar e participar das gestões.

Só para refrescar a memória sobre o que pode estar por trás dessa história toda: embora sejam afinados com alianças efetivas e brancas pelo país afora, PSDB e PSB devem se enfrentar em 2014 na disputa pela Presidência da República.

Os tucanos trabalharam o nome do senador Aécio Neves (MG). Já os socialistas já estão em campanha em favor de Eduardo Campos.