
foto: http://www.facebook.com/lindbergnarede
O PT reagiu em cima do lance à notícia de que o senador Lindbergh Farias poderia se filiar ao PSB, caso não fosse candidato ao governo do Rio de Janeiro em 2014.
Na noite desta quarta, enquanto comemora seus dez anos no governo federal, o partido lança a candidatura de Farias ao Executivo fluminense, segundo informa o site Brasil 247.
No último fim de semana, foi veiculada a informação de que o senador já estava conversando com o governador de Pernambuco, presidente nacional do PSB e presidenciável Eduardo Campos.
Mas as primeiras inserções do PT/RJ em 2013 atenderam aos apelos do senador, que foi elevado à condição de estrela dos comerciais.
E as peças foram produzidas pelo marqueteiro João Santana, responsável pelas três vitórias mais importantes do partido nos últimos anos.
Quais sejam: a reeleição de Lula, em 2006, a vitória de Dilma Rousseff, em 2010, e a eleição de Fernando Haddad, para a prefeitura de São Paulo, em 2012.
Os vídeos são uma superprodução, com apurados recursos técnicos. “É preciso diminuir a distância que separa o Rio pobre do Rio rico”, anuncia o senador, que atribui os bons ventos no estado à sintonia entre governo, estado e prefeitura.
Segundo ele, dias melhores virão quando as equipes das esferas de poder trabalharem ainda mais juntas, ou seja PT no governo federal mais PT no governo estadual.
A Agência Globo informou há poucos dias que na semana passada Lindbergh Farias jantou com Eduardo.
E acrescentou que o socialista abriria as portas do partido para o senador disputar o governo fluminense.
Em troca, o petista seria a principal estrela no palanque do socialista no Rio. “O Lindbergh é o sonho de consumo do PSB”, disse um interlocutor próximo a Eduardo.
Como se vê, o PT apostou alto. O partido é aliado do PMDB, do governador Sérgio Cabral, que tem como candidato ao governo o seu vice, Luiz Fernando Pezão.
A partir desta aliança, que viabilizou os dois mandatos de Cabral e as duas eleições do prefeito do Rio, Eduardo Paes, o PMDB certamente contava com o apoio do PT.
Mas agora muita água vai rolar sob as pontes fluminenses.
Desde já, vê-se o PT ágil e decidido a segurar Lindbergh. Mesmo desagradando ao PMDB, impede, pelo menos por enquanto, que o PSB forme um palanque no Rio de Janeiro.