Políticos de olho nos muitos votos dos que usam a ciclofaixa

Roberto Ramos/DP/D.A Press

Roberto Ramos/DP/D.A Press

Se esta onda de ciclofaixa tivesse surgido em ano eleitoral, os ciclistas não teriam sossego diante da sempre inventiva propaganda política.

De todo modo, mesmo ainda distante da campanha, não falta deputado se engajando e supervalorizando grupos de cicloativismo.

É sempre assim. Modismos e classe média são sinônimos de voto.

Dilma diz não estar em campanha. Tarde demais. Ela é candidata

Presidência da República

Presidência da República

Mesmo com o nome lançado à reeleição pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, há cerca de dois meses, a presidente Dilma Rousseff decidiu dá um tempo no vestido vermelho da campanha.

Nesta terça disse que não começou a pedir votos porque é “impossível” comandar o país e disputar antecipadamente as eleições ao mesmo tempo.

“Eu não estou em campanha. Sabe por que eu não estou em campanha? Porque eu tenho a obrigação, durante 24 horas por dia, de dirigir o Brasil. E quero dizer o seguinte: é impossível, impossível, qualquer desvio dessa rota. Talvez a única pessoa com interesse nenhum em discutir o processo eleitoral na metade do seu governo seja eu.”

Bom, Dilma tem todo o direito de afirmar que não está em campanha, que prioriza os afazeres presidencias, isso e aquilo outro.

Aliás, ela tem a obrigação de declarar e se portar apenas como presidente.

Todavia, vale destacar, é impossível dissociar as atribuições do mandato à pré-campanha já deflagrada por Lula.

As agendas, as declarações e, principalmente as articulações são sempre contaminadas pela disputa de 2014.

Ainda que o ex-presidente não tivesse feito o que fez, a associação é consequência natural de um sistema eleitoral que possibilita que se concorra à reeleição exercendo o cargo, de caneta na mão.

Com informações da Folha de S. Paulo.

Discursos de Eduardo e Dilma já não escondem rotas opostas para 2014

Em meio a pré-campanhas já deflagradas, a presidente Dilma Rousseff (PT) e o governador Eduardo Campos (PSB) viveram novo cara-a-cara nesta segunda-feira

Em Fortaleza, durante reunião de governadores do Nordeste, os presidenciáveis – aliados no papel, mas adversários na corrida de 2014 -, agiram de modo a marcar espaço.

Cada um, dentro do limite do cargo que exerce, apostou em discursos que, no fundo, revelam um embate velado.

Enquanto ele disse que se investiu pouco nos últimos anos em obras estruturantes, ela propagou avanço e voltou a usar a caneta para ações emergenciais de combate aos efeitos da seca.

“Durante muito tempo, muita gente viveu da seca, explorando a miséria do povo, fazendo da água o instrumento da dominação do eleitorado quando chegava a eleição”, disse Eduardo.

Do seu lado, Dilma defendeu que ações do seu governo e do governo do ex-presidente Lula fizeram o Nordeste ir para frente.

“Acho que é incorreto dizer que este investimento produziu todos os resultados que nós queríamos, mas ele produziu um resultado inequívoco, junto com as outras políticas sociais do governo, que foi impedir que as populações aqui tivessem todas as perversas consequências que nós víamos ser retratadas ao longo da história do Brasil”, disse ela.

Em suma, a cada encontro, Eduardo e Dilma vão se posicionando como candidatos e assumem pontos de vistas diferentes sobre a relação do governo federal com o Nordeste.

Deixam claro nas declarações que já estão em rotas opostas para 2014. E, se ainda não travam o embate declaradamente é porque ainda não chegou a hora.

Nos bastidores, porém, o clima é de rompimento. Petistas e socialistas podem até rezar pela mesma bíblia, mas já não professam a mesma fé.

Dilma segura PTB e complica missão de Armando em favor de Eduardo

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A coluna Diario Político desta sexta-feira trata de mais uma manobra de Dilma Rousseff contra as investidas de Eduardo Campos sobre partidos da base governista. Desta vez, o PTB é o alvo.

Com as articulações a partir de Brasília, fica difícil a missão do senador Armando Monteiro (presidente do PTB-PE) de levar o partido para o palanque socialista e, assim, garantir respaldo de Eduardo ao seu projeto de concorrer ao governo do estado em 2014.

A análise é de Marisa Gibson. Confira:

Freio de mão

Com a presidente Dilma acenando para o PTB fazer parte do governo, vai ficando mais difícil para Armando Monteiro Neto (PTB) avançar nas articulações para levar o partido a apoiar o projeto presidencial de Eduardo Campos (PSB).

Esta seria uma ação de duplo alcance: não só fortaleceria a pré-candidatura do governador como também pavimentaria a estrada na qual caminha o senador petebista para consolidar a sua candidatura ao governo do estado.

O que se afirma nos bastidores da Frente Popular é que se Armando Neto conseguir levar o PTB nacional para o palanque de Eduardo, não tem outra, será o candidato da Frente Popular à sucessão estadual.

Nesta semana, no entanto, Armando, que havia articulado para terça-feira passada almoço do senador Gim Argelo (PTB), líder do bloco no Senado, que inclui também o PR e o PPL, com Eduardo, teve que remarcar o encontro para proxima semana.

A justificativa foi a agenda do governador. Mas o fato é que, mais rápida, a presidente Dilma acionou o freio de mão, convidando Benito Gama, dirigente nacional do PTB, para uma conversa junto com Argelo e o líder do partido na Câmara dos Deputados Jovair Arantes sobre reforma ministerial.

Assim, o PTB que se reunirá com Eduardo, se houver o encontro, já estará com outras motivações.

Na eleição de 2010, ainda sob o comando de Roberto Jefferson, o PTB apoiou José Serra (PSDB), mas, na chapa de Eduardo como candidato ao Senado, Armando ficou com Dilma.

Após a eleição, e com o afastamento de Jefferson da direção do partido, os petebistas se integraram à base governista.

Eduardo no alvo: Dilma corta recursos e Lula manda avisar que PT não fica de joelhos

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Sem assumir a candidatura, mas já encarado como tal pelo país afora, Eduardo Campos virou pauta de primeira hora quando o assunto é a corrida presidencial.

Está em notas, matérias e análises que recheiam jornais e povoam as redes sociais.

Neste fim de semana, sobraram mostras de que sua presença está sedimentada de modo irreversível no jogo de 2014.

Um dos textos que tem o governador como “gancho”, aponta queda no repasse de recursos federais para Pernambuco, indicando possível retaliação da presidente Dilma Rousseff  ao projeto presidencial do socialista.

Por sua vez, o prefeito de São Bernardo (SP), Luiz Marinho, homem dos mais próximos do ex-presidente Lula, afirma, em entrevista, que “ninguém vai ficar de joelhos para ele (Eduardo) não ser candidato”.

E adverte: “a possibilidade de (ele) eventualmente liderar o nosso projeto mais à frente se finda aí” – como se o socialista tivesse a vã esperança de algum dia receber aval do PT para ser o cabeça do processo sucessório de 2018.

Pois bem. Resumamos da ópera: a tesoura da União (leia-se de Dilma) já está sendo usada eleitoralmente contra Pernambuco e Eduardo.

Ao mesmo tempo, o PT (leia-se Lula) reforça a “penalização” ao estado mandando dizer que lavou as mãos.

O que se questiona a partir desse quadro é o seguinte: até quando Eduardo vai ostentar o figurino de adversário sob o manto de aliado?

Está óbvio que ele não quer o confronto direto com a presidente e muito menos com Lula.

Mas o PT, Dilma e o ex-presidente dão sinais de que cansaram desse jogo de morde a assopra.

Parece que acordaram e não estão mais dispostos a dormir com o inimigo.

Leia abaixo a entrevista de Luiz Marinho (do Estadão) e a matéria que trata do corte no repasse de recursos federais a Pernambuco (Ag. Estado), ambas publicadas neste domingo, 10 de março.

…Continue lendo…

Recado para 2014: oposição tem quase metade dos votos no Recife

imagem: senado.gov.br

Leitores do blog estão perguntando se o PSDB de Pernambuco vai lançar candidato próprio ao governo do estado.

A questão ainda é nebulosa. Isso porque as chapas locais dependem das definições sobre a corrida presidencial.

O que se sabe por enquanto é que os tucanos querem ter Aécio Neves (MG) como candidato a presidente, o que deve obrigar o partido a montar um palanque próprio no estado.

Ainda sobre o tema, teve leitor lembrando de números que indicam a existência de espaço para projetos desvinculados de Eduardo Campos.

Observam, por exemplo, que em 2012, mesmo com toda o poderio do PSB e do governo do estado em favor de Geraldo Julio na corrida pela Prefeitura do Recife, a oposição somou metade dos votos válidos (cerca de 49%).

Ou seja, há muitos eleitores que não se impressionam com as indicações do governador. E aí, PSDB?

PT reage ao PSB e lança candidatura de Lindbergh no Rio de Janeiro

foto: http://www.facebook.com/lindbergnarede

O PT reagiu em cima do lance à notícia de que o senador Lindbergh Farias poderia se filiar ao PSB, caso não fosse candidato ao governo do Rio de Janeiro em 2014.

Na noite desta quarta, enquanto comemora seus dez anos no governo federal, o partido lança a candidatura de Farias ao Executivo fluminense, segundo informa o site Brasil 247.

No último fim de semana, foi veiculada a informação de que o senador já estava conversando com o governador de Pernambuco, presidente nacional do PSB e presidenciável Eduardo Campos.

Mas as primeiras inserções do PT/RJ em 2013 atenderam aos apelos do senador, que foi elevado à condição de estrela dos comerciais.

E as peças foram produzidas pelo marqueteiro João Santana, responsável pelas três vitórias mais importantes do partido nos últimos anos.

Quais sejam: a reeleição de Lula, em 2006, a vitória de Dilma Rousseff, em 2010, e a eleição de Fernando Haddad, para a prefeitura de São Paulo, em 2012.

Os vídeos são uma superprodução, com apurados recursos técnicos. “É preciso diminuir a distância que separa o Rio pobre do Rio rico”, anuncia o senador, que atribui os bons ventos no estado à sintonia entre governo, estado e prefeitura.

Segundo ele, dias melhores virão quando as equipes das esferas de poder trabalharem ainda mais juntas, ou seja PT no governo federal mais PT no governo estadual.

A Agência Globo informou há poucos dias que na semana passada Lindbergh Farias jantou com Eduardo. 

E acrescentou que o socialista abriria as portas do partido para o senador disputar o governo fluminense.

Em troca, o petista seria a principal estrela no palanque do socialista no Rio. “O Lindbergh é o sonho de consumo do PSB”, disse um interlocutor próximo a Eduardo.

Como se vê, o PT apostou alto. O partido é aliado do PMDB, do governador Sérgio Cabral, que tem como candidato ao governo o seu vice, Luiz Fernando Pezão.

A partir desta aliança, que viabilizou os dois mandatos de Cabral e as duas eleições do prefeito do Rio, Eduardo Paes, o PMDB certamente contava com o apoio do PT.

Mas agora muita água vai rolar sob as pontes fluminenses.

Desde já, vê-se o PT ágil e decidido a segurar Lindbergh. Mesmo desagradando ao PMDB, impede, pelo menos por enquanto, que o PSB forme um palanque no Rio de Janeiro.

Randolfe ataca partido de Marina: “capitalismo ambiental”

Foto: Arthur de Souza/Esp.DP/D.A Pres

Vez por outra alguém aponta o senador Ranfolfe Rodrigues (PSOL-AP) como nome capacitado a disputar a Presidência da República.

Ele ganhou visibilidade ao participar da CPI do Cachoeira, foi candidato a presidente do Senado em janeiro (teve o nome retirado horas antes da eleição) e não afirma se pretende concorrer ao Planalto.

Mas não se furta a fazer duras críticas ao embrião de partido lançado pela ex-senadora Marina Silva, como informa site ação popular socialista, do PSOL.

Para  o senador, a nova sigla prega um “capitalismo ambiental” e, com o discurso da sustentabilidade, não poderá resolver os problemas do país.

“O problema do Brasil não é só sustentabilidade ambiental. É também termos 9% da população sob a égide do analfabetismo, é a desigualdade social. O discurso de sustentabilidade não resolve por si só a realidade brasileira”, afirmou Randolfe.

O senador amapaense foi o candidato mais votado do estado do Amapá com 203.259 votos. Eleito, tornou-se o mais jovem integrante da atual legislatura do Senado.

E, uma curiosidade. Randolfe se chama na realidade Randolph Frederich e é pernambucano de Garanhuns.

Amupe enfatiza espaço do Agreste na nova diretoria

 

pt.wikipedia.org

O comando da Associação Municipalista de Pernambuco contesta, com razão, a informação de que a maior parte da diretoria a ser eleita nesta segunda-feira é sertaneja.

Cumaru e Águas Belas são cidades do Agreste e não do Sertão, como contabilizaram a coluna Diario Político e o Blog.

Portanto, é desta região a maior parte dos prefeitos que formam a nova direção da entidade, a ser eleita nesta segunda-feira.

A Amupe ressalta ainda que a composição foi feita de forma democrática e participativa, respeitando a proporcionalidade a partirdo número de prefeituras conquistadas nas últimas eleições por cada um dos partidos.

Prefeitos do Sertão dominam a nova diretoria da Amupe

imagem: amupe.org

A carne de bode predominará no cardápio das reuniões da Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe) no biênio 2013-2014.

A chapa única que, na próxima segunda-feira, será eleita para assumir a diretoria executiva da entidade é formada, em sua maioria, por prefeitos do Sertão.

Dos seis integrantes, quatro são daquela área do estado, incluindo a presidência e a primeira-secretaria.

Dos 184 municípios pernambucanos 159 são filiados a Amupe, segundo informa a assessoria da entidade.
E, como já destacado, o comando fica nas mãos do PSB, do governador Eduardo Campos.
O novo presidente é socialista e foi secretário estadual de Articulação Regional.
Confira como ficou a composição:
Diretoria Executiva
Presidente: José Patriota Filho – Afogados da Ingazeira
Vice-presidente: Izaias Régis – Garanhuns
1º Secretário:  Lourival Simões – Petrolândia
2° Secretário: Jorge Alexandre – Camaragibe
1º Tesoureiro:  Eduardo Tabosa – Cumaru
2º Tesoureiro: Genivaldo Menezes – Águas Belas
Conselho Fiscal
Titulares
1.   Josenildo Leite – Cedro              
2. Bruno Martiniano – Gravatá
3. Belarmino Vasquez – Tracunhaém
Suplentes:
1. Grinaldo Coutinho – Nazaré da Mata
2. Daniel Alves – Chã Grande
3. Cristiano Martins – Quipapá