Paulo Câmara confirma ter viajado no avião de Eduardo de Serra Talhada ao Recife e que nada tem a esconder

Rapha Oliveira/ESP DP/D.A Press.

Rapha Oliveira/ESP DP/D.A Press.

Nesta terça-feira, no intervalo da entrevista que concedeu à Rádio Globo Recife 720 AM, o candidato do PSB ao governo do estado, Paulo Câmara, contou como andou no avião que acabou matando Eduardo Campos no mês passado.

O assunto está no topo da pauta da campanha do oponente Armando Monteiro (PTB) que cobra do socialista explicações sobre a ampliação, pelo governo estadual, de incentivos fiscais à Bandeirante Pneus, empresa citada como possível compradora do jato e envolvida em denúncia de sonegação fiscal.

Armando também pergunta se Paulo quando voou na aeronave sabia do envolvimento da empresa na citada negociação? E quer que o adversário diga o que acha das irregularidades apontadas sobre a compra do avião. Em suma, tenta jogar no colo do socialista a culpa por ter utilizado, em campanha, um equipamento cercado de suspeitas de ilegalidades.

Paulo, de modo assertivo, informou ter usado sim a aeronave. Disse que depois de cumprir agenda, em Serra Talhada, em junho, pegou carona no avião de Eduardo até o Recife.

Ricardo Fernandes/DP/D.A Press

Ricardo Fernandes/DP/D.A Press

“Dispensei o meu (avião) e vim no dele. Tinha vaga. Vinhemos conversando”, disse acrescentando que não tinha nada a esconder dessa história.

Já de volta ao ar, no último bloco da entrevista, Paulo Câmara falou, com microfone aberto, se achava que as irregularidades que cercam o avião e a citação de Eduardo Campos entre os envolvidos no esquema de corrupção da Petrobras poderiam influenciar a campanha estadual como ocorreu na disputa presidencial. Veja:

“Eu sou a favor de que se esclareça tudo, inclusive as causas que se deram a queda do avião de Eduardo. Eu sei da correção de Eduardo, aa sua formação como pessoa e estou sereno”, disse.

“Sei da correção com que tudo foi feito, em relação a Petrobras. Eu acompanhei. Ele ligava pessoalmente para os senadores para instalar a CPI da Petrobras, o maior escândalo do Brasil. Eduardo sempre foi a favor”, continuou.

“Acusar uma pessoa que não está aqui para responder é uma coisa muito sórdida. Para a campanha estadual, isso não chegue. Não acredito que chegue nem na nacional, nem estadual. Ele não admitiria nunca esse esquema que está sendo denunciado”, completou.

Na página 2, a nota que o PSB emitiu após a coletiva em que Armando Monteiro fez os questionamentos a Paulo Câmara:

Petrobras: No sábado, Marina fez defesa veemente de Eduardo. “É uma ilação”, disse. Nesta segunda: “quem é culpado será punido”

Paulo Paiva/DP/D.A Press

Paulo Paiva/DP/D.A Press

No sábado Marina Silva se mostrou incisiva, mas nesta segunda-feira já não pareceu tão convicta na defesa de Eduardo Campos no caso da delação do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa.

O ex-diretor teria incluído o nome do ex-governador pernambucano na lista de envolvidos num esquema de corruopção na estatal.

A relação foi divulgada pela revista Veja no fim de semana. Eduardo morreu num acidente de avião no dia 13 do mês passado em campanha para o Planalto. Marina, que era candidata a vicem, assumiu a cabeça da chapa do PSB.

No sábado, já após a revista ter chegado às bancas, Marina fez defesa incisiva do líder socialista.

Em campanha no interior da Bahia, atribuiu a citação a uma “ilação” do delator.

Afirmou que o fato de a Petrobras estar construindo uma refinaria (Abreu e Lima) em Pernambuco,  “não dá o direito a quem quer que seja de incluí-lo na lista dos que cometeram qualquer irregularidade.”

O mesmo tom foi manifestado na nota assinada, no mesmo sábado, pelo presidente do PSB, Roberto Amaral.

“Não há acusação digna de honesta consideração”, escreveu. “Há, apenas, malícia.”

facebook

facebook

A nota informava ainda que,  “morto, Eduardo não pode se defender. Mas seu partido o fará,  em todos os níveis, políticos e judiciais, no cível e no criminal, e para esse efeito já está requerendo acesso ao conteúdo integral do depoimento do administrador da corrupção na Petrobras.”

Pois nesta segunda-feira (08) à tarde Marina falou o seguinte, após compromisso de campanha em São Paulo:

“Não queremos nenhum um tipo de conivência por conveniência política. Nosso compromisso é com a verdade. Quem é culpado será punido, quem é inocente, será inocentado”.

Ns entrevista que concedeu ao Jornal da Record na noite desta segunda-feira, ela reiterou o que falara mais cedo.

Ou seja, de sábado para cá, a candidata socialista, ao que parece, retirou “ilação” do vocabulário e diminuiu a certeza de que há injustiça no caso.

Ou será, apenas mais um posicionamento assumido ao sabor de interesses de campanha? Aguardemos.

Com informações do R7

 

Eduardo Campos, Sérgio Cabral e Roseana Sarney citados por delator como integrantes de esquema de corrupção na Petrobras

Capa da revista Veja que circula neste fim de semana. Foto: Reprodução da Internet

Capa da revista Veja que circula neste fim de semana. Foto: Reprodução da Internet

O ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos (PSB), morto em um acidente aéreo no último dia 13 de agosto e também o ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, e a atual governadora do Maranhão, Roseana Sarney, ambos do PMDB, foram citados pelo ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa como envolvidos no esquema de corrupção na estatal.

Parte da lista foi apresentada pela revista Veja na edição semanal, que chegou às bancas neste fim de semana.

A revelação dos nomes acontece dentro do acordo de delação premiada que Costa fechou em 22 de agosto com os procuradores da Operação Lava Jato, da Polícia Federal.

Os estados de Pernambuco, Maranhão e Rio de Janeiro estão com refinarias da Petrobras em fase de construção.

Ainda segundo a Veja, Costa disse que despachava direto com o ex-presidente Lula e a presidente Dilma, então presidente do conselho de administração da Petrobras, saberia de tudo.

Paulo Paiva/DP/D.A Press

Paulo Paiva/DP/D.A Press

Segundo a reportagem da revista, além dos governadores, Paulo Roberto Costa cita nomes de pelo menos 25 deputados federais, seis senadores, e o ministro Edison Lobão (PMDB), titular da pasta de Minas e Energia.

Entre os parlamentares estão os presidentes da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), e do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL).

Os senadores Ciro Nogueira (PP-PI), presidente nacional do partido, e Romero Jucá (PMDB-RR) também estão na lista do ex-diretor.

Ele cita ainda os deputados federais Cândido Vaccarezza (PT-SP) e João Pizzolatti (PP-SC), o ex-ministro das Cidades Mário Negromonte (PP) e João Vaccari Neto, secretário nacional de finanças do PT.

blog.jornalpequeno.com.br

blog.jornalpequeno.com.br

O número de políticos envolvidos no esquema ainda deve aumentar até o final dos depoimentos do delator.

De acordo com a Veja, Paulo Roberto Costa admitiu que as empreiteiras contratadas pela Petrobras tinham, obrigatoriamente, que contribuir para um caixa paralelo destinado à base aliada do governo.

Quem fazia ponte com o esquema no PT, segundo Costa, era o tesoureiro nacional do partido, João Vaccari Neto.

Os políticos receberiam 3% do valor dos contratos da Petrobras na época em que ele era diretor de distribuição da estatal, entre 2004 e 2012.

O pagamento das propinas serviria, segundo ele, para que os partidos aliados continuassem apoiando o Palácio do Planalto no Congresso Nacional.

www.policiacivil.rj.gov.br

www.policiacivil.rj.gov.br

Respostas – Sobre as acusações, o tesoureiro nacional do PT, João Vaccari Neto, disse em nota nunca ter tratado de assunto relativo ao partido com Paulo Roberto Costa e que é “absolutamente mentirosa a declaração de que tenha havido qualquer tratativa, seja pessoal, por e-mail ou mesmo telefônica, com o referido senhor a respeito de doações financeiras ou qualquer outro assunto”.

Vaccari Neto afirmou ainda que nunca esteve na sede da Petrobras e que “não visita empresas estatais, pois são proibidas por lei de fazer doações eleitorais”.

A governadora do Maranhão, Roseana Sarney (PMDB), afirmou repudiar as referências feitas a ela pelo ex-diretor da Petrobras.

“Nunca participei de nenhum esquema de corrupção e muito menos solicitei ao ex-diretor da Petrobras recursos de qualquer natureza. Tomarei todas as medidas jurídicas cabíveis para resguardar minha honra e minha dignidade”, informou a revista.

O ex-governador do Rio Sérgio Cabral afirmou, por meio de sua assessoria de imprensa, que a relação do governo com Paulo Roberto Costa era “institucional”.

Cabral questiona em qual afirmação de Costa seu nome é mencionado, uma vez que ainda não foram divulgadas acusações contextualizadas feitas por ele à PF.

Ainda de acordo com a Veja, o ministro Edison Lobão disse que sua relação com o ex-diretor sempre foi institucional e nega ter recebido dinheiro.

O presidente do Senado, Renan Calheiros, não se manifestou sobre a acusação de Costa.

O senador Ciro Nogueira disse que conheceu Costa em eventos do partido e negou ter recebido dinheiro.

Jucá negou ter se beneficiado do esquema. Henrique Alves disse que nunca pediu ou recebeu de Costa nenhum tipo de ajuda. Vaccareza disse que só esteve com ele umas duas vezes. Negromonte e Pizzolatti não responderam, destacou a Veja.

Histórico
– Paulo Roberto Costa foi preso em março, acusado de participar de um grande esquema de lavagem de dinheiro comandado pelo doleiro Alberto Youssef. O esquema pode ter movimentado cerca de R$ 10 bilhões no mercado clandestino de câmbio.

Em meio às investigações, a Polícia Federal identificou em interceptações telefônicas o envolvimento de políticos com o doleiro. Na cela em que está preso em Curitiba, o ex-diretor da Petrobras dizia que, se revelasse tudo o que sabe, não haveria eleições neste ano.

A delação premiada é a figura jurídica na qual um réu conta o que sabe à Justiça em troca de redução de pena. Por envolver políticos, que têm direito a foro privilegiado, o caso está sendo acompanhado pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

Informações do Diario de Pernambuco

Saída de cena de Eduardo fortaleceu sua condição de cabo eleitoral no momento em que ele começava a enfrentar sinais de rejeição em PE

www.esmaelmorais.com.br

www.esmaelmorais.com.br

Análise de quem circula pelos bastidores da disputa estadual indica que o desaparecimento de Eduardo Campos fortaleceu sua condição de cabo eleitoral exatamente no momento em que começava a enfrentar evidentes sinais de rejeição.

Tanto que vinha perdendo, em Pernambuco, por dez pontos para Dilma (Instituto Maurício de Nassau em 4 de agosto).

“Quem faz campanha desde o primeiro semestre, via que, em muitos lugares, o governo estava desgastado. Agora, depois de morto, parece imbatível”, comentou um candidato que concorre à reeleição na Assembleia Legislativa.

De fato, a candidatura do PSB (Paulo Câmara), que esteve emperrado nas pesquisas por cerca de quatro meses, não para de crescer desde que Eduardo faleceu.

Marina retorna a PE na próxima semana. Vem ao Recife e vai a Petrolina reforçar campanha de Fernando Bezerra ao Senado

Edvaldo Rodrigues/DP/D.A Press.

Foto: Edvaldo Rodrigues/DP/D.A Press.

Marina Silva retorna a Pernambuco no próximo sábado (13), quando a morte de Eduardo completa.

Vem participar de missa e ato político no Recife.

Depois, segue para Petrolina, onde comanda eventos de rua ao lado do ex-ministro Fernando Bezerra Coelho, que concorre ao Senado.

A cúpula socialista quer somar a arrancada de Paulo Câmara ao crescimento de Marina para alavancar a candidatura de FBC.

Se o PSB recorre ao legado de quem se foi para pedir votos, PT e PTB tentam atrair apoio utilizando os feitos de quem segue nos palanques

memoria.ebc.com.br

memoria.ebc.com.br

Na última vez que esteve em Pernambuco, Lula (PT) veio se despedir do ex-governador Eduardo Campos.

Passados 18 dias do sepultamento e a um mês da eleição, ele retorna amanhã para lutar contra as candidaturas de Paulo Câmara (PSB) e Marina Silva (PSB), ambas infladas a partir da comoção causada pela morte do líder socialista.

O ex-presidente vem pedir votos para Dilma Rousseff (PT) e Armando Monteiro (PT) num momento em que começa a engrossar por aqui o coro contra o uso eleitoral da consternação.

memoria.ebc.com.br

memoria.ebc.com.br

Nesta terça-feira (02), ao solicitar empenho da militância na reta final, o petebista e aliados enfatizaram que “homenagem não se faz com voto”, mas com flor ou reza.

Lembraram também que voto é um instrumento que deve ser usado para a superação de problemas e construção de um futuro melhor e não para se reverenciar o passado.

Não se sabe se Lula vai assumir o mesmo tom, mas é certo que a busca pelo voto-memória pautará o evento desta quinta-feira. Não sem razão, Brasília Teimosa foi escolhido para receber o comício no Recife.

Nascido da resistência de pescadores, o bairro é símbolo da “era Lula” para os pernambucanos.

www.luizberto.com

www.luizberto.com

Foi lá que o ex-presidente, acompanhado dos ministros, desembarcou no início do governo, em janeiro de 2003, com a promessa de retirar palafita, construir moradias e pavimentar o que um dia tinha sido invasão.

Circulou pelos casebres, beijou moradores, fez gente chorar. Agora, dez anos após as melhorias terem sido concluídas, ele vem discursar sobre a área que urbanizou e rever beneficiados.

DP

DP

Alguém duvida que a emoção marcará o reencontro? É isso: enquanto socialistas recorrem ao legado de quem se foi para pedir votos, petistas e petebistas tentam atrair apoio utilizando os feitos de quem segue nos palanques. C’est la vie!

OBS: O texto está no comentário da coluna Diario Político, que assino nesta quarta-feira (02) no Diario.

Além de estar “presente” na campanha em PE e no noticiário sobre a legalidade do avião, Eduardo segue na lista de candidatos do TSE

reproduçao/tse

reproduçao/tse – 28 de agosto de 2014

Do mesmo modo que segue presente na campanha eleitoral dos antigos aliados em Pernambuco e no noticiário em torno da legalidade do avião que tirou a sua vida, o ex-governador Edaurdo Campos permanece na relação de candidatos do TSE.

O sistema de divulgação de candidaturas da Justiça Eleitoral mantém o nome do socialista entre os concorrentes à Presidência da República, mesmo depois de 16 dias da sua morte.

Curiosamente, a ex-senadora Marina Silva, a substituta de Eduardo na cabeça da chapa, está relacionada entre os que disputam o Planalto. Também aparece como vice de Eduardo – cargo a que ela disputaria se ele não tivesse morrido.

Razão x emoção: Armando alerta eleitor para que não faça do voto mero instrumento de homenagem

...

O comentário foi feito pelo senador licenciado Armando Monteiro (PTB), na última segunda-feira (25), mas merece ser trazido de volta.

Em entrevista à Rádio Globo 720 AM, ao responder pergunta que tratava do desânimo da população com a política e com os políticos, ele respondeu o seguinte:

“Nosso sistema tem um deficit de representatividade e problemas de fadiga sérios. Agora, há um calendário, e há que se votar e fazer uma escolha. É preciso transmitir isso ao eleitor que vota sem fazer avaliações.

É preciso que ele acompanhe o desempenho daquele representantes e expressar sua posição no sentido de mudar de voto que ache melhor, de não votar porque um amigo pediu, de não fazer do voto um instrumento de mera homenagem a algumas pessoas.

tse

tse

É preciso dar um sentido ao voto, um sentido de escolha, um sentido de responsabilidade.”

Reparem que, “perdido” no meio do raciocínio, existe o alerta para que o eleitor não vote em homenagem a ninguém.

Ainda que indiretamente, o petebista chamou a atenção para que o eleitor não se deixe levar pela emoção que tanto a campanha de Paulo Câmara (PSB) – seu oponente governista – explora.

Nesta terça-feira (26), pesquisa Ibope mostrou o crescimento acelerado de Paulo depois da morte do seu padrinho Eduardo Campos. Saiu de 11% e chegou a 29%.

A campanha socialista, como é visto desde o dia do velório e enterro, busca o “voto-memória”, aquele que será dado em reverência ao tal legado de Eduardo.

E, ao se observar os números do Ibope, a tática deu certo.

Armando, que ficou com 38% das intenções, terá de reforçar o discurso contra o voto-homenagem que começou a ser elaborado na Rádio Globo, ainda antes da pesquisa ser conhecida.

Guia de Paulo Câmara segue priorizando a emoção da perda de Eduardo. “Tema” já pode estar cansando eleitor

Ricardo Fernandes/DP/D.A Press

Ricardo Fernandes/DP/D.A Press

O guia eleitoral de Paulo Câmara, continua apostando em Eduardo. No legado, na despedida, nos ideiais que devem ser tocados adiante e, principalmente, na emoção que não mais contar com o líder.

A apresentação de Paulo aconteceu – com os depoimentos clichês de amigos e familiares – mas os jingles e imagens predominantes continuam a fazer referência a Eduardo.

O PSB ensaiou ir além da homenagem/valorização da comoção quando apresentou depoimentos de eleitores “órfãos” afirmando que era preciso votar em Paulo como forma de assegurar a continuidade do projeto do ex-governador.

“Se Eduardo acredita (no valor do seu candidato ao governo), por que não vamos acreditar?”, questionou uma entrevistada, indicando que esse deve ser mote para programas futuros. Mas, depois, a linha da consternação foi retomada.

Aluisio Moreira/Divulgacao

Aluisio Moreira/Divulgacao

Por enquanto, o que se vê, é que a direção do guia socialista opta por explorar imagens e declarações antigas do ex-goveranador e mesclá-las com o conteúdo captado após sua morte.

Tudo permeado pela busca da emoção. Aí se capricha nas manifestações de saudade, na ideia de se cultivar o que ele plantou e na obrigação de nunca “desistir do Brasil”.

Obviamente as mensagens são todas baseadas em elementos subjetivos (alguns citados pelo ex-governador), como força, coragem, vontade, fé em Deus, exemplo a ser seguido e por aí vai. Nada de proposta.

Escrevi aqui, no início desta semana, que a Frente Popular, era óbvio, ia utilizar a morte prematura da Eduardo na propaganda eleitoral.

E lembrei do risco desse uso, destacando que o limite entre remédio e veneno seria a dose empregada no guia.

Pelo que eu tenho ouvido nas ruas, a forma e a intensidade da exploração da ausência do ex-governador já está cansando. Tem gente criticando o exagero.

No guia de Fernando Bezerra Coelho (PSB), concorrente da Frente ao Senado, Eduardo apareceu, mas com menor espaço, e sem tanto drama, como vinha ocorrendo.

No de Armando Monteiro (PTB), candidato ao governo pela oposição, apenas uma referência ao ex-governador – ao citar a campanha de 2010, foi destacado que o petebista foi eleito ao Senado na chapa de Eduardo.

O programa de João Paulo (PT), que concorre ao Senado na chapa de Armando, nada de Eduardo. O espaço foi dedicado às obras de retirada das palafitas e urbanização de Brasília Teimosa.

Aquilo que Eduardo uniu, Marina começa a separar. Carlos Siqueira, secretário do PSB, rompe com ex-senadora e deixa a campanha

psb

psb

E as dificuldades de o PSB se reinventar sem Eduardo Campos prosseguem.

Nesta quinta-feira, o secretário-geral do PSB e coordenador da campanha presidencial do partido, Carlos Siqueira, anunciou ter deixado a função.

O partido formalizou nesta quarta, 20, a indicação de Marina Silva para liderar a chapa e do vice Beto Albuquerque, líder da bancada na Câmara dos Deputados.

À Folha de S. Paulo, Siqueira deu a seguinte justificativa para a decisão: “Pela maneira grosseira que ela me tratou. Eu havia anunciado que minha função estava encerrada com a morte do meu amigo. Na reunião (de quarta-feira, 20) ela foi muito deselegante comigo. Eu disse que não aceitaria aquilo e afirmei: ‘a senhora está cortada da minhas relações’”.

E mais: “Não houve engano nenhum. Não estou em hipótese alguma na campanha desta senhora”. “Se ela comete uma deselegância no dia em que está sendo anunciada candidata, imagine no resto”, afirmou.

DP

DP

Nesta quarta, havia sido anunciado que Siqueira permaneceria na função, mas que teria ao seu lado o deputado licenciado Walter Feldman (SP), que é também porta-voz do partido.

Bazileu Margarido, homem de confiança de Marina, que era adjunto de Siqueira durante a campanha de Eduardo Campos, foi transferido para o comitê financeiro da campanha. Bazileu vai dividir a tarefa com Dalvino Franca.

Siqueira, que também é presidente da Fundação João Mangabeira, do PSB, disse que continuará no partido, mas que se rende à decisão da maioria, que apoiou a candidatura de Marina, porque é disciplinado.

Na manhã desta quinta-feira, o presidente nacional do PSB, Roberto Amaral, está reunido com dirigentes de partidos que compõem a coligação. Amaral ainda não comentou a saída de Siqueira.

Com informações do Estadão e Folha de S. Paulo