No muro da conveniência: na reta final de definições, PP fecha com Paulo Câmara, embora apoie Dilma

 Ricardo Fernandes/DP/D.A Press

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O PP se mantém vinculado a quem pode lhe garantir espaço e poder. Na reta final das definições dos apoios e coligações, o partido caminha para subir no palanque de Paulo Câmara, embora, nacionalmente, apoie Dilma.

Leia mais no comentário desta quarta (28) da coluna Diario Político, de Marisa Gibson:

Acertos finais

Ontem, enquanto o PP formalizava, em Brasília, o apoio  à reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT), se considerava também praticamente definido o engajamento do partido à candidatura de Paulo Câmara (PSB) ao governo de Pernambuco.

Ao mesmo tempo, pelos corredores do Congresso, dava-se como certo o apoio do PDT à candidatura do senador Armando Monteiro Neto (PTB) ao governo de Pernambuco, mantendo-se, porém, as dissidências do prefeito de Caruaru e presidente estadual da legenda, José Queiroz, do presidente da Assembleia Legislativa, Guilherme Uchoa, além de uma boa parte dos candidatos a deputado estadual do partido.

A definição oficial do PP e PDT, em nível estadual, é o que falta para se avaliar o peso final dos dois principais palanques da sucessão em Pernambuco.

E Paulo Câmara ganha mais com o apoio do PP, um partido sem dissidências locais, do que Armando Neto com a aliança com o PDT, que está chegando dividido entre o palanque petebista e o da Frente Popular.

Bem, esses movimentos que antecedem as convenções evidenciam também como os partidos chegam ou permanecem no poder, mantendo um olho na missa e o outro no padre.

Tomemos como exemplo o PP: apoiando a reeleição de Dilma, a sigla tem espaço garantido no próximo governo, caso a petista vença a eleição; se o ex-governador Eduardo Campos for eleito presidente, o partido se achará merecedor de uma recompensa pelo apoio dado a Paulo Câmara.

Por fim, se o tucano Aécio Neves for o futuro presidente, ainda haverá espaços para o PP – os diretórios da legenda no Rio, Minas e Rio Grande do Sul sinalizam que podem apoiar a candidatura presidencial do PSDB.

PP/PE define se apoia Armando ou Paulo Câmara até o dia 10 de junho

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Dez de junho, dia da sua convenção, é o prazo que o PP-PE estabeleceu para definir o destino que seguirá na disputa pelo governo do estado.

Com a vereadora do Recife Michele Collins fora do páreo, apenas o respaldo à reeleição de Dilma continua valendo.

Mesmo já anunciado, o apoio à candidatura de João Paulo (PT) ao Senado será revisto, segundo informa o presidente estadual, deputado federal Eduardo da Fonte.

Quer dizer, o PP não descarta apoiar o candidato do governo, como também pode reforçar o palanque da oposição. Paulo Câmara (PSB) ou Armando Monteiro (PTB)? Quem leva?

PP ganha Chesf, garante apoio a Dilma e a João Paulo (Senado), mas não confirma presença no palanque de Armando

Sergio Figueiredo/Divulgacao.

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Fechadíssimo com a presidente Dilma Rousseff, o PP segue, em Pernambuco, decidido a lançar a candidatura da vereadora Michele Collins ao governo do estado.

Ainda que o projeto não deva ter lá muito fôlego, a ordem é reafirmar aos quatro cantos que a candidatura é para valer.

A destinação do comando da Chesf ao PP pode até não ter como contraponto o apoio do partido aos planos PT em Pernambuco.

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Todavia, não há dúvida que os petistas irão costurar para que o deputado federal Eduardo da Fonte e seus aliados estejam no seu palanque – seja a candidatura do senador Armando Monteiro (PTB) ou um nome próprio para a disputa do Palácio das Princesas.

Da Fonte, que é presidente do PP estadual, diz que as negociações sobre a Chesf foram feitas pela direção nacional com o governo federal.

E informa que o PP de Pernambuco apenas dará o aval sobre o nome escolhido para dirigir a companhia.

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Quer dizer, desconversa e insiste em afirmar que Michele segue no páreo. “Vamos estar no palanque da presidente Dilma, apoiar a candidatura de João Paulo ao Senado, mas teremos candidatura própria”, salienta.

Armando, que espera confirmado o apoio do PT à sua postulação, tem expectativa também de que o comando do PT lhe assegure outros apoios, a exemplo do PP.

Por sinal, Eduardo da Fonte espera um sinal de Lula para ir encontrá-lo em São Paulo. Na pauta estarão eleições 2014 com destaque padra a aliança PP/PT e a disputa em Pernambuco.

De fora da chapa governista, Eduardo da Fonte se reunirá com Lula e quer candidatura do PP ao governo do estado para apoiar Dilma

PT

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O deputado federal e presidente estadual do PP em Pernambuco Eduardo da Fonte esteve cotado para ficar com a vaga de senador na chapa da Frente Popular.

Como se sabe, não é ele o nome preferido do governador Eduardo Campos, líder e condutor do processo eleitoral da aliança.

Pois, na tarde desta quinta-feira (20), Da Fonte informa que marcou conversa com o ex-presidente Lula para a primeira quinzena de março para tratar de eleição.

Segundo ele, é prioridade hoje no PP pernambucano a construção de uma candidatura própria ao governo do estado.

E ele faz questão de frisar que a meta é erguer mais um palanque favorável à reeleição da presidente Dilma Rousseff.

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Informa ainda que não o PP não se deixará de continuar conversando com o PSB de Eduardo Campos.

No entanto, pelo que se vê, os pepistas já decidiram por Dilma no plano nacional e querem raia própria, sintonizada com o PT, em Pernambuco.

A possibilidade de uma aliança em torno do candidato socialista ao governo estadual perdeu força.

Eduardo da Fonte conta que não foi comunicado ou chamado a participar da reuniões que arremataram as costuras em torno da chapa da Frente Popular.

Nesta sexta-feira (21), o secretario da Fazenda, Paulo Câmara será confirmado como candidato ao Executivo.

O deputado federal Raul Henry (PMDB) ficará com a vice e o ex-ministro da Integração Nacional Fernando Bezerra Coelho (PSB) é o nome para o Senado.

Da Fonte diz que se sentiu honrado por ter o nome citado para a majoritária, mas se apressa em reforçar o projeto do PP.

Conta que não será ele o candidato e não poupa elogios à vereadora do Recife Michele Collins, cujo nome foi especulado para a chapa pepista.

“Ela é mulher, é evangélica e atuante. Tem condições de contribuir para o debate no estado”, disse.

Mas o que empolga mesmo Eduardo da Fonte é o fato de o seu partido se manter independente, com chapas já montadas para a Assembleia Legislativa e para a Câmara dos Deputados.

Sergio Figueiredo/Divulgacao.

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“Temos condições de sair sozinhos, sem coligações. Somos independentes e queremos reforçar o nosso palanque proporcional concorrendo ao governo do estado”.

Ele afirma que a candidatura do PP pode apoiar um senador que esteja em outra chapa ligada a Dilma.

E lembra que é difícil falar em nome e definições de cenários uma vez que o PT ainda não definiu se fará aliança com Armando Monteiro ou se vai lançar candidato próprio.

É bom lembrar que em 2012, o PP apoiou a candidadura do senador Humberto Costa a prefeito do Recife. O acordo foi costurado por Lula em São Paulo.

Há governistas apreensivos com as semelhanças entre perfis de Rands e Henry. Temem falta de arrojo

Helder Tavares/DP/D.A Press

Helder Tavares/DP/D.A Press – foto de 2012

A possibilidade de a chapa majoritária da Frente Popular reunir o ex-deputado Maurício Rands (PSB) e o deputado federal Raul Henry (PMDB) é vista com alguma preocupação por governistas no que diz respeito às muitas “semelhanças” existentes entre os dois.

Ambos, consideram alguns eduardistas, teriam perfis parecidos demais. Somam discrição, excesso de cautela e, até provem o contrário, carecem de carisma.

Nando Chiappetta/DP/D.A Press.

Nando Chiappetta/DP/D.A Press.

Obviamente que à frente de uma campanha para o governo – Rands na cabeça da chapa, e Henry na vice – a dupla deverá assumir uma postura mais incisiva e arrojada.

Resta saber, porém, até que ponto conseguirão se moldar às necessidade eleitorais sem abrir mão das repectivas personalidades.

Há quem lembre também que a chapa pode ficar ainda mais difícil caso o deputado federal Eduardo da Fonte (PP) seja escolhido para concorrer ao Senado.

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O pepista tem traquejo legislativo mas não foi testado em cargos executivos e, embora levante bandeiras populares, como a defesa da redução da taxa de energia, é homem de bastidores.

É adepto da política de varejo, um tanto quanto distante do que deve significar a “nova política” pregada por Eduardo Campos.

Claro que o peso eleitoral de Eduardo deve aliviar algumas “imperfeições” da chapa, mas aliados e cabos eleitorais que irão à rua pedir votos já não escondem a apreensão com as possíveis “limitações” dos candidatos.

Apoio para presidente em aberto: PP tem ministério no governo Dilma, mas quer conversar com Eduardo

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O interesse do governador Eduardo Campos em ter o PP no seu palanque para a disputa presidencial deste ano tem chance de prosperar.

O deputado líder da bancada do partido na Câmara, o pernambucano Eduardo da Fonte, informa que o fato de a legenda compor hoje a base do governo Dilma Rousseff (PT) não significa apoio compulsório à reeleição da petista.

O PP integra, inclusive, o ministério. Responde pela pasta das Cidades, uma das mais cobiçadas.

“Apoiamos o governo federal, mas isso não quer dizer que já tenhamos fechado apoio à candidatura (de Dilma Rousseff)”, disse.

“As conversas sobre a sucessão em nível nacional ainda não foram iniciadas”, completou.

pp

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As declarações de Eduardo da Fonte revestem de importância a abertura do diálogo entre Eduardo Campos e o PP, ocorrido no início de janeiro, num jantar em São Lourenço da Mata, na Região Metropolitana do Recife.

No encontro, promovido pelo prefeito do município, Éttore Labanca (PSB), estiveram presentes o presidente nacional do PP, senador Ciro Nogueira (PI), além de Eduardo da Fonte, que preside a sigla em Pernambuco.

Os dois são os dirigentes escolhidos pelo partido para tocar as negociações sobre alianças, tanto para a corrida presidencial quanto para os estados.

“As conversas sobre os palanques nos estados ocorrerão sem vínculo com a definição do apoio federal”, observou Da Fonte.

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Sem um concorrente “arrasa-quarteirão”, Eduardo da Fonte age para ser o mais votado em 2014

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Eduardo da Fonte (PP) avisa que sua expectativa para 2014 é maior do que a de 2010. Argumenta que agora, no segundo mandato, tem mais serviços prestados, mais resultados como parlamentar.

“Vejo isso quando as pessoas comentam, agradecem, reconhecem”. Se vai repetir a performance de três anos atrás, quando foi o segundo mais votado na corrida pela Câmara dos Deputados, é impossível afirmar. Mas ele reitera que a perspectiva cresceu, embora pondere que esteja na dependência da “vontade do povo”.

Em 2010, perdeu apenas para a ex-deputada e hoje ministra do TCU Ana Arraes, considerada imbatível pelo peso do sobrenome – é filha do ex-governador Miguel Arraes e mãe do governador Eduardo Campos (PSB).

PT

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Porém, entre a conquista do primeiro mandato em 2006 e o atual sua votação triplicou. Saltou de 110.061 para 330.520 mil votos. Foi votado em 183 dos 184 municípios pernambucanos (Cedro foi a exceção). No próximo ano, sem um candidato arrasa-quarteirão no páreo, pode ser o campeão da disputa proporcional.

O desempenho da última eleição o colocou no seleto grupo dos deputados que ultrapassaram a casa dos 300 mil votos em Pernambuco. Além dele, estão neste patamar os já citados Ana e Miguel Arraes. Para alguém que não possui “DNA político”, o resultado das urnas surpreendeu.

Ele, todavia, diz que tudo não passa de consequência natural do seu empenho no Parlamento. “Trabalho em sintonia com a população. Temos tido avanços importantes. Há resultados desde 2007.

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Entre 2002 e 2006, a energia elétrica subiu 40%. Já entre 2007 e 2013, baixou 13,4%. Neste último período, o salário mínimo cresceu 80%. Quer dizer, houve ganho real para o povo, para o povo de Pernambuco”, diz.

O deputado, que é presidente estadual do PP, fez da redução da tarifa de energia principal
bandeira dos mandatos. Também incluiu o combate às drogas na sua trincheira de atuação.

Ambos os temas lhe deram visibilidade e, principalmente, urnas cheias. Na estratégia de conquista de apoiadores entram ainda a campanha casada com deputados e candidatos a deputado estadual e alto volume de investimentos financeiros.

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Eduardo da Fonte critica em Brasília aumento da tarifa da Compesa

Um dia depois de a bancada de oposição na Assembleia Legislativa atacar o aumento da tarifa da água, o deputado federal Eduardo da Fonte (PP) pega carona no tema.

Conhecido por fazer do combate ao aumento na taxa de luz uma bandeira de campanha e de mandato, ele agora amplia seu “raio de ação” para a água.

Nesta terça-feira, cobrou do presidente da Compesa, Roberto Cavalcanti Tavares, a redução da conta d’água dos pernambucanos.

O pronunciamento foi feito na tribuna da Câmara Federal.

Segundo informa sua assessoria, o parlamentar quer que a companhia cumpra o que foi prometido à população.

“Espero que a Compesa honre o compromisso assumido com a sociedade de baixar a conta de água, após a redução das tarifas de energia elétrica. A presidenta Dilma cumpriu ao reduzir o preço. Agora, a Compesa também tem que fazer a sua parte”, afirmou.

Atualmente, a energia elétrica representa 22% do custo de exploração do serviço da Compesa, de acordo com a assessoria do deputado.

Com a redução de 20% na conta de luz, a estatal passa a economizar 4,5% de energia. A diminuição, cobra o pepista, deverá ser repassada para o consumidor.

Embora o PP seja um partido da base de apoio ao governo de Eduardo Campos (PSB), Eduardo da Fonte apoiou a candidatura de Humberto Costa à Prefeitura do Recife em 2012.

Depois da derrrota do petista, o deputado do PP chegou afirmar que iria conversar com o novo prefeito do Recife, Geraldo Julio, o que ainda não ocorreu.

O PP continua ocupando a secretaria estadual de Esportes, com a ex-deputada Ana Cavalcanti. Ainda assim, Eduardo da Fonte não poupou a Compesa.

Nesta segunda-feira, Daniel Coelho criticou a elevação da conta de água em até 7,98% e associou o aumento às consequencias da oficialização da Parceria Público-Privada do Saneamento para a Região Metropolitana do Recife assinada na última sexta-feira pelo governo do estado e o Consórcio Grande Recife.

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Corregedor da Câmara, Eduardo da Fonte diz que decisão do STF será analisada: “não é cassa lá, cassa aqui”

fonteCorregedor e segundo vice-presidente da Câmara, o deputado Eduardo da Fonte (PP-PE) diz que eventual decisão do Supremo Tribunal Federal pela cassação dos mandatos dos deputados condenados no mensalão é atípica.

“A gente tem de analisar com toda a cautela. Por ser uma questão nova, sem precedente, o rito de interpretação é do presidente da Câmara”, diz o Corregedor.

Ao corregedor caberia abrir o processo de cassação caso a Câmara não cumpra a decisão do Supremo pela perda automática do cargo.

O problema é que o regulamento da Mesa, o Ato 37, editado em 2009, não faz previsão sobre os casos que estão sendo julgados.

Fonte diz que a Mesa deve adotar uma posição só depois que o STF publicar o acórdão com os detalhes sobre a decisão. “Vamos cumprir a Constituição”, diz ele, sem opinar se a perda de mandato seria automática ou depois de abertura de processo.

“É prudente que se aguarde. Os dois poderes (Legislativo e Judiciário) têm equilíbrio para cumprir a Constituição sem entrar em conflito”, diz.

O deputado frisa, no entanto, que “não é cassa lá, cassa aqui”, ou seja, a interpretação que for feita pelo Supremo deve ser analisada em detalhes pela Mesa.

A decisão relacionada à cassação de mandato ficou para a sessão da próxima quarta-feira.

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Aliado de Humberto em 2012, Eduardo da Fonte diz que PP não tem pressa de decidir se apoia ou faz oposição a Geraldo

O PP, do deputado federal Eduardo da Fonte, esteve no palanque de Humberto Costa (PT), na campanha pela Prefeitura do Recife.

Mesmo aliado no plano estadual ao PSB, do governador Eduardo Campos, o PP fez campanha contra o socialista Geraldo Julio, que acabou eleito no primeiro turno.

Pois agora, quando Humberto prega independência do PT em relação ao governo do futuro prefeito, o PP quer distância de qualquer polêmica sobre apoios e cargos.

Pelo menos oficialmente, Eduardo da Fonte, presidente estadual do PP, diz não ter pressa alguma para decidir se vai aderir ou fazer oposição a Geraldo Julio.

“Estou envolvido com atividades do mandato em Brasília. Só vamos iniciar as conversas (sobre a questão do Recife) quando começar o recesso parlamentar no final de dezembro”, disse.

“Vamos conversar com os membros do partido e ouvir cada. Temos uma vereadora eleita na cidade (Michele Collins), mas não há pressa para tomar a decisão. Só vamos resolver em janeiro”, frisou.

Como todos eleitos e reeleitos, Michele esteve em almoço promovido por Geraldo na última terça-feira, quando o futuro prefeito tratou de afagar os vereadores ao dizer que terá um relacionamento franco com todos.

Eduardo da Fonte informa não ter sido procurado pelo prefeito eleito, mas afirma que o PP torce “pelo melhor para o Recife”. “Quro que dê tudo certo”, afirmou, acrescentando que no âmbito estadual segue alinhado com o PSB.

Ele não quis comentar a atitude de Humberto Costa, mas salienta que continua amigo do senador.

Foto: Heinrich Aikawa / divulgação