Fernando Bezerra diz, em nota, estar perplexo com a inclusão do seu nome entre investigados e reafirma desconhecer doleiro

Por meio de nota divulga na noite desta quinta-feira (12), o senador Fernando Bezerra Coelho se diz perplexo com a inclusão do seu nome entre os investigados por suspeita de participação no esquema de corrupção na Petrobras.

Ele questiona o fato de ser colocado na lista sete dias depois da divulgação dos demais nomes, ocorrida na sexta-feira, dia 6.

Reafirma ainda que em 2010 não ocupou nenhuma coordenação na campanha à reeleição do ex-governador Eduardo Campos e que não conhece nem teve contato com o Sr. Alberto Youssef.

E frisa que os contado com então diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa foram estritamente institucionais, próprios do cargo que ocupava no Estado de Pernambuco (secretário de Desenvolvimento Econômico).

Confira a nota:

Fernando Bezerra Coelho recebeu com perplexidade sua inclusão entre os agentes políticos investigados na Operação Lava Jato. Praticamente uma semana após o pedido de abertura de investigação ao STF, o nome de Fernando é tardiamente relacionado na lista, quando o Ministério Público Federal já havia concluído esta etapa.

O Senador reafirma que em 2010 não ocupou nenhuma coordenação na campanha à reeleição do ex-governador Eduardo Campos. Não conhece nem teve contato com o Sr. Alberto Youssef, como confirma o próprio depoimento do doleiro.

 Os contatos com o então diretor da Petrobras, Sr. Paulo Roberto Costa, foram estritamente institucionais, próprios do cargo que ocupava no Estado de Pernambuco. A generalidade da referência ao nome do Senador Fernando Bezerra Coelho não converge para uma circunstância mínima capaz de justificar a abertura de investigação.

 Fernando Bezerra Coelho está tranquilo e preparado para responder a todos os questionamentos necessários e colaborar com a Justiça. Além disso, está confiante, como sempre esteve, que ao final das investigações irá provar sua inocência.

Senador Fernando Bezerra Coelho também será investigado por suspeita de envolvimento no esquema da Petrobras

DP

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A Procuradoria-Geral da República (PGR) protocolou nesta quinta-feira, 12, um inquérito contra o senador Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE) para apurar suposto envolvimento no esquema de corrupção da Petrobras.

O senador é citado nos depoimentos dos delatores da Operação Lava Jato, o doleiro Alberto Youssef e o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa.

Nos depoimentos, o nome de Bezerra aparece como representante do ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos.

Bezerra foi ministro da Integração Nacional no início do primeiro governo Dilma, permanecendo no cargo até o final de 2013.

Com o pedido, sobe para 50 o número de investigados no STF por suposto envolvimento no esquema de corrupção da Petrobras (com o ex-ministro Antonio Palocci, que teve o processo enviado à Justiça do Paraná com recomendação de abertura de inquérito naquele foro, o total chega a 51) .

Segundo a PGR, por um “erro processual” o material não foi enviado junto com os demais, no dia 3 de março, ao ministro Teori Zavascki.

Os procuradores perceberam que faltava um pedido na última conferência do material antes do envio ao relator do Supremo e decidiram não atrasar os demais pela falta de apenas um.

Em depoimento prestado à Polícia Federal, Costa disse ter sido procurado por Bezerra em 2010 para o recebimento de propina no valor de R$ 20 milhões, que seria destinado à campanha de Campos à reeleição do governo de Pernambuco.

À época, Bezerra era secretário de Desenvolvimento de Pernambuco e dirigente do Porto de Suape, complexo industrial onde está instalada a Refinaria Abreu e Lima.

Campos morreu em acidente aéreo em agosto do ano passado em meio à campanha pela presidência da República.

Costa relata que tomou conhecimento da solicitação de recursos por Youssef.

O ex-diretor não soube detalhar de que forma o montante teria sido pago a Bezerra, mas indica que essa contribuição deveria ser feita por meio de recursos do consórcio Ipojuca Interligações, formado pelas empresas IESA e Queiroz Galvão, que atuava na obra de Abreu e Lima.

Já Youssef relata que negociava uma comissão inicial de R$ 45 milhões referente às obras de Abreu e Lima.

O doleiro explica que o valor foi reduzido para R$ 20 milhões porque parte dos recursos anteriores havia sido encaminhada ao governo pernambucano para “resolver alguns problemas” que poderiam prejudicar a obra e os repasses a um outro consórcio, chamado Conest (formado pela Odebrecht e OAS) para construção da refinaria.

Nas palavras de Costa, Bezerra “iria resolver o assunto” e, segundo Youssef o então secretário teria recebido o dinheiro para acabar com as divergências. Costa relatou ainda ter tratado do assunto diretamente com Campos.

Da Agência Estado

Infortúnio: justamente quando o PT busca reaver a paternidade de obras federais em Pernambuco, projetos emperram de vez

maurício ricardo-reprodução

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O PT pernambucano passou os oito anos do governo Eduardo Campos e quase a totalidade da primeira gestão de Dilma Rousseff sem conseguir imprimir a marca do governo federal – e do partido – em obras e projetos executados no estado com recursos verde-amarelos.

Eduardo capitalizou, como poucos, as iniciativas. Conseguiu colocar o selo do PSB e do seu governo em tudo o que foi feito por aqui, mesmo no caso de programas sabidamente federais.

Claro que a conduta do ex-governador tinha o aval do ex-presidente Lula. Tudo era colocado na conta da relação de proximidade que os dois mantinham.

Ao PT restava engolir a perda de DNA das obras – aspecto que foi aguçado com o rompimento de Eduardo com o governo Dilma, em setembro de 2013.

Agora, quando os petistas se mobilizam para reaver a paternidade perdida e fazer sobressair o carimbo do governo federal, a escassez de recursos paralisa, desacelera ou mantém obras no papel.

Quer dizer, o partido não só deve ter dificuldade de imprimir a marca de Dilma como tende a se tornar alvo de (mais) críticas por causa da lentidão de ações e projetos federais por aqui. Ao invés de vantagens devem ter dor de cabeça.

Na lista das emperradas estão a intermináveis Transposição do São Franciscos (e suas adutoras), Hemobras, Transnordestina, Navegabilidade do Capibaribe, Corredores Norte-Sul e Leste Oeste do BRT, Arco Metropolitano e por aí vai.

PSB defende memória de Eduardo e diz que tomará medidas necessárias, se confirmada a denúncia de propina

reproducão tv

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Em nota emitida nesta terça-feira (03), PSB informa que defenderá a memória do ex-governador Eduardo Campos e adotará todas as medidas necessárias, se confirmada a denúncia publicada na Folha de S. Paulo (confira abaixo).

Eduardo Campos, Sérgio Guerra e Eduardo da Fonte voltam a ser citados como recebedores de propina, na Lava Jato

Confira a nota oficial:

O Partido Socialista Brasileiro (PSB), surpreendido com a notícia publicada na edição desta terça-feira (3) no jornal Folha de S. Paulo, que acusa o seu ex-presidente, governador Eduardo Campos, de envolvimento no esquema de corrupção da Petrobrás, vem, de público, defender a memória do seu líder que, por não estar entre nós, não terá a possibilidade de defender-se.

O Partido, entretanto, adotará todas as medidas necessárias, se confirmada a denúncia do delator, para promover a defesa da memória do seu líder, cuja conduta na sua vida pessoal e política sempre foi considerada por todos, irrepreensível.

Lembramos, por oportuno, que o Partido, ainda sob a presidência do governador Eduardo Campos, orientou a sua bancada do Senado Federal a assinar a CPI da Petrobrás.

O PSB reitera a sua disposição de apurar, com rigor, obedecido o devido processo legal, as denuncias contra a principal empresa do nosso País, patrimônio do povo brasileiro.

Brasília, 3 de março de 2015

Carlos Siqueira
Presidente Nacional do Partido Socialista Brasileiro

Eduardo Campos, Sérgio Guerra e Eduardo da Fonte voltam a ser citados como recebedores de propina, na Lava Jato

Paulo Paiva/DP/D.A Press

Paulo Paiva/DP/D.A Press

O doleiro Alberto Youssef disse em depoimento à Operação Lava Jato que as obras da refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, geraram propina para políticos do PP, do PSB e do PSDB. As informações são do jornal Folha de S. Paulo. A Operação Lava Jato investiga esquema de corrupção e desvio de dinheiro da Petrobras.

Segundo a publicação, Youssef teria citado quatro políticos. Do PP, teriam faicado com dinheiro o senador Ciro Nogueira (PP-PI), presidente da sigla, e o deputado federal Eduardo da Fonte (PP-PE).

Andre Marins/Esp. para o DP/D.A Press

Andre Marins/Esp. para o DP/D.A Press

No PSB, a propina teria ido para o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos, morto em agosto do ano passado num acidente de avião. No PSDB, o alvo da propina teria sido o ex-presidente da sigla Sérgio Guerra, morto em março do ano passado. De acordo com a publicação, o dinheiro foi desviado entre 2010 e 2011, e parte da propina foi paga em doações oficiais a candidatos.

O doleiro teria ainda detalhado que a propina paga a Sérgio Guerra, do PSDB, tinha o objetivo de impedir a realização e uma CPI da Petrobras. Segundo a Folha, foram destinados R$ 10 milhões para barrar a CPI, e parte desse dinheiro foi para presidente do PSDB.

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Já Eduardo Campos, do PSB, teria recebido R$ 10 milhões para não criar entraves para as obras da refinaria em Pernambuco. O valor recebido pelos políticos do PP não foi detalhado pela reportagem.

O dinheiro a esses políticos teria sido pago pela empreiteiras Queiroz Galvão, Odebrecht e OAS.

Eduardo Campos, Sérgio Guerra e Ciro Nogueira já haviam aparecido nos depoimentos do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, que também assinou acordo de delação premiada com a Operação Lava Jato.

A Folha de S.Paulo entrou em contato com as empresas e os partidos citados. Todos negaram participação nos crimes relatados por Youssef. As informações são da Exame.

Universalização da água, prometida por Eduardo, não ocorreu. E a herança pesa no colo de Paulo Câmara

www.itabira.mg.gov.br

www.itabira.mg.gov.br

Em qual setor mesmo o estado de Pernambuco terá dias promissores pela frente? Sim, porque a cada semana surgem crises na segurança, rodovias, saúde, PPPs e por aí vai.

Agora, é a falta de água que chega ao colo do governador Paulo Câmara. O tema é motivo do comentário da coluna Diario Político, assinada por Marisa Gibson nesta quarta-feira (25).

A realidade

Numa campanha, como disse a presidente Dilma Rousseff, se faz o diabo para ganhar a eleição.

Depois, há muitas maneiras de se acertar com a população quando as promessas não são cumpridas.

Dilma, por exemplo, depois de prometer tudo de bom para o país, chamou Joaquim Levy para o Ministério da Fazenda e encomendou um arrocho fiscal.

Já a universalização da oferta da água, uma das promessas de campanha de Paulo Câmara (PSB), está perigando e não há pacote que dê jeito.

Água não chega por decreto. Pois é, esse é um dos males que mais fragilizam a imagem dos governantes: o marketing eleitoral sempre vai muito além da real capacidade dos governos.

Ontem (nesta terça-feira, 24), o governador Paulo Câmara reuniu-se, a portas fechadas, com a direção da Compesa para discutir a questão do abastecimento d’água.

E quando o tema é escassez, o passo seguinte pode ser racionamento, o que é mais um incômodo para Paulo que, em dois meses de governo, já enfrentou problemas em praticamente todos os setores.

O encontro foi reservado primeiro porque as questões analisadas foram técnicas e, segundo, porque os questionamentos diante da possibilidade de um racionamento ficam praticamente sem respostas.

Hoje, o estado tem que administrar não uma fartura de água, mas um saldo negativo considerável: vinte e uma barragens no volume morto.

Bem, falta de água não é novidade para o recifense, mesmo depois de o governo Eduardo – que também prometeu a universalização – ter alcançado 97% na oferta de água, segundo números divulgados pelo PSB na campanha do ano passado.

No governo Jarbas, o Recife já havia sido muito maltratado por um racionamento rigoroso. Agora, o fantasma reaparece.

Provocação de Elias Gomes ao PSB não é de hoje. Ocorreu também em 2012 e indica fragilidade da aliança entre tucanos e socialistas

...

O episódio da disputa para prefeito de 2012 exemplifica o quanto sempre foi “escorregadia” a relação mantida entre o PSB e o PSDB pernambucanos.

Pouco antes da campanha eleitoral, quando trabalhava para ser reeleito, Elias
Gomes (PSDB) omitiu qualquer menção ao governo do estado na propaganda
institucional da Prefeitura de Jaboatão.

Eduardo Campos, então governador, ficou uma arara e decidiu passou a estimular a candidatura do deputado João Fernando Coutinho (PSB) a prefeito para enfrenter o tucano no munícipio.

Pois bem, agora, que pretende fazer o sucessor em Jaboatão, além de eleger o filho, o deputado Betinho Gomes (PSDB), prefeito do Cabo, Elias ataca o PSB com a questão dos repasses dos recursos para segurança.

O governo Paulo Câmara, como não poderia ser diferente, reagiu rápido.

arte-DP

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Observando o ontem e o hoje, conclui-se que sem Eduardo e sem ex-deputado Sérgio Guerra, ambos mortos em 2014,  PSB e PSDB podem até seguir dando alguma liga em Pernambuco, mas trata-se de uma aliança frágil.

A afinidade é mantida por interesses de ocasião. Os dois partidos têm projetos eleitorais futuros que se confrontam. Ou seja, devem ser concorrentes.

Os sinais de que esse entendimento não é exatamente sinônimo de harmonia vêm de longe.

E de agora em diante, sem os dois líderes que amarravam as pontas de descontentamentos, as diferenças devem se tornar mais frequentes.

A desconfiança será o tempero do relacionamento.

PSB reitera que só se posicionará após a divulgação dos laudos oficiais pelos órgãos encarregados de apurar acidente

psb

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O PSB divulgou, na tarde desta segunda-feira (26), nota em que confirma o que já afirmara há dez dias: não fará qualquer pronunciamento sobre notícias que tenham sido ou venham a ser veiculadas trazendo supostas conclusões do acidente que matou o ex-governador Eduardo Campos. Confira a nova nota:

A Direção Nacional do Partido Socialista Brasileiro (PSB) reitera nota divulgada no dia 16 de janeiro de 2015, na qual informa que está acompanhando com toda a atenção as investigações promovidas pela Aeronáutica e pela Polícia Federal para apurar as causas do desastre aéreo de 13 de agosto do ano passado, que vitimou o ex-presidente Eduardo Campos, Pedro Valadares Filho, Carlos Augusto Ramos Leal, Alexandre Severo, Marcelo Lira,  Marcos Martins e Geraldo da Cunha, esperando que seja feito com todo o rigor técnico.

A Direção Nacional do PSB informa ainda que não fará qualquer pronunciamento sobre notícias que tenham sido ou venham a ser veiculadas trazendo supostas conclusões ou mesmo análises parciais dos fatos, aguardando a divulgação dos laudos oficiais pelas instituições encarregadas das apurações.

Brasília, 26 de janeiro de 2015
Comissão Executiva Nacional.

Acidente de Eduardo: Aeronáutica descarta choque com drone, mas não apresenta qualquer conclusão

Reprodução/TV

Reprodução/TV

A Aeronáutica não apontou motivo da queda do avião que matou o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos (PSB) e outras seis pessoas em agosto de 2014, durante a campanha em que o socialista concorria à Presidência da República.

Ao apresentar relatório sobre o acidente, na tarde desta segunda-feira (26), a Aeronáutica descartou as hipóteses: colisão com animais; choque com um veículo aéreo não tripulado (Vant) que estava a 20 km do local; aeronave no dorso, ou seja, de cabeça para baixo; fogo em voo; colisão com obstáculo em voo.

A investigação conduzida pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) ainda não tem conclusões sobre causas do acidente.

A fase de coleta de dados sobre o episódio foi finalizada e, segundo o chefe do Cenipa, brigadeiro do Ar Dilton José Schuck, “não há qualquer conclusão factível” sobre as causas do acidente ainda. “Nenhuma hipótese foi concluída”, afirmou Schuck.

A Aeonáutica informou que a investigação não tem por objetivo apontar culpados, mas apenas prevenir acidentes e emitir recomendações de segurança.

A comissão de investigação foi composta por 18 pessoas, liderada pelo tenente-coronel aviador Raul de Souza.

Também compuseram a comissão: piloto de ensaio em voo, pilotos de inspeção em voo, meteorologista, controlador de tráfego aéreo, mecânico de aeronaves, médico, psicólogo, engenheiro aeronáutico, engenheiro mecânico, engenheiro de materiais, assessores técnicos consultivos, e especialistas da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

Com informações da Gazeta do Povo, O Globo e Estadão

PSB informa que não se pronunciará sobre notícias que tratem das causas do acidente que matou Eduardo. Vai aguardar laudo oficial

psb

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O PSB divulgou nota informando que não se pronunciará sobre notícias relacionadas às causas do acidente aéreo que matou o ex-governador Eduardo Campos e outras seis pessoas em agosto do ano passado. Veja:

A direção nacional do Partido Socialista Brasileiro (PSB) acompanha com toda a atenção as investigações promovidas pela Aeronáutica e pela Polícia Federal para apurar as causas do desastre aéreo de 13 de agosto do ano passado, que vitimou nosso ex-presidente Eduardo Campos, Pedro Valadares Filho, Carlos Augusto Ramos Leal, Alexandre Severo, Marcelo Lira,  Marcos Martins e Geraldo da Cunha, esperando que seja feito com todo o rigor técnico.
 
A direção nacional do PSB informa ainda que não fará qualquer pronunciamento sobre notícias que tenham sido ou venham a ser veiculadas trazendo supostas conclusões ou mesmo análises parciais dos fatos, aguardando a divulgação dos laudos oficiais pelas instituições encarregadas das apurações.

O jornal O Estado de S. Paulo informou, nesta sexta-feira (16), que Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) aponta para uma sequência de falhas do piloto Marcos Martins como causa do acidente.

Mas, à tarde nota divulgada pela Força Aérea Brasileira (FAB) afirmou que as investigações sobre o acidente aéreo que vitimou o ex-governador ainda não foram concluídas.

A nota é uma resposta à matéria publicada nesta sexta-feira, no jornal O Estado de S.Paulo. Ainda de acordo com a reportagem, não foi encontrado indício de falha técnica do avião.

A nota da FAB diz que “as investigações que apuram os fatores contribuintes do acidente com a aeronave PR-AFA ainda não foram concluídas pelo Cenipa.

O Relatório final de Investigação é o documento destinado a divulgar a conclusão oficial e as recomendações de segurança de voo relativas ao acidente. A investigação não trabalha com prazos durante sua realização. O processo segue a seu tempo para o benefício da prevenção, e é proporcional à complexidade do acidente”.

A tragédia ocorreu no dia 13 de agosto do ano passado, quando um jato Cessna 560XL caiu em Santos, no litoral de São Paulo.

O avião havia decolado no Rio de Janeiro com destino a uma base aérea na cidade do Guarujá. Além de Campos, o acidente também vitimou quatro assessores, o piloto e o co-piloto.

No último dia 6, a Aeronáutica havia dito que vai começar a divulgar, no início de fevereiro, informações sobre as investigações que apuram as causas do acidente, mas sem definir uma data.

Após a publicação da reportagem, o irmão de Campos, Antonio Campos, divulgou nota na qual diz estranhar o acesso às investigações antes da apresentação do relatório final.

“É estranho que se tenha acesso às investigações da Aeronáutica e se divulgue conclusões antes da divulgação pelo órgão competente”.