PSB reitera que só se posicionará após a divulgação dos laudos oficiais pelos órgãos encarregados de apurar acidente

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O PSB divulgou, na tarde desta segunda-feira (26), nota em que confirma o que já afirmara há dez dias: não fará qualquer pronunciamento sobre notícias que tenham sido ou venham a ser veiculadas trazendo supostas conclusões do acidente que matou o ex-governador Eduardo Campos. Confira a nova nota:

A Direção Nacional do Partido Socialista Brasileiro (PSB) reitera nota divulgada no dia 16 de janeiro de 2015, na qual informa que está acompanhando com toda a atenção as investigações promovidas pela Aeronáutica e pela Polícia Federal para apurar as causas do desastre aéreo de 13 de agosto do ano passado, que vitimou o ex-presidente Eduardo Campos, Pedro Valadares Filho, Carlos Augusto Ramos Leal, Alexandre Severo, Marcelo Lira,  Marcos Martins e Geraldo da Cunha, esperando que seja feito com todo o rigor técnico.

A Direção Nacional do PSB informa ainda que não fará qualquer pronunciamento sobre notícias que tenham sido ou venham a ser veiculadas trazendo supostas conclusões ou mesmo análises parciais dos fatos, aguardando a divulgação dos laudos oficiais pelas instituições encarregadas das apurações.

Brasília, 26 de janeiro de 2015
Comissão Executiva Nacional.

Acidente de Eduardo: Aeronáutica descarta choque com drone, mas não apresenta qualquer conclusão

Reprodução/TV

Reprodução/TV

A Aeronáutica não apontou motivo da queda do avião que matou o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos (PSB) e outras seis pessoas em agosto de 2014, durante a campanha em que o socialista concorria à Presidência da República.

Ao apresentar relatório sobre o acidente, na tarde desta segunda-feira (26), a Aeronáutica descartou as hipóteses: colisão com animais; choque com um veículo aéreo não tripulado (Vant) que estava a 20 km do local; aeronave no dorso, ou seja, de cabeça para baixo; fogo em voo; colisão com obstáculo em voo.

A investigação conduzida pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) ainda não tem conclusões sobre causas do acidente.

A fase de coleta de dados sobre o episódio foi finalizada e, segundo o chefe do Cenipa, brigadeiro do Ar Dilton José Schuck, “não há qualquer conclusão factível” sobre as causas do acidente ainda. “Nenhuma hipótese foi concluída”, afirmou Schuck.

A Aeonáutica informou que a investigação não tem por objetivo apontar culpados, mas apenas prevenir acidentes e emitir recomendações de segurança.

A comissão de investigação foi composta por 18 pessoas, liderada pelo tenente-coronel aviador Raul de Souza.

Também compuseram a comissão: piloto de ensaio em voo, pilotos de inspeção em voo, meteorologista, controlador de tráfego aéreo, mecânico de aeronaves, médico, psicólogo, engenheiro aeronáutico, engenheiro mecânico, engenheiro de materiais, assessores técnicos consultivos, e especialistas da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

Com informações da Gazeta do Povo, O Globo e Estadão

PSB informa que não se pronunciará sobre notícias que tratem das causas do acidente que matou Eduardo. Vai aguardar laudo oficial

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O PSB divulgou nota informando que não se pronunciará sobre notícias relacionadas às causas do acidente aéreo que matou o ex-governador Eduardo Campos e outras seis pessoas em agosto do ano passado. Veja:

A direção nacional do Partido Socialista Brasileiro (PSB) acompanha com toda a atenção as investigações promovidas pela Aeronáutica e pela Polícia Federal para apurar as causas do desastre aéreo de 13 de agosto do ano passado, que vitimou nosso ex-presidente Eduardo Campos, Pedro Valadares Filho, Carlos Augusto Ramos Leal, Alexandre Severo, Marcelo Lira,  Marcos Martins e Geraldo da Cunha, esperando que seja feito com todo o rigor técnico.
 
A direção nacional do PSB informa ainda que não fará qualquer pronunciamento sobre notícias que tenham sido ou venham a ser veiculadas trazendo supostas conclusões ou mesmo análises parciais dos fatos, aguardando a divulgação dos laudos oficiais pelas instituições encarregadas das apurações.

O jornal O Estado de S. Paulo informou, nesta sexta-feira (16), que Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) aponta para uma sequência de falhas do piloto Marcos Martins como causa do acidente.

Mas, à tarde nota divulgada pela Força Aérea Brasileira (FAB) afirmou que as investigações sobre o acidente aéreo que vitimou o ex-governador ainda não foram concluídas.

A nota é uma resposta à matéria publicada nesta sexta-feira, no jornal O Estado de S.Paulo. Ainda de acordo com a reportagem, não foi encontrado indício de falha técnica do avião.

A nota da FAB diz que “as investigações que apuram os fatores contribuintes do acidente com a aeronave PR-AFA ainda não foram concluídas pelo Cenipa.

O Relatório final de Investigação é o documento destinado a divulgar a conclusão oficial e as recomendações de segurança de voo relativas ao acidente. A investigação não trabalha com prazos durante sua realização. O processo segue a seu tempo para o benefício da prevenção, e é proporcional à complexidade do acidente”.

A tragédia ocorreu no dia 13 de agosto do ano passado, quando um jato Cessna 560XL caiu em Santos, no litoral de São Paulo.

O avião havia decolado no Rio de Janeiro com destino a uma base aérea na cidade do Guarujá. Além de Campos, o acidente também vitimou quatro assessores, o piloto e o co-piloto.

No último dia 6, a Aeronáutica havia dito que vai começar a divulgar, no início de fevereiro, informações sobre as investigações que apuram as causas do acidente, mas sem definir uma data.

Após a publicação da reportagem, o irmão de Campos, Antonio Campos, divulgou nota na qual diz estranhar o acesso às investigações antes da apresentação do relatório final.

“É estranho que se tenha acesso às investigações da Aeronáutica e se divulgue conclusões antes da divulgação pelo órgão competente”.

Fila pro divã: PSB, PT, PTB e PSDB terão de viver, em 2015, o clichê “começar novo ciclo” em PE

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Poucas vezes uma virada de ano será tão simbólica para a política pernambucana como essa que acontece logo mais.

Em maior ou menor intensidade, em 2015 os partidos de expressão no estado terão de viver o clichê “começar um novo ciclo” e se reinventar para encarar os desafios impostos por 2014.

reprodução/TV

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Embora tenha saído demasiadamente fortalecido das urnas, o PSB inicia novo mandato no governo de Pernambuco sem a presença do líder-mor, ex-governador Eduardo Campos, e terá de conduzir o estado na oposição ao governo federal.

Isso tudo sem deixar que vaidades e diferenças abram uma crise de liderança e comprometa a hegemonia socialista no estado. Quer dizer, o “técnico” Paulo Câmara desempenhará tarefa espinhosa e sem dispor do respaldo do padrinho.

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Sem ter eleito um único deputado federal, o PT terá de se equilibrar entre a reorganização interna, a apropriação de obras e ações do governo federal em Pernambuco – antes assumidas e apadrinhadas pelo PSB – e a preparação para a disputa da Prefeitura do Recife.

O próximo pleito pode ser vital para o soerguimento dos petistas. E 2015 deve ser decisivo para as pretensões de retorno à PCR.

Por sua vez, o PSDB terá de superar a orfandade de Sérgio Guerra, afinar o ambiente intrapartidário e deixar de lado a dubiedade de ser governo no estado e oposição no Recife.

arte-DP

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Além disso, precisa recuperar terreno eleitoral – elegeu um único deputado estadual – e se fortalecer a ponto de garantir alguma contribuição a futuras candidaturas tucanas ao Planalto.

O PTB, que buscou o protagonismo em 2014 no estado, terá missão de fazer ressuscitar a oposição na Assembleia.  Caso consiga, contribuirá para o jogo democrático e pode se credenciar a novos cargos majoritários.

Em suma, a fila no “divã da política” será concorrida no ano que chega. Pegue sua ficha e feliz 2015!

PSB vai se desarmando na relação com o PT. Paulo Câmara e Lula abriram diálogo e ex-presidente quer vir a Pernambuco

Alcione Ferreira/DP/D.A Press

Alcione Ferreira/DP/D.A Press

A partir de Pernambuco o PSB vai dando, a cada dia, indícios de distensão com o PT.

Depois de afirmar que farão uma oposição independente no Congresso, votando de acordo com os interesses do país, os socialistas seguem apontando para uma reaproximação com o governo federal.

O governador eleito Paulo Câmara e o prefeito do Recife, Geraldo Julio – marcaram presença na diplomação da presidente Dilma. Posaram para fotos e tudo com a petista.

DP - 2009

DP – 2009

Agora, surge a informação – divulgada pela coluna Diario Político desta quarta, 24 – que durante a cerimônia, Câmara encontrou-se com o ex-presidente Lula. Veja:

Em conversa com o ex-presidente Lula, durante a diplomação de Dilma Rousseff, o governador eleito Paulo Câmara (foto) recebeu a informação que o petista pretende retornar a Pernambuco entre fevereiro e março. Lula pretende ver como anda a montadora da Fiat. Quer ir também à fábrica da Moura, em BeloJardim. “Os pernambucanos são muito agradecidos ao presidente Lula. Ele aqui sempre será bem-vindo”, diz Paulo.

Pois é. O ex-presidente, como se sabe, foi um parceiro de luxo do governo de Eduardo Campos, que foi responsável por apadrinhar Câmara.

Jaqueline Maia/DP/D.A Press - 2008

Jaqueline Maia/DP/D.A Press – 2008

Agora, afilhado e padrinho do ex-governador – morto em agosto deste ano – começam a dialogar.

E as diferenças entre os partidos, que foram aliados mas romperam relações em 2013, quando Eduardo assumiu seu projeto presidencial, podem estar ficando para trás.

Lula e Eduardo tinham afinidades diversas. Uma delas era a capacidade de conversar e construir (ou reconstruir) alianças improváveis. Alguém duvida que ele tentará de se aproximar do “pupilo” de Eduardo?

Mudança de status na relação do comando do PSB com Fernando Bezerra explica insatisfação do senador eleito com setores do partido

Allan Torres Esp DP/D.A press.

Allan Torres Esp DP/D.A press.

O fato de ter estado ao lado dos ex-governadores Miguel Arraes e Eduardo Campos, de ter se mantido fiel ao PSB em momentos vacas magras, pode explicar a indignação do senador eleito Fernando Bezerra Coelho com o distanciamento e a pouca atenção com que vem sendo tratado pelo atual comando socialista em Pernambuco.

A nota que FBC divulgou no momento em que o governador eleito Paulo Câmara anunciava o secretariado, há uma semana, expôs a rusga e gerou uma crise que se pensava superada, mas pelo que se observa nos bastidores, segue firme rumo à posse.

Na nota, o senador não sublinhou sua relação com e Arraes e Campos. Mas não precisava.

Ter sido ouvido apenas na reta final da construção do secretariado e ficar sabendo, por mensagem eletrônica, que a indicação que o governador lhe pedira para a secretaria de Desenvolvimento fora descartada, foi algo indigesto.

Principalmente para quem tem uma história longa com a Frente Popular. Desde a candidatura de Arraes ao governo em 1986 até a eleição deste ano, quando Eduardo concorreria à Presidência da República.

Em 1990, o pai de FBC, Paulo Coelho, foi o vice na disputa do governo. Na época Arraes ainda era aliado de Jarbas Vasconcelos, que ocupava a cabeça da chapa.

Em 1994, quando Arraes foi eleito para o terceiro mandato de governador, Eduardo foi o segundo deputado federal mais votado, com apoio de Fernando (rompido com o tio Osvaldo Coelho, que ficou em sexto) em Petrolina.

Em 1998, no pleito em que Arraes foi derrotado por Jarbas ao tentar ser reeleito, FBC estava lá. Foi o candidato a vice.

Já no período 2007-2014, nos governos de Eduardo Campos, teve destaque no PSB, sendo secretário de Estado e ministro do governo Dilma. Agora, tem um mandato de oito anos pela frente.

Quer dizer, na era Eduardo o senador pode não ter tido o protagonismo que sonhava (foi preterido em disputas majoritárias), mas jamais foi considerado mero figurante.

É esta diferença no status de tratamento que fundamenta o incômodo de FBC.

Essa situação, aliás, evidencia que falta ao PSB “pós Eduardo” habilidade para administrar diferenças e desconfianças.

Conservador e “partidarizado”: secretariado de Câmara segue script já escrito em gestões anteriores

: Bernardo Dantas/DP/D.A Press

: Bernardo Dantas/DP/D.A Press

O governador eleito Paulo Câmara (PSB) montou uma equipe repleta de nomes já conhecidos.

Grande parte esteve nas gestões do ex-governador Eduardo Campos.

Alguns trocaram de lugar, outros que haviam sido descartados no segundo governo, retornaram. Mesmo os novatos, saíram de indicações de veteranos.

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Nomes do Tribunal de Contas do Estado seguem no primeiro-escalão. Deputados eleitos foram convocados para que suplentes assumam os mandatos.

Partidos aliados foram contemplados, mas o PSB segue dominando áreas estratégicas.

A Casa Civil, por exemplo, foi entregue ao ex-secretário de Saúde Antônio Figueira, mesmo ele tendo sido alvo de críticas sobre sua falta de habilidade com prefeitos durante a campanha, da qual foi coordenador.

Ou seja, a despeito do desgaste, Figueira dá mostras de que será o homem de confiança do novo governador.

Vale lembrar que os contratos de publicidade do governo passam pela Casa Civil. E, para o próximo ano, estão previstos mais de R$ 54 milhões para o setor.

No script não coube sobressaltos, tudo muito conservador – a novidade foi além da criação de pastas e fusão de outras.

Em suma, tudo seguiu os moldes já desenhados por Eduardo Campos.

Até mesmo a data foi a mesma escolhida pelo ex-governador para fazer os anúncios dos primeiro-escalão das duas suas gestões.

Durante o evento, o secretário de planejamento, Danilo Cabral, foi encarregado de fazer a apresentação da nova estrutura de governo.

Ele destacou a criação do gabinete de projetos estratégicos, coordenado por Renato Thièbaut.

“É uma unidade que vai monitorar mais de perto o conjunto das ações mais estratégicas do governo”, disse.

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Também elencou as novas secretarias: Direitos Humanos, Habitação e Desenvolvimento Social, Criança e Juventude.

Cabral anunciou, também, que a pasta de Turismo passará a incorporar Esportes e Lazer, que antes eram de Educação.

A Secretaria de Desenvolvimento Econômico, por sua vez, passará a incorporar questões relacionadas à distribuição de energia e ao abastecimento de água.

Confira a lista abaixo QUEM É QUEM:

O jogo da Mesa: PSB pode até resistir, mas Uchoa mantém prestígio junto aos colegas e pode ser essencial a Paulo Câmara

Ricardo Fernandes/DP/D.A Press

Ricardo Fernandes/DP/D.A Press

Na política, o tempo é medido em relógios muitos próprios. Em eleições para mesas diretoras do Legislativo, os últimos minutos do prazo para a inscrição das chapas podem ser decisivos.

Às vezes são consumidos em reviravoltas marcadas por traições ou adesões impensadas.

Nos últimos tempos, a eleição para a Mesa da Assembleia tem passado longe desses desfechos que movimentam os instantes derradeiros da campanha.

Afinal, a hegemonia do deputado Guilherme Uchoa (PDT), que já ocupa o cargo de presidente do poder pelo quarto mandato consecutivo, nunca deu chance a bate-chapa algum.

Nesta reta final de legislatura especula-se que algo de novo pode ocorrer na disputa da Mesa.

Ricardo Fernandes/DP/D.A Press

Ricardo Fernandes/DP/D.A Press

Até mesmo porque o ciclo Eduardo Campos chegou ao fim ao mesmo tempo em que entra em cena de Paulo Câmara, novo governador, cuja posse ocorrerá no primeiro dia de 2015.

Mas, as especulações acabam por se diluir em si mesmas. Uchoa segue fortíssimo na corrida e, se reeleito, irá para uma inédita quinta gestão.

Não falta quem reconheça sua ascendência sobre os deputados.

Apontam-no como agregador, admnistrador de crises e um ás na arte de conseguir privilégios e agrados para a “categoria”, ainda que custe pontos negativos para a Casa.

Em suma: tem espírito de corpo e o utiliza sem constrangimento algum para defender os companheiros de mandato. “É o chefe do sindicato”, como define um deputado.

Há quem lembre ainda que Uchoa, um juiz aposentado, tem trânsito privilegiado nos tribunais, o que o torna o “homem” do Legislativo no Judiciário.

Deputados com processos judiciais nas costas têm nele um “advogado” gabaritado.

Marcelo Soares/Esp DP/D. A Press

Marcelo Soares/Esp DP/D. A Press

Isso tudo vai contar favoravelmente ao pedetista no momento do desfecho da composição da Mesa.

Na campanha que já vem fazendo pelo quinto mandato, Uchoa tem se articulado em busca da unanimidade (ou chapa única).

Falta encarar, porém, o foco de maior resistência: o PSB, que é o partido do governador e e soma 15 deputados.

Ele conta que depois de outubro já esteve em pelo menos três ocasiões com Paulo Câmara, mas, em nenhuma delas observou clima para tratar da eleição da Mesa.

O novo governador, um calouro no que diz respeito à disputa na Alepe, não deu sinal de que interferirá na corrida da Mesa – e nem deve fazê-lo publicamente.

Mas é certo que ele não ficará de braços cruzados nesse processo todo.

Pode até não ter grande simpatia pela permanência de Uchoa, mas, enfretá-lo nesse momento em que prepara-se para iniciar sua gestão, não é das atitudes das mais sábias.

Alexandre Gondim/DP/D. A Press

Alexandre Gondim/DP/D. A Press

Portanto, ainda que o PSB pressione ou considere legítimo ficar com o cargo mais alto da Mesa (Waldemar Borges e Aluísio Lessa são cotados), dificilmente Câmara partirá para um embate direto.

A ordem é negociar. E isso será função de veteranos do partido na Casa.

Esses não esboçam pressa alguma em definir a questão ou mesmo debater o tema. Lembram que ainda faltam mais de 40 dias para construir articulações.

O próprio Uchoa diz que só deve procurar o presidente do PSB-PE, Sileno Guedes, depois do anúncio do secretariado estadual, o que está cogitado para a próxima segunda-feira (15).

Quer dizer, muita água vai rolar sob a ponte que separa o Palácio do Campo das Princesas e a Assembleia (Princesa Isabel).

Nesse jogo da Mesa, vale lembrar que ao longo da campanha deste ano não faltaram queixas de socialistas sobre o desgaste da relação entre a gestão Eduardo e o poderio de Uchoa.

Todavia, há que se destacar também, que o deputado foi fidélissimo ao ex-governador, desfez imbroglios e segurou a barra do governo em diversas ocasiões.

E, nesse momento em que se vislumbra uma oposição muito mais ativa e qualificada do que aquela que Eduardo enfrentou, Uchoa pode, sim, ser um defensor experiente e valoroso da gestão de Câmara.

Resumo da ópera: o PSB e seus 15 deputados podem até resistir, mas o deputado do PDT tem atributos “políticos” que podem ser preciosos ao novo governador.

Candidatos “linkados” com Eduardo e Lula seguem à frente em PE, aponta Datafolha. Eleitor pode estar reconhecendo papel dos dois

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Pela última pesquisa Datafolha, divulgada na sexta-feira (26), pode-se concluir que o eleitor pernambucano está votando em “homenagem” a Eduardo e a Lula? Vejamos:

O candidato do PSB ao governo, Paulo Câmara, está com 43% das intenções de voto, contra 34% de Armando Monteiro (PTB).

O candidato ao Senado pelo PT, João Paulo, aparece com 37%, contra 29% obtidos pelo ex-ministro Fernando Bezerra Coelho (PSB).

Como se sabe, Câmara foi escolhido pelo ex-governador Eduardo Campos para a disputa. E é apresentado como tal, desde o início da campanha.

Ao mesmo tempo, João Paulo é o único petista na chapa que tem Armando como candidato a governador.

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Além disso, depois de Marina liderar as pesquisas para presidente no estado, se vê a presidente Dilma Rousseff assumir a dianteira. Está com 42% e a petista, com 40%.

Lula e Eduardo mantiveram uma aliança exitosa em Pernambuco. Dividiram palanques, asseguraram a atração de investimentos para o estado e derrotaram grupos que davam as cartas na política estadual.

A análise, obviamente, é empírica, mas é curioso que nomes ligados aos dois líderes estejam à frente na disputa eleitoral.

E lembrar que Lula e Eduardo seguem firmes como os dois principais cabos eleitorais de Pernambuco.

Com colaboração de Jailson da Paz, do Diario

Encantamento do PSB com filho de Eduardo indica que partido segue dependente da liderança “intríseca” dos Arraes/Campos

arte/DP - Greg

arte/DP – Greg

A entrada de João Campos na campanha da Frente Popular, com direito a discursos, assédio de popstar e fotos ao lado de candidatos no Facebook, reafirma a natural tendência do PSB de valorizar o viés familiar – leia-se hereditariedade – que marca a história do partido.

O ex-governador Miguel Arraes presidiu a legenda de 1993 a 2005. Após a sua morte, o neto Eduardo Campos assumiu o leme. A até a sua saída de cena, em agosto, Eduardo manteve-se no comando.

Nesse período, conduziu o PSB com pulso firme, dando as cartas sem estabelecer grandes debates internos e tendo o cuidado de não expor eventuais desentedimentos.

Dentro dessa filosofia, ajudou a reforçar a ideia de um partido coeso, mas sem espaço para contrariar suas ordens e determinações.

Em Pernambuco, o episódio que culminou com a retirada da candidatura de Marília Arraes para a disputa pela Câmara Federal este ano ilustra o quanto o partido tem arraigado o peso do DNA.

Vereadora do Recife, Marília se insurgiu contra o partido no começo deste ano, ao constatar uma articulação que resultaria na nomeação de João Campos para o comando da secretaria estadual da juventude socialista em Pernambuco.

Na época, ela denunciou, em carta, que a candidatura de João era “imposta de cima para baixo”.

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Informou que as chapas seriam submetidas à disputa por voto dos delegados municipais, ou então “por acordo e composição conduzida por estes mesmos jovens quadros em formação”.

O comando do partido, claro, reagiu afirmando que nada era imposto. Mas o certo é que João não ficou com o cargo, fato que acabou por confirmar o conteúdo da queixa da vereadora.

Marília, comentou-se na ocasião, estava ressentida por ter sido preterida na disputa da Câmara. Sem contar com o respaldo do PSB, teria agido movida por ressentimento.

Bom, isso tudo mostra o quanto a linha que separa o partido (instituto que recebe dinheiro público e tem espaço gratuito em rádio e TV para divulgar seus ideais) da influência familiar é mínima no PSB.

Não que os confetes que marcam a assunção de João Campos na vida partidária e na campanha da Frente Popular sejam condenáveis. Isso é assunto de consumo interno do partido.

Agora, é inevitável se observar que, ao jogar holofotes sobre o segundo dos cinco filhos de Eduardo Campos, morto em agosto num acidente aéreo em Santos (SP), o PSB evidencia sua sina se deixar se guiar pelo desígnios familiares.

www.joaoalberto.com

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É óbvio que por ser filho de Eduardo, estando, portanto, intimamente vinculado à comoção que a morte do líder provocou sobre o eleitorado, João atrairá olhares e desperte interesse por onde passar.

Há que se lembrar que a imagem dele, com punho erguido e segurando o caixão do pai ao lado dos irmãos no carro do Corpo dos Bombeiros, correu o país.

Então é natural que ele seja convertido num cabo eleitoral valoroso nesse “combo”  campanha/homenagem/emoção que a Frente Popular adotou desde a morte do ex-governador.

Todavia, a empolgação de algumas observações expressas por integrantes da aliança já imprimem sobre o rapaz alguns clichês que dizem muito do modus operandi do PSB.

Já o define como “herdeiro natural” do pai, ou concluem que “ele tem a política no sangue” e por aí vai.

Em suma, para alguns, a chegada de João ao comando do PSB deve estar sendo tratada como uma questão de tempo. Pouco tempo.

O filho sucederá o pai, que sucedeu o avô e assim será, como água corre pro mar.

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O PSB, na sua essência, segue sendo uma agremiação que congrega gente com ideiais políticos comuns, com objetivo de conquistar poder.

Mas, pelo menos em Pernambuco, o partido permanece dependente da liderança que parece intríseca aos sobrenomes Arraes e Campos.

Tanto que além do próprio João, a viúva, dona Renata Campos, tem tido tratamento de comandante no “pós-Eduardo”.

Se nacionalmente o PSB se vê diante da pressão do atual presidente, Roberto Amaral, que tenta reunir o diretório para, segunda-feira (29), decidir sobre o futuro da legenda, por aqui há indícios de que o partido seguirá sendo sinônimo de “arraesismo+eduardismo”.