Candidatos “linkados” com Eduardo e Lula seguem à frente em PE, aponta Datafolha. Eleitor pode estar reconhecendo papel dos dois

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Pela última pesquisa Datafolha, divulgada na sexta-feira (26), pode-se concluir que o eleitor pernambucano está votando em “homenagem” a Eduardo e a Lula? Vejamos:

O candidato do PSB ao governo, Paulo Câmara, está com 43% das intenções de voto, contra 34% de Armando Monteiro (PTB).

O candidato ao Senado pelo PT, João Paulo, aparece com 37%, contra 29% obtidos pelo ex-ministro Fernando Bezerra Coelho (PSB).

Como se sabe, Câmara foi escolhido pelo ex-governador Eduardo Campos para a disputa. E é apresentado como tal, desde o início da campanha.

Ao mesmo tempo, João Paulo é o único petista na chapa que tem Armando como candidato a governador.

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Além disso, depois de Marina liderar as pesquisas para presidente no estado, se vê a presidente Dilma Rousseff assumir a dianteira. Está com 42% e a petista, com 40%.

Lula e Eduardo mantiveram uma aliança exitosa em Pernambuco. Dividiram palanques, asseguraram a atração de investimentos para o estado e derrotaram grupos que davam as cartas na política estadual.

A análise, obviamente, é empírica, mas é curioso que nomes ligados aos dois líderes estejam à frente na disputa eleitoral.

E lembrar que Lula e Eduardo seguem firmes como os dois principais cabos eleitorais de Pernambuco.

Com colaboração de Jailson da Paz, do Diario

Encantamento do PSB com filho de Eduardo indica que partido segue dependente da liderança “intríseca” dos Arraes/Campos

arte/DP - Greg

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A entrada de João Campos na campanha da Frente Popular, com direito a discursos, assédio de popstar e fotos ao lado de candidatos no Facebook, reafirma a natural tendência do PSB de valorizar o viés familiar – leia-se hereditariedade – que marca a história do partido.

O ex-governador Miguel Arraes presidiu a legenda de 1993 a 2005. Após a sua morte, o neto Eduardo Campos assumiu o leme. A até a sua saída de cena, em agosto, Eduardo manteve-se no comando.

Nesse período, conduziu o PSB com pulso firme, dando as cartas sem estabelecer grandes debates internos e tendo o cuidado de não expor eventuais desentedimentos.

Dentro dessa filosofia, ajudou a reforçar a ideia de um partido coeso, mas sem espaço para contrariar suas ordens e determinações.

Em Pernambuco, o episódio que culminou com a retirada da candidatura de Marília Arraes para a disputa pela Câmara Federal este ano ilustra o quanto o partido tem arraigado o peso do DNA.

Vereadora do Recife, Marília se insurgiu contra o partido no começo deste ano, ao constatar uma articulação que resultaria na nomeação de João Campos para o comando da secretaria estadual da juventude socialista em Pernambuco.

Na época, ela denunciou, em carta, que a candidatura de João era “imposta de cima para baixo”.

psb

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Informou que as chapas seriam submetidas à disputa por voto dos delegados municipais, ou então “por acordo e composição conduzida por estes mesmos jovens quadros em formação”.

O comando do partido, claro, reagiu afirmando que nada era imposto. Mas o certo é que João não ficou com o cargo, fato que acabou por confirmar o conteúdo da queixa da vereadora.

Marília, comentou-se na ocasião, estava ressentida por ter sido preterida na disputa da Câmara. Sem contar com o respaldo do PSB, teria agido movida por ressentimento.

Bom, isso tudo mostra o quanto a linha que separa o partido (instituto que recebe dinheiro público e tem espaço gratuito em rádio e TV para divulgar seus ideais) da influência familiar é mínima no PSB.

Não que os confetes que marcam a assunção de João Campos na vida partidária e na campanha da Frente Popular sejam condenáveis. Isso é assunto de consumo interno do partido.

Agora, é inevitável se observar que, ao jogar holofotes sobre o segundo dos cinco filhos de Eduardo Campos, morto em agosto num acidente aéreo em Santos (SP), o PSB evidencia sua sina se deixar se guiar pelo desígnios familiares.

www.joaoalberto.com

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É óbvio que por ser filho de Eduardo, estando, portanto, intimamente vinculado à comoção que a morte do líder provocou sobre o eleitorado, João atrairá olhares e desperte interesse por onde passar.

Há que se lembrar que a imagem dele, com punho erguido e segurando o caixão do pai ao lado dos irmãos no carro do Corpo dos Bombeiros, correu o país.

Então é natural que ele seja convertido num cabo eleitoral valoroso nesse “combo”  campanha/homenagem/emoção que a Frente Popular adotou desde a morte do ex-governador.

Todavia, a empolgação de algumas observações expressas por integrantes da aliança já imprimem sobre o rapaz alguns clichês que dizem muito do modus operandi do PSB.

Já o define como “herdeiro natural” do pai, ou concluem que “ele tem a política no sangue” e por aí vai.

Em suma, para alguns, a chegada de João ao comando do PSB deve estar sendo tratada como uma questão de tempo. Pouco tempo.

O filho sucederá o pai, que sucedeu o avô e assim será, como água corre pro mar.

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O PSB, na sua essência, segue sendo uma agremiação que congrega gente com ideiais políticos comuns, com objetivo de conquistar poder.

Mas, pelo menos em Pernambuco, o partido permanece dependente da liderança que parece intríseca aos sobrenomes Arraes e Campos.

Tanto que além do próprio João, a viúva, dona Renata Campos, tem tido tratamento de comandante no “pós-Eduardo”.

Se nacionalmente o PSB se vê diante da pressão do atual presidente, Roberto Amaral, que tenta reunir o diretório para, segunda-feira (29), decidir sobre o futuro da legenda, por aqui há indícios de que o partido seguirá sendo sinônimo de “arraesismo+eduardismo”.

Paulo Câmara (39%) e Armando (35%) estão tecnicamente empatados, segundo pesquisa Ibope. Comoção bateu no teto?

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A corrida eleitoral pelo governo do estado em Pernambuco está tecnicamente empatada dentro da margem de erro entre Paulo Câmara (PSB) e Armando Monteiro (PTB), segundo a nova pesquisa Ibope, divulgada nesta terça-feira (23).

O socialista tem 39% e o petebista, 35%. Como a margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, Paulo pode ter de 37% a 41% e Armando, de 33% a 37%.

Os demais concorrentes não pontuaram. Brancos e nulos somam 10% e “não souberam responder” chega a 15%.

twitter/reprodução

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No levantamento anterior, divulgado pelo Ibope em 16 de setembro, Paulo Câmara aparecia com 38% e Armando Monteiro, com 32%.

Como se vê, Armando avançou três pontos percentuais e Paulo oscilou positivamente em um ponto.

COMOÇÃO – O quadro pode indicar que a comoção em torno da morte do ex-governador Eduardo Campos está perdendo força. A emoção que permitiu a escalada fenomenal do socialista chegou ao “teto”? O eleitor decidiu usar a razão?

Coincidentemente, a Frente Popular reintroduziu, nesta segunda-feira (22), o clima de comoção na campanha ao apresentar depoimento da viúva Renata Campos no programa e nas inserções de TV.

Emocionada, ela fala que o marido escolheu Paulo para dar continuidade ao projeto socialista no estado. E, claro, desfia um rosário de qualidades do “selecionado”.

Certamente, a estratégia de usar o depoimento da ex primeira-dama foi adotada diante do empate que os percentuais das pesquisas internas apontam.

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A aparição de Renata tem por trás, portanto, a clara intenção de retomar o clima de consternação instalado em Pernambuco logo em seguida à morte de Eduardo – fato explorado eleitoralmente à exaustão desde o velório, enterro e na propaganda de rádio e TV.

Voltando à pesquisa: encomendado pela TV Globo, o levantamento é o quarto após o registro das candidaturas.

O Ibope fez uma simulação de segundo turno entre Paulo Câmara e Armando Monteiro.

Os resultados são os seguintes: Paulo Câmara (PSB): 39%; Armando Monteiro (PTB): 36%; brancos e nulos: 10%; e não souberam responder: 15%

Informações do G1

Frente Popular coloca Renata no guia eleitoral e reforça tom emocional na campanha pró Paulo Câmara

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Nos bastidores da Frente Popular, tem quem propague que a comoção em torno da tragédia que matou Eduardo Campos não tem peso de “cabo eleitoral” decisivo para o bom desempenho do candidato ao governo, Paulo Câmara.

Há quem diga que o acontecimento serviu mais para mostrar quem era o candidato de Eduardo, mas que logo em seguida deixou de ter importância na disputa.

Os fatos mostram o contrário. No guia eleitoral, Câmara, o candidato ao Senado, Fernando Bezerra Coelho e os proporcionais não se cansaram de falar em nome de Eduardo, do projeto que precisa ser preservado, dos sonhos que devem ser levados adiante, da missão que não deve ser esquecida, das ações que precisam ser ampliadas.

Enfim, usaram e seguem usando – em discursos, entrevistas e debates – o nome e trajetória de Eduardo.

Agora, a viúva Renata Campos, que ocupou grande espaço na cerimônia de despedida e nas homenagens póstumas – todas com tom eleitoral inequívoco – volta a cena.

Aparecerá no guia eleitoral da noite desta segunda-feira (22). Quer dizer, a Frente Popular recorrerá a mais emoção na busca por votos.

Ela, que jamais apareceu na propaganda do partido, tornou-se um símbolo da resistência socialista em meio ao luto e à necessidade de levar a campanha adiante.

Vai engrossar o discurso que ressalta a necessidade de levar o legado de Eduardo adiante.

Falta de estrada se evidencia e Paulo Câmara sofre em debate. Para contra-atacar, referências constantes a Eduardo

Rapha Oliveira/Esp DP/D.A Press

Rapha Oliveira/Esp DP/D.A Press

No dia em que comemorava crescimento na pesquisa Ibope, Paulo Câmara (PSB) enfrentou teste duro no debate da TV Jornal.

Foi o alvo preferencial dos dois concorrentes que dividiam a ribalta com ele: Armando Monteiro (PTB) e Zé Gomes (PSol).

Sem traquejo para embates do gênero (foi o primeiro confronto na TV), o socialista demonstrou fragilidade nos argumentos quanto questionado sobre temas já colocados na pauta.

Entre eles está a falta do lastro político (apontado por Armando), de experiência, de capacidade de liderança, de trânsito nacional, enfim, carências diretamente ligadas ao fato de ele, um técnico, ter sido escolhido candidato por decisão pessoal do ex-governador Eduardo Campos.

Optou por repetir frases que soavam como texto decorado. As expressões “continuar avançando”, “temos um time”, “vamos liderar esse processo”,  “vamos fazer acontecer” foram usadas em diversos momentos, reforçando a falta de estrada apontada pelo concorrente.

O tema da concessão de incentivos à Bandeirante Pneus foi, mais vez, colocado pelo petebista na discussão. Paulo Câmara, como tem feito, retrucou afirmando, que tudo se deu se forma legal.

Armando voltou, então, a perguntar se o oponente sabia da condição do avião quando pegou carona nele e qual a opinião dele sobre a nebulosidade que paira sobre a legalidade e propriedade do jato. Paulo não respondeu. Jogou tudo na conta da Justiça Eleitoral que, segundo ele, já decidiu que não há irregularidades.

A Bandeirante é apontada como possível compradora do avião que era utilizado por Eduardo na campanha e que acabou caindo provocando a morte do ex-governador e mais seis pessoas. A empresa, que já recebia benefícios fiscais antes do governo de Eduardo, teve as vantagens ampliadas na gestão socialista.

O discurso generalista adotado por Paulo acabou lhe trazendo dificuldade. Quando perguntado sobre algo especifico – a falta de consultório para o curso de odontologia da UPE em Arcoverde – foi obrigado a admitir que existiam erros que precisam ser corrigidos.

Além disso, Paulo pareceu ter sido “capacitado” para o debate dentro dos mesmos moldes usados pelo PSB com o prefeito do Recife, Geraldo Julio, em 2012. Manteve um ar de riso e um olhar fixo em grande parte do debate. Obviamente que a tensão é natural num evento como aquele, mas o excesso de cuidados com a performance acabou por tirar a espontaneidade do candidato.

Paulo Câmara está bem, muito bem nas pesquisas, mas sofreu no debate. A missão é, de fato, difícil para um calouro nas ruas e nas urnas como ele. Como Geraldo, ele é uma aposta alta assumida Eduardo – aposta, aliás, exitosa, uma vez que o PSB ganhou a eleição. Agora, Paulo é aposta da vez e, por enquanto, os planos traçados pelo ex-governador vão caminhando bem.

Aliás, como tem ocorrido nessa campanha, o líder socialista, ou a lembrança dele, teve grande “presença” no debate. O candidato do PSB repetiu por diversas ter sido “escolhido por Eduardo”, o que reforça que o PSB, segue cultivando, sem amarras, a dependência da campanha à imagem do ex-governador.

Armando assumiu papel professoral e mostrou a segurança que só os anos na lida política trazem. Sempre que podia ressaltava ser bem mais preparado para governar Pernambuco. Chegou, inclusive, a afirmar que achava Paulo bem intencionado, mas, pela falta do tal “lastro político”, incapacitado para a missão.

Zé Gomes ajudou Armando a elencar falhas na gestão que Paulo representa, mas também não deixou de apontar que o petebista e o socialista eram aliados até o ano passado e que, por isso, representam um mesmo projeto político. Um projeto que, segundo ele, privilegia patrões e as elites e massacra o trabalhador.

Paulo Câmara confirma ter viajado no avião de Eduardo de Serra Talhada ao Recife e que nada tem a esconder

Rapha Oliveira/ESP DP/D.A Press.

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Nesta terça-feira, no intervalo da entrevista que concedeu à Rádio Globo Recife 720 AM, o candidato do PSB ao governo do estado, Paulo Câmara, contou como andou no avião que acabou matando Eduardo Campos no mês passado.

O assunto está no topo da pauta da campanha do oponente Armando Monteiro (PTB) que cobra do socialista explicações sobre a ampliação, pelo governo estadual, de incentivos fiscais à Bandeirante Pneus, empresa citada como possível compradora do jato e envolvida em denúncia de sonegação fiscal.

Armando também pergunta se Paulo quando voou na aeronave sabia do envolvimento da empresa na citada negociação? E quer que o adversário diga o que acha das irregularidades apontadas sobre a compra do avião. Em suma, tenta jogar no colo do socialista a culpa por ter utilizado, em campanha, um equipamento cercado de suspeitas de ilegalidades.

Paulo, de modo assertivo, informou ter usado sim a aeronave. Disse que depois de cumprir agenda, em Serra Talhada, em junho, pegou carona no avião de Eduardo até o Recife.

Ricardo Fernandes/DP/D.A Press

Ricardo Fernandes/DP/D.A Press

“Dispensei o meu (avião) e vim no dele. Tinha vaga. Vinhemos conversando”, disse acrescentando que não tinha nada a esconder dessa história.

Já de volta ao ar, no último bloco da entrevista, Paulo Câmara falou, com microfone aberto, se achava que as irregularidades que cercam o avião e a citação de Eduardo Campos entre os envolvidos no esquema de corrupção da Petrobras poderiam influenciar a campanha estadual como ocorreu na disputa presidencial. Veja:

“Eu sou a favor de que se esclareça tudo, inclusive as causas que se deram a queda do avião de Eduardo. Eu sei da correção de Eduardo, aa sua formação como pessoa e estou sereno”, disse.

“Sei da correção com que tudo foi feito, em relação a Petrobras. Eu acompanhei. Ele ligava pessoalmente para os senadores para instalar a CPI da Petrobras, o maior escândalo do Brasil. Eduardo sempre foi a favor”, continuou.

“Acusar uma pessoa que não está aqui para responder é uma coisa muito sórdida. Para a campanha estadual, isso não chegue. Não acredito que chegue nem na nacional, nem estadual. Ele não admitiria nunca esse esquema que está sendo denunciado”, completou.

Na página 2, a nota que o PSB emitiu após a coletiva em que Armando Monteiro fez os questionamentos a Paulo Câmara:

Petrobras: No sábado, Marina fez defesa veemente de Eduardo. “É uma ilação”, disse. Nesta segunda: “quem é culpado será punido”

Paulo Paiva/DP/D.A Press

Paulo Paiva/DP/D.A Press

No sábado Marina Silva se mostrou incisiva, mas nesta segunda-feira já não pareceu tão convicta na defesa de Eduardo Campos no caso da delação do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa.

O ex-diretor teria incluído o nome do ex-governador pernambucano na lista de envolvidos num esquema de corruopção na estatal.

A relação foi divulgada pela revista Veja no fim de semana. Eduardo morreu num acidente de avião no dia 13 do mês passado em campanha para o Planalto. Marina, que era candidata a vicem, assumiu a cabeça da chapa do PSB.

No sábado, já após a revista ter chegado às bancas, Marina fez defesa incisiva do líder socialista.

Em campanha no interior da Bahia, atribuiu a citação a uma “ilação” do delator.

Afirmou que o fato de a Petrobras estar construindo uma refinaria (Abreu e Lima) em Pernambuco,  “não dá o direito a quem quer que seja de incluí-lo na lista dos que cometeram qualquer irregularidade.”

O mesmo tom foi manifestado na nota assinada, no mesmo sábado, pelo presidente do PSB, Roberto Amaral.

“Não há acusação digna de honesta consideração”, escreveu. “Há, apenas, malícia.”

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A nota informava ainda que,  “morto, Eduardo não pode se defender. Mas seu partido o fará,  em todos os níveis, políticos e judiciais, no cível e no criminal, e para esse efeito já está requerendo acesso ao conteúdo integral do depoimento do administrador da corrupção na Petrobras.”

Pois nesta segunda-feira (08) à tarde Marina falou o seguinte, após compromisso de campanha em São Paulo:

“Não queremos nenhum um tipo de conivência por conveniência política. Nosso compromisso é com a verdade. Quem é culpado será punido, quem é inocente, será inocentado”.

Ns entrevista que concedeu ao Jornal da Record na noite desta segunda-feira, ela reiterou o que falara mais cedo.

Ou seja, de sábado para cá, a candidata socialista, ao que parece, retirou “ilação” do vocabulário e diminuiu a certeza de que há injustiça no caso.

Ou será, apenas mais um posicionamento assumido ao sabor de interesses de campanha? Aguardemos.

Com informações do R7

 

Eduardo Campos, Sérgio Cabral e Roseana Sarney citados por delator como integrantes de esquema de corrupção na Petrobras

Capa da revista Veja que circula neste fim de semana. Foto: Reprodução da Internet

Capa da revista Veja que circula neste fim de semana. Foto: Reprodução da Internet

O ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos (PSB), morto em um acidente aéreo no último dia 13 de agosto e também o ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, e a atual governadora do Maranhão, Roseana Sarney, ambos do PMDB, foram citados pelo ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa como envolvidos no esquema de corrupção na estatal.

Parte da lista foi apresentada pela revista Veja na edição semanal, que chegou às bancas neste fim de semana.

A revelação dos nomes acontece dentro do acordo de delação premiada que Costa fechou em 22 de agosto com os procuradores da Operação Lava Jato, da Polícia Federal.

Os estados de Pernambuco, Maranhão e Rio de Janeiro estão com refinarias da Petrobras em fase de construção.

Ainda segundo a Veja, Costa disse que despachava direto com o ex-presidente Lula e a presidente Dilma, então presidente do conselho de administração da Petrobras, saberia de tudo.

Paulo Paiva/DP/D.A Press

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Segundo a reportagem da revista, além dos governadores, Paulo Roberto Costa cita nomes de pelo menos 25 deputados federais, seis senadores, e o ministro Edison Lobão (PMDB), titular da pasta de Minas e Energia.

Entre os parlamentares estão os presidentes da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), e do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL).

Os senadores Ciro Nogueira (PP-PI), presidente nacional do partido, e Romero Jucá (PMDB-RR) também estão na lista do ex-diretor.

Ele cita ainda os deputados federais Cândido Vaccarezza (PT-SP) e João Pizzolatti (PP-SC), o ex-ministro das Cidades Mário Negromonte (PP) e João Vaccari Neto, secretário nacional de finanças do PT.

blog.jornalpequeno.com.br

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O número de políticos envolvidos no esquema ainda deve aumentar até o final dos depoimentos do delator.

De acordo com a Veja, Paulo Roberto Costa admitiu que as empreiteiras contratadas pela Petrobras tinham, obrigatoriamente, que contribuir para um caixa paralelo destinado à base aliada do governo.

Quem fazia ponte com o esquema no PT, segundo Costa, era o tesoureiro nacional do partido, João Vaccari Neto.

Os políticos receberiam 3% do valor dos contratos da Petrobras na época em que ele era diretor de distribuição da estatal, entre 2004 e 2012.

O pagamento das propinas serviria, segundo ele, para que os partidos aliados continuassem apoiando o Palácio do Planalto no Congresso Nacional.

www.policiacivil.rj.gov.br

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Respostas – Sobre as acusações, o tesoureiro nacional do PT, João Vaccari Neto, disse em nota nunca ter tratado de assunto relativo ao partido com Paulo Roberto Costa e que é “absolutamente mentirosa a declaração de que tenha havido qualquer tratativa, seja pessoal, por e-mail ou mesmo telefônica, com o referido senhor a respeito de doações financeiras ou qualquer outro assunto”.

Vaccari Neto afirmou ainda que nunca esteve na sede da Petrobras e que “não visita empresas estatais, pois são proibidas por lei de fazer doações eleitorais”.

A governadora do Maranhão, Roseana Sarney (PMDB), afirmou repudiar as referências feitas a ela pelo ex-diretor da Petrobras.

“Nunca participei de nenhum esquema de corrupção e muito menos solicitei ao ex-diretor da Petrobras recursos de qualquer natureza. Tomarei todas as medidas jurídicas cabíveis para resguardar minha honra e minha dignidade”, informou a revista.

O ex-governador do Rio Sérgio Cabral afirmou, por meio de sua assessoria de imprensa, que a relação do governo com Paulo Roberto Costa era “institucional”.

Cabral questiona em qual afirmação de Costa seu nome é mencionado, uma vez que ainda não foram divulgadas acusações contextualizadas feitas por ele à PF.

Ainda de acordo com a Veja, o ministro Edison Lobão disse que sua relação com o ex-diretor sempre foi institucional e nega ter recebido dinheiro.

O presidente do Senado, Renan Calheiros, não se manifestou sobre a acusação de Costa.

O senador Ciro Nogueira disse que conheceu Costa em eventos do partido e negou ter recebido dinheiro.

Jucá negou ter se beneficiado do esquema. Henrique Alves disse que nunca pediu ou recebeu de Costa nenhum tipo de ajuda. Vaccareza disse que só esteve com ele umas duas vezes. Negromonte e Pizzolatti não responderam, destacou a Veja.

Histórico
– Paulo Roberto Costa foi preso em março, acusado de participar de um grande esquema de lavagem de dinheiro comandado pelo doleiro Alberto Youssef. O esquema pode ter movimentado cerca de R$ 10 bilhões no mercado clandestino de câmbio.

Em meio às investigações, a Polícia Federal identificou em interceptações telefônicas o envolvimento de políticos com o doleiro. Na cela em que está preso em Curitiba, o ex-diretor da Petrobras dizia que, se revelasse tudo o que sabe, não haveria eleições neste ano.

A delação premiada é a figura jurídica na qual um réu conta o que sabe à Justiça em troca de redução de pena. Por envolver políticos, que têm direito a foro privilegiado, o caso está sendo acompanhado pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

Informações do Diario de Pernambuco

Saída de cena de Eduardo fortaleceu sua condição de cabo eleitoral no momento em que ele começava a enfrentar sinais de rejeição em PE

www.esmaelmorais.com.br

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Análise de quem circula pelos bastidores da disputa estadual indica que o desaparecimento de Eduardo Campos fortaleceu sua condição de cabo eleitoral exatamente no momento em que começava a enfrentar evidentes sinais de rejeição.

Tanto que vinha perdendo, em Pernambuco, por dez pontos para Dilma (Instituto Maurício de Nassau em 4 de agosto).

“Quem faz campanha desde o primeiro semestre, via que, em muitos lugares, o governo estava desgastado. Agora, depois de morto, parece imbatível”, comentou um candidato que concorre à reeleição na Assembleia Legislativa.

De fato, a candidatura do PSB (Paulo Câmara), que esteve emperrado nas pesquisas por cerca de quatro meses, não para de crescer desde que Eduardo faleceu.

Marina retorna a PE na próxima semana. Vem ao Recife e vai a Petrolina reforçar campanha de Fernando Bezerra ao Senado

Edvaldo Rodrigues/DP/D.A Press.

Foto: Edvaldo Rodrigues/DP/D.A Press.

Marina Silva retorna a Pernambuco no próximo sábado (13), quando a morte de Eduardo completa.

Vem participar de missa e ato político no Recife.

Depois, segue para Petrolina, onde comanda eventos de rua ao lado do ex-ministro Fernando Bezerra Coelho, que concorre ao Senado.

A cúpula socialista quer somar a arrancada de Paulo Câmara ao crescimento de Marina para alavancar a candidatura de FBC.