Maciel desiste de cargos na prefeitura de Kassab

Decisão do ex-senador foi tomada em reunião da Executiva do DEM

Na reunião da Executiva Nacional do Democratas realizada nesta quinta-feira (12), em Brasília, o ex vice-presidente da República, ex-senador Marco Maciel anunciou a decisão de agradecer e declinar da indicação do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab para integrar os conselhos de administração da Companhia de Engenharia de Tráfico (CET) e da São Paulo Turismo (SPturis).

As informações são do site do Democratas.

Em nota, Marco Maciel afirmou que seguirá participando da “consolidação dos princípios sociais-liberais do Democratas ao qual tem dedicado especial empenho desde os idos de 1984”. O senador hoje é presidente do Conselho Político do Democratas.

O presidente nacional do DEM, senador José Agripino fez questão de ressaltar que o ex-senador é a principal figura do partido e “seguirá cumprindo as importantes missões partidárias do DEM”.

O senador recebeu inúmeras manifestações de apoio dos presentes à Executiva que ressaltaram a sua vida política baseada na ética e no serviço ao Brasil.

“Marco Maciel tem retidão de caráter, postura e posicionamento”, disse o deputado Mendonça Filho, presidente do DEM em Pernambuco.

O presidente da Fundação Liberdade e Cidadania, José Carlos Aleluia, declarou que ficou muito satisfeito com a decisão de Marco Maciel de permanecer no partido. “A sua decisão é muito importante para preservar e ajudar a reconstruir o partido”, afirmou.

Nota na íntegra:

Comuniquei à Executiva Nacional do Democratas a decisão de agradecer e declinar da indicação do Prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, ocorrida no final de 2010, para integrar os conselhos de administração da Companhia de Engenharia de Tráfico (CET) e da São Paulo Turismo (SPturis).

Continuarei a participar da consolidação dos princípios sociais-liberais do Democratas, ao qual tenho dedicado especial empenho desde os idos de 1984. Nesse ano, pactuamos a Aliança Democrática que contribuiu para o retorno do estado de Direito, a convocação da Assembleia Nacional Constituinte e a promulgação da Constituição de 1988.