Debate estéril: pré-campanha presidencial enseja modernidade, mas mergulhou num mar conservador

Pres. da República

Pres. da República

A pré-campanha presidencial vai sendo levada entre ataques, contra-ataques e busca por polêmicas que, quem sabe, podem garantir alguma manchete.

No que diz respeito a ideias e propostas, o terreno é infertil. Há um vazio que é refletido nas pesquisas de intenção de voto.

Além de evidenciar um recuo na popularidade da presidente Dilma Rousseff (PT), os levantamentos revelam que há um claro desinteresse do eleitor.

Na Vox Populi/Carta Capital, divulgada no dia 16 deste mês, brancos e nulos somaram 15% e os que não sabem em quem votar ou que não responderam chegaram a 18%, totalizando 33%.

Dilma ficou com 40%, o senador Aécio Neves (PSDB) obteve 16% e o ex-governador Eduardo Campos (PSB) somou 8%.

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Na pesquisa Ibope, divulgada no dia seguinte (17), brancos e nulos atingiram os 24% e os indecisos ou que não souberam responder representaram 12%. No total, esse universo corresponde a 36%.

Nessa sondagem, Dilma apareceu com 37%, Aécio ficou com 14% e Eduardo surgiu com 6%.

Entre os fatores que podem estar pesando na ausência de proposições que injetem algum ânimo no eleitor está a conduta dos próprios concorrentes.

De um lado, há uma presidente com agenda negativa, que se vira junto ao padrinho Lula na tentativa de minorar perdas eleitorais – prejuízos que, aliás, já começam a surgir na esteira de denúncias de má gestão na Petrobras.

De outro lado, os concorrentes que aparecem com maior peso nas pesquisas, são calouros na disputa do Planalto e, ao que tudo indica, esperam o desenrolar de fatos negativos dentro do governo para, quem sabe, tirar algum proveito.

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Em outras palavras, aguardam estragos decorrentes de eventuais protestos da população contra a Copa e o não-atendimento de reivindicações apresentadas no ano passado.

Há ainda variáveis ligadas à economia com potencial de uso eleitoral – aumento da inflação, de tarifa de energia, etc…

Em suma, nem Dilma apresenta um discurso capaz de lhe assegurar a recuperação de terreno, nem seus oponentes tomam a iniciativa de formular uma agenda de projetos e ações – exequíveis – com o poder de angariar a simpatia do eleitorado.

Há um conservadorismo modorrento que pode ser observado em falas que ensejam modernidade, mas que, na verdade, estão cercadas de práticas antigas por todos os lados.

Além disso, a volta de temas que jogaram a campanha de 2010 na perigosa vala da moral/religião – caso do aborto – atestam a esterilidade das águas em que a campanha foi mergulhada.

Os 51,1% de votos obtidos por Geraldo – apadrinhado por Eduardo – em 2012, indicam que Frente Popular não terá vida fácil no Recife

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A notícia de que o ex-ministro e pré-candidato ao Senado Fernando Bezerra Coelho (PSB) começou a se reunir com vereadores do Recife, publicada no Diario na semana passada é sintomática.

A capital, ou o eleitorado dela, é independente e costuma surpreender. Na última eleição, o PSB, mesmo com o poderio do ex-governador Eduardo Campos e sua aprovação cantada em verso e prosa, não teve vida fácil.

O candidato socialista, Geraldo Julio – apadrinhado e colocado no andor por Eduardo – saiu vencedor no primeiro turno, mas obteve 51,15% dos votos (453.380 mil votos).

Quer dizer, por muito pouco – 1,1% – não foi estabelecido o segundo turno na disputa pela prefeitura municipal.

E olha que a performance se deu apenas dois anos depois dos impressionantes 82,83% – 3.450.874 votos – que garantiram a reeleição de Eduardo, em 2010.

A transferência de votos, como se viu, não foi tão “automática” assim, o que ratifica a autonomia do eleitor do Recife.

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A Frente Popular tem consciência de que metade dos habitantes da capital não quis o candidato escolhido pelo governador.

Agora, que se aproxima nova campanha, o PSB, já com o nome do pré-candidato ao governo escolhido, começa a se precaver na capital.

Segundo a matéria do Diario, os encontros promovidos por Bezerra Coelho com vereadores objetivam aumentar a inserção política da Frente Popular no Recife e, por meio de um plano de ação a ser definido, planejam chegar mais perto do eleitorado da capital.

Óbvio que o ex-ministro, cujas bases estão em Petrolina, no Sertão do São Francisco, carece de terreno no Recife, onde o seu principal adversário na corrida pelo Senado, o ex-prefeito e deputado João Paulo (PT), tem espaço garantido.

Mas assim como Geraldo, Câmara é desconhecido e vai precisar da mesmíssima mobilização dos vereadores feita por FBC para se firmar no Recife . Os 51,1% de 2012 não deixam dúvidas para os socialistas.

Dilma Rousseff tem 40%, Aécio Neves conta com 16% e Eduardo Campos está com 8%, segundo o Vox Populi

facebook/reprodução

facebook Carta Capital/reprodução

Pesquisa Vox Populi / CartaCapital realizada entre os dias 6 e 8 de abril revela um cenário estável para a Dilma Rousseff (PT) a cerca de três meses do início da campanha eleitoral.

A presidenta oscilou um ponto negativo em relação ao último levantamento, em fevereiro, e aparece como a candidata favorita de 40% dos eleitores.

Juntos, os adversários somam 26% das intenções de voto. O cenário para a sucessão, portanto, praticamente não se alterou nos dois últimos meses, apesar do mau humor com a economia e da crise na Petrobras, alvo de embates por uma CPI no Congresso.

Em segundo lugar na pesquisa, o tucano Aécio Neves também oscilou um ponto para baixo. Em fevereiro, era lembrado por 17% dos eleitores. Hoje aparece com 16%.

Eduardo Campos (PSB), que durante a semana anunciou a ex-senadora Marina Silva como a pré-candidata a vice em sua chapa, soma 8% (tinha 6% há dois meses). O Pastor Everaldo Pereira, pré-candidato do PSC, tem 2%.

Os pré-candidatos Levy Fidelix (PRTB), Randolfe Rodrigues (PSOL), Eymael (PSDC) e Mauro Iasi (PCB) não pontuaram. Votos brancos ou nulos somam 15%. O número de eleitores que não sabem em quem votar ou que não responderam a pesquisa é de 18%.

Nesta quinta-feira 17 serão divulgados todos os detalhes da pesquisa CartaCapital/Vox Populi.

Para a pesquisa, o instituto ouviu 2.200 eleitores em 161 municípios. A margem de erro é de 2,1 pontos percentuais. (Informações da Carta Capital)

Desaguadouro de críticas a oponentes, Facebook do PT ignora “açaí com tapioca” e ataca “angu de caroço” baiano pró Aécio

Desaguadouro de respostas e ataques aos pré-candidatos que fazem oposição à presidente Dilma Rousseff, a página do PT no Facebook  ignorou  o pré-lançamento das candidaturas de Eduardo Campos e Marina Silva ao Palácio do Planalto, nesta segunda-feira.

A munição virtual foi direcionada para a Bahia, onde DEM, PSDB e PMDB se juntaram numa aliança estadual e garantiram palanque ao presidenciável tucano, senado Aécio Neves. Confira o post intitulado:

ANGU DE CAROÇO À BAIANA

Facebook/PT

Facebook/PT

Jorge Amado costumava dizer que a Bahia é terra de contrastes e sincretismos. Agora, o oportunismo político pretende transformá-la, também, na terra de alianças estapafúrdias.

É o que ocorre com a chapa que a oposição, com pompa e circunstância, acaba de lançar para disputar as próximas eleições estaduais.

Uniram-se no mesmo balaio de gatos o carlista Paulo Souto (DEM) e o anticarlista visceral Joaci Góes (PSDB), candidatos a governador e vice, respectivamente.

Tudo sob as bênçãos do camaleão Geddel Vieira Lima (PMDB), que assume à cor de ocasião que lhe convém, candidato ao Senado Federal na chapa de Souto e Joaci.

É o que se pode chamar de casamento de jacaré com cobra d’água, com tudo para dar errado.

Mensagem sobre rodas: eleitor usa carro para pedir que Arraes perdoe Eduardo por ele não saber o que faz

Foto: Juliana Colares/Diario - tratamento: Bosco/DP

Foto: Juliana Colares/Diario – tratamento: Bosco/DP

Uns se expressam nas redes sociais, outros picham muros, alguns protestam nas ruas e tem quem faça da lataria do carro um “outdoor” para mandar sua mensagem aos políticos.

É o caso do proprietário do veículo acima, que, na tarde desta segunda-feira (14.04) foi visto circulando pela Avenida Mascarenhas de Morais, na Imbiribeira.

Miguel Arraes, ex-governador de Pernambuco, é avô do também ex-governador e presidenciável Eduardo Campos (PSB), e faleceu em 2005.

Encontro do PSB começa com gritos de “Brasil não desanima! A solução é Eduardo e Marina!”

imagem: twitter PSB40 - reprodução

imagem: twitter PSB40 – reprodução

Eduardo Campos e Marina Silva selam a chapa do PSB para a Presidência da República. Ele na cabeça e ela como vice.

Na tarde desta segunda-feira (14.04) em Brasília eles lançam suas pré-candidaturas.

O formato do evento lembra uma convenção partidária, mas esta só ocorrerá em junho.

imagem: Twitter PSB40 - reprodução

imagem: Twitter PSB40 – reprodução

Quer dizer, a reunião desta segunda é uma prévia – destinada a atrair holofotes, microfones e flashes – da oficialização das candidaturas.

A deputada federal Luiza Erundina disse, emocionada, em discurso que  “Eduardo e Marina são a mudança que o Brasil precisa”,

O encontro, definido como político-cultural, foi iniciado com gritos de: “Brasil não desanima! A solução é Eduardo e Marina!”.

Assim como veteranos, nomes com potencial para se converter em novas lideranças em PE estão subordinados a Eduardo

André de Paula - DP

André de Paula – DP

Há dez dias, publiquei aqui matéria sobre o fato de a “era Eduardo Campos” ter representado o fim de linha para uma geração de caciques que até oito anos atrás dava as cartas em Pernambuco.

Curiosamente, a totalidade dos veteranos saiu de cena à sombra do governo do socialista.

Gabriela Korossy/Camara dos Deputados

Gabriela Korossy/Camara dos Deputados

Olhando para frente, vê-se uma leva de líderes com anos de atuação ainda por vir, também sob o guarda-chuva do eduardismo.

O que quer dizer que o caminho de muitos deles estará associado ao desempenho do ex-governador de Pernambuco na corrida pela Presidência da República.

Ou seja, do mesmo modo que marcou o encerramento de um ciclo na sua passagem pelo Executivo estadual, Eduardo, e sua inconteste capacidade de comandar, criaram uma dependência futura para muitos da sua própria geração.

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Na relação estão, de outros partidos, os deputados federais Raul Henry (PMDB) e André de Paula (ex-DEM, hoje no PSD) e deve entrar ainda o ex-governador e também parlamentar federal Mendonça Filho (DEM).

Os três já disputaram eleições majoritárias e hoje vivem a expectativa de manutenção de espaço na esteira do poderio eleitoral do ex-governador.

facebook/reprodução

facebook/reprodução

No PSB, partido presidido nacionalmente por Eduardo, a lista de nomes com potencial de protagonista é longa: o ex-ministro Fernando Bezerra Coelho, os ex-secretários da Casa Civil Tadeu Alencar; de Governo, Milton Coelho; da Saúde, Antônio Figueira; o presidente estadual do partido, Sileno Guedes, o deputado federal Danilo Cabral, entre outros.

Enfim, a fila da “subordinação” à liderança do ex-governador é extensa e atesta, com números, o adesismo e o personalismo observados nos últimos anos em Pernambuco.

Annaclarice Almeida/DP/D.A Press

Annaclarice Almeida/DP/D.A Press

Revelam também que, mesmo dirigindo um vasto plantel de “políticos” com ambições majoritárias, o líder não é adepto a obviedades quando o assunto é abrir espaço para o exercício desses anseios.

Técnicos, que, em tese, não teriam chance de disputar eleições, têm levado vantagem – nomes de extrema confiança sem carreira política prévia ou perfil de líder.

Mais um aspecto a ser estudado no futuro sobre os governos de Eduardo Campos em Pernambuco. Mais um viés que pode explicar o modo do socialismo de governar.

Petistas, Lula e Dilma vão engolindo iscas de Eduardo e a pré-campanha ganha ares de polarização PT x PSB

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O ex-governador e presidenciável Eduardo Campos vai fazendo, aos poucos, o PT engolir as iscas que ele vem jogando há tempos nas águas da oposição.

A polarização da pré-candidatura da presidente Dilma Rousseff com o projeto presidencial do socialista não está de todo estabelecida, mas já começa a se configurar.

Ainda que Eduardo apareça entre 6% (Ibope/CNI de 20.03.14) e 10% (Datafolha de 05.04.14) nas pesquisas, o PT não resistiu.

Primeiro, foi a fanpage do partido. O perfil iniciou uma série de ataques em reação às críticas feitas pelo socialista à presidenciável petista.

Blenda Souto Maior/DP/D.A Press.

Blenda Souto Maior/DP/D.A Press.

Classificou Eduardo de “tolo” e “playboy mimado”. Num texto intitulado de “A balada de Eduardo Campos”, fez duras críticas ao ex-governador de Pernambuco.

O socialista foi considerado, inclusive, de “beneficiário singular da boa vontade dos governos do PT”, que resolveu lançar candidatura própria “estimulado pelos cães de guarda da mídia”.

Depois disso, a página passou a fazer postagens apresentando matérias jornalísticas contendo críticas ao presidenciável do PSB.

Paulo Paiva/DP/D.A Press.

Paulo Paiva/DP/D.A Press.

Os petistas decidiram aproveitar denúncias ou simplesmente balanços negativos do governo de Pernambuco para reforçar críticas.

No início da semana, foi a vez de o ex-presidente Lula entrar no jogo. Mordeu e assoprou em Eduardo em entrevista a blogueiros.

Disse que tinha “amizade belíssima” com Eduardo, e “uma grande amizade com o avô dele, Miguel Arraes”.

E afirmou ainda que “adoraria a continuidade da aliança PSB/PT”.

Paulo Paiva/DP/D.A Press.

Paulo Paiva/DP/D.A Press.

Lula não deixou, proém, de mandar um recado: “sinceramente, eu não vejo um sinal de a candidatura de Eduardo ir para a esquerda. Ela tendencia para a direita”.

Agora, se observa a própria Dilma se manifestar, marcando uma visita a Pernambuco para a próxima segunda-feira (14).

Trata-se, exatamente, do mesmo dia em que Eduardo anunciará, em Brasília, sua pré-candidatura ao Planalto.

O evento do PSB estava programado há pelo menos duas semanas e a presidenciável petista informou que aparecerá por aqui na última quarta-feira (09).

Ou seja, ainda que não se tenha certeza, a coincidência da agenda de Dilma com a do ex-governador pernambucano soa como provocação.

Por aqui ela vem batizar o terceiro navio do estaleiro Atlântico Sul, em Suape, e inaugurar o trecho Serra Talhada/Afogados na Adutora do Pajeú, em Serra.

O PT e sua militância, sempre a postos, podem até não admitir, mas a preocupação com o socialista é evidente e a máxima “quem desfaz, quer comprar”, dá à pré-campanha ares de polarização entre Dilma e Eduardo.

Tudo o que o socialista sempre quis.

Desempenhos de Eduardo e Dilma no país terão influência direta na campanha em Pernambuco

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Na coluna Diario Político desta sexta-feira (11) Marisa Gibson traz, no comentário a seguinte conclusão:

A gestão de Dilma e a de Eduardo, suas performances na campanha presidencial, com crescimento e quedas nas pesquisas, terão influência decisiva no resultado da eleição em Pernambuco“.

Pois bem. A afirmação faz todo sentido. Prefeitos e lideranças que hoje superlotam o palanque do pré-candidato da Frente Popular, Paulo Câmara (PSB), podem não resistir ao crescimento da presidente Dilma Rousseff nas pesquisas.

Caso isso aconteça, as chances de vitória da petista no primeiro turno aumentarão, o que certamente atrairá muita gente. Possibilidades de êxito nas urnas sempre é chamariz para gestores e vereadores.

Esse quadro tende a beneficiar a candidatura do senador Armando Monteiro (PTB) ao governo estadual.

O mesmo se dará, caso Eduardo deslanche e sua candidatura ganhe corpo. Os que hoje apoiam o projeto petebista podem migrar em direção ao palanque socialista.

Em suma, a corrida presidencial terá conexão direta com a disputa pelo Executivo de Pernambuco.

O que ocorrerá além das fronteiras estaduais poderá ditar ritmo e mesmo promover guinadas na campanha. O fator nacional, enfim, será variável das mais importantes.

Dilma volta ao estaleiro onde surgiu como pré-candidata em 2010 ao lado de Lula. Vem demarcar espaço em “terras de Eduardo”

Blenda Souto Maior/DP/D.A Press Presidente Dilma Rousseff faz a entrega oficial do navio Zumbi dos Palmares, no estaleiro Atlantico Sul, no Porto de Suape. Na foto, a presidente Dilma Rousseff e o governador Eduardo Campos (20.05.13)

Entrega oficial do navio Zumbi dos Palmares, no estaleiro Atlântico Sul, no Porto de Suape. Na foto, a presidente e o governador Eduardo Campos. Foto: Blenda Souto Maior/DP (20.05.13)

A presidente Dilma Rousseff vem fincar trincheira em “terreno inimigo”.

A terra que o ex-governador Eduardo Campos comandou por dois mandatos e da qual fez vitrine para as suas pretensões presidenciais, está na agenda da petista.

07/05/2010. Credito: Alcione Ferreira/DP/D.A Press

07/05/2010.  Foto: Alcione Ferreira/DP/D.A Press

Agora, tendo o socialista como opositor e concorrente na briga pelo Planalto, Dilma retorna com compromisso oficial.

Curiosamente, volta ao mesmo local em que, em maio de 2010, já desincompatibilizada do cargo de ministra, aparecia como pré-candidata à sucessão do presidente Lula.

07/05/2010. foto: Alcione Ferreira/DP

07/05/2010. foto: Alcione Ferreira/DP

E, coincidentemente, terá programa similar ao daquela época, quando foi lançado ao mar o primeiro navio do Estaleiro Atlântico Sul, no Porto de Suape.

Na ocasião, Eduardo, então governador preparando-se para disputar a reeleição, dividia a ribalta com Lula e com a então pré-candidata. Tudo na mais perfeita sintonia.

07/05/2010. foto: Alcione Ferreira/DP/D.A Press

07/05/2010. foto: Alcione Ferreira/DP/D.A Press

Agora, o socialista estará longe dos seus domínios. Mais precisamente em Brasília, onde lançará sua pré-candidatura.

Quatro anos depois, Dilma e Eduardo navegam em águas distantes ancoram em portos diferentes.

07/05/2010. Foto: Alcione Ferreira/DP/D.A Press

07/05/2010. Foto: Alcione Ferreira/DP/D.A Press

Ele, sem mandato e minimizando a atuação do governo federal em Pernambuco.

Ela, em busca de mais quatro anos no cargo, vem demarcar terreno no estado com o qual a União foi generosa.