PSB somaria quase 5 minutos de TV com eventual apoio de DEM e MD a Eduardo

O Mobilização Democrática, partido surgido da fusão entre PPS e PMN, teria hoje cerca de 50 segundos de tempo de TV.

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Se crescer como planeja, deve chegar a mais de 1 minuto facilmente.

Por outro lado, a emenda negociada – e aprovada – pelo DEM, na quinta, revalidou o tempo de TV do dia da posse dos deputados em 2010 e garantiu aos democratas cerca de 2,5 minutos.

Se os dois partidos fecharem mesmo com Eduardo Campos, o PSB, que hoje conta com cerca de 1 e 45 segundos, conseguirá, por baixo, desde já, quase 5 minutos de guia eleitoral.

Eduardo é pré-candidato à Presidência da República.

Eduardo atrai siglas de oposição e põe base de apoio de Dilma no menu

Dois partidos estão praticamente fechados com Eduardo Campos: o DEM e o MD (Mobilização Democrática), que nasce da fusão do PPS com PMN.

Curiosamente, são siglas de oposição que, no passado, reforçaram o palanque do PSDB.

Resta saber se o projeto do socialista terá força para desfalcar a base de Dilma Rousseff.

Nesta terça, inclusive, ele almoça e janta com gente ligada ao governo em Brasília. Senta à mesa com PTB, PSC, PR e PPL e ainda com PDMB e PDT.

Indigestão à vista para os dilmistas.

Veja no link abaixo matéria e quadros publicados pelo Diario nesta terça sobre os encontros político-gastronômicos de Eduardo. O texto é de Rosalia Rangel.

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Se confirmar apoio a Eduardo, DEM fará revival pefelista

dem.org.br

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Se confirmada a adesão do DEM à candidatura e governo de Eduardo Campos, os ex-pefelistas protagonizarão um revival dos melhores dias do antigo partido nascido da Aliança Renovadora Nacional e do Partido Democrático Brasileiro (PDS).

logo PFL -arquivo

logo PFL – arquivo

Os deputados Mendonça Filho, Augusto Coutinho e Tony Gel se encontrarão no palanque com Joaquim Francisco, André de Paula, Inocêncio Oliveira, Sebastião Rufino, e tantos outros ex-parceiros dos tempos áureos do pefelê que já estão abigados sob o guarda-chuva eduardista.

A diferença é que, bem distante de momentos em que dava as cartas na Prefeitura do Recife e tinha espaço nobre no governo estadual, o partido pode ser mais um a se agarrar ao palanque socialista para tomar novo fôlego.

DEM mais distante do PSDB e à espera do palanque de Eduardo

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Se o PDT flerta com a pré-candidatura de Eduardo Campos ao Planalto mesmo estando com ministério no governo Dilma, o DEM também já não esconde o encanto pelo socialista.

Em muitas conversas de bastidores no final do ano passado, democratas pernambucanos admitiam a possibilidade de reforçar o palanque de Eduardo.

Agora, falam no assunto abertamente. Avaliam que o socialista é uma opção real ao PT, e justificam que a relação do DEM com o PSDB está desgastada.

Nesta quinta, o deputado federal do DEM gaúcho Onyx Lorenzoni afirmou que o partido não tem mais o “alinhamento automático” com o PSDB.

Para quem não se lembra, o vice do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) era o democrata Marco Maciel (PE).

Nas campanhas presidenciais de 2002, 2006 e 2010 o DEM sempre esteve no palanque tucano.

Pois, segundo Lorenzoni, o PSDB tratou muito mal os democratas em 2012. Adiantou ainda que o partido deverá primeiro fechar os palanques estaduais para só depois definir o posicionamento no plano nacional em 2014, o que deve ocorrer depois de outubro.

Ele, como os ex-pefelistas de Pernambuco, também não descarta respaldar o projeto de Eduardo. Mas, isso não quer dizer que não exista simpatia pelo presidenciável Aécio Neves (PSDB).

Em suma, tanto o PDT quanto o DEM começam a jogar para ver quem dá mais. Com tempos preciosos na TV, ambos os partidos “negociarão” os apoios – O PT, aliás, já fez sua ofertar ao destinar a pasta do Trabalho aos pedetistas.

Outro aspecto que se observa nesse momento é que a candidatura de Eduardo atrai gregos, troianos, esquerda e direita (ou algo que o valha).

Ideologia, ideais e história de luta do PSB limitarão as alianças? Provavelmente não. Mas, aguardemos.  (com informações do Poder On Line)

Governismo sem fronteiras visto em Pernambuco mata o debate e deixa órfã a democracia

Presidido nacionalmente pelo governador Eduardo Campos, o PSB se consolida em Pernambuco como desaguadouro de insatisfeitos com as legendas de origem.

Pouco interessa a coloração ou ideologia (?) política, a sigla socialista, sinônimo de poder no estado, é o destino preferido dos descontentes. E o partido, por sua vez, abriga, sem constrangimento algum, quem lhe pede guarida.

Na coluna Diário Político deste domingo a informação de que “o deputado estadual Tony Gel (DEM) já definiu com o governador Eduardo Campos o seu ingresso, junto com sua mulher, a ex-deputada Miriam Lacerda (DEM), no PSB”, só ratifica o potencial de sedução da legenda.

Até mesmo o ex-vereador do PT Josenildo Sinésio, um ex-humbertista, já acertou a adesão com Sileno Guedes, presidente estadual do PSB, segundo a coluna.

Do DEM já tinham sido atraídos para a sombra do poder, o ex-governador Joaquim Francisco e o ex-deputados Sebastião Rufino e Ciro Coelho, entre outros.

Na órbita do socialismo pernambucano estão também ex-democratas que hoje formam no estado o PSD do ex-prefeito Gilberto Kassab. Já entre os petistas, Josenildo deve ser um dos primeiros casos de migração para o PSB.

Como se constata, não faltam exemplos a confirmar que partidos são agrupamentos de interesses muito mais privados do que públicos. E que convicções e ideários não resistem à distância do poder.

Diante da transformação da política pernambucana em samba de nota só, uma velha observação merece ser sublinhada: o governismo sem fronteiras impede o debate, mata o contraditório e deixa órfã a democracia.

Tamo junto! – E nesta história toda de troca de partido, há que se lembrar que o vice-governador João Lyra está deixando o PDT para se filiar também ao PSB.

A mudança lhe tornará automaticamente companheiro de legenda do deputado Tony Gel, seu adversário histórico nas disputas eleitorais de Caruaru.

Saiba por quais razões o DEM não vai se fundir com outra legenda

Comentário “Um partido vale muito”, publicado da coluna Diario Político, de Marisa Gibson, nesta quarta-feira no Diario:

demNum país como o Brasil com um multipartidarismo exacerbado, ter um partido significa muito. Por menor que seja, por mais debilitado que esteja, é melhor mantê-lo nas mãos. É um trunfo de suas lideranças. É o caso do DEM.

Para afastar-se do PSDB, como é o desejo dos democratas, não é preciso fusão, e para os mais inquietos, não vale a pena nem mesmo pensar em mudar de partido visando as eleições de 2014, cujo prazo para filiações é 30 de setembro.

Em Pernambuco, por exemplo, o deputado federal Mendonça Filho, presidente regional do DEM, deverá manter-se no partido, junto com Augusto Coutinho, também deputado federal.

Já se especulou muito sobre uma possível filiação dos dois a legendas da Frente Popular, preferencialmente, o PMDB, PTB ou PSB por uma questão de sobrevivência eleitoral, porém a sobrevivência política também é um fator preponderante.

No PMDB quem manda é o senador Jarbas Vasconcelos; no PTB, o senador Armando Monteiro Neto; e no PSB, o governador Eduardo Campos. Em qualquer uma dessas legendas, os dois democratas serão apenas figurantes.

Permanecendo no DEM, Mendonça Filho poderá ter pelo menos condição de sentar-se à mesa com os “generais” e decidir sobre alianças em 2014.

Aliás,os democratas que ingressaram no PSB em 2009 não alçaram a condição de estrelas dentro do partido, a exemplo do ex-deputado e ex-governador Joaquim Francisco, entre outros.

Até mesmo o ex-deputado André de Paula, incentivado por Eduardo para deixar o DEM e ingressar no PSD para comandar a legenda no estado, embora não se queixe, viu o seu partido excluído da composição da equipe da Prefeitura do Recife,  mantendo-se periférico no governo estadual.

DEM reafirma distanciamento do PSDB. Em dezembro, o assunto já motivara post no Blog

psdbA informação de que o DEM está se articulando para se desgarrar do PSDB foi motivo de post aqui no Blog ainda em dezembro (veja abaixo).

Nesta segunda, a Folha de S. Paulo informou que líderes do antigo PFL se reuniram no último sábado, em Salvador (BA) para traçar planos e afastar o fantasma da fusão ou do fim do partido.

Embalados pela vitória de ACM Neto na prefeitura da capital baiano, decidiram se desgarrar do PSDB e ampliar o leque de alianças com PMDB, PDT e PSB, aliados do Planalto, para aumentar a participação no Congresso na disputa de 2014.

É com base na bancada da Câmara que se definem o tempo na TV e o Fundo Partidário.

A meta é manter o DEM como “partido viável”: recuperar o total de deputados que tinha antes do racha que gerou o PSD, articulado pelo ex-prefeito de São Paulo Gilberto Kassab.

Eram em torno de 40. Hoje são 27, insuficientes para pavimentar, por exemplo, o futuro de ACM Neto na política nacional.

Pois bem. Desde o final de novembro, informações, em reserva junto a democratas de Pernambuco e de outros estados, revelavam insatisfações com o tratamento dado a eles pelos tucanos.

Já se falava inclusive da grande simpatia dos ex-pefelistas à possível postulação de Eduardo Campos. Para eles seria o caminho ideal. Afinal, poderiam subir num palanque não-tucano e se manteriam na oposição aos petistas.

Democratas estariam torcendo pela candidatura de Eduardo. Com isso, se distanciariam do PSDB

Pouco empolgado com Aécio, Agripino, presidente nacional do DEM, diz que projeto de Eduardo ajuda a oposição

demO presidente nacional do DEM, o senador potiguar José Agripino, diz que a oposição só terá chance de vitória em 2014 se ampliar a minguada coligação de partidos que hoje são contra a administração federal do PT.

Aliás, ele não se entusiasma muito ao comentar as chances do principal postulante do PSDB para o Planalto, o senador Aécio Neves (MG):

“É um nome da melhor qualidade. Agora, o que é preciso não é ter candidato. É ter candidato para ganhar a eleição”. Aécio, como se sabe, foi lançado na segunda-feira pelo partido.

O democrata afirma também que a presença de Eduardo Campos (PSB) na corrida presidencial é importante para ajudar a oposição.

E mais: revela ainda que mantém contatos com PMDB, PSB e PP, todas legendas pró-Dilma, e frisa que “se existe diálogo, existe perspectiva de entendimento”.

As declarações, feitas à Folha de S. Paulo e ao UOL, nesta quarta-feira, casam com matéria publicada neste domingo pelo Diario e resproduzidas neste Blog.

Na matéria, fica claro que o DEM já não está tão afinado com o PSDB e que, por isso mesmo, acompanha com interesse a a movimentação de Eduardo Campos no que se refere à pré-candidatura à Presidência. Relembre:

Democratas estariam torcendo pela candidatura de Eduardo. Com isso, se distanciariam do PSDB

Queiroz demarca terreno na aliança eduardista para se diferenciar de Tony Gel e Miriam, caso eles entrem no PMDB

O prefeito reeleito de Caruaru, José Queiroz (PDT), já desenvolveu uma tese para demarcar espaços dentro da Frente Popular caso o deputado Tony Gel e a ex-deputada Miriam Lacerda, ambos do DEM, se filiem mesmo ao PMDB.

Adversário político do casal democrata, o prefeito avalia que as pessoas saberão identificar as diferenças ideológicas e a linha histórica de cada um. “Apesar de ninguém mais acreditar, existe ideologia na política sim”, disse.

Miriam concorreu à Prefeitura de Caruaru e foi derrotada pelo pedetista. Após as eleições foi divulgada a informação de que ela e o esposo estariam entrando no PMDB.

O partido, que em Pernambuco era oposição, aderiu à aliança governista ao declarar apoio à candidatura de Geraldo Julio à Prefeitura do Recife – sob a liderança do senador Jarbas Vasconcelos.

Pois José Queiroz já deixou claro que o casal pode até vir, mas há que se salientar a diferença de origem. Aliás, o prefeito informou que o PSD seria o destino preferido de Tony e Miriam.

No entanto, segundo o pedetista, o presidente da legenda, ex-deputado André de Paula, teria rejeitado a adesão. Diz Queiroz que André teria dito que em Caruaru o PSD tem compromisso com o governo dele.

Com informações de Tércio Amaral, do Diario

Vitórias em Aracaju e Salvador fazem DEM tirar da pauta projeto de fusão. Por enquanto

Comentário de Marisa Gibson, da coluna Diario Político, publicado nesta quarta-feira, no Diario. Confira:

demO que era dado como certo – o início das negociações da fusão do DEM com outro partido após o término do segundo turno – entra numa fase de banho-maria em consequência das vitórias dos democratas em Salvador, Aracaju e Vila Velha.

E as atenções agora se voltam para o PSD, de Gilberto Kassab, que já está praticamente na base do governo e cuja possível fusão com o PP, de Paulo Maluf, entra na ordem do dia.

O DEM deu um recuo para ver como as peças vão se movimentar, até porque muita água ainda vai rolar, havendo inclusive a eleição para a presidência da Câmara dos Deputados, que dependendo do grau de acirramento da disputa pode determinar um redirecionamento dos partidos.

Os democratas estão convictos de que, se a fusão do PSD com o PP se concretizar, haverá parlamentares insatisfeitos que poderão migrar para outras siglas, inclusive o DEM.

Há também a questão dos benefícios do tempo de televisão e do fundo partidário em casos de fusão, que deve ser revista pela própria Câmara e pode limitar bastante os passos nesse sentido.

Vistas como tábua de salvação para legendas em estado terminal, as fusões não são fáceis, a começar pela conciliação dos interesses nacionais e as necessidades locais.

Além disso, uma fusão implica em divisão de espaços de poder, prevalecendo evidentemente a precedência do partido mais representativo.

A fusão do DEM, se acontecer, ficará entre o PMDB e o PSDB, mas a esta altura não dá para apostar em nenhum dos dois casos.

Em Pernambuco já houve conversas de democratas com peemedebistas e socialistas, mas ficou por aí, persistindo apenas o desejo externado pelo deputado estadual Tony Gel e sua mulher, a ex-deputada Miriam Lacerda, de mudar para um partido da base do governo Eduardo.

Este assunto, no entanto, ainda não foi tratado com o presidente estadual do DEM, o deputado federal Mendonça Filho.