União de Marina e Eduardo foi o “fato político” de 2013. Agora, com 34% e empatada com Dilma, ela encarna o “fato político” de 2014

radarnoticias.com

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Há quase um ano, Marina Silva ofereceu-se para se filiar ao PSB e se juintar ao projeto político do ex-governador Eduardo Campos, então pré-candidato de oposição ao Planalto.

Na época, a aliança impressionou meio mundo e foi considerado o “fato político” de 2013. Sem ter conseguido criar o partido que queria – a Rede -, se associou ao socialista e acabou ganhando a vice na chapa presidencial.

Com a morte de Eduardo no dia 13 de agosto, subiu para a cabeça da chapa, disparou nas pesquisas e é agora, para o desespero dos concorrentes, o “fato político” de 2014, Isso tudo a pouco mais de 30 dias da eleição.

Pesquisa Datafolha divulgada hoje (29) mostra Marina empatada com a candidata Dilma Rousseff (PT) empatada no primeiro turno.

Cada uma aparece com 34% das intenções de voto. A seguir, Aécio Neves (PSDB) aparece com 15% das intenções.  A pesquisa foi encomendada pela Rede Globo e pelo jornal Folha de S.Paulo.

Na pesquisa anterior, divulgada no dia 18, Dilma tinha 36% das intenções de voto, Marina, 21%; e Aécio, 20%. Em 11 dias ela cresceu 13 pontos percentuais – mais de um ponto por dia.

imagem: twitter PSB40 - reprodução

imagem: twitter PSB40 – reprodução

O candidato Pastor Everaldo (PSC) aparece com 2% das intenções na sondagem divulgada hoje.

Os demais candidatos: Luciana Genro (PSOL), Eduardo Jorge (PV), Zé Maria (PSTU), Eymael (PSDC), Levy Fidelix (PRTB), Mauro Iasi (PCB) e Rui Costa Pimenta (PCO) têm juntos 1%. Votos nulos ou brancos somam 7% e são também 7% os indecisos.

De acordo com a pesquisa, na simulação de um segundo turno entre Dilma e Marina, a candidata do PSB alcançaria 50%, contra 40% da atual presidenta. Na pesquisa anterior, Marina tinha 47% e Dilma 43%.

Já em um confronto entre Dilma e Aécio, o tucano perderia por 48% a 40%. O Datafolha não realizou simulação de segundo turno entre Marina e Aécio. As informações são da Agência Brasil.

Além de estar “presente” na campanha em PE e no noticiário sobre a legalidade do avião, Eduardo segue na lista de candidatos do TSE

reproduçao/tse

reproduçao/tse – 28 de agosto de 2014

Do mesmo modo que segue presente na campanha eleitoral dos antigos aliados em Pernambuco e no noticiário em torno da legalidade do avião que tirou a sua vida, o ex-governador Edaurdo Campos permanece na relação de candidatos do TSE.

O sistema de divulgação de candidaturas da Justiça Eleitoral mantém o nome do socialista entre os concorrentes à Presidência da República, mesmo depois de 16 dias da sua morte.

Curiosamente, a ex-senadora Marina Silva, a substituta de Eduardo na cabeça da chapa, está relacionada entre os que disputam o Planalto. Também aparece como vice de Eduardo – cargo a que ela disputaria se ele não tivesse morrido.

Razão x emoção: Armando alerta eleitor para que não faça do voto mero instrumento de homenagem

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O comentário foi feito pelo senador licenciado Armando Monteiro (PTB), na última segunda-feira (25), mas merece ser trazido de volta.

Em entrevista à Rádio Globo 720 AM, ao responder pergunta que tratava do desânimo da população com a política e com os políticos, ele respondeu o seguinte:

“Nosso sistema tem um deficit de representatividade e problemas de fadiga sérios. Agora, há um calendário, e há que se votar e fazer uma escolha. É preciso transmitir isso ao eleitor que vota sem fazer avaliações.

É preciso que ele acompanhe o desempenho daquele representantes e expressar sua posição no sentido de mudar de voto que ache melhor, de não votar porque um amigo pediu, de não fazer do voto um instrumento de mera homenagem a algumas pessoas.

tse

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É preciso dar um sentido ao voto, um sentido de escolha, um sentido de responsabilidade.”

Reparem que, “perdido” no meio do raciocínio, existe o alerta para que o eleitor não vote em homenagem a ninguém.

Ainda que indiretamente, o petebista chamou a atenção para que o eleitor não se deixe levar pela emoção que tanto a campanha de Paulo Câmara (PSB) – seu oponente governista – explora.

Nesta terça-feira (26), pesquisa Ibope mostrou o crescimento acelerado de Paulo depois da morte do seu padrinho Eduardo Campos. Saiu de 11% e chegou a 29%.

A campanha socialista, como é visto desde o dia do velório e enterro, busca o “voto-memória”, aquele que será dado em reverência ao tal legado de Eduardo.

E, ao se observar os números do Ibope, a tática deu certo.

Armando, que ficou com 38% das intenções, terá de reforçar o discurso contra o voto-homenagem que começou a ser elaborado na Rádio Globo, ainda antes da pesquisa ser conhecida.

Guia de Paulo Câmara segue priorizando a emoção da perda de Eduardo. “Tema” já pode estar cansando eleitor

Ricardo Fernandes/DP/D.A Press

Ricardo Fernandes/DP/D.A Press

O guia eleitoral de Paulo Câmara, continua apostando em Eduardo. No legado, na despedida, nos ideiais que devem ser tocados adiante e, principalmente, na emoção que não mais contar com o líder.

A apresentação de Paulo aconteceu – com os depoimentos clichês de amigos e familiares – mas os jingles e imagens predominantes continuam a fazer referência a Eduardo.

O PSB ensaiou ir além da homenagem/valorização da comoção quando apresentou depoimentos de eleitores “órfãos” afirmando que era preciso votar em Paulo como forma de assegurar a continuidade do projeto do ex-governador.

“Se Eduardo acredita (no valor do seu candidato ao governo), por que não vamos acreditar?”, questionou uma entrevistada, indicando que esse deve ser mote para programas futuros. Mas, depois, a linha da consternação foi retomada.

Aluisio Moreira/Divulgacao

Aluisio Moreira/Divulgacao

Por enquanto, o que se vê, é que a direção do guia socialista opta por explorar imagens e declarações antigas do ex-goveranador e mesclá-las com o conteúdo captado após sua morte.

Tudo permeado pela busca da emoção. Aí se capricha nas manifestações de saudade, na ideia de se cultivar o que ele plantou e na obrigação de nunca “desistir do Brasil”.

Obviamente as mensagens são todas baseadas em elementos subjetivos (alguns citados pelo ex-governador), como força, coragem, vontade, fé em Deus, exemplo a ser seguido e por aí vai. Nada de proposta.

Escrevi aqui, no início desta semana, que a Frente Popular, era óbvio, ia utilizar a morte prematura da Eduardo na propaganda eleitoral.

E lembrei do risco desse uso, destacando que o limite entre remédio e veneno seria a dose empregada no guia.

Pelo que eu tenho ouvido nas ruas, a forma e a intensidade da exploração da ausência do ex-governador já está cansando. Tem gente criticando o exagero.

No guia de Fernando Bezerra Coelho (PSB), concorrente da Frente ao Senado, Eduardo apareceu, mas com menor espaço, e sem tanto drama, como vinha ocorrendo.

No de Armando Monteiro (PTB), candidato ao governo pela oposição, apenas uma referência ao ex-governador – ao citar a campanha de 2010, foi destacado que o petebista foi eleito ao Senado na chapa de Eduardo.

O programa de João Paulo (PT), que concorre ao Senado na chapa de Armando, nada de Eduardo. O espaço foi dedicado às obras de retirada das palafitas e urbanização de Brasília Teimosa.

Aquilo que Eduardo uniu, Marina começa a separar. Carlos Siqueira, secretário do PSB, rompe com ex-senadora e deixa a campanha

psb

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E as dificuldades de o PSB se reinventar sem Eduardo Campos prosseguem.

Nesta quinta-feira, o secretário-geral do PSB e coordenador da campanha presidencial do partido, Carlos Siqueira, anunciou ter deixado a função.

O partido formalizou nesta quarta, 20, a indicação de Marina Silva para liderar a chapa e do vice Beto Albuquerque, líder da bancada na Câmara dos Deputados.

À Folha de S. Paulo, Siqueira deu a seguinte justificativa para a decisão: “Pela maneira grosseira que ela me tratou. Eu havia anunciado que minha função estava encerrada com a morte do meu amigo. Na reunião (de quarta-feira, 20) ela foi muito deselegante comigo. Eu disse que não aceitaria aquilo e afirmei: ‘a senhora está cortada da minhas relações’”.

E mais: “Não houve engano nenhum. Não estou em hipótese alguma na campanha desta senhora”. “Se ela comete uma deselegância no dia em que está sendo anunciada candidata, imagine no resto”, afirmou.

DP

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Nesta quarta, havia sido anunciado que Siqueira permaneceria na função, mas que teria ao seu lado o deputado licenciado Walter Feldman (SP), que é também porta-voz do partido.

Bazileu Margarido, homem de confiança de Marina, que era adjunto de Siqueira durante a campanha de Eduardo Campos, foi transferido para o comitê financeiro da campanha. Bazileu vai dividir a tarefa com Dalvino Franca.

Siqueira, que também é presidente da Fundação João Mangabeira, do PSB, disse que continuará no partido, mas que se rende à decisão da maioria, que apoiou a candidatura de Marina, porque é disciplinado.

Na manhã desta quinta-feira, o presidente nacional do PSB, Roberto Amaral, está reunido com dirigentes de partidos que compõem a coligação. Amaral ainda não comentou a saída de Siqueira.

Com informações do Estadão e Folha de S. Paulo

Conheça a trajetória de Marina: desde o movimento seringalista ao Senado e à (nova) candidatura ao Planalto

Foto: Edvaldo Rodrigues/DP/D.A/Press

Foto: Edvaldo Rodrigues/DP/D.A/Press

Nascida na cidade de Breu Velho, no Acre, a ex-senadora e ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva teve o início de sua vida política profundamente ligado ao movimento seringalista da década de 80.

Filha de seringueiros e nascida Maria Osmarina Silva de Souza, Marina aprendeu a ler e escrever apenas aos 16 anos, pelo Mobral, programa de alfabetização do governo militar na década de 70.

Depois disso, cursou história na Universidade Federal do Acre e se especializou em teoria psicanalítica, psicopedagogia e metodologia em ciências contábeis, todas pela Universidade de Brasília. Trabalhou como empregada doméstica e professora.

Helder Tavares/DP/D.A Press.

Helder Tavares/DP/D.A Press.

Da infância pobre, a candidata herdou também problemas de saúde ligados à contaminação por mercúrio, decorrentes da água poluída pela atividade garimpeira na região onde morava, leishmaniose, hepatite e malária. As informações são da Agência Brasil.

Marina ajudou a fundar a Central Única dos Trabalhadores (CUT) e o Partido dos Trabalhadores (PT) no Acre. Seu primeiro cargo público eletivo foi como vereadora de Rio Branco, em 1988.

Elegeu-se deputada estadual em 1990 e senadora em 1994, aos 36 anos, a mais jovem eleita, até então. Foi reeleita em 2002, mas afastou-se em 2003 para assumir o Ministério do Meio Ambiente no governo Lula.

Foi ministra até 2008, quando deixou a pasta após desgaste e divergências com outros membros do governo. No ano seguinte, Marina desfiliou-se do PT, em decisão que considerou uma das mais difíceis de sua vida.

reprodução/internet

reprodução/internet

Passou a compor o Partido Verde (PV), pelo qual se candidatou à Presidência da República em 2010. Ao fim do primeiro turno, a candidata teve cerca de 20 milhões de votos, e ficou em terceiro lugar.

Marina ficou no PV até 2011, quando se desfiliou para iniciar o processo de criação de uma nova legenda. Em 2013, ela anunciou que, junto com outros correligionários, tinha alcançado o número necessário de assinaturas para criar a Rede Sustentabilidade.

No entanto, uma parte das assinaturas foi invalidada pelos cartórios eleitorais e o registro do partido foi negado pela Justiça Eleitoral.

Em outubro do mesmo ano, convidada por Eduardo Campos para compor uma chapa à Presidência da República no próximo pleito, Marina filiou-se ao PSB e passou a ser candidata à Vice-Presidência.

Desde o início, ela anunciou publicamente que não desistiu de oficializar a Rede Sustentabilidade e que, tão logo fosse possível, deixaria o PSB para se filiar ao novo partido.

Para Marina, chapa com Eduardo era a junção de tapioca com açaí. Agora, vem aí o casamento do açaí com o chimarrão

ultradownloads.com.br

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Ainda pré-candidata a vice-presidente na chapa de Eduardo Campos, a ex-senadora Marina Silva disse em abril que a sua união com o socialista era o “casamento de uma tapioca com um açaí” – iguarias típicas do Acre e de Pernambuco, respectivamente.

Agora, com a entrada do deputado gaúcho na vice, compondo a chapa presidencial, Marina – a sucessora de Eduardo Campos – vai anunciar o enlace do açaí com o chimarrão?

davimendoncacreative.blogspot.com

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As duas “pedidas” encantam gente dos polos opostos do país. A fruta é uma espécie de curinga na mesa dos nortistas. Já o saborear do mate é hábito secular do povo dos pampas. Relembre o que disse Marina:

“Casamento de Açaí com tapioca”: assim Marina definiu a aliança dela com Eduardo

Sem Eduardo, PSB-PE enfrenta corrida pelo controle do partido. Desafio é evitar que disputa contamine campanha de Câmara

reproducão tv

reproducão tv

A frase vista no fundo do palco/palanque durante evento que o PSB pernambucano promoveu na última segunda-feira para mobilizar a militância vai exigir um esforço fenomenal para ser convertida em realidade.

Sim, a afirmação “mais unidos do que nunca” não condiz com as divisões que se instalaram na legenda após a morte de Eduardo Campos.

Rapha Oliveira/ESP DP/D.A Press.

Rapha Oliveira/ESP DP/D.A Press.

Ainda que a emoção da perda e a obrigação de levar adiante as bandeiras defendidas pelo ex-governador inspirem a retomada da campanha de Paulo Câmara ao governo, o desaparecimento do seu líder-mor fez surgir uma disputa pelo controle do partido.

Nesse momento a “unidade” do PSB está personificada em Renata Campos e sua disposição para “trabalhar por dois”. Internamente, todavia, as diferenças se acentuam.

A escolha do vice de Marina Silva na chapa presidencial tornou-se o objeto mais evidente da discórdia.

O prefeito do Recife, Geraldo Julio, teria resistido com veemência ao nome do deputado federal Beto Albuquerque (RS), contrariando grande parte dos socialistas, que indicaram o gaúcho.

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A ex primeira-dama, que recusou a proposta, seria a preferida de Geraldo. Se emplacasse a indicação, ele demonstraria prestígio, inclusive no plano nacional, e ganharia pontos na escalada para cristalizar seu projeto de líder.

A atitude do prefeito teria desagradado a muitos setores, que, do mesmo modo, tentam segurar as rédeas da sigla.

Agora, além de administrar a crise de acefalia, o PSB se vê diante da missão de impedir que essa corrida paralela interfira na já complicada campanha de Câmara.

Mais um desafio que se soma aos muitos decorrentes da fatalidade que ora obriga PSB a se reinventar sem Eduardo.

(comentário da coluna Diario Político, assinada pelo blogueiro nesta quarta-feira, 20.08).

Julio Lossio explica concurso de redação com tema de frase de Eduardo: “nossas diferenças políticas cessam com sua morte”

facebook/reprodução

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“Era adversário e não inimigo de Eduardo. Na Bíblia, temos uma frase que diz: na morte tudo cessa. Acredito que nossas diferenças administrativas e políticas cessam com sua morte”.

A declaração é do prefeito de Petrolina, Julio Lossio, ao comentar, por email, o concurso de redação lançado nesta terça-feira por ele com o tema “não vamos desistir do Brasil”.

A frase foi proferida pelo ex-governador e presidenciável Eduardo Campos em entrevista concedida por ele ao Jornal Nacional há uma semana, um dia antes do acidente aéreo que vitimou o ex-governador.

“Como prefeito de uma cidade importante achei por bem fazer uma homenagem que seja também uma reflexão acerca da frase que chamou muita atenção de todos. Não vamos desistir do Brasil”, escreveu.

“Além dos aspectos políticos envolvidos, acredito que está frase tem aspecto filosófico que pode despertar o interesse das crianças e jovens acerca dos valores da cidadania do povo brasileiro”, completou.

Humberto diz que Eduardo seria o adversário mais duro num 2º turno e admite que comunicação do governo Dilma é falha

Everson Verdiao/Esp.DP/D.A.Press

Everson Verdiao/Esp.DP/D.A.Press

O senador Humberto Costa afirmou nesta segunda-feira que Eduardo Campos seria o adversário mais difícil de ser batido num eventual segundo turno com a presidente Dilma Rousseff (PT).

“Se Eduardo chegasse ele seria mais forte que Aécio. Ele poderia ter votos tanto do PSDB quanto do campo da esquerda representado por nós, afirmou em entrevista ao programa ama Em Foco com Aldo Vilela, na Rádio Globo Recife 720 AM.

O senador avaliou que o desaparecimento de Eduardo não deve provocar mudanças na disputa estadual.

Em Pernambuco, o senador Armando Monteiro (PTB), candidato ao governo de Pernambuco com apoio do PT, lidera as pesquisas de intenção de voto.

Segundo pesquisa Datafolha publicada na última sexta-feira (15), Armando tem 47% e o candidato do governo, Paulo Câmara (PSB) tem 13%.

“Do ponto de vista local, acredito que o quadro não deve mudar significativamente, talvez (seria diferente) se a campanha já tivesse tomado um corpo maior, com a televisão e houvesse a identificação entre o ex-governador e seu candidato Paulo Câmara e Fernando Bezerra Coelho”.

Para ele, como essa vinculação ainda não tinha sido contruída não houve uma mudança tão significativa no pensamento do eleitorado.

Everson Verdiao/Esp.DP/D.A.Press

Everson Verdiao/Esp.DP/D.A.Press

E completou afirmando que talvez falte na Frente Popular alguém com a mesma capacidade política (de Eduardo), que tenha capacidade de unificar.

“Há um sentimento muito forte principalmente no interior, torno da candidatura de Armando de João Paulo (do PT, para o Senado).

Já do âmbito nacional, o senador acredita que mudança é um pouco mais significativa.

“Marina pode ser depositária de uma parte expressiva dos votos dos eleitores”.

Nesta segunda-feira foi divulgada pesquisa Datafolha da corrida presidencial e bela Dilma Rousseff (PT) manteve os 36% das intenções de votos para o primeiro turno da eleição.

Marina Silva, que deve substituir Eduardo, aparece com 21% e Aécio Neves (PSDB) manteve a segunda posição com os mesmos 20%.

Nas respostas espontâneas, onde os pesquisados apresentam seu candidato sem que nenhum nome seja proposto, Dilma cresceu dois pontos percentuais, mantendo-se na margem de erro da pesquisa com 24% das intenções.

Nesse cenário, Marina fica com 5% e Aécio mantém-se em segundo com 11%.

Já na simulação do segundo turno, a noviade é a ascensão de Marina Silva: a ex-senadora está na frente com 47% das intenções de voto num possível confronto com Dilma, que tem 43% das intenções.

Para Humberto, a pesquisa foi muito boa para Dilma, porque ela se manteve no mesmo patamar que tinha antes da morte de Eduardo e chegada de Marina no páreo.

“É uma pesquisa ainda muito contaminada por esse momento de comoção nacional. A presidente Dilma praticamente não perde pontos, e se perde, são pontos recuperáveis. Ela teve um crescimento expressivo na avaliação do governo”.